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COMENTÁRIOS

Comentário Setorial

- 2 de de 2017



Combustíveis Distribuição: Setor sofre com a retração econômica.
O mau momento vivido pela economia brasileira afetou o mercado de distribuição de combustíveis como revelam os dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Segundo a agência, as vendas dos quatros principais com combustíveis no Brasil (gasolina, etanol hidratado, diesel e Gás Liquefeito de Petróleo - GLP) caíram 2,9% em 2016, onde foram consumidos cerca de 683 milhões de beps (barris equivalentes de petróleo) frente aos 703 milhões de beps consumidos em 2015.

As vendas da gasolina se expandiram 4,6% no período, bem como o consumo do GLP que cresceu 1,1% em 2016. Por outro lado, o consumo de etanol hidratado recuou 18,3%, o do diesel caiu 5,1% em relação a 2015.Este foi o segundo ano consecutivo com resultado negativo no que se refere ao quantum consumido pelo mercado interno, o que demonstra que a situação operacional do setor já vem se deteriorando em um período prolongado.

Por sua vez, o faturamento do setor apresentou crescimento 7,0% no ano passado, muito mais em virtude dos expressivos aumentos dos preços dos combustíveis do que, como já visto, pela expansão das vendas destes. A saber, o preço médio da gasolina nas distribuidoras se elevou em 11%, do óleo diesel inflacionou 6,5% e do etanol hidratado expandiu se em 22,8% em comparação aos preços médios de 2015.

Além do mais, tal resultado do faturamento, que a primeira vista pode parecer ser positivo, não representa uma boa notícia quando se desconta deste a inflação de 2016 (que pelo índice oficial, o IPCA apresentou variação positiva de 6,29%). Assim sob este prisma, o setor praticamente não apresentou evolução de seus resultados financeiros o que é preocupante para as distribuidoras que estão vendo suas margens de venda, ano a ano, apresentarem retração.

Mesmo que tal cenário de queda nas vendas e margens das distribuidoras vista nestes últimos anos provavelmente não volte a ocorrer em 2017 (sobretudo porque é projetado uma redinamização da atividade econômica e uma queda nos níveis inflacionários), o esperado baixo crescimento econômico ainda deixa estreita a “margem de manobra” dos players do setor que deverão criar estratégias para capturar e fidelizar clientes à sua marca, de forma que esta pequena janela de oportunidade que representa o ano de 2017 para a retomada do crescimento mais robusto do faturamento não seja desperdiçada. 

Analista Responsável pelo Setor: Felipe Silva.


Navegação e Portos: Apesar do mau resultado obtido em 2016, modal busca soluções para o médio e longo prazo.
Segundo os dados recentemente divulgados pela Antaq, o setor portuário nacional (portos organizados e terminais de uso privado) movimentou no ano passado um pouco mais de 998 milhões de toneladas. Este resultado representou uma queda em cerca de 1% quando comparado ao quantum movimentado em 2015.

A queda das principais safras, como o milho e a soja, contribuíram para que a movimentação total dos granéis sólidos (principal modalidade do transporte aquaviário) sofresse uma redução de 0,7% em relação ao ano de 2015. Já os granéis líquidos apresentaram uma queda de 3,8% na movimentação dada a retração da demanda interna por combustíveis. Por sua vez, as cargas conteneirizadas praticamente não apresentaram variação. O único destaque positivo se deu pelas cargas soltas que apresentaram crescimento de 7,2% muito em virtude do expressivo aumento das exportações de celulose.

Cabe destaque também a constatação de que a queda nos resultados de movimentação portuária se deu de forma muito mais intensa nos Portos Organizados do que nos Terminais de Uso Privado. Estes primeiros, como detém uma estrutura organizacional muito mais heterogênea, acabam por amargar uma queda de 2,5% em sua movimentação. Já os Terminais de Uso Privado, por serem muito mais especializados (já que grande parte atendem à finalidade de transporte e armazenamento de somente um tipo de produto, como minério de ferro ou soja) e por deterem uma lógica administrativa mais independente e muito menos burocratizada, observaram uma pequena queda de 0,25% do total de carga movimentado.

Não é por menos que, cada vez mais, aumenta-se a representatividade dos Terminais de Uso Privado no modal em detrimento dos terminais pertencentes a estrutura de um Porto Organizado. A tendência para os próximos anos é de que com o pleno vigor da lei dos portos (Lei n o 12.815, de 2013), o número de concessões para Terminais de Uso Privativo cresça de forma significativa contribuindo para o desenvolvimento do modal no Brasil.

Analista Responsável pelo Setor: Felipe Silva.

Indústria Cafeeira: Gecex aprova redução de imposto para importação de Café Conillon
O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) confirmou a redução dos impostos para importação de café Conillon, de 10% para 2%, com a medida valendo até maio de 2017.

A principal razão desta medida é aumentar os estoques públicos de café Conillon, que se encontram bem abaixo do esperado para a época. Esta medida é emergencial visando não comprometer a possibilidade de reação do governo à crises de abastecimento. A medida não deverá comprometer o faturamento do setor, ainda mais que o tipo Conillon é o menos representativo na produção geral de café no Brasil, mas deverá ser um fôlego de emergência caso ocorram problemas de abastecimento deste tipo de café.

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino.


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