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Comentário Setorial

- 07 de abril de 2017





Têxtil e Confecções/Calçados: Fim da desoneração da folha põe fim as perspectivas de retomada da produção da indústria têxtil e calçadista no País em 2017

No primeiro bimestre, ancorados pelas perspectivas e confiança de uma melhora da demanda interna, os setores têxtil e calçadista, que haviam perdido um número significativo de empregados nos últimos dois anos registraram um saldo positivo de contratações.

Todavia, na última semana de março tais setores foram surpreendidos pelo anúncio do Governo da Medida Provisória 774 (publicada dia 30 de março), que põe fim à desoneração da folha de pagamento das empresas dos setores calçadistas e de confecções, que vinham sendo beneficiados pela substituição da cobrança do INSS empresarial de 20% sobre o total dos salários pagos por uma alíquota situada entre 1,5% e 2,5%, sobre o faturamento da empresa a depender da atividade específica desta.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), até então, a desoneração vinha garantindo certo alívio para o setor calçadista, já que o setor é intensivo em mão de obra, e contribuiu para a redução dos custos de produção. Neste sentido, a reversão neste momento deverá encarecer o calçado nacional para o consumidor final. De acordo com a entidade, o segmento setor não aproveitou o benefício fiscal para aumentar a margem de lucro, mas sim para reduzir preços e ganhar competitividade no mercado nacional.

No cenário atual, tendo em vista a elevação do desemprego no País e queda no rendimento das famílias, uma elevação dos preços tende a reprimir ainda mais o consumo das famílias. Além disso, o setor calçadista e de confecções poderá apresentar maiores dificuldades para sair da crise, haja vista a concorrência que tais segmentos enfrentam com os produtos chineses importados que apresentam menores custos e preços mais reduzidos.

A nova regulamentação da cobrança de contribuição previdenciária das empresas foi publicada por meio de MP (medida provisória), e entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do quarto mês subsequente ao de sua publicação. 

Especialista do Setor Têxtil e Calçadista: Laís Soares



Autopeças: Fim da desoneração da folha de pagamento reduz a competitividade da indústria nacional de autopeças

No dia 30 de março (2017), o Governo anunciou o fim da desoneração da folha de pagamento que vinha beneficiando o setor de autopeças (dentre outros setores). A medida deve elevar o custo de produção do setor, reduzindo a margem de lucro sob o faturamento. Além de reduzir a competitividade da indústria nacional de autopeças no mercado externo, devido ao elevado “Custo Brasil”.

Pela primeira versão da medida (sancionada em 2011), o setor era beneficiado pela substituição da cobrança do INSS empresarial de 20% sobre o total dos salários pagos por uma alíquota de 1% sobre o faturamento da empresa. No fim de 2015, a lei da desoneração foi revisada aumentando a alíquota para 2,5%. sobre o faturamento. 

A produção industrial de autopeças de acordo com o Índice do IBGE, em fevereiro apresentou um crescimento de 12,5% na comparação com o mesmo mês de 2016. O resultado levou a um crescimento de 6,4% na fabricação de autopeças neste primeiro bimestre na comparação interanual. No acumulado dos últimos 12 meses, o segmento ainda carrega uma queda de 4,2%.

No primeiro trimestre deste ano, a produção e as vendas de veículos novos e usados no País apresentaram um crescimento, portanto, a indústria de autopeças vem acompanhando o movimento das montadoras de modo geral, e do segmento de reposição. Todavia, pesa sobre o setor a concorrência com as importações. O fim da desoneração da folha de pagamento impacta o setor de autopeças acentuando a concorrência das autopeças nacionais em relação às importadas.

A nova regulamentação da cobrança de contribuição previdenciária das empresas foi publicada por meio de MP (medida provisória), e entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do quarto mês subsequente ao de sua publicação. 

Especialista do Setor de Autopeças: Laís Soares


Comentário Interativo: Apresentação da Lafis Consultoria


No vídeo o superintendente geral da Lafis Consultoria, Osmar Sanches, comenta a tradição comprovada da empresa ao longo dos anos e descreve o valor dos serviços oferecidos através da análise inteligente de dados de mercado.


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