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    Em recente artigo divulgado pela Flat Out, foram destacadas as falas de Akio Toyoda - presidente da Toyota durante o Salão de Tóquio, explicando sobre o porquê não desistiu da combustão interna no alcance da neutralidade de carbono na indústria automobilística. O destaque à Toyota no artigo como uma exceção nessa indústria, partiu de uma reflexão sobre o fato de que: “ninguém mais briga pelo automóvel em si, pelo seu futuro e continuidade. Fazem só o que são mandados via legislação, e o nebuloso gosto da turba.”

    Com o executivo apontando que não apenas os veículos elétricos a bateria representam a única forma no objetivo de carbono zero nessa indústria, foi ressaltado o refinamento de tecnologias da Toyota voltadas ao uso de motores de combustão interna avançados – e particularmente, movidos à hidrogênio[1] - como foco principal da marca ao longo de 2024. Toyoda ainda pergunta aos presentes na coletiva de imprensa do evento : “Não deveríamos todos ter entusiasmo pelos carros ao assumirmos o desafio? Você pode pensar: ‘Motores à combustão interna nos dias de hoje?’ Pode parecer que estamos correndo contra o tempo, mas isso não é verdade. Este é um passo necessário em direção ao futuro.”

    Além de trabalhar com motores movidos a combustíveis de hidrogênio, a Toyota também vem focando em diversas melhorias conjuntas, destacando-se altas taxas de compressão e lean burn - referente à queima de combustível com excesso de ar em um motor de combustão interna. Observa-se, ademais, que também a Bosch anunciou destaque ao hidrogênio, podendo esse ter desempenho fundamental nas necessidades energéticas em todo o mundo; além de em sua fábrica na Alemanha apresentar foco em investimentos na “pilha a combustível móvel”, recém inserida em sua linha de produção em série, com potencial de transforma-se em um importante sistema de propulsão à veículos leves e pesados.

    Assim, como dois exemplos que evidenciam a busca de duas grandes empresas por novas alternativas de neutralidade do carbono, e, cujas estratégias parecem contrastar com a tendência atual dominante dos veículos elétricos a bateria, é importante sublinhar alguns desafios de relevo que os motores à combustão interna precisam enfrentar para ganhar escala e competitividade no setor automobilístico: as questões sobre a infraestrutura, o custo e a sustentabilidade em todo o processo produtivo e de uso dos veículos num futuro próximo.

    Analista Responsável Thais Virga 


    Há quase duas semanas, encerrava-se o mais recente pleito eleitoral presidencial na vizinha Argentina com vitória de Javier Milei, a ser empossado no próximo 10 de dezembro. E qual à relação dessa eleição para a indústria e comércio automotivo do Brasil e entre esse a República Argentina? Bem, convém lembrar o período anterior das eleições marcado por propagandas de Milei, em que o mesmo chegou a destacar durante sua campanha a saída argentina do Mercosul. E, para isso, ameaçando romper com o acordo bilateral de comércio de veículos, reduzindo ou acabando com o imposto de importação de 35% para carros importados de fora do bloco econômico.

    O quê, se efetivado a partir de sua posse ou no próximo ano, poderá, sem dúvidas, acarretar em perdas para ambos os países em termos de exportações de veículos leves. Acontecendo isso, qual país deverá ser mais prejudicado? Segundo os mais recentes dados da balança comercial entre os dois países, a própria Argentina! Em resumo, se de um lado, a Argentina caracteriza-se como o país que mais exporta carros ao Brasil, de outro lado, esse último já vem, nos últimos anos, vendendo mais automóveis e comerciais leves ao México do que à Argentina.

    A saber, em dados e nessa ordem: de janeiro a outubro de 2023, as fábricas argentinas exportaram ao Brasil 175 mil automóveis e comerciais leves; tal volume equivalendo-se a 64% das exportações e cerca 34% de tudo que foi produzido no país vizinho. Isso significa uma ameaça setorial de relevo à economia argentina, uma vez que mais de 1/3 da produção de 11 fabricantes de veículos nesse país entraria em risco. Já na outra ponta, apesar de impactos negativos e importantes a montadoras no Brasil, no caso de ler levada a cabo tal ameaça eleitoral, na prática, uma ruptura no acordo de comércio bilateral de veículos com a Argentina afetará menos o Brasil, já que as exportações de veículos brasileiros ao mercado argentino já vêm caindo nos últimos anos.\

    Nessa segunda perspectiva, destaca-se que: se até 2019 a Argentina responsabilizou-se por mais da metade das exportações de veículos do Brasil, em 2021 tal percentual recuou para 35% e em 2022 chegou a 29%. E o país que passou a Argentina como primeiro comprador de carros do Brasil foi o México: apenas nos últimos dez meses, os mexicanos importaram do Brasil 116,3 mil automóveis e comerciais leves, ou 33% das exportações do setor. A fim de comparação, de janeiro a outubro a Argentina ficou em segundo lugar quanto a importadores de  automóveis e comerciais leves de fábricas brasileiras, respondendo por 27% dos embarques brasileiros ou o equivalente a 97,3 mil unidades.

    Analista Responsável Thais Virga

     


    Fechado desde 2021 pela montadora norte-americana Ford no Brasil e de explicitado interesse da também montadora e a maior do mundo na eletrificação veicular - a chinesa BYD - visando instalar sua primeira fábrica nas Américas, o complexo fabril de veículos localizado no Polo Industrial de Camaçari no Estado da Bahia avançou mais um capítulo da novela arrastada até então.

    Em acordo firmado no último dia 11 de agosto, a Ford anunciou a venda de seu complexo industrial ao Governo da Bahia, em um acordo de reversão da propriedade da fábrica de Camaçari para o estado. A princípio, o valor da "recompra" do governo estadual não foi divulgado, sabendo-se apenas que, em decisão acertada com a direção da Ford, tal processo seguirá legislação vigente, o qual, posteriormente, prevê indenização para a empresa automobilística em valores compatíveis com o mercado

    Mais recentemente, e como informado em matéria do Auto Indústria de 17 de agosto, em evento promovido pela BYD nesse mesmo dia na capital paulista, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues) explicou um pouco mais como se dará tal negociação com a Ford. No evento, foi dito que a Caixa Econômica Estadual Federal será a responsável pela análise do valor de indenização devido à Ford por conta dos seus investimentos no local, em especial, em equipamentos e maquinário. 

    E é essa movimentação que, enfim, deverá facilitar as negociações com a BYD, tendo em vista que a chinesa negociava a compra das instalações da Ford na Bahia há mais de um ano, sem acordos devido a entraves técnicos e burocráticos entre as duas partes, impedindo, portanto, o direto fechamento do negócio. Fato esse que já responde, inicialmente, o porquê da Ford ter preferido vender a fábrica ao Governo do Estado e não diretamente à BYD, conforme corroborado por nota da empresa norte-americana: "O acordo tem a finalidade de simplificar e agilizar o processo de transição de propriedade da fábrica, contribuindo para geração de valor ao estado e à comunidade baiana".

    Uma segunda razão articulada à primeira diz respeito à alta complexidade de uma aquisição de grande porte, uma vez que ambas as montadoras são gigantes no setor automotivo global, e com suas próprias e distintas regras, um acordo direto entre elas poderia demorar anos devido a questões corporativas, como apontado em reportagem do Uol mediante fontes internas.

    Outra justificativa de cunho mais político legal e de governança ente os setores privado e público, diz respeito a uma tentativa de prorrogação de benefícios fiscais até 2032 por empresas, governos e parlamentares. E isso, através de um adendo no texto da Reforma Tributária, o qual fora retirado na última votação do Congresso por um voto de diferença e que, agora, deverá voltar a ser incluído, na votação direcionada ao Senado (e atendendo a pedido do próprio presidente Lula). Destaca-se que além de benefícios à montadoras também na região Nordeste, esse adendo também inclui a extensão do regime especial à região Centro-Oeste, onde localizam-se fábricas da Caoa/Chery e da HPE/Mitsubishi. Fato esse que, por outro lado, já vem incomodando montadoras tradicionais no país.

    Por fim e atentando à BYD, essa poderá concluir a aquisição do complexo em Camaçari junto ao poder público e, assim, acelerar a implementação de três fábricas previstas para o Estado, em meio a investimentos idem recém anunciados de R$ 3 bilhões. Sendo  essas fábricas: uma voltada à produção de chassis para ônibus e caminhões elétricos; outra com foco na produção de automóveis híbridos e elétricos (e estimativas de 150 mil a 300 mil unidades de capacidade produtiva ao ano); e, a terceira direcionada ao processamento de lítio e ferro fosfato (com o objetivo da BYD em atender ao mercado externo, através da estrutura portuária existente na Bahia). No montante anunciado de investimentos, estima-se que já estejam inseridos os custos com a compra do complexo fabril em Camaçari, o qual, inclusive, deverá gerar mais de 5 mil empregos diretos e indiretos, podendo entrar em funcionamento no segundo semestre de 2024.

    Analista Responsável Thais Virga




    A evidência sobre o lítio na atualidade amplia-se na medida em que também se aumenta a eletrificação de carros e outros veículos (motos, ônibus e caminhões) em todo o mundo. Não à toa, o preço do carbonato de lítio evoluiu expressivamente nos últimos anos: se em 2005 esse era de US$ 1.720 por tonelada, em 2022 tal preço chegou a US$ 80.000/ton.; um aumento de mais de 4550%. Destaca-se que a América do Sul tem países com expressividade nesse mineral reconhecido como insumo indispensável à produção de baterias aos veículos eletrificados, segmento industrial esse que responde por 74% do uso do lítio, segundo estudo da KPMG . 
    No subcontinente apenas quatro países — Chile, Bolívia, Argentina e Brasil   — ao apresentarem cerca de 17 projetos com potencial de operacionalização, evidenciam: tanto um palco regional de potencialidades — no caso de conseguirem, com soberania, agregar valor na cadeia e expandirem socioeconomicamente sua demanda interna de veículos eletrificados; quanto um espaço geopolítico e econômico de disputas por capital e investimentos com outras regiões, como Austrália, China, Estados Unidos, Canadá, e, mais recentemente, também o Irã e a Índia . Conforme a KPMG atenta, em 2022 e ainda que sem contar a Bolívia, outros países sul-americanos contribuíram por cerca de 36% da produção de lítio total no mundo, o qual totalizou 130.000 toneladas no ano. 
    É em meio a esse cenário, que a questão da descarbonização ou da chamada "mobilidade sustentável" — através de uma ampla gama de possibilidades como veículos elétricos, célula de hidrogênio, carros híbridos e modelos flex, por exemplo — ganha maior projeção em toda a América do Sul e levanta alguns fatores de atenção, e isso, particularmente no Brasil.
    Ademais de um relevante potencial para gerar energia limpa nacionalmente, e possuir reconhecido know-how no uso de biocombustíveis como aliados à descarbonização da mobilidade, o Brasil se destaca no subcontinente e globalmente, além de apresentar particularidades. É o que atentou recentemente, Everton Lopes - diretor de tecnologia da MAHLE América do Sul em entrevista ao Automotive Business em julho, apontando cinco fatores centrais:
    1. Apesar do atual enfoque à redução dos impactos ambientais dos veículos, os transportes não são os maiores "vilões" das emissões de CO2 em países da Europa, na China, na Índia, nos Estados Unidos ou no Brasil, ainda que possam liderar a descarbonização. E, nesse ponto nosso país ganha uma oportunidade de liderança nesse movimento, uma vez que: enquanto nos três primeiros primeiros o fator transporte aparece, em geral, em 2º lugar - sempre após a produção de energia elétrica (baseada em combustíveis fósseis); no Brasil aquele aparece apenas em 4º lugar (12%), atrás da agropecuária (34%), de mudanças no uso da terra (30%) e de geração de energia (13%, essa com maior enfoque em matriz renováveis - via hidreléléticas e energias solar e eólica);

    2. A emissão de carbono ocorre além do escapamento dos veículos, e, principalmente, é maior tanto no processo de fabricação de veículos elétricos, quanto na reciclagem quando a vida útil desse termina. Cálculos da MAHLE evidenciam que enquanto a produção de um carro de passeio a combustão gera a emissão de 5 toneladas de carbono; no caso automóveis elétricos, tal geração é de 14,7 toneladas (devido à maior dependência de componentes eletrônicos, dependentes de maior exploração mineral). Nesse sentido, a vantagem no Brasil recai para os modelos a combustão, com a emissão de 3 ton. de CO2, enquanto os elétricos chegam a 4 ton.;

    3. Relacionado ao segundo fator e levando em conta uma abordagem de análise "cradle-to- grave" (ou "do berço ao túmulo"), no Brasil, a mobilidade sustentável faz mais sentido em veículos do modelo flex (ou de combustível duplo) abastecidos, sobretudo, com etanol puro. Segundo Lopes, ao considerar 150 mil km² de uso " um carro a gasolina no Brasil (que sempre conta com 27% de etanol), emite 27,8 toneladas de carbono", enquanto na opção flex MCI (motores a combustão interna) - 100% Etanol, a geração de emissões chega a 15,5 toneladas. Também, comparando todo o ciclo "de vida" dos veículos elétricos na Alemanha e no Brasil, no primeiro emite-se um total de 33,7 toneladas de emissões e no Brasil esse total é de 21,8 toneladas;

    4. Com uma matriz energética mais limpa comparativamente a outros países do mundo, o Brasil tem potencial de se fortalecer como um "centro global de produção limpa de veículos e componentes", uma vez que "o saldo de carbono de um veículo que sai de uma fábrica nacional é bem menor do que o feito em outras localidades do globo";

    5. O executivo atenta, também, que o uso do motor à combustão ainda está longe do fim; o quê é realista se pensando na América do Sul, e, em especial, no Brasil. Articuladamente a um processo racional de eletrificação da mobilidade, o país ainda apresenta muitas potencialidades  de queima de combustíveis considerados mais limpos, a partir: do aumento de biocombustíveis com medidas para ampliar o porcentual de etanol na gasolina e de biodiesel e HVO no diesel; da expansão de outras frentes como a do biometano; e, de políticas e medidas de incentivos ao consumidor para abastecer seus veículos com etanol - através, por exemplo, de créditos de carbono  visando deixar o preço mais atrativo dos biocombustíveis na bomba de abastecimento.

    Dito tudo isto, três reflexões finais se destacam quanto à "mobilidade sustentável" e a crescente eletrificação veicular. Primeiro que, boa parte da América do Sul possui potenciais positivos de desenvolvimento da exploração do lítio à essa mobilidade, desde que com foco maior à agregação de valor na cadeia e na internalização de benefícios. Segundo que, dentre os países sul-americanos, o Brasil possui um grande trabalho à fazer quanto a essa temática para explorar seu relevante potencial, sendo o momento mais proprício para isso, o presente. E por fim, e, remetendo mais diretamente às montadoras e quanto aos preços dos veículos elétricos, reflete-se sobre as classes sociais que atualmente têm acesso a esses (as classes mais altas), e o potencial de abrangerem também às classes sociais mais baixas. Sobre esse último ponto, em entrevista coletiva de Carlos Tavares - CEO da Stellantis a metalúrgicos da UAW - United Auto Workers na última sexta (28/07/2023), disse que “o nível ideal para modelos acessíveis é de cerca de US$ 25 mil” para que, pelo menos, a classe média também tenha acesso aos carros elétricos.

    Analista Responsável Thais Virga


    A pandemia da COVID-19 causou uma reviravolta econômica sem precedentes em todo o mundo. Empresas de todos os setores enfrentaram desafios significativos, desde restrições de operação até mudanças nos hábitos de consumo dos clientes.

    Nesse cenário de recuperação, é crucial que as empresas estejam preparadas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgem. E uma ferramenta valiosa para essa preparação estratégica é a análise setorial.

    Compreender as tendências do mercado, as mudanças de comportamento do consumidor e as demandas emergentes torna-se essencial para se posicionar de forma inteligente e competitiva.

    Este texto explora a importância da análise setorial como uma poderosa aliada das empresas na retomada econômica, e como a análise setorial pode ajudar as organizações a identificar oportunidades, mitigar riscos e tomar decisões informadas que impulsionem seu crescimento.

    Prepare-se para desvendar os segredos por trás da análise setorial e descubra como essa ferramenta estratégica pode levar sua empresa a um novo patamar de sucesso.

     

    Entendendo a retomada da economia e o papel da Análise Setorial

     

    Após um período desafiador de incertezas e instabilidades, a retomada econômica pós-pandemia já se tornou uma realidade.

    No entanto, é importante compreender que o cenário econômico atual é marcado por mudanças significativas nos comportamentos de consumo, nas dinâmicas de mercado e nas demandas dos clientes.

    As empresas que desejam se destacar nesse novo contexto precisam adotar uma abordagem estratégica, antecipando-se às transformações do mercado e se adaptando rapidamente. É aqui que a análise setorial desempenha um papel fundamental.

    A análise setorial permite que as empresas compreendam em profundidade o panorama do seu setor de atuação. Ela vai além da análise macroeconômica geral e mergulha nas especificidades de cada segmento, identificando as principais tendências, desafios e oportunidades que surgem durante a retomada econômica.

    Ao entender os fatores-chave que impulsionam o crescimento do setor, as empresas podem ajustar suas estratégias, reposicionar seus produtos e serviços e se adaptar às novas demandas dos consumidores.

    Além disso, a análise setorial ajuda as empresas a avaliarem a competitividade do mercado, identificando os principais concorrentes e suas estratégias. Com base nessas informações, é possível desenvolver estratégias diferenciadas, encontrar nichos de mercado pouco explorados e conquistar uma vantagem competitiva.

    Em suma, a análise setorial permite que as empresas estejam à frente da curva, antecipando-se às mudanças do mercado e tomando decisões fundamentadas. Na próxima seção, exploraremos em detalhes como essa ferramenta valiosa pode ser aplicada de forma eficaz, fornecendo vantagens estratégicas e impulsionando o crescimento empresarial na retomada econômica pós-pandemia.

    A análise setorial desempenha um papel crucial na tomada de decisões estratégicas das empresas durante a retomada econômica pós-pandemia. Ela oferece uma visão aprofundada das tendências e mudanças que estão moldando o mercado, permitindo que as empresas compreendam o cenário em que estão inseridas e se posicionem de maneira estratégica.

     

    Benefícios da Análise Setorial para as empresas

     

    Ao adotar uma abordagem estratégica baseada na compreensão das tendências e mudanças do mercado, as empresas podem obter vantagens significativas. Vejamos alguns dos benefícios-chave da análise setorial:

     

    Identificação de oportunidades de crescimento: permite que as empresas identifiquem oportunidades emergentes e nichos de mercado pouco explorados – o que permite a possibilidade de direcionar seus recursos e esforços para o desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores, atendendo às necessidades específicas dos clientes.

     

    Tomada de decisões informadas: Com acesso a dados e informações precisas sobre o setor, as empresas podem tomar decisões estratégicas fundamentadas, permitindo que empresas se adaptem rapidamente às mudanças do mercado.

     

     

    Vantagem competitiva: A análise setorial ajuda a identificar os pontos fortes e fracos dos concorrentes, bem como as lacunas no mercado que podem ser aproveitadas. Isso permite que as empresas se posicionem de forma única, atendendo às necessidades dos clientes de maneira mais eficaz do que seus concorrentes.

     

    Mitigação de riscos: auxilia na identificação de riscos e ameaças que podem afetar o desempenho das empresas. Ao antecipar esses desafios, as empresas podem desenvolver estratégias de mitigação adequadas e estar preparadas para enfrentar obstáculos.

     

    Aproveitamento das tendências de mercado: as empresas podem se adaptar de maneira proativa e capitalizar as oportunidades que surgem, ajustando-se rapidamente às mudanças nos comportamentos do consumidor, nas demandas de mercado e nas inovações tecnológicas.

     

    A análise setorial é uma ferramenta poderosa para as empresas que deseja estar sempre prontas aos desafios do seu mercado.

    Ao identificar oportunidades de crescimento, mitigar riscos, adaptar a estratégia de negócios e conquistar uma vantagem competitiva, as empresas estarão bem posicionadas para se destacar no mercado e alcançar o sucesso.

    Lembre-se de que a implementação da análise setorial requer uma coleta cuidadosa de dados, análises aprofundadas e monitoramento contínuo. Além disso, contar com especialistas nessa área, como a LAFIS, pode fornecer um apoio valioso na interpretação dos dados e na orientação estratégica.


    Segundo divulgado pelo jornal Folha de São Paulo no último 13/05/2023, O Governo havia anunciado a data de lançamento de um plano de incentivo à indústria automotiva nacional e voltado à retomada da oferta de carros de menor preço, "populares e verdes": dia 25 de maio. A data escolhida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) condiz ao Dia da Indústria no País. Com detalhes ainda ajustes  pelo MDIC, estimou-se que seria anunciado um plano de incentivo à cadeia industrial no setor automotivo, indo, portanto, além da esfera apenas das montadoras. O mercado acreditava em medidas incluindo: linhas de crédito às fábricas; reduções tributárias; planos e políticas para ampliar o índice de nacionalização de bens manufaturados; além de um programa de financiamento para veículos.
    Uma boa parte dessas medidas foi contemplada no dia de ontem. Com as informações dadas pelo vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, após reunir-se com o presidente Lula e representantes de entidades de trabalhadores e fabricantes do setor automotivo, no Palácio do Planalto, em Brasília — o lançamento do pacote de maior acesso ao "carro popular" pelo Governo Federal agradou montadoras. Ademais de poder influenciar próximos lançamentos, a Anfavea e fabricantes já esperam que o tempo de vigência dos incentivos seja de no mínimo 12 meses (um ano). E esse último é um ponto que prevê ainda análise especial pelo Ministério da Fazenda.
    De modo geral, o pacote anunciado de estímulos prevê: redução de alíquotas do IPI e do PIS/Cofins à indústria automotiva para carros de até R$ 120 mil; resultando em descontos incidentes sobre o valor desses veículos os quais podem ir de 1,5% a 10,96%, a depender de três principais critérios - preço, eficiência energética e densidade industrial no país. Todavia, convém destacar que "ainda não há definição de qual será o nível de redução das alíquotas e como o governo compensará o benefício", como informado pela Agência Brasil. Nesse sentido, a medida agora segue para discussão no Ministério da Fazenda, o qual terá 15 dias para apresentar os parâmetros que serão utilizados à edição de um decreto para reduzir o IPI e de uma medida provisória para reduzir PIS/Confins, a qual será encaminhada para aprovação do Congresso Nacional.
    Ressaltam-se os três critérios e a metodologia elencados pelo Governo para a aplicação de descontos:
    1 - Questão social, do preço do carro - disse Alckmin: "Hoje o carro mais barato é quase R$ 70 mil. Então, queremos reduzir esse valor” (...) “O carro, quanto menor, mais acessível, maior será o desconto do IPI e PIS/Cofins. Então, o primeiro item é social, é você atender mais essa população que está precisando mais.”; 
    2 -  Com relação à eficiência energética, “quem polui menos” - em suma, "(...) você premia e estimula a eficiência energética, carros que poluem menos, com menor emissão de CO2 [gás carbônico, gases de efeito estufa]”, pagam menos.   
    3 - Questão da densidade industrial interna - explicou Alckmin: “O mundo inteiro, hoje, procura fortalecer a sua indústria. Então, se eu tenho uma indústria [em] que 50% do carro é de peças [fabricadas no Brasil] e feito no Brasil e o outro é 90%, isso vai ser levado em consideração”. Ou seja, quanto a maior a participação de peças feitas internamente, aumenta-se a aplicação de desconto.
    Por fim, outra medida também anunciada no último 25 de maio, e essa feita pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, diz respeito ao crédito para exportação, visando beneficiar o setor automotivo. Segundo comunicado, o Banco abrirá uma linha de crédito de R$ 2 bilhões para produtos de exportação, financiados em dólar. 
    Desta feita, tanto de um lado o setor automotivo, em geral, poderá ser beneficiado a partir do curto prazo, isto é, das montadoras à fabricantes de autopeças e setor de fundição, e com rebatimentos a concessionárias de venda; quanto, os consumidores e demandantes de veículos, devido a melhores condições de preços e financiamentos.

    Analista Responsável Thais Virga


    Em artigo recém publicado na Revista Nature Communications (2023) , uma equipe de pesquisadores da Universidade de Cornell/EUA avaliou os impactos da crescente eletrificação de veículos - leves e pesados - em diversos países do mundo, sobre o setor de mineração. A pesquisa alerta à demanda por metais exigidos ao avanço da descarbonização dos transportes, sobretudo, do setor automotivo. 
    Analisando os dados de 48 países (incluindo Estados Unidos, China e Índia - países de destaque quanto ao comprometimento com a referida eletrificação), a pesquisa atentou aos enormes impactos à cadeia de suprimento de metais, uma vez que as localizações das principais minas nesses segmentos não são, necessariamente, próximas aos mercados de maior demanda por veículos elétricos. De outro modo, é dizer que: apesar das transformações da indústria automotiva impulsionadas pelas metas globais de redução das emissões de gases de efeito estufa, a migração da indústria de veículos à combustão aos elétricos, além de elevar muito a demanda por diversos tipos de metais, tende a criar outros efeitos paralelos.
    Sendo distintos e variados os metais exigidos para tal eletrificação — além do lítio utilizado nas baterias, mas, também, do níquel, cobalto, manganês e platina utilizados na fabricação dessas baterias e outros sistemas elétricos veiculares, o estudo analisou dois cenários centrais: um com relação ao lítio e comparando se 40% ou 100% forem elétricos no mundo até 2050; e, o segundo quanto a outros "metais críticos", avaliando prospectivas quanto a esses mesmos dois casos (40% e 100%). Quanto ao lítio, o estudo sublinha o fato de que atualmente não existem minas capazes de suprir essa demanda; no caso dos outros metais, alerta-se, por exemplo, que a demanda por níquel eclipsaria a demanda por outros metais críticos
    Solicitando maior cautela ao ritmo de avanço da eletrificação no setor, foi analisado um cenário adicional, considerando os caminhões e ônibus elétricos, pelo fato de requererem quantidades substancialmente maiores de metais críticos comparativamente a outros veículos. Chegando à concluir que: embora correspondam de 4% a 11% da frota rodoviária total em alguns países, os metais críticos usados em veículos elétricos pesados poderão representar 62% da demanda desses metais nos cenários de 40% ou 100% de eletrificação até meados deste século.
    A despeito dos maiores avanços da eletrificação de autoveículos concentrarem-se em países do mundo desenvolvido — com destaque aos Estados Unidos, à Holanda e Alemanha na Europa, além de China e Índia na Ásia — chama atenção o fato de que a maior oferta de metais e de minerais críticos à essa nova fase da indústria automotiva global está centralizada em outros países relativamente "espacial" e/ou "economicamente" distantes àqueles primeiros. Destacando-se: Brasil,  Chile e Argentina  - na América do Sul (com recente destaque também à Bolívia no caso do lítio); Congo e África do Sul - na África; e, Indonésia - no Sudeste Asiático.
    Ademais de não participarem do restrito círculo de países mais avançados em termos industriais e tecnológicos, todos esses outros, e ambos localizados no Sul Global, são: marcados por grande expressividade da atividade mineral nas respectivas economias; e, considerados "politicamente instáveis" aos olhos dos primeiros países. Tudo isso amplia, sobremaneira, ameaças de ordem econômica, socioambiental e setorial-produtiva, quanto ao macro setor de veículos e a cadeia de suprimentos minerais exigidos para o avanço da descarbonização dessa indústria.
    Em suma, apesar da eletrificação veicular ser um "caminho sem volta" no mundo , Fengqi You - membro da equipe e coautor do artigo, resumiu o alerta: "Os suprimentos instáveis de metais e minerais críticos podem exacerbar os riscos de abastecimento sob o aumento da demanda".
    O  Brasil não figura nas primeiras colocações do mundo entre os maiores produtores de veículos elétricos, nem entre os maiores mercados, em termos de vendas. Todavia, o País vem apresentando crescimento significativo nos últimos anos. Alguns dados recentes explicitam isso: segundo nota publicada pela ABVE, em 2022, as vendas de automóveis e comerciais leves eletrificados chegaram a 49.245 veículos (+41% ante 2021); e, segundo a Neocharge, a frota total de veículos elétricos no Brasil chega, em maio de 2023, a 133.350 unidades (103,07% acima de 2021, com 65.644 unidades). E essa frota apresentou expansão em todos os 26 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, entre 2021 e o período contemporâneo:

    Analista Responsável Thais Virga


    Na última semana, o presidente na América do Sul da Stellantis, Antonio Filosa, já havia apontado a importância de o Brasil retomar o mercado dos chamados carros populares no atual contexto econômico nacional. Para isso, inicialmente Filosa atentou à definição do conceito desses carros, com base no estipulado nos anos de 1990,  no qual se estabelecia no País uma menor alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros com motor 1.0. O que não cabe mais na atualidade, já que como ressaltado pelo executivo, “(...)  hoje, até carro com motor turbo ou aspirado tem motor 1.0″, ao se referir a produtos com maiores sofisticação e tecnologias.

    Desta feita, um primeiro  ponto  a se destacar na discussão recente sobre a volta dos carros populares diz respeito à importância de atualização do explicitado conceito. Ou seja, que agora leve em conta tanto características de tamanho/porte (veículos menores) e simplicidade (com menos equipamentos), quanto agregando e mantendo as normas de segurança e tecnológicas exigidas na atualidade.  E neste intuito de baratear os preços dos automóveis no País, os direcionamentos iniciais incluem: redução de impostos; definição de essenciais itens de segurança para os modelos populares; e, barateamento de crédito - o que depende, como sabido, de redução na taxa de juros da economia brasileira. 

    A ideia inicial do executivo da Stellantis foi reforçada por outras montadoras e associações do setor nos últimos dias, em uma conjuntura em que as primeiras começam a suspender a produção, além de demitir e/ou conceder férias coletivas aos trabalhadores, devido à menor demanda no País. 

    Assim, embora os modelos mais sofisticados (e de maiores preços) atuais tenham seu público, esse não é o mais representativo, considerando a maior parte dos consumidores no Brasil em uma situação "sem renda, nem crédito". Não à toa, em estudo da consultoria S&P Global evidencia-se que as montadoras vêm operando com cerca de 40% de ociosidade. Concomitantemente, como destacado pelo presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), José Andreta Júnior, o setor necessita de escala para gerar rentabilidade.

    Na outra ponta, alguns analistas sugerem que o reaquecimento do mercado de veículos zero km, a preços mais populares, pode gerar impactos negativos em termos de retrocesso tecnológico e isolamento da indústria no Brasil frente a tendências do mercado internacional na atualidade. 

    Se nos anos 90 cada parte do setor chegou a abrir mão de suas respectivas receitas — com indústria e concessionários reduzindo seus lucros, enquanto o governo diminuía o principal imposto aplicado sobre o setor, o IPI — agora, será preciso atentar, efetivamente, se as partes estarão dispostas a colaborarem para  a volta dos carros populares.

    A Lafis vem acompanhando atentamente aos desdobramentos quanto à produção, vendas e discussões relativas ao macro setor automotivo em geral. E, particularmente quanto aos veículos leves,  a depender de avanços ou entraves no tocante à volta de carros populares no País neste e nos próximos anos, se poderá gerar atualizações/revisões das perspectivas dos respectivos indicadores nos estudos e produtos Lafis deste setor, repercutindo no próprio crescimento setorial a partir do curto prazo. 

    Analista Responsável Thais Virga


    O setor de veículos leves (automóveis e comerciais leves) deverá encerrar o ano de 2022 com o melhor desempenho (produção) desde a eclosão da pandemia do novo coronavírus. A pergunta que fica é: finalmente o setor se recuperou?

    A resposta que a Lafis encontra é: a recuperação é parcial e os desafios para 2023 permanecem.

    Talvez a grande dificuldade do setor de veículos leves tenha sido a escassez de componentes eletrônicos – chips e microchips – em virtude das políticas de COVID zero implementadas na China. A Lafis acredita que esse problema deverá persistir em 2023, pelo menos no primeiro semestre, o que poderá diminuir o ímpeto da recuperação setorial.

    Adicionalmente, as condições macroeconômicas não são favoráveis ao setor. 

    O ano de 2023 promete ser de mais pressão de custos para as montadoras – a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou aumento de 10% no preço do aço a partir do primeiro dia do ano. Isto poderá ser repassado aos preços finais dos veículos, o que pode afetar também a inflação sobre o consumidor final.

    Soma-se a isso a trajetória da taxa de juros básica da economia (SELIC), que deverá se manter em patamares elevados, atualmente em 13,75%, mantendo elevado também o custo do crédito, o que torna mais oneroso o financiamento de veículos leves.

    Diante desse cenário, a Lafis acredita que haverá crescimento de 3,6% na produção em 2023 na comparação com 2022; no entanto, caso se confirme este número, o setor estará 20,9% abaixo da produção de 2019, ano anterior à eclosão da crise sanitária. 

    Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro

    Os dados de produção de veículos leves até agosto indicam um total de 1,43 milhão que representou crescimento de 4,9% na comparação com o mesmo período de 2021. A recuperação com relação a 2021 levanta uma questão: a crise de semicondutores terminou?

    A resposta da Lafis é não e ainda está bem longe de terminar.

    Embora 2022 muito provavelmente será um ano de crescimento na produção de veículos leves na comparação com 2021, os dados mostram enorme distância com relação aos anos anteriores à pandemia. Analisando os dados de produção desde 2017 (ano que o país saiu da grave crise econômica que se encontrava no biênio 2015-2016) observamos que a produção em 2022 encontra-se muito abaixo daquele período.

    Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro

    O recrudescimento da pandemia do novo coronavírus na China tem intensificado a política do governo local de restrição à circulação de pessoas – política de COVID zero. A impossibilidade de locomoção tem afetado a produção industrial do país, o que já preocupa as autoridades sobre os efeitos que isto terá no crescimento econômico. As paralisações têm tido um impacto ainda maior na produção de componentes eletroeletrônicos, impactando, dentre outros, o setor automobilístico mundial. Obviamente o Brasil sofre muito também.

    Os resultados divulgados até o momento (abril de 2022) mostram que a produção de veículos leves no Brasil foi 14,3% menor do que no mesmo período de 2021, e 31,7% abaixo do observado no mesmo período de 2019. A menor oferta de veículos é um dos fatores que explica a queda na demanda – outros fatores são preços elevados, preços dos combustíveis em alta e aumento na taxa de juros. O Brasil vendeu 22,7% menos veículos leves no primeiro quadrimestre de 2022 na comparação com o mesmo período de 2021 e 36,2% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2019.

    A Lafis acredita que o fornecimento de componentes eletroeletrônicos não irá se normalizar até o final deste primeiro semestre; acreditamos que o cenário comece a se tornar mais favorável a partir do final do terceiro trimestre, início do último trimestre.

    Diante disso, a Lafis trabalha com a projeção de queda na produção de veículos leves de 6,1% no ano com queda de 9,8% nas vendas internas do produto.

    Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro


    O Ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou no dia 25 de fevereiro a redução de 25% na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Com a medida, o governo busca reaquecer a economia e estimular o consumo – digno de nota que a medida ocorre em ano eleitoral e com um país com uma inflação já elevada.

    Mas quais seriam os possíveis impactos no mercado de veículos leves?

    Primeiramente, temos que assinalar que a redução para o setor foi de 18,5% com alíquotas diferenciadas, de acordo com a cilindrada do motor. Esta diminuição na carga tributária deve promover, em média, uma redução no preço final inferior a 2% - estima-se em preços 1,7% a 1,8% menores ao consumidor final.

    O nobre leitor deve estar se perguntando: como uma queda de 18,5% nos impostos reduz apenas 1,8% no preço final? A resposta é simples: o peso dos outros impostos que faz com que o preço final do produto continue elevado ao consumidor final.

    Mesmo com a redução marginal no preço final dos veículos leves, é esperado que isto impulsione as vendas. Os primeiros resultados do ano – janeiro e fevereiro – foram muito aquém do esperado e o setor ainda não está totalmente recuperado da crise de desabastecimento de chips e microchips. Mesmo com o possível impulso da redução de preços, o setor continuará distante dos bons resultados pré-pandemia.



    A pandemia do novo coronavírus está longe do fim; o recrudescimento da doença na China, Rússia e Europa mostram que os problemas sanitários persistem. Afora isto, as consequências perduram e perdurarão por muito tempo. Na economia, um dos reflexos foi a desorganização nas cadeias de suprimentos, que vem impactando diversos segmentos da economia, dentre eles o automotivo.

    A falta de componentes eletroeletrônicos – chips, microchips e semicondutores – foi o destaque negativo do setor em 2021. Presente nos mais diversos componentes da montagem de veículos, sua escassez fez e faz diversas linhas de produção pararem suas atividades. Até quando esta crise permanecerá?

    Difícil saber, até porque o vírus teima em não nos abandonar. Algumas previsões apontam que poderemos ter uma normalidade no segundo trimestre de 2022; outras acreditam no reestabelecimento da produção integral até o final do primeiro semestre; alguns mais pessimistas acreditam que somente no segundo semestre.

    E a Lafis?

    Nós acreditamos que 2022 será um ano difícil assim como foi 2021. Estimamos que, no melhor cenário, a normalização aconteceria no segundo semestre do ano; no pior, acreditamos que o problema persistirá por todo o ano normalizando a cadeia de suprimentos apenas em 2023. 

    O brasileiro que já paga caro para adquirir seus veículos, deverá pagar mais caro ainda em 2022. A opção por veículos usados também deverá estar mais cara devido à recente migração de consumo. Uma das consequências econômicas da pandemia será a inflação e esta estará presente no setor automotivo por um bom tempo ainda.

    Analista Responsável Marcelo Balloti Monteiro

    O redirecionamento da produção de componentes eletrônicos – chips e microchips – principalmente para a fabricação de eletrodomésticos, tem feito com que a produção mundial de veículos sofra interrupções sistemáticas no primeiro semestre. O cenário internacional, obviamente, reflete-se no Brasil, dada a dependência das montadoras nacionais da importação destes componentes.

    A menor produção de veículos zero km no Brasil tem deslocado a demanda para os carros usados o que tem movimentado este segmento. Conforme dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos) no primeiro semestre de 2021 foram vendidos 5,45 milhões de automóveis e comerciais leves usados – 63% acima do observado no mesmo período de 2020.

    O reaquecimento no mercado de veículos usados tem sido fundamental para o surgimento no mercado brasileiro de startups destinadas a comercializarem veículos usados. Atualmente o país conta com a presença de seis empresas deste tipo, sendo que a mais recente destas é a mexicana Kavak.

    A empresa mexicana conta com aporte inicial de R$ 2,5 bilhões contando com estoque de 2.500 carros com até 10 anos de uso e promessa de atingir a marca de 100.000 unidades em inventário até 2022 e atingir 50 mil vendas. A Kavak concorrerá com a Creditas Auto (que comprou a startup Volanty), a Carupi, Dryve e Karvi.

    O interesse no mercado de usados não decorre apenas deste reaquecimento que o setor experimenta em virtude da pandemia. O mercado automobilístico brasileiro, inclusive o de veículos usados, é dominado por compras financiadas; uma vez que os juros no Brasil são extremamente elevados, a rentabilidade deste mercado é bastante atrativa.

    Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro

    Recrudescimento da pandemia e recuperação econômica da China. Estes são os dois fatores responsáveis pela recuperação mais lenta do setor automotivo brasileiro inclusive para os veículos leves.

    A piora na pandemia do novo coronavírus em março de 2021, com aumento no número de internações e de mortos, fez com que fossem adotadas diversas medidas na tentativa de reduzir os números de contaminação. Dentre elas, a antecipação de feriados e limitação de horários de funcionamento de diversos setores da economia, contribuindo para que as montadoras diminuíssem ou até mesmo paralisassem suas atividades.

    A rápida recuperação da economia chinesa tem aumentado a demanda por insumos produtivos do setor automobilístico – chips e microchips principalmente. O país é o principal ofertante do mundo nestes segmentos e tem direcionado sua produção para atender o mercado interno, provocando escassez destes produtos no restante do mundo. Sem componentes vitais para a montagem de veículos, as empresas diminuem o ritmo de produção ou até mesmo param as linhas de montagem.

    Acredita-se que estes fatores, por si só, são suficientes para provocar uma recuperação menos acelerada do que outrora vislumbrado. Uma possível piora neste cenário não pode ser descartada, uma vez que há limitação de vacinas no mundo em geral e no Brasil em específico, o que deve prolongar o efeito Covid-19 no setor. Por fim, as disrupções na cadeia de oferta de insumos produtivos devem ser monitoradas de perto para avaliarmos se haverá ainda mais impactos negativos. 

    Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro

    A startup Buser, conhecida como a “Uber dos ônibus” que atua no fretamento colaborativo de ônibus, anunciou investimento de R$ 100 milhões em Minas Gerais para ampliação dos seus serviços no estado. O anúncio ocorre após o governador do estado assinar um decreto que flexibiliza o transporte intermunicipal através de ônibus fretado.

    Destaca-se deste decreto dois pontos fundamentais que foram decisivos para que a empresa fizesse tal aporte:

    Fim da obrigatoriedade do circuito fechado, ou seja, o ônibus não mais precisa retornar à origem da viagem;

    Fim da obrigatoriedade da finalidade comum, ou seja, não há necessidade que todos os passageiros que embarquem em um ônibus tenham o mesmo objetivo de transporte, por exemplo, todos irem ao aeroporto.

    Ressalta-se que o investimento previsto vai permitir a criação de 2.000 novos empregos entre funcionários administrativos e motoristas. A criação de empregos é sempre relevante, mas em um momento de crise e incertezas, é ainda mais valioso.

    A oferta de novos serviços de compartilhamento também no setor de ônibus fretado é importante para aumentar a concorrência além de reduzir os transportadores clandestinos. A tendência é que os preços deste tipo de transporte se reduzam o que beneficiará os consumidores. A perspectiva de aumento na receita da Buser e a desburocratização, pode estimular outros estados a reverem suas regras de transporte intermunicipal além de atrair novas empresas para o segmento.

    Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro

    A General Motors (GM), líder nacional em vendas pelo quinto ano consecutivo, planeja aportar R$ 10 bilhões para os próximos cinco anos nas suas unidades fabris do estado de São Paulo. O desejo é desenvolver e planejar novos veículos além de aumentar a oferta de acessórios para os novos veículos. O montante planejado se junta aos R$ 13 bilhões investidos nos cinco anos anteriores, o que totalizará R$ 23 bilhões em uma década.

    Com os novos investimentos, a montadora norte-americana busca não só manter a dianteira nas vendas de automóveis de passeio e comerciais leves, mas principalmente aumentar sua participação no segmento de comerciais leves. Neste segmento, a empresa é a terceira com aproximadamente 10% do mercado, muito distante da líder Fiat que detém 46,5% - devido ao sucesso da sua picape Toro.

    Em 2020, a Chevrolet teve vendas de 338.549 carros representando 17,4% do mercado de automóveis de passeio e comerciais leves. Quando considerado apenas carros de passeio, a fatia de mercado da empresa é ainda maior: 18,9%. Daí a necessidade de novos investimentos para a substituição da sua picape (Montana) para galgar share no mercado de comerciais leves e diminuir a distância para a líder de mercado.

    O setor automobilístico deve se recuperar fortemente em 2021 muito em função da base fraca de dados em virtude do tombo que o setor sofreu em 2020. O mercado brasileiro de veículos é sempre ávido por lançamentos e a promessa da General Motors de novos automóveis dentro deste novo ciclo de investimentos deve mantê-la na dianteira do setor além de reduzir a distância para a Fiat, no segmento de picapes.

    Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro

    A pandemia do novo coronavírus e as medidas de isolamento social foram as grandes responsáveis pela queda na produção industrial brasileira nos primeiros seis meses deste ano, embora tenha havido recuperação no segundo semestre em virtude do afrouxamento destas medidas restritivas.

    A indústria de veículos leves não passou incólume aos efeitos da pandemia, mas apresentou movimento semelhante ao do setor industrial como um todo: enorme retração no primeiro semestre do ano e recuperação consistente nos meses seguintes. Para o setor, houve uma recuperação em V.

    A produção de veículos leves no país atingiu a marca de 1.706.909 (para dados até novembro), quantia 35,4% menor do que a observada no mesmo período de 2019. No comparativo semestral, a queda no primeiro semestre é ainda mais significativa em virtude da paralisação em abril: no primeiro semestre de 2019 a produção de veículos leves foi 51,2% maior do que neste ano. Já no segundo semestre, foi 30,47% superior.

    Quando avalia-se apenas os dados de 2020, percebe-se uma clara retomada no setor, não só em termos de produção mas também em vendas internas. Enquanto a produção doméstica cresceu 25,32% no segundo semestre (dados até novembro), as vendas internas expandiram-se 3,65% impulsionadas pelo aumento de 7,05% dos licenciamentos de veículos leves nacionais.

    A retomada do setor, no entanto, pode sofrer nova reversão. A aceleração na produção no segundo semestre não foi acompanhada pela retomada, no mesmo nível, da oferta de insumos produtivos ao setor, o que poderá gerar novas paralisações nos parques produtivos no começo de 2021. Ou seja, este descompasso entre oferta de insumos e demanda das montadoras poderá prejudicar o início do ano para o setor.

    Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro

    De acordo com os dados da Anfavea, em agosto a produção de veículos leves atingiu um total de 201.830 unidades. O resultado representou um crescimento de 24,4% em relação à julho, e constitui-se no maior resultado mensal do ano de 2020, superando 200 mil unidades, indicando uma retomada consistente da produção de veículos dessa indústria, que foi fortemente impactada pelas paralisações da indústria no início da crise do Covid-19.

    Assim, a partir dos resultados já observados, a produção de veículos leves acumula uma queda até agosto de 45% em relação a 2019. Enquanto isso, nessa mesma comparação, as vendas acumulam uma queda de aproximadamente 36%.

    Dentre as oportunidades do setor em meio à crise, vale destacar que, surgiu o medo de utilizar o transporte público. Tal sentimento deve impulsionar as vendas de veículos sobretudo para as classes A e B, minimizando as perdas do setor no ano.

    A Lafis considera que a produção de veículos leves no país em 2020 deverá atingir uma retração de aproximadamente 30%, cerca de 1 milhão de veículos a menos que o previsto no início do ano.

    Especialista do Setor Laís Soares.

    De acordo com os dados da primeira quinzena de abril, diante da crise do Covid-19 e a manutenção do fechamento das concessionárias e outros comércios não essenciais, sobretudo nas grandes capitais do País, o volume das vendas de veículos leves no mercado brasileiro apresentou uma forte retração - uma queda de aproximadamente 80% -, tanto em relação ao mesmo período do mês passado, como em relação ao mesmo período de 2019. Foram emplacados cerca de 19 mil veículos leves. A partir dos resultados já observados, as vendas de veículos leves acumulam uma queda de 20% em relação a 2019.

    A partir do cenário observado na primeira quinzena de abril, com a divulgação dos dados preliminares das vendas, a Lafis revisou suas perspectivas de queda da produção de veículos leves no País.

    Em janeiro, as estimativas da Lafis indicavam um crescimento de 5,5% na produção de veículos leves em 2020, totalizando cerca de 2,95 milhões de veículos, tendo em vista o crescimento das vendas para frotistas, com destaque para as locadoras, uma vez que, já se considerava que a expansão das vendas internas deveria ser limitada pelos impactos do crescimento da informalidade no mercado de trabalho brasileiro, e o acesso ao crédito para aquisição de veículos aos trabalhadores informais tende a ser mais difícil.

    Ao final de março, com as paralisações das fabricantes e os decretos de suspensão do funcionamento do comércio, a Lafis revisou suas perspectivas de produção de veículos leves para -9% em 2020, indicando que já era esperada uma crise de confiança com significativa retração da demanda das vendas de autoveículos, já que, em tempos de crise, tanto os consumidores, como os investidores deveriam postergar a compra de veículos. Ou seja, mesmo após o retorno da produção, essa não deveria retomar a todo vapor.

    Contudo, passada a primeira quinzena de abril, tendo em vista os resultados preliminares já apontados, com o prolongamento da quarentena no Estado de São Paulo, além dos anúncios de prorrogação das férias coletivas e indicação de algumas montadoras de retomada da produção somente a partir de junho, e ainda de forma gradual, com apenas um turno de produção, a Lafis passa a considerar que a produção de veículos leves no país em 2020, deverá atingir uma retração de aproximadamente 30%, cerca de 1 milhão de veículos a menos que o previsto no início do ano.

    Especialista do Setor Laís Soares.

    A produção de veículos leves em 2019 apresentou um crescimento de 2,1% em relação à 2018, um acréscimo de 57,1 mil unidades. 

    Enquanto isso, as vendas internas de veículos leves cresceram 7,7%, cerca de 190,2 mil unidades a mais que no ano anterior. Contudo, as exportações apontaram uma retração de 31,6%, um decréscimo de 187,9 mil veículos leves, pressionando negativamente o resultado da produção do setor em 2019,

    As perspectivas de 2020 para o setor já consideram uma nova queda das exportações, tendo em vista a manutenção do quadro de retração da demanda argentina e a desaceleração mundial, que deve dificultar o crescimento das exportações.

    No cenário interno, a Lafis estima um crescimento das vendas, sobretudo pelo crescimento das vendas para frotistas, com destaque para as locadoras, uma vez que, o uso do transporte por aplicativos vêm crescendo no País, e a demanda das locadoras de veículos tende a acompanhar esse crescimento. Em 2017, a participação das vendas diretas das montadoras para locadoras foi de 33%, já em 2018, atingiu 42%, e em setembro de 2019, de acordo com os últimos dados consolidados, chegou a atingir 49% (Valor Econômico, Balanços de Localiza, Movida e Unidas).

    Por outro lado, a expansão das vendas internas também deverá ser limitada pelos impactos do crescimento da informalidade no mercado de trabalho brasileiro, uma vez que, a expansão do emprego atual tem sido pautada na expansão do emprego informal, cujo acesso ao crédito para aquisição de veículos tende a ser mais difícil.

    Especialista do Setor Laís Soares.

    A produção de veículos leves em 2019 apresentou um crescimento de 2,1% em relação à 2018, um acréscimo de 57,1 mil unidades. 

    Enquanto isso, as vendas internas de veículos leves cresceram 7,7%, cerca de 190,2 mil unidades a mais que no ano anterior. Contudo, as exportações apontaram uma retração de 31,6%, um decréscimo de 187,9 mil veículos leves, pressionando negativamente o resultado da produção do setor em 2019,

    As perspectivas de 2020 para o setor já consideram uma nova queda das exportações, tendo em vista a manutenção do quadro de retração da demanda argentina e a desaceleração mundial, que deve dificultar o crescimento das exportações.

    No cenário interno, a Lafis estima um crescimento das vendas, sobretudo pelo crescimento das vendas para frotistas, com destaque para as locadoras, uma vez que, o uso do transporte por aplicativos vêm crescendo no País, e a demanda das locadoras de veículos tende a acompanhar esse crescimento. Em 2017, a participação das vendas diretas das montadoras para locadoras foi de 33%, já em 2018, atingiu 42%, e em setembro de 2019, de acordo com os últimos dados consolidados, chegou a atingir 49% (Valor Econômico, Balanços de Localiza, Movida e Unidas).

    Por outro lado, a expansão das vendas internas também deverá ser limitada pelos impactos do crescimento da informalidade no mercado de trabalho brasileiro, uma vez que, a expansão do emprego atual tem sido pautada na expansão do emprego informal, cujo acesso ao crédito para aquisição de veículos tende a ser mais difícil.

    Especialista do Setor Laís Soares.

    As inovações da indústria automobilística têm acompanhado as novas demandas do consumidor moderno. De tal forma que, as próprias montadoras vêm investindo para oferecer novas soluções de serviço aos seus clientes de forma que as receitas dessas montadoras não deverão advir apenas das vendas de veículos, mas também de serviços.

    A Fiat Chrysler Automóveis (FCA) em parceria com a Visa do Brasil anunciaram que irão desenvolver soluções de pagamento para combustível, estacionamento, pedágio, entre outras despesas, no uso de seus carros.

    O objetivo é atender as demandas do consumidor por soluções que facilitem cada vez mais o seu dia a dia. 

    Além disso, essa solução digital, deverá ao longo tempo, possibilitar uma melhor compreensão da montadora das necessidades e realidades de seus clientes, a partir do processamento de seus dados, aumentando sua competitiva.

    Especialista do Setor Laís Soares

    A economia compartilhada é uma tendência mundial que vem ganhando cada vez mais força e mais adeptos. Estimulando uma redução de consumo, e um desenvolvimento mais sustentável. Os sistemas de compartilhamento de carros facilitam o acesso a veículos através de uma plataforma: quem usa o automóvel de forma esporádica não precisa necessariamente comprar.

    Entretanto, no Brasil, a cultura do carro próprio ainda é forte, o que acaba favorecendo as vendas de carros para o transporte individual. O país ainda possui uma alta média de pessoas por veículos, cerca de 5 pessoas por carro, isto é, o acesso ao automóvel ainda é um bem a ser conquistado, para uma parcela significativa da população brasileira.

    De acordo com um estudo recente do Centro de Inteligência Padrão (CIP), em parceria com a plataforma de pesquisas eCGlobal realizada com 1.200 jovens  brasileiros, com idades entre 18 e 34 anos, 70% dos entrevistados acreditem que a economia compartilhada causa um impacto positivo no mundo, mas 88% deles ainda possuem um carro, e 73% não pretendem vender. 

    Apesar disso, os serviços de compartilhamento têm crescido em larga escala anualmente, e entre estes jovens já se tornou comum pedir um carro compartilhado para ir trabalhar, hospedar-se em locais não convencionais e alugar bicicletas no meio da rua via QR Code. 

    Aproveitando essa onda da economia compartilhada, a Toyota, montadora líder global de veículos, anunciou no Brasil no início do mês de setembro e começou a operar no último dia 20, a sua nova plataforma Mobility Services para o aluguel de carros, incluindo qualquer modelo do seu portfólio. As reservas poderão ser agendadas pelo aplicativo e estarão disponíveis em algumas concessionárias selecionadas inicialmente em apenas algumas cidades do interior de São Paulo e outras capitais do Brasil, mas a montadora já anunciou que já possui um plano de expansão do serviço.

    O Brasil é o segundo da América Latina a receber o serviço, que já funciona na Argentina desde o fim do ano passado. Os preços variam de acordo com o modelo, a diária sai a partir de R$ 149,00. Os clientes também poderão alugar os carros por hora, com valores a partir de R$ 19,00.

    Assim, a Lafis estima que a expansão de plataformas de compartilhamento de veículos, não deverá constituir-se como uma ameaça para o setor de Montadoras de Veículos Leves no Brasil, uma vez que têm influenciado o crescimento das frotas das locadoras de veículos, e passará a incrementar os resultados até mesmo das montadoras, como a Toyota, impactando positivamente o faturamento do setor.

    Analista do Setor Laís Soares.

    As vendas de veículos no País vêm apresentando crescimento expressivo em relação aos resultados do ano passado. De janeiro a julho de 2019, as vendas internas (licenciamentos) de veículos leves atingiram cerca de 1,48 milhão de veículos leves, representando um crescimento de 10,9% ante ao resultado do mesmo período do ano passado.

    Na categoria de veículos pesados, o crescimento das vendas é ainda mais expressivo. No período, o volume de licenciamentos de caminhões apresentou um crescimento de 44,3%, sobretudo, pela demanda do agronegócio, tendo em vista o interesse do segmento em construir frotas próprias, para escapar dos impactos causados pelo tabelamento do frete; já entre os ônibus o crescimento foi de 54,2%, motivado principalmente pela demanda do transporte urbano.

    Entretanto, tal crescimento deve ser observado com cautela, uma vez que, se dá sobre uma base fraca. Os resultados acumulado de janeiro a julho de 2019, tanto nas vendas de veículos leves, como caminhões e ônibus ainda está muito abaixo dos resultados de 2014, quando teve início a crise econômica no Brasil. Entre os veículos leves o volume das vendas de 2019, em relação ao mesmo período de 2014 apresenta uma queda de 20,4%, enquanto, entre os caminhões e ônibus, as quedas são de 27,7% e 26,5%, respectivamente. 

    Por fim, vale destacar que, embora haja perspectivas positivas de crescimento para o setor automobilístico brasileiro de modo geral para os próximos anos, uma vez que, o uso intensivo do carro pelos brasileiros incentiva a substituição periódica dos veículos usados por veículos novos, o desemprego têm pressionado a confiança do consumidor e a retomada mais expressiva das vendas do setor.

    Especialista do Setor Laís Soares

    A indústria automobilística tem acompanhado a retomada da atividade econômica do país, principalmente pelos anúncios de investimentos por diversas montadoras, além da oferta de novas vagas de emprego e pelo aumento do crédito. Recentemente, a Volkswagen anunciou investimentos de R$ 7 bilhões até 2020, com foco no desenvolvimento e lançamento de 20 novos produtos. A General Motors também tem investido no desenvolvimento de novos produtos, em especial nos complexos de Gravataí (RS), São Caetano do Sul (SP) e Joinville (SC). Já a Toyota anunciou a instalação de uma linha de montagem para a produção de um novo modelo.

    No mercado de trabalho, entre os meses de janeiro e maio a Mercedes-Benz contratou 272 funcionários somente para a fábrica em São Bernardo do Campo (SP) e 80 para a fábrica do município de Juiz de Fora (MG). Além dessas contratações, serão ofertadas para os próximos três meses mais de 330 vagas de trabalho para as duas fábricas. 

    Outro ponto importante é o aumento dos empréstimos realizados pelos bancos das montadoras, os quais tiveram alta de 10% no primeiro trimestre do ano, com um total de aproximadamente R$ 25 bilhões, de acordo com a Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras (Anef). Assim, a partir das informações verificadas, a Lafis acredita no crescimento do setor nos próximos meses, principalmente pelas expectativas positivas dos indicadores econômicos. 

    Especialista do Setor  Fernanda Mansano


    A indústria automobilística tem acompanhado a retomada da atividade econômica do país, principalmente pelos anúncios de investimentos por diversas montadoras, além da oferta de novas vagas de emprego e pelo aumento do crédito. Recentemente, a Volkswagen anunciou investimentos de R$ 7 bilhões até 2020, com foco no desenvolvimento e lançamento de 20 novos produtos. A General Motors também tem investido no desenvolvimento de novos produtos, em especial nos complexos de Gravataí (RS), São Caetano do Sul (SP) e Joinville (SC). Já a Toyota anunciou a instalação de uma linha de montagem para a produção de um novo modelo.

    No mercado de trabalho, entre os meses de janeiro e março a Mercedes-Benz contratou 272 funcionários somente para a fábrica em São Bernardo do Campo (SP) e 80 para a fábrica do município de Juiz de Fora (MG). Além dessas contratações, serão ofertadas para os próximos três meses mais de 330 vagas de trabalho para as duas fábricas. 

    Outro ponto importante é o aumento dos empréstimos realizados pelos bancos das montadoras, os quais tiveram alta de 10% no primeiro trimestre do ano, com um total de aproximadamente R$ 25 bilhões, de acordo com a Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras (Anef). Assim, a partir das informações verificadas, a Lafis acredita no crescimento do setor nos próximos meses, principalmente pelas expectativas positivas dos indicadores econômicos. 

    Especialista do Setor  Fernanda Mansano


    O resultado das vendas internas de veículos leves, caminhões e ônibus no 3° trimestre de 2017 ficou acima do resultado observado no 3°/TR de 2016. Os segmentos de veículos leves e ônibus indicavam desde o 2°trimestre a retomada da demanda interna, com crescimento ante igual período do ano passado

    No 3°trimestre, as vendas internas de veículos leves cresceram 14,7% em relação ao mesmo período de 2016. Esse resultado surpreendeu as expectativas dos analistas do mercado, e até mesmo da Lafis, que deverá rever para cima as projeções para os resultados das vendas internas do setor em 2017. No acumulado do ano até setembro, o total das vendas internas do setor já aponta um crescimento de 7,9% em relação ao acumulado no mesmo período de 2016.

    O setor de veículos pesados que possui uma relação mais próxima com o crescimento econômico e a confiança dos investidores ainda apresenta uma retomada mais moderada. Mas destaca-se que, na comparação do desempenho das vendas internas deste 3° trimestre com o mesmo do ano passado, tanto os segmentos de caminhões, com uma alta de 4,3% nas vendas, como de ônibus, com alta de 1,3%, apresentaram crescimento.

    Esse movimento de recuperação teve como alavanca a política de redução da taxa de juros Selic pelo Banco Central, que teve início em outubro de 2016. Desde então, já houve uma redução de 6 p.p., e a taxa atingiu o patamar de 8,25% a.a. no final de setembro. Além disso, percebe-se uma melhora da confiança dos consumidores e investidores no País, mas que ainda sofre com os temores da instabilidade política e as eleições de 2018.

    Em relação ao mercado externo, o crescimento da demanda argentina mantém os recordes das exportações de veículos leves e caminhões. No acumulado do ano, as exportações de veículos leves e caminhões já registraram um crescimento de 57,6% e 40,9%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado, 

    Por fim, pode-se afirmar que o ano de 2017 marcará a retomada da produção na indústria automobilística, todavia o papel de protagonista nessa retomada ainda caberá ao setor externo.

    Especialista do Setor: Laís Soares.


    Em 2017, a produção de autoveículos no País deverá retomar seu crescimento de forma gradual, todavia tal crescimento não deverá sustentar-se por uma forte retomada do mercado interno brasileiro, mas sim pelo crescimento das exportações favorecida pela desvalorização do real.

    Essa tendência já se manifestou nos últimos meses de 2016, de acordo com os dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) no acumulado de novembro e dezembro o resultado das exportações de veículos leves surpreendeu os analistas do mercado e apresentou um crescimento de 45,6% na comparação com os dois últimos meses de 2015. 

    De forma semelhante, as exportações de caminhões neste mesmo período apresentou um crescimento de 29,1% comparado ao acumulado de novembro e dezembro de 2015, revertendo a queda que havia sido observada, até então, de janeiro a outubro as exportações de caminhões no País apresentaram uma queda de 3,1% em relação ao acumulado do mesmo período do ano anterior.

    De acordo com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), em dezembro, as exportações surpreenderam as expectativas dos analistas do mercado e ficou marcada como um recorde histórico no total de veículos leves exportados pelo País.

    As perspectivas de manutenção do atual patamar, mais desvalorizado, do real frente ao dólar deve garantir e impulsionar as exportações do setor.

    Para o mercado interno, as projeções de expansão do setor em 2017 são bastante tímidas, tendo em vista a taxa de desemprego mais elevada no País, os consumidores estão mais cautelosos para a aquisição de automóveis através de financiamentos de longo prazo dada a instabilidade do emprego. 

    Já a categoria de comerciais leves deve apresentar crescimento e uma elevação da participação nas vendas de veículos leves, com uma gradual retomada da atividade econômica do País, redução da taxa de juros e reestabelecimento da confiança dos investidores, as empresas poderão elevar seus investimentos, elevando a demanda por veículos comerciais leves e caminhões.

    Para 2017, a Lafis estima um crescimento de 3,9% nas vendas de veículos leves e de 6% para as vendas de caminhões.

    Analista Responsável pelo Setor: Laís Soares


    Nesta segunda semana de junho, técnicos do Brasil e da Argentina estão reunidos em Buenos Aires, afim de discutir a renovação do acordo automotivo de comércio entre os dois países. O acordo atual vence no final deste mês. O ambiente para negociação não é nada favorável ao Brasil, tendo em vista os dilemas da situação atual, a reunião não deverá resultar em um acordo de longo prazo.

    A Argentina reinvindica inclusão das autopeças argentinas no programa brasileiro Inovar Auto . Dessa forma, as montadoras brasileiras, que recebem uma dedução de 30% do imposto sobre Produtos Industrualizados (IPI) com crédito gerado a partir da aquisição de autopeças nacionais, teria garantido o mesmo incentivo na importação de autopeças fabricadas no país vizinho. Atualmente, o comércio entre os dois países funciona a partir de um sistema para equilibrar o comércio entre eles, de acordo com esse, a cada dólar importado da Argentina em veículos e autopeças permite ao Brasil exportar US$ 1,5 livre de tarifas. Acontece, que neste ano o Brasil já ultrapassou essa cota, e está em  US$1,7. 

    Com a queda da demanda no mercado interno brasileiro, e o incentivo à exportação da desvalorização do real, as montadoras acumularam uma elevação de 25% nas exportações de janeiro a maio de 2016, na comparação com o mesmo período do ano passado, uma acréscimo de 34,6 mil unidades. A Argentina foi o principal destino dessas exportações. Por outro lado, a produção de veículos leves na Argentina no acumulado do ano até maio, apresentou uma retração de 12,5%. As exportações tiveram um resultado ainda pior, uma queda de 26,5%, tendo em vista a forte retração das vendas para o mercado brasileiro.

    Desta forma, a Argentina têm se mostrado resistente a negociação de um acordo de livre comércio entre os dois países, pois teme funcionar como desova dos estoques das montadoras brasileiras. Caso não haja uma negociação, as montadoras serão oneradas pelo pagamento de uma multa pelo excedente exportado ao País. O Governo está diante de um dilema, já que a aceitação da revindicação da Argentina poderá gerar uma elevação do coeficiente importado no setor de autopeças, que vêm apresentando muitas dificuldades financeiras e de resultados diante da crise. Por outro lado, as exportações das montadoras têm sido um dos poucos resultados positivos das fabricantes em 2016, e uma negociação inconclusiva com a Argentina, poderá levar a uma desaceleração das exportações, e consequentemente retração no faturamento do setor.

    Analista Responsável pelo Setor: Laís Soares

    Nesta segunda semana de dezembro, o cenário das incertezas econômicas que já pressionavam a retomada da atividade econômica do País agravou se pela instabilidade política que mostrou se mais evidente.

    Ao longo de 2015, de modo geral, as empresas atuantes na cadeia automotiva (montadoras, autopeças dentre outras) sofreram os impactos da crise que o País vem enfrentando com a forte retração das vendas internas, produção e elevação de seus estoques. Por outro lado, este quadro acentuou a disputa pela ampliação das exportações do setor através de acordos automotivos com países da América Latina com mercados potenciais para absorção de veículos brasileiros. Assim, neste ano, o Brasil fechou acordos automotivos importantes com o México, Argentina, Colômbia e por último Uruguai. 

    Às vésperas do final do ano, o Governo acaba de assinar um acordo de livre comércio automotivo com o Uruguai, que entrará em vigor a partir de janeiro de 2016. O acordo confere isenção tarifária para automóveis, ônibus, caminhões, máquinas agrícolas, autopeças, chassis e pneus no comércio bilateral. Atualmente existe um regime de cotas sem tarifação para o setor, que previa o teto de 10.056 veículos e US$ 99,6 milhões em autopeças importados do Brasil isento do imposto de importação pelos uruguaios. Em 2015 o Brasil já embarcou 12,5 mil veículos aquele País.

    A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e o Governo mostraram se empenhados em 2015 na busca de acordos automotivos e, com sucesso das negociações somado às vantagens competitivas provocadas pelo câmbio, no acumulado do ano até novembro o País apresentou um crescimento de 19% nas exportações de autoveículos e guarda perspectivas de um crescimento ainda mais expressivo para 2016.  

    Analista Responsável pelo Setor: Laís Cristina Soares


    Em meio à crise econômica que assola o País, as montadoras e concessionárias patinam para reestabelecer as vendas de automóveis, que mantém no ano uma média mensal de aproximadamente 180 mil unidades licenciadas, um patamar bem inferior ao registrado em 2014.

    O estado atual de baixa confiança dos agentes econômicos aparece como um dos principais entraves da retomada do crescimento do setor. Diante deste cenário, a Anfavea, Fenabrave em parceria com a Abac (Associação Brasileira de Administradora de Consórcios) promoveram entre os meses de maio e julho o Festival do Consorciado, e a iniciativa mostrou resultados positivos de estímulo a novas aquisições de automóveis através da modalidade de pagamento consórcio, com condições atrativas.

    Na última semana a entidade divulgou os dados, com três meses de duração, o evento elevou a utilização das cartas de crédito para aquisição de veículos leves em 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado, foram 101,9 mil novas adesões. No acumulado do ano até julho, as contemplações do segmento leve – quando os consorciados recebem a carta de crédito - subiram 18,5%, cerca de 300 mil contemplados.

    Nos primeiros sete meses do ano, as vendas de cotas para veículos leves (automóveis e comerciais leves) foram 17,6% maior que as registradas em igual período do ano passado, com um total de 551,5 mil. Tal movimento indica que o carro não deixou de ser um objeto de desejo, símbolo de ascensão social.

    Analista Responsável pelo Setor: Laís Soares


    A montadora japonesa Toyota anunciou investimento de R$ 100 milhões para aumentar em 46% a sua capacidade de produção na fábrica de Sorocaba (SP). A unidade foi inaugurada em 2012 com investimento inicial de US$ 600 milhões, e produz todas as versões da linha Etios, hatch e sedã. De acordo com a montadora, a fábrica irá manter suas operações em dois turnos e com a expansão, deverá fazer novas contratações. Atualmente a unidade tem 1,6 mil empregados. 

    Em 2014, a Toyota ampliou sua rede de concessionárias, a montadora ganhou 54 novas lojas, totalizando 197 pontos no País, o que pode ajudar a incrementar ainda mais suas vendas. No último ano, a Toyota foi uma das poucas marcas que apresentou crescimento das vendas no Brasil, de quase 11% sobre 2013, elevando também sua participação de mercado de 4,9% para 5,9%, com o total de 195,4 mil veículos vendidas no País. Além de exportar para a Argentina, Paraguai e Uruguai. 

    Em um cenário de consecutivos anúncios de demissões na indústria automobilística, e perspectivas de queda na demanda do setor em 2015, devido ao ajuste fiscal anunciado pelo Governo visando recompor a estabilidade econômica, a decisão de investimentos da Toyota  soa como uma surpresa às previsões mais pessimistas no setor, e indica que apesar dos desafios atuais, o setor ainda possui um futuro promissor, haja vista o tamanho do mercado potencial brasileiro.

    Analista do Setor: Laís Cristina Soares


    A participação do setor automotivo na economia brasileira é bastante expressiva, tendo em vista o efeito multiplicador de renda de toda sua cadeia. Dada sua importância, o setor sempre obteve incentivos governamentais para investir no país. Nos últimos anos, o BNDES deu destaque aos financiamentos de projetos para ampliação da capacidade produtiva no país e novas fábricas. 

    De janeiro a novembro de 2014, o BNDES aprovou para o setor automotivo um volume total de financimentos de aproximadamente R$ 3 bilhões. O valor inclui projetos de ampliações, desenvolvimento de novos produtos e exportação. Desde 2008, empréstimos do banco para o setor somam R$ 45,6 bilhões. 

    No entanto, em 2014 a indústria automobilística brasileira sofreu fortemente com a queda das exportações para o país argentino, além disso a demanda interna de veículos que estava aquecida desacelerou se, em sintonia com o cenário de incertezas quanto aos rumos da economia nos próximos anos. De acordo com a Anfavea, a produção total de autoveículos no País sofreu uma queda de 15,3% em relação a 2013.

    Com isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) passa a dar nova ênfase aos financiamentos para as montadoras que planejam investimentos em projetos de reengenharia, inovação e criação de modelos. O plano de investimento para o setor automotivo para os próximos três anos (2015-2018) alcançam R$ 59 bilhões, mostrando estabilidade em relação aos R$ 58 bilhões projetados entre 2010 e 2013, indicando que, no longo prazo, as perspectivas de crescimento para o setor ainda se mantém.

    Analista do Setor: Laís Soares

    A Toyota anunciou investimentos de R$ 1 bilhão para instalação de sua primeira fábrica de motores no país, em Porto Feliz (SP).  O início da produção está previsto para 2016, com capacidade para fabricar 200 mil motores por ano. A estimativa da empresa é de geração de 700 empregos diretos.

    Além disso, a empresa afirmou que pretende estabelecer um parque industrial na região, que deverá atrair cerca de 19 fornecedores na região. De acordo com o plano da companhia, estes investimentos  têm como objetivo transformar as fábricas de carros localizadas nas cidades paulistas de Indaiatuba e Sorocaba em pólos exportadores.

    As perspectivas da Toyota estão alinhadas as das demais montadoras instaladas no Brasil, que têm pressionado o governo federal na criação de programas que incentivem as exportações e no estabelecimento de acordos internacionais que possam alavancar as vendas para o mercado externo, dado que as vendas para o mercado interno tendem a diminuir sem os incentivos tributários que impulsionam o consumo. As estimativas apontam que as exportações de automóveis deverão alcançar 1 milhão de unidades anuais dentro de três ou quatro anos.

    A Volkswagen do Brasil  realizou investimentos de R$ 1,2 bilhão para a implantação da nova linha de produção do Volkswagen Up! na unidade de Taubaté (SP). O aporte já estava previsto no plano de investimentos da Volkswagen até 2016, no valor de R$ 9,2 bilhões.

    Segundo a montadora, o investimento em novas tecnologias têm como objetivo a eficiência energética e aumento da produtividade e está principalmente relacionada a nova linha de produção do Up!. A nova tecnologia é a mesma utilizada na matriz alemã.

    O Brasil destaca se como um dos principais mercados mundiais do Grupo Volkswagen, tendo em vista o potencial de consumo de veículos no país, a partir do aumento da renda média da população. Além disso, o investimento da companhia está ligado a acompanhar o atual  movimento de investimentos das montadoras no país, e as exigências do consumidor brasileiro.

    Recentemente, a Audi (Volkswagen) confirmou investimentos de R$ 500 milhões na fábrica da Volkswagen do Paraná para retomar a produção de carros de luxo no país . 

    Seguindo o mesmo movimento, a Mercedes-Benz anunciou sua volta ao segmento de automóveis, com aporte de R$ 500 milhões. A cidade mais cotada para receber a fábrica é a pequena Iracemápolis, interior de São Paulo. Esta será a segunda planta da companhia a produzir automóveis no País, até 2005, a montadora fabricava a primeira geração do Classe A em Juiz de Fora (MG). A previsão de início da produção é 2015. 

    Já a Volkswagen do Brasil confirmou novos investimentos de R$ 520 milhões para produzir na unidade de São José dos Pinhais (PR), a sétima geração do Golf, modelo recém-lançado na Europa, atualmente importado da Alemanha. 

    Para produzir o novo Golf, carro mais vendido da marca no mundo, a Volkswagen ampliará a fábrica do Paraná, que também produz a linha Fox. O investimento irá aumentar a capacidade produtiva da planta até 2015 e serão gerados de 400 e 700 vagas na unidade, que emprega atualmente 3,5 mil funcionários. 

    Com a volta da Audi, tornou se viável economicamente a produção do Golf, pois será fabricado na mesma plataforma (base) do sedã A3. As duas marcas irão repetir a parceria mantida entre 1999 e 2006, quando produziam as versões antigas de A3 e Golf na fábrica paranaense. 

    O novo sistema automotivo impusiona a produção nacional. Pelas regras do Inovar-Auto, os veículos das montadoras com processo produtivo nacional ou em fase de instalação têm redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). 

    Desde o anúncio do novo regime automotivo, o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto) em setembro de 2012, nove montadoras já anunciaram investimentos na construção de suas fábricas no país. Dentre essas, três montadoras de carros de luxo são as grandes novidades: a BMW, a Audi e a Mercedes-Benz. 

    A BMW inicia em novembro a construção de uma fábrica em Araquari (SC) e pretende apresentar o primeiro carro nacional no final de 2014. A montadora alemã Audi também anunciou a construção de uma fábrica em São José dos Pinhais (PR), com investimento de R$ 500 milhões. Já a Mercedes-Benz deve anunciar no início de outubro o local onde irá ser instalada a fábrica da montadora no Brasil. Os estados de São Paulo e Santa Catarina estão na disputa. O começo da produção está previsto para 2015. 

    O Inovar Auto incentiva a fabricação de automóveis, a partir incentivos fiscais, como a desoneração o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em até 30%, para empresas que estimulem a inovação, pesquisa e desenvolvimento no país.


    A Honda Motor, terceira maior montadora de veículos do Japão, anunciou investimento de cerca de US$ 440 milhões na construção de uma nova fábrica de automóveis no Brasil em Itirapina, interior de São Paulo, e vai dobrar a capacidade anual de produção da Honda no país, para 240 mil veículos.

    A nova unidade Honda vai empregar 2 mil funcionários e será dedicada à produção do compacto Fit. O anúncio da nova fábrica surgiu em meio a uma série de investimentos para aumento de capacidade de montadoras rivais. No ano passado, Toyota e Hyundai inauguraram fábricas de carros compactos no país. A nova estratégia internacional de vendas é focada nos veículos de baixo custo, para satisfazer o consumo de novos clientes da classe média e média baixa.

    A decisão de investimentos da montadora no país está de acordo com essa estratégia de vendas em resposta a nova demanda brasileira. O setor automobilístico segue em crescimento, com destaque na indústria de modo geral, e começa a responder aos estímulos governamentais a patir do novo regime automotivo, que têm como objetivo estimular a nacionalização dos veículos para liberar os descontos no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). 


    O grupo de capital saudita, Amsia Motors, anunciou investimentos estimados em R$ 1 bilhão para a construção de uma montadora de carros em Barra dos Coqueiros, interior do estado de Segipe.

    Atualmente, a Amsia atua em parceria com montadoras chinesas na produção de utilitários esportivos, caminhões e ônibus, a marca é pouco conhecida pelo público. A partir desse investimento, o grupo espera ampliar a visibilidade da marca, dado que não haverá sócios.

    A região não possui infra-estrutura adequada, no entanto o governo do Estado ofereceu isenção de ICMS e subsídios para impulsinar o investimento, que terá grande impacto na economia, pois será capaz  de gerar cerca de 4 mil empregos diretos na região.

    A decisão de investimentos da montadora no país está de acordo com a expansão do mercado de vendas brasileiro, fato que resultou na entrada de diversas montadoras chinesas no país, e a extensão das plantas nos últimos anos. O setor automobilístico segue em crescimento, com destaque na indústria de modo geral, e começa a responder aos estímulos governamentais a patir do novo regime automotivo, que têm como objetivo estimular a nacionalização dos veículos para liberar os descontos no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). 

    A Fiat concluiu seu pacote de financiamento de cerca de R$ 5,3 bilhões para o projeto de construção do complexo fabril em Pernambuco, o investimento destaca se como o maior realizado pela companhia italiana no mundo. Tal empreendimentol deverá consumir R$ 4,5 bilhões, incluindo as fábricas de veículos e de motores, o restante dos recursos deverá ser utilizado no "desenvolvimento de produtos", afirmou a Fiat. 

    Em auxílio deste plano, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aprovou recursos de até R$ 1,959 bilhão para as fábricas de carros e de motores em construção em Goiana (PE). Os recursos da Sudene virão por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). Além desse, a Fiat já havia obtido linhas de financiamento de R$ 2,4 bilhões junto ao BNDES e de cerca de R$ 900 milhões junto ao Banco de Desenvolvimento do Nordeste (BNB).

    O investimento da montadora, ocorre em um contexto em que as vendas de veículos do país alcançam volume recorde (em abril deste ano). A aposta no aumento de capacidade também acontece em meio a um novo regime automotivo: o Inovar- Auto, aprovado pelo governo que obriga empresas aqui instaladas a investirem mais em P&D para acirrar a competitividade entre marcas tradicionais do mercado e novos entrantes como a Hyundai. 


    A montadora italiana Fiat anunciou que investirá R$ 15 bilhões no país até 2016.Os novos investimentos, de acordo com assessoria, irão contemplar as novas fábricas da Fiat que estão em construção no Brasil. 

    A fábrica da Iveco, marca de caminhões que pertence ao grupo, está instalada na cidade mineira de Sete Lagoas e produzirá veículos militares e caminhões de combate à incêndio. A outra fábrica, em Goiana (PE), deverá começar a operar no início de 2015 e produzirá, segundo previsão da montadora, 200 a 250 mil unidades por ano.

    O início da produção da montadora no país está de acordo com a expansão do mercado de vendas brasileiro, fato que resultou na entrada de diversas montadoras no país, e a extensão das plantas nos últimos anos. O setor automobilístico segue em crescimento, com destaque na indústria de modo geral, e começa a responder aos estímulos governamentais.


    A montadora alemã BMW investirá cerca de R$ 1 bilhão na construção de nova fábrica em Araquari, região Norte de Santa Catarina. Segundo Gerald Degen, presidente da fábrica no Brasil, serão construídos centro administrativo, restaurante, linha de montagem, logística e cabine de pintura na primeira fase do projeto. A previsão é de que a linha de montagem completa esteja pronta em setembro de 2014.

    Para enfatizar a importância do empreendimento, Degen comparou as instalações brasileiras à sede em Munique. A fábrica catarinense terá o dobro do tamanho da sede européia e serão produzidos no local 15 mil tipos de peças para um único modelo. Nos próximos 18 meses, a companhia vai contratar 1,3 mil trabalhadores de diversas áreas para o empreendimento.

    O início da produção da montadora no país está de acordo com a expansão do mercado de vendas brasileiro, que em 2012 fechou como o quarto maior mercado de veículos do mundo, fato que já proporcionou a entrada de diversas montadoras e a extensão das plantas nos últimos anos.


    O presidente executivo da Toyota, Akio Toyoda, anunciou um investimento de cerca de R$ 1 bilhão para a construção de uma fábrica de motores na cidade de Porto Feliz, interior de São Paulo. A nova fábrica irá produzir motores para os modelos Corolla e Etios, compacto que será lançado em setembro deste ano. De acordo com o Governo, com a produção nacional de motores pela empresa, o índice de nacionalização dos dois modelos saltará de 65% para 85%.

    A Toyota ocupa a oitava posição no ranking de vendas de automóveis e comerciais leves neste primeiro semestre de 2012, com participação de 2,78% dos licenciamentos no País, segundo dados levantados pela Fenabrave. Com a conclusão da fábrica, prevista para o segundo semestre de 2015, espera-se que sejam gerados entre 600 e 700 empregos, impactos bastante positivos para a região.

    O investimento da Toyota não vem acompanhado de um bom momento para o setor, que está apresentando altos estoques nas montadoras, diante da demanda pouco estimulada ao consumo. No entanto, as perspectivas para o mês de Agosto se mostram mais otimistas, uma vez que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) está prevista para acabar no fim deste mês, o que pode acelerar as vendas de automóveis antes do fim da isenção, e consequentemente, aumentar a produção.


    O Governo brasileiro anunciou na noite de 21 de maio uma nova medida para incentivar a indústria automobilística nacional: a redução do IPI para veículos 1.0, saindo de uma alíquota de 7% para 0%. Os veículos de 1.0 a 2.0 bicombustíveis também foram beneficiados, tendo uma redução de 5,5 p.p., saindo de 11% para 5,5% e os movidos à gasolina caíram de 13% para 6,5%. Os utilitários receberam uma redução de 3 p.p. do IPI, saindo 4% para 1%. Para se obter essa redução de imposto, as montadoras devem estar seguindo o regime vigente automotivo, que exige um mínimo de 65% de peças nacionais na composição do veículo.

    A renúncia fiscal será de aproximadamente R$ 2,72 bilhões, por três meses (até dia 31 de agosto). A medida é acompanhada pelos bancos, que estão estimulando o crédito para financiamento de veículos, com taxas abaixo de 1% ao mês. Para estas instituições conseguirem obter taxas atrativas, o Banco Central liberou uma parte dos depósitos compulsórios direcionados para a linha específica de crédito automotivo.

    Para justificar as críticas vindas pela proteção ao setor, o Ministro Guido Mantega alegou que esta indústria representa cerca de 20% do PIB Industrial, além de movimentar uma vasta cadeia produtiva (desde insumos, como metais e plástico, até autopeças e pneus). O setor de veículos leves vinha apresentando uma queda na produção de 8,5% de janeiro a abril de 2012, na comparação com o mesmo período do ano anterior e, com as medidas, espera-se uma redução média de 10% no preço final dos veículos, conseguindo desovar os estoques e manter o pessoal empregado.


    Após duas semanas de impasse,  Brasil e México chegaram a um acordo para os próximos três anos na comercialização de veículos. O acordo com o México foi realizado em 2003, ano que foi estabelecido uma série de condicionalidades para comerciliazação até alcançar o livre comércio em 2011. Porém, em março de 2012, o Brasil solicitou a revisão do acordo automotivo após as exportações do México terem crescido cerca de 70% em 2011, atigindo cerca de US$ 2,4 bilhões.

    Grande parte da revisão do contrato deu-se por conta do aumento de IPI para veículos importados, medida que não atingiu os países membros do Mercosul que possuem tarifas reduzidas caso o veículo contenha 60% de peças da região. O México, embora não faça parte do Mercosul, também fazia parte do acordo internacional automotivo sul americano, porém sua comercialização com tarifa preferencial exigia apenas 30% de índice de peças no conteúdo do veículo da região do Mercosul.

    A renegociação foi necessária para evitar que carros importados, com menos de 60% de peças vindas da região, cheguem com tarifas preferenciais ao Brasil. O novo acordo estabeleceu que haverá cotas podendo o México exportar US$ 1,45 bilhão em veículos ao Brasil no primeiro ano, US$ 1,56 bilhão no segundo ano e US$ 1,64 bilhão no terceiro ano.  Além disso, os mexicanos concordaram em aumentar a proporção de peças da América Latina em seus carros em 40% em cinco anos.


    Com foco no desenvolvimento de novos produtos, a General Motors anunciou uma aliança estratégica mundial com o grupo francês PSA Peugeot Citroën. Por meio da injeção de US$ 1 bilhão, a americana adquiriu 7% de participação do grupo francês. Esta aliança, provavelmente trará redução nos custos de produção das companhias, o que poderá repercutir nos preços dos veículos nos mercados da América do Sul, principalmente.

    Este acordo mundial, além de beneficiar o processo de desenvolvimento de novos veículos, permitirá uma maior sinergia na área de compras. As compras mundiais das companhias somam US$ 125 bilhões, dos quais US$ 95 bilhões são consumidos apenas pela GM. Segundo os novos parceiros, a expectativa é alcançar uma economia de US$ 2 bilhões com a aliança nos próximos cinco anos. Outro fator importante, devido à pressão mundial por automóveis mais econômicos, menos poluentes e mais seguros o que obriga a indústria a acelerar o processo de criação. No Brasil, o grupo PSA poderá se beneficiar de um avançado centro de criação que a General Motors tem em São Caetano do Sul (SP). Além disso, a similaridade dos automóveis vendidos na América do Sul com os da Europa faz com que o papel do continente ganhe importância no processo de sinergia entre a americana e o grupo francês.

    A aliança entre a GM e o grupo PSA, surgiu como uma solução para a queda de vendas na Europa, que ambos enfrentam, e também como forma estratégica de longo prazo, principalmente da líder mundial GM, a qual  se  preocupa com os planos ambiciosos da Volks para ocupar o primeiro lugar em 2018. A estratégia da montadora alemã, vice-líder mundial, se sustenta basicamente no aumento de capacidade de produção, principalmente na China e no Brasil, onde pode ser anunciada a construção de uma nova fábrica em breve.


    A GM anunciou investimentos de R$ 710 milhões para a construção de uma nova fábrica em Joinville (SC). A instalação será destinada para a fabricação de transmissores, com capacidade instalada para a produção de 150 mil componentes de seis marchas. A previsão é que a unidade fique pronta em 2014, gerando cerca de 350 empregos diretos, com faturamento anual de R$ 200 milhões.

    Este investimento é destinado a aumentar a capacidade produtiva da montadora que anunciou há pouco tempo incremento na sua produção de motores, no mesmo parque industrial. Além disso, os investimentos no setor automobilístico se mostram agressivos no país, com diversas montadoras apostando na capacidade de expansão do setor, dado o baixo número de veículos per capita no Brasil.

    Mesmo com a alta expectativa das montadoras no país, a produção de veículos leves em 2011 fechou em queda de 0,3% em relação a 2010. As fabricantes nacionais alegam que esse fato deveu-se principalmente ao aumento das vendas de importados, que cresceu cerca de 29,9% no mesmo período.


    Em meados de fevereiro, o BNDES aprovou um financiamento para a montadora de carros sul coreana Hyundai. Os aportes somam R$ 307,4 milhões e serão destinados à construção de sua fábrica em Piracicaba.

    A montadora terá capacidade de produzir cerca de 150 mil carros por ano, com a introdução de 3 novos modelos de veículos leves. A fabricação deverá iniciar em torno de novembro deste ano, embora as instalações, testes de equipamentos e obra civil fiquem prontas até o meio do ano.

    A Hyundai já estava presente no Brasil por meio de uma parceria com o grupo CAOA, que possui fábrica na região de Goiás. Porém, a produção não atendia as exigências necessárias para obter a isenção do aumento do IPI, que vigora desde dezembro de 2011 para veículos que contenham um índice de nacionalização do carro maior que 65%. A estratégia adotada pelo grupo, por mais que a fábrica atenda as normas de comercialização com o mercosul, é de se fortalecer no Brasil para depois pensar no mercado exportador.


    Após ter anunciado o seu plano de investimento na região do ABC em São Paulo, a Ford planeja mais um aporte de R$ 400 milhões, desta vez para ser alocado em uma nova fábrica de motores na região de Camaçari (BA). Este montante faz parte do plano de R$ 4,5 bilhões que foi programado pelo grupo para ser realizado até 2015 no Brasil.

    A Ford ainda não divulgou que tipo de motor será produzido na região, porém, de acordo com o anúncio de ampliação da Fábrica no ABC, há indícios que os motores fabricados serão para o novo modelo compacto da Ford que será lançado em 2012.

    A fabricante continua com a intenção de deixar cada vez mais o seu carro global, construindo plantas capazes de produzir e montar veículos com partes de diversas outras plantas da Ford no mundo. Além disso, a construção da fábrica da Ford também mira atender as novas exigências do governo brasileiro em relação ao índice de nacionalização do carro em no mínimo 60%.


    Com vistas a maximizar as oportunidades que o mercado brasileiro vem oferecendo, a Ford anunciou um investimento de R$ 800 milhões destinados para o desenvolvimento de um novo automóvel e na modernização da fábrica do ABC paulista. Com isto, a companhia planeja que até 2015, todos os veículos produzidos no país serão globais.

    O aporte anunciado pela empresa na cidade de São Bernado do Campo, região metropolitana de São Paulo, faz parte dos R$ 4,5 bilhões que a Ford pretende investir no Brasil no período entre 2011 e 2015. Desta forma, a unidade será responsável por produzir um novo modelo global, que ainda é mantido em sigilo, proporcionando a ampliação do portfólio de veículos da companhia. 

    Além da fábrica de São Bernardo, a Ford prevê ao longo dos próximos anos a modernização das fábricas de Camaçari (BA) e em Taubaté (SP). Os investimentos da Ford no Brasil ocorrem em sobreposição ao crescimento da demanda interna por automóveis. Em 2010 as vendas de veículos cresceram 10,6%, segundo a LAFIS entre os fatores que impulsionam este crescimento pode ser destacado a evolução do mercado de trabalho e o crédito abundante para a aquisição de veículos.


    Duas grandes montadoras de veículos leves anunciaram investimentos no Brasil: o grupo Peugeot-Citroën (PSA) e a Volkswagen. Após o anúncio do aumento de IPI para veículos com baixo índice de nacionalização, diversas montadoras anunciaram seus planos de expansão de forma até mais agressiva do que já tinha sido divulgado anteriormente.
    A Peugeot-Citroën investirá R$ 2,3 bilhões entre 2012 a 2015 para o dobrar a sua produção atual de 150 mil veículos ao ano, além de direcionar recursos para o aumento da fabricação de motores, passando de 280 mil unidades para 400 mil unidades ano. A expansão será realizada em sua fábrica atual em Porto Real (RJ) e se soma aos R$ 1,4 bilhão que foi anunciado no ano anterior. A expansão vai gerar mais 1,7 mil novos postos de trabalho na unidade.
    Já a Volkswagen anunciou investimentos na ordem de US$ 2 bilhões para serem destinados à instalação de nova fábrica, com capacidade instalada de 200 mil unidades de veículos/ano, em Cabo de Santo Agostinho (PE). Os recursos, a princípio, se originariam do BNDES ou de outras linhas específicas na Região Nordeste, com objetivo de destinar a produção a modelos populares.
    As montadoras estão aproveitando o momento positivo do Brasil para investirem no aumento da capacidade produtiva. O país tem grande potencial de expansão e, de fato, vem apresentando altos índices de crescimento de licenciamento, dado ao seu baixo índice de carro per capita na comparação global.

    Além da Jac Motors, Lifan e Hyundai, outras duas montadoras anunciaram investimentos no Brasil, a Renault e a Nissan. As duas empresas querem ampliar suas vendas no crescente mercado brasileiro de automóveis, principalmente considerando-se o mesmo movimento sendo adotado por outras grandes montadoras estrangeiras.
    A Renault investirá cerca de R$ 1,5 bilhão na ampliação da atual planta “Complexo Ayrton Senna”, em São José dos Pinhais – Região Metropolitana de Curitiba. Além da expansão, a montadora pretende instalar um centro de engenharia para desenvolver novos modelos de veículos.
    A previsão é que a fábrica gere mais dois mil novos empregos e que dobre sua atual capacidade instalada, que é de 160 mil unidades. A intenção é atingir, até 2016, a produção de 400 mil veículos novos, aumentando sua participação no market share nacional no mercado de automóveis de passeio.
    Na atual unidade da Renault são fabricados os carros da Nissan, que também anunciou planos de investimento no país. Ainda não foi divulgado o lugar de instalação da nova fábrica, no entanto a previsão de aportes gira em torno de US$ 1,5 bilhão, com capacidade instalada prevista para 220 mil carros por ano.
    A expansão e a vinda de novas montadoras ao país pode estar relacionada com a nova medida do governo de aumento do IPI para veículos importados. Tal medida pode estimular a produção nacional de veículos, embora gere no curto prazo uma insegurança no setor, principalmente relacionada às importadoras do segmento.


     


    O Governo havia anunciado em agosto de 2011 uma política de auxílio às montadoras nacionais, que estavam sofrendo com a concorrência dos importados: iriam reduzir do IPI (Impostos sobre Produtos Industrializados) para as fabricantes que, em troca, aplicariam essa dedução de imposto em investimentos para a promoção de inovação e tecnologia. Porém, essa alternativa não animou as montadoras, associações e sindicatos nacionais, que brigavam por atitude mais enérgica frente a concorrência com os veículos importados.
    O governo e os fabricantes chegaram em um consenso esta semana, no dia 15 de setembro, em que as empresas nacionais não receberão mais o incentivo para investimento, mas terão vantagem sobre os produtos importados, que poderão ser taxados em até 30% a mais no valor do IPI, decisão válida tanto para importações de veículos leves, como para caminhões, até dezembro de 2012.
    Para não ter elevação da alíquota de IPI, as montadoras devem preencher diversos requisitos, entre elas ter mais de 65% de sua fabricação feita no Brasil (ou Mercosul). A medida cobrará por parte das fabricantes as certificações necessárias para não obterem o aumento da alíquota, ação que deverá ocorrer no máximo em 30 dias.
    Essa medida de aumento da alíquota para veículos importados estimula a produção nacional, embora não estimule  de forma mais objetiva planos futuros de investimento e desenvolvimento em P&D. As montadoras que virão ao Brasil nos próximos anos também se sentiram desestimuladas com a medida, uma vez que, tendo o produto atendido as condições de nacionalização, poderiam utilizar a dedução do IPI para seu desenvolvimento no país.

    A Fiat, que estava com planos de investimentos alocados próximo ao Cabo de Santo Agostinho (no pólo de Suape em Pernambuco) transferiu o destino de seus recursos para Goiana, também no estado de Pernambuco. O motivo alegado pela montadora foi a ampliação da sua capacidade produtiva planejada e a proximidade de centros fornecedores.

    O investimento passou de R$ 3 bilhões para R$ 4 bilhões, com estimativa de início da construção da nova planta em setembro de 2011. A notícia veio de encontro com a expansão do setor de autopeças, que já demonstrava interesses em novas instalações, vindas pelos segmentos de blocos de motores, dispositivos eletrônicos, pistões e bronzinas. O estado já conta com 40 fornecedores de autopeças, mas com o investimento outros 50 mil empregos poderão ser gerados.

    A fábrica deverá ficar pronta em março de 2014, apresentando um volume de produção anual entre 100 mil e 200 mil veículos, podendo futuramente atingir 250 mil carros. Mesmo com um cenário externo ainda instável, o fabricante tem projeções otimistas que confirmam a necessidade de instalação da fábrica.

    A montadora de carros chinesa JAC Motors investirá cerca de R$ 900 milhões em fábrica no Brasil, sendo a primeira iniciativa do grupo de expansão fora da China. A construção da planta de produção tem previsão para inauguração em 2014, mas ainda não está definida a cidade e nem o estado que receberá este investimento - embora se apresentem negociações com  os Estados de São Paulo, Bahia e Pernambuco.

    A vinda da JAC Motors ao Brasil será realizada de forma conjunta com o grupo SHC, que já apresenta a importação da montadora no país, sendo que o montante dos recursos para a construção da nova fábrica poderão contar com o aporte do BNDES.

    A capacidade instalada do investimento será cerca de 100 mil carros por ano, gerando aproximadamente 3,5 mil empregos diretos. Os modelos a serem fabricados ainda estão em estudo, mas o objetivo é que os carros atinjam uma classe média emergente, com valores de venda de seus veículos abaixo de R$ 40 mil.

    Por receber aporte financeiro do BNDES e também pelo interesse de exportação dentro da tarifa beneficiada ao Mercosul, as peças dos veículos terão cerca de 60% de suas peças nacionalizadas.

    Resta saber se a montadora conseguirá produzir automóvel em um preço competitivo como na China, onde a desvalorização cambial é uma forte ferramenta para as suas exportações. A pretensão da montadora é atingir, em 2014, 5% do mercado que hoje é dominado pelas 4 grandes e tradicionais fábricas instaladas no Brasil.


    A representante de veículos Districar, responsável pelas marcas das montadoras Haima, Chana, SsangYong e JMC, investirá R$ 300 milhões em nova fábrica no país. As montadoras produzem veículos para os segmentos leves e pesados (leve) e trazem para o país carros para concorrer com utilitários (Pickups) e também carros populares, na categoria do Uno e do Gol.

    O local da fábrica ainda não foi revelado, mas mostra a tendência da vinda das marcas chinesas no Brasil, como a Lifan/Effa e a Chery, que já anunciaram a construção de plantas no país no final de 2010 e início de 2011.

    A princípio a fábrica terá capacidade para produzir 60 mil unidades por ano e virão acompanhadas por um plano de baixar os preços dos veículos locais. A marca Chana também terá o seu nome modificado para Changan, fazendo parte do plano de posicionamento da marca, que pretende atingir uma produção de 20 mil veículos em 2012.

     


    A montadora de carros Chery iniciou ontem a construção de sua fábrica no país, na região de Jacareí (SP). De acordo com o que foi divulgado pelo próprio presidente da montadora, o volume a ser investido atingirá US$ 400 milhões, montante totalmente financiado por recursos chineses, sem qualquer interferência de alguma empresa ou financiadora brasileira.

    Estimulados pela crescente venda dos automóveis no país, os veículos chineses hoje já representam 25% das importações no segmento, um crescimento relevante em cerca de 6 meses efetivos de comercialização no país.

    A princípio serão produzidos quatro modelos de carros compactos que conterão 30% de peças nacionais, algo que se pretende expandir para 50% até 2015, ano em que a fábrica pretende trabalhar com capacidade instalada para a produção de 150 mil veículos por ano. Esses percentuais de composição do carro, porém, deixarão a Chery fora da participação do Bloco do Mercosul, que permite a isenção de tarifas de comercialização apenas para carros com 60% das peças automotivas produzidas no Brasil.

    De qualquer forma, os investimentos, além de movimentarem a região, também refletirão na cadeia produtiva, envolvendo o segmento de autopeças e pneus, e ofertando cerca de 3.000 empregos diretos.

    Na segunda semana de julho, duas grandes montadoras mundiais anunciam sua vinda para o Brasil, sendo elas as orientais Nissan e Lifan.

    A Nissan, com objetivo de aumentar suas vendas no país e também suprir a demanda mundial de seus automóveis anunciou a construção de sua quinta fábrica, sendo ela aqui no Brasil. O objetivo da montadora é aumentar sua margem de lucro em 8%, instalando a fábrica com capacidade instalada para até 200.000 carros por ano.

    Já a chinesa Lifan investirá junto com a Effa US$ 100 milhões em uma nova fábrica, que terá capacidade anual de 10.000 carros por ano. As vendas do grupo se concentram em dois modelos, sendo um deles o "320", um produto com design similar ao do mini Cooper. O grupo Effa foi o segundo grupo chinês a anunciar a construção de fábrica no país, o primeiro foi o Chery com a construção da fábrica em Sumaré.

    O local de instalação das duas fábricas - Nissan e Effa- não foi anunciado, porém a Lifan já instalou um pólo de pesquisa de carros elétricos na região de Campinas. As vendas dos chineses no país têm aumentado com certa aceleração, já representando cerca de 25% das vendas de carros importados no país.


    Após as fortes retrações das exportações à Argentina por conta do aumento das tarifas aos produtos brasileiros no início do ano, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior resolveu responder a atitude, colocando determinados produtos das importações brasileiras vindas da Argentina em licença não automática de liberação.

    A medida atinge principalmente setores relacionados a importação de veículos acabados, autopeças e pneus, que já foram notificados antes mesmo da formalização da decisão. O Governo já havia enviado a Casa Rosada três avisos sobre a retenção dos produtos brasileiros nas alfândegas do país, porém ninguém se manifestou.

    Segundo a OMC, o Brasil tem até 60 dias para liberar a entrada de produtos no País. O prazo poderá ser cumprido até o final ou até ser ultrapassado, dependendo da postura do Governo argentino.

    A montadora de veículos e motocicletas Suzuki volta a investir e produzir utilitários no Brasil. A fábrica será alocada no município de Itumbiara, em Goiás e será a primeira instalação no país, depois de ter deixado o mercado brasileiro na década de 90.

    A inauguração será no final do ano que vem e deverá produzir 7 mil unidades por ano do utilitário Jimny, voltado para o segmento off-road, que tem seu preço estimado em        R$ 54 mil. Para este empreendimento a Suzuki investirá inicialmente R$ 100 milhões.

    Acompanhando o aumento da produção, a montadora prevê o crescimento do número de concessionárias no país em 23%, o que representará em números absoltos 63 lojas, número superior ao do concorrente direto da categoria Land Rover.

    Representante da Hyundai no Brasil, o grupo Caoa, anunciou esta semana investimentos de R$ 600 milhões até o fim de 2011 para a ampliação da planta situada na cidade de Anápolis a qual já produz um modelo da coreana no Brasil. O grupo pretente iniciar a produção do caminhão leve HD 78 e, a partir de 2012, do utilitário-esportivo ix35. Atualmente, a Hyundai produz no Brasil o caminhão HR e o utilitário-esportivo Tucson, com produção mensal de 4.500 unidades/mês.

    A empresa pretende com esse investimento desafogar a demanda por componentes de sua matriz na Coreia do Sul, reduzir os custos com transportes e ainda aproveitar, com o ix35, parte do mercado de utilitários esportivos que aponta grande potencial de crescimento para os próximos anos no país, acompanhando a ascenção das classes B e C, e com o HD 78, a possíbilidade de suprir parcialmente a demanda por veículos pesados, dado que há possibilidade de falta de caminhôes no mercado nacional ao longo de 2011 e 2012.

    Para o segmento de veículos leves, o investimento do grupo Caoa colocará mais pressão na guerra de preços que ocorre no setor. O movimento de retração nos preços (que tem como fundamento a busca por ganhos de market share entre os diversas concorrentes), segue desde o corte do IPI em 2009 e não se encerrou com o fim de tal incentivo em março de 2010. Tal movimento não parece ter arrefecido mesmo diante das medidas do governo no fim de 2010 que visam a desaceleração das vendas do setor via contenção de crédito.

    A Volkswagen anunciou esta semana, investimentos no montante de R$ 360 milhões, a fim de ampliar sua área de pintura da unidade de Taubaté, que desde sua inauguração em 1976, já produziu cerca de 5,4 milhões de veículos. Com essa decisão a produção diária poderá aumentar em cerca de 24% em sua plena capacidade operacional.

    Os investimentos fazem parte de um pacote de R$6,2 bilhões direcionados ao Brasil até 2014, hoje a unidade de Taubaté emprega cerca de 4 mil funcionários, mas com a nova linha de pintura existe a possibilidade de aumento neste número. A tecnologia da linha conta com 70 robôs que irão aumentar a eficiência fabril, tanto na qualidade quanto nos custos já que o processo é totalmente automatizado e conta com uma camada a menos de tinta.

    A fábrica de Taubaté produz o modelo Gol, líder de vendas do segmento de veículos leve, mas mesmo com essa vantagem a Volkswagen não conseguiu assumir a liderança do mercado nacional do qual possui uma fatia de cerca de 21%, frente a sua concorrente a Fiat que possui 23%. Somado a isso observa-se que os esforços da Wolksvagen seguem a linha geral de outras grandes montadoras que enxergam oportunidades de crescimento das vendas no mercado nacional. A conjuntura para o setor se mostra amplamente favorável, mesmo com as restrições de crédito implementadas no fim de 2010, tal fato reflete-se no expressivo aumento da demanda por veículos, com um crescimento médio das vendas de aproximadamente 15,4%, nos últimos seis anos.

    A Fiat uma das maiores montadoras do país irá construir uma nova fábrica no município de Cabo Santo Agostinho (PE), dentro do complexo industrial portuário de Suape. O empreendimento custará R$3 bilhões, cuja previsão de conclusão é de aproximadamente 28 meses.
    O projeto contempla um programa de investimentos no Brasil, no valor de R$10 bilhões entre 2011 e 2014, seguindo uma meta de produção anual de 1 milhão de carros até 2014, sem recorrer às suas outras fábricas na América Latina, como a de Córdoba na Argentina e em especial a fábrica de Betim (MG), que hoje conta com uma produção de 750 mil veículos ao ano e encontra-se quase em sua plena capacidade. O novo investimento poderá gerar ao menos 3 mil novos empregos diretos e capacidade de produção em torno de 200 mil veículos ao ano. Tal estratégia permitirá para que a Fiat mantenha a liderança, principalmente no segmento de veículos leves, nos próximos anos.

    Este investimento no nordeste foi motivado por medidas governamentais, tais como a promulgação da lei do regime automotivo especial, incentivando a construção de novas plantas no norte, centro-oeste e nordeste do país, via benefícios fiscais. Além disso, o complexo portuário de Suape vem se mostrando um grande atrator de investimentos para o Estado de Pernambuco por meio de suas facilidades logísticas e infraestrutura privilegiada. Outro atrativo apontado é o menor poder de barganha dos operários da região, diminuindo sensivelmente os custos com mão de obra. Aliado a todos esses fatores, a conjuntura para o setor se mostra amplamente favorável, tal fato reflete-se no expressivo aumento da demanda por veículos, com um crescimento médio das vendas de aproximadamente  15,4%, nos últimos seis anos.

    Foram anunciados grandes investimentos na indústria automobilística do país, que serão realizados até o ano de 2015. A Fiat anunciou investimentos no montante de R$ 10 bilhões no Brasil até 2015. Desse total, R$ 7 bilhões serão destinados para a produção de automóveis (na planta localizada em Minas Gerais, que já possui produção de 800 mil unidades por ano) e os outros R$ 3 bilhões serão invertidos em novas tecnologias e processos de produção. A empresa pretende lançar mais 30 modelos para o próximo ano. A Volkswagen, de acordo com seu plano de investimento de R$ 6,2 bilhões já anunciado até 2014, irá lançar um novo automóvel de caráter mais popular mais barato que o Gol (custará entre R$ 20 mil e R$ 23 mil). A Mitsubishi, por sua vez, anunciou investimentos de R$ 1,1 bilhão em sua capacidade produtiva, que será ampliada para 100 mil unidades ao ano.

    Além desses investimentos, por parte das grandes montadoras, as chinesas Dongfeng e Chery também visam o mercado brasileiro. A Dongfeng vem tentando, ainda sem sucesso, encontrar um parceiro para iniciar suas atividades que provavelmente se darão em São Paulo. A Chery pretende construir uma fábrica em Jacareí, que entrará em funcionamento até o final de 2013, com produção estimada de 50 mil veículos por ano e investimentos no total de US$ 400 milhões. Esses investimentos indicam o interesse das grandes montadoras no mercado brasileiro, aquecido pelo aumento do poder de renda da população brasileira e pela queda do desemprego, o que tende a aumentar as vendas de veículos, principalmente pelo consumo oriundo de classes de renda menor, como a classe C.

    O setor possui boas perspectivas de crescimento nos próximos anos. Com um mercado interno aquecido pelo aumento da massa salarial, as montadoras vêem o país como uma grande oportunidade de aumentarem seu faturamento. As montadoras chinesas, até então não presentes no mercado brasileiro, têm boas perspectivas de vendas de seus produtos no país. Além disso, o aumento do crédito para o consumidor é outro elemento positivo para a ampliação do setor no Brasil. No acumulado até setembro de 2010, a produção de veículos leves registrou o número de 2,5 milhões de unidades, crescimento de 15,1% ante o mesmo período do ano anterior. O número de licenciamentos de veículos leves nacionais foi de 1,9 milhão de veículos, nesse mesmo período, um crescimento de 2,2% ante o mesmo período em 2009, segundo dados da Anfavea.


    Entrou em operação a linha de produção da FPT (Fiat Powertrain Technologies) em Campo Largo no Paraná. Com investimento de R$ 250 milhões em adaptações na planta, a empresa deve aumentar sua capacidade de produção de motores e câmbios em até 20%. A fábrica, que fica próximo a Curitiba, produzirá apenas a família de novos motores E.torQ da Fiat, que serão utilizados no Punto 2011. A fábrica possui capacidade de produzir até 330 mil motores por ano. O local era ocupado pela Tritec Motors (parceria entre Chrysler e BMW) até 2007, na produção de motores para veículos como o Chrysler PT Cruiser e o BMW Mini Cooper.

    Como a unidade já estava em operação e foi adaptada para atender as necessidades da FPT, a empresa optou pela manutenção dos funcionários da antiga Tritec Motors, que ficaram em fase de treinamento com a nova estrutura operacional da fábrica, para tanto foram investidos cerca de R$ 5 milhões em atualização e treinamento dos técnicos. De acordo com a FPT a unidade deverá produzir até o fim deste ano cerca de 120 mil peças. 

    A estratégia da Fiat está em linha com a das outras grandes automobilísticas instaladas no país, que vêm apresentando grandes planos de investimento nos últimos meses. Este movimentando vem ocorrendo, pois desde 2003 as vendas das montadoras vêm apresentando um forte incremento, entre 2003 até 2009 a média anual de crescimento tem sido de algo em torno de 8,8% a.a.. Com este aumento bastante consistente, é possível observar que um novo ciclo de investimentos das montadoras já esta em andamento. Este novo ciclo vai elevar a capacidade produtiva do Brasil em 1 milhão de veículos, o equivalente à produção da Itália em 2008. Até 2015, as fábricas brasileiras estarão aptas a produzir 5 milhões de veículos ao ano, ante 4 milhões atualmente, uma elevação de cerca de 25% em um período de 5 anos.


    A Ford anunciou investimento em suas fábricas no Brasil em torno de R$ 500 milhões até o ano de 2015. Os investimentos totais anunciados até agora chegam à soma de R$ 4,5 bilhões, previstos para o período de 2011 - 2015. Esses investimentos, segundo o presidente mundial da Ford, irão gerar cerca de mil postos de trabalho na fábrica de Camaçari (BA) - onde é produzido o modelo EcoSport - e a capacidade da fábrica sairá de 250 mil para 300 mil veículos por ano. O mesmo número de empregos também será gerado na fábrica de motores em Taubaté (SP), que também receberá parte do aporte.

    O plano de investimentos da Ford tem por objetivo transformar o seu modelo utilitário-esportivo, o EcoSport, em um produto mundial. O carro será produzido localmente para o mercado brasileiro e para exportação, principalmente para os países da América Latina.

    A estratégia da Ford está em linha com a de suas concorrentes, que vêm apresentando grandes planos de investimento nos últimos meses. Este movimentando vem ocorrendo, pois desde 2003 as vendas das montadoras vêm apresentando um forte incremento. Entre 2003 até 2009 a média anual de crescimento tem sido de algo em torno de 8,8% a.a.. Com este aumento bastante consistente, é possível observar que um novo ciclo de investimentos das montadoras já esta em andamento. Este novo ciclo vai elevar a capacidade produtiva do Brasil em mais de 1 milhão de veículos, o equivalente à produção da Itália em 2008. Até 2015, as fábricas brasileiras estarão aptas a produzir 5 milhões de veículos ao ano, ante 4 milhões atualmente, uma elevação de cerca de 25% em um período de 5 anos.


    A Mitsubishi Motors do Brasil, primeira montadora do país com capital 100% nacional, vai investir R$ 800 milhões nos próximos cinco anos. O grupo liderado pelo empresário brasileiro Eduardo de Souza Ramos pretende dobrar a capacidade da linha de montagem e produzir localmente outros modelos como o Pajero Dakar e o Lancer. O planejamento de produtos de longo prazo da montadora inclui a ampliação da fábrica em mais 32 mil metros quadrados para receber as novas linhas, incluindo uma nova linha de pintura. O valor do investimento é quase o mesmo gasto nos últimos 12 anos, que somou R$ 800 milhões, sempre com recursos próprios.

    Implantada em 1997, com área inicial construída de 14 mil metros quadrados, a Mitsubishi cresceu sem alarde. A produção, que era de 1,2 mil veículos por ano atingiu a marca de 50 mil unidades no ano passado. Agora, com o novo investimento, o objetivo da montadora é dobrar a capacidade produtiva, passando de 50 mil unidades para 100 mil unidades ao ano.

    A estratégia da Mitsubishi está em linha com a das grandes automobilísticas instaladas no país, que vêm apresentando robustos planos de investimento nos últimos meses. Este movimento vem ocorrendo, pois, desde 2003, as vendas das montadoras vêm apresentando um forte incremento, com crescimento anual em torno de 8,8% a.a. até 2009. Com este aumento bastante consistente, é possível observar que um novo ciclo de investimentos das montadoras já esta em andamento. Este novo ciclo vai elevar a capacidade produtiva do Brasil em 1 milhão de veículos, o equivalente à produção da Itália em 2008. As fábricas brasileiras, até 2015, estarão aptas a produzir 5 milhões de veículos ao ano, ante 4 milhões atualmente, uma elevação de cerca de 25% em um período de 5 anos.


    O Governo Federal anunciou segunda-feira, dia 30/03, a prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para o setor automotivo por mais três meses - o benefício valeria até dia 31/03 -, mas com a contrapartida da manutenção dos empregos pelas montadoras. Entre outras medidas, o governo também anunciou benefícios para motocicletas e materiais de construção e, como compensação, elevou a tributação sobre os cigarros.
     As montadoras, porém, estão livres para implementar programas de demissão voluntária e demitir trabalhadores temporários ao final de seus contratos.
     Os carros populares até 1.000 cilindradas (tanto álcool quanto gasolina) continuam com taxa zero (a original é de 7%), os de 1.000 cilindradas a 2.000 cilindradas, à gasolina, redução de 13% para 6,5%, e os flex ou álcool, de 11% para 5,5%. O IPI para caminhões também permanecerá zerado. O IPI de reboques e semirreboques cai de 5% para zero e o de caminhonetes permanecerá em 1%. Após a redução do IPI, em dezembro, as vendas de veículos se recuperaram da forte queda vista no fim do ano passado e fecharam o primeiro trimestre com recorde histórico de vendas.
     No caso de motos, o governo anunciou que a alíquota de Cofins incidente sobre o setor cairá de 3% para zero. A medida também terá a contrapartida da manutenção dos empregos na Zona Franca de Manaus, que concentra a maior parte da produção de motocicletas no país. A alíquota de PIS/Pasep incidente sobre motos será mantida em 0,65%, uma vez que esse recurso é destinado ao seguro-desemprego. Espera-se assim, que o setor seja estimulado após a queda significativa de 43% na comparação do primeiro bimestre com o mesmo período de 2008.

     A Ford do Brasil informou no dia 27/03 que vai implementar um programa de demissão voluntária (PDV) nas fábricas de Camaçari (BA), São Bernardo do Campo (ABC paulista) e Taubaté (interior de SP). O programa estará aberto a todos os empregados horistas das três fábricas, incluindo aposentados.
     Segundo nota da empresa, o objetivo do programa é ajustar o número de trabalhadores aos níveis de produção atuais, que foram afetados por uma redução significativa nos volumes de exportação, causada pela desaceleração da economia mundial.
     Outras montadoras também foram impactadas pela dmiminuição das vendas externas no começo do ano. Na comparação do acumulado do primeiro bimestre com o mesmo período de 2008, as exportações de veículos leves (automóveis e comerciais leves) sofreram um recuo de 57%.

    A montadora japonesa Mitsubishi planeja transferir para o Brasil parte da sua produção de veículos. De acordo com o jornal econômico japonês Nikkei, a companhia, pressionada pelo aumento de custos decorrente da valorização do Iene, pretende montar no país uma plataforma de exportação para a América Latina, beneficiando-se das tarifas diferenciadas entre as nações do Mercosul e do acordo entre Brasil e México.
    Segundo o jornal, o objetivo da montadora é aumentar gradativamente a sua produção no Brasil até atingir 50 mil veículos por ano. Para isso, utilizará chassis, motores e peças importadas do Japão.
    Para viabilizar a transferência de parte da produção - que começaria em abril, no início do ano contábil - a Mitsubishi utilizará a responsável pela produção brasileira, a MMC Automotores, que tem uma fábrica na cidade goiana de Catalão e já fabrica os modelos L200 Sport, o L200 Triton, o Pajero TR4 e o Pajero Sport.
    A Mitsubishi ainda não havia decidido que veículos passaria a ser produzidos no Brasil, mas entre as apostas aparece o utilitário Pajero Full, que tem bons níveis de venda na América Latina.
    O fato beneficiaria o país a se consolidar como um dos maiores mercados produtores de automóveis do mundo, mesmo diante de um contexto de crise e a desvalorização do Real tornaria as exportações mais rentáveis.

    Foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) os números fechados de 2008 do setor automotivo.
    De acordo com os números, o país alcançou produção total recorde de 3,21 milhões de unidades, resultado 8,0% superior ao recorde anterior, que pertencia ao ano de 2007. Com relação ao total de licenciamento (nacionais + importados), estes alcançaram 2,82 milhões de unidades, desempenho 14,5% maior ao obtido em 2007. O resultado de 2008 também foi o maior da história, sendo o de 2007 o segundo maior.
    As exportações, porém, obtiveram redução dos embarques em 7,9%, perfazendo um total de cerca de 730 mil unidades, principalmente por conta do nível cambial médio apreciado durante o ano.
    Apesar dos resultados positivos com relação à produção e aos licenciamentos de 2008, o último trimestre do ano foi impactado fortemente pela crise econômica mundial, afetando a confiança dos consumidores e restringindo o crédito. A produção de dezembro chegou a cair mais da metade com relação ao mesmo mês de 2007, o que representa um sinal de alerta para o setor automotivo durante o ano de 2009.


    Mesmo com as medidas anunciadas pelos Governos Federal e Estadual no sentido de evitar a falta de crédito ao setor automobilístico, os números de novembro divulgados pela Anfavea refletiram as consequências da crise financeira, que impactaram não só no crédito como um todo (tornando-o mais caro e escasso), como também na confiança e expectativa do consumidor.
    As vendas internas de veículos nacionais, totalizaram cerca de 151 mil unidades no mês, ou queda de 33,5% na comparação com novembro de 2007, embora confrontando os onze primeiros meses de 2008, com o mesmo período de 2007, o número apresente expansão de 15,3%, reflexo do aquecimento no mercado até o mês de setembro (por conta do crédito e suas facilidades, como prazos longos de quitação).
    A produção total de veículos no mês de novembro contabilizou cerca de 195 mil unidades e representou um decréscimo de 28,6% em relação ao mesmo mês de 2007, o segundo consecutivo nesse tipo de comparação.
    O setor, que vinha até setembro batendo recordes mês a mês, presencia desde outubro uma inversão em suas vendas e expectativas futuras de crescimento da demanda. Por isso, algumas montadoras já tomavam medidas para evitar demissões, tais como: férias coletivas, corte de horas-extras, licença-remunerada, folgas, banco de horas e Programa de Demissão Voluntária (PDV). Tudo isso para amenizar os efeitos da crise sobre um dos setores mais relevantes da economia.


    O governo de São Paulo anunciou dia 11/11 a liberação de uma linha de crédito de R$ 4 bilhões aos bancos das montadoras, com o objetivo de manter o aquecimento do setor diante da crise financeira mundial. O empréstimo será feito pela Nossa Caixa e é fruto de um convênio entre o banco paulista, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e a Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras e Montadoras).
    Embora os recursos tenham sido disponibilizados pelo governo de São Paulo, o montante poderá ser aplicado em todo o país pelas financeiras das fabricantes. O prazo para o saldo da dívida é de 18 meses. Na semana anterior, o Governo Federal também liberou outros R$ 4 bilhões para as montadoras por meio do Banco do Brasil. A intenção é reverter o panorama de queda nas vendas em outubro deste ano em relação ao mesmo mês de 2007, devido à restrição de crédito ao consumidor, uma vez que os financiamentos representam cerca de 70% das vendas de automóveis no país.


    Dia 06/10, o governo anunciou oficialmente que os bancos das montadoras iriam receber R$ 4 bilhões para incentivar a venda de veículos ao consumidor. O dinheiro virá dos compulsórios que estavam sendo liberados pelo Banco Central desde o mês de outubro para promover a liquidez ao mercado. No total, os bancos das montadoras respondem por cerca de 40% do financiamento nacional de veículos.
    O anúncio acontece em um momento em que as principais montadoras do país anunciam férias coletivas e as revendas registram queda em suas vendas, como reflexo da crise financeira internacional, que impacta não só na diminuição de pedidos concomitantemente à restrição ao crédito, como na expectativa e confiança do consumidor.


    O governo do Estado de São Paulo confirmou semana passada que o município de Piracicaba vai abrigar a nova fábrica de veículos da Hyundai Motors. A montadora sul-coreana ainda não havia anunciado oficialmente os modelos que irá produzir e nem a capacidade da fábrica.
    No âmbito de um programa específico para o setor, o governo paulista irá liberar a empresa do recolhimento do ICMS incidente sobre "a importação de mercadorias, equipamentos, partes e peças, sem similar nacional, destinados à integração no ativo permanente". Também serão apoiadas pelo governo as negociações da Hyundai para obtenção de financiamento com o BNDES e com a Nossa Caixa. Por sua vez, a montadora se comprometeu a priorizar o mercado paulista na aquisição de autopeças e dos bens de capital necessários à implantação da unidade industrial.
    Em abril de 2007, a Hyundai inaugurou uma fábrica em Anápolis (GO). O investimento, porém, foi feito pelo empresário brasileiro Carlos Alberto de Oliveira Andrade, do Grupo Caoa. Ele bancou o projeto com recursos próprios e adquire tecnologia e as peças para a montagem da Hyundai.
    Com a nova unidade sul-coreana, chega a nove o número de montadoras de automóveis instaladas no Estado de São Paulo. Recentemente, a japonesa Toyota anunciou que irá construir uma fábrica em Sorocaba (SP), aproveitando o boom da venda de automóveis no Brasil.


    Foram divulgados os mais recentes números do setor automotivo pela Anfavea semana passada. Segundo a entidade, o país obteve em julho o melhor mês da história em termos de produção e vendas. Refletindo as boas condições da economia, com aumento do emprego e da renda, e o acesso a crédito e amplos prazos de financiamento, as vendas internas do setor avançaram 12,6% na comparação mensal e 32,6% na anual, para 288,1 mil unidades. No ano, as vendas subiram 30,4%, para 1,7 milhão de unidades, incluindo veículos leves e pesados.
    A produção total em julho subiu 3,5% em relação a junho e 19,8% ante julho de 2007, totalizando 320,1 mil unidades. No acumulado do ano, houve avanço de 21,8%, para 2,01 milhões de veículos, marca histórica. As exportações, por outro lado, continuaram sendo o ponto fraco do setor, em razão do Dólar fraco e mais recentemente da crise norte-americana, caindo 22,5% na comparação anual. No ano, as vendas externas apresentam queda de 3,3%, a 445,6 mil unidades.
    Apenas considerando os dados do primeiro semestre de 2008, em termos de produção, o Brasil passou da sétima posição em 2007 para a sexta, ultrapassando a França. Os primeiros colocados foram Japão, China e Estados Unidos. Este último foi ultrapassado pela China.
     


    A indústria automotiva brasileira obteve no primeiro semestre de 2008, seu melhor desempenho histórico, com vendas de 1,4 milhão de veículos novos (leves e pesados) no mercado interno, de acordo com dados divulgados pela Anfavea na semana passada, 30,0% a mais que no mesmo período de 2007.
    Ao longo do ano, mês a mês, o acumulado do setor vem apresentando sucessivos recordes tanto de vendas como de produção. O desempenho da indústria automotiva está sendo impulsionado pelo ambiente de crescimento econômico do país aliado a um quadro de baixas taxas de juros e especialmente financiamentos de longo prazo aos consumidores.
    Na comparação até junho, a produção do país, incluindo veículos leves e pesados, apresentou expansão de 21,3%, perfazendo um total de 1,68 milhão de unidades. É praticamente a mesma quantidade do que foi produzida ao longo de todo o ano 2000 (1,69 milhão de unidades).
    No primeiro semestre também verificou-se aumento das vendas ao exterior (+8,9%), em valor, totalizando US$ 5,4 bilhões, apesar da queda na quantidade exportada, de 2,8% (por conta do câmbio desfavorável). Esse aumento em valor só foi possível devido aos reajustes efetuados no produto, que permitem ao setor continuar obtendo ganhos em suas vendas internacionais.
     

    A Toyota divulgou semana passada que investirá US$ 1 bilhão no Brasil para instalar no Estado de São Paulo uma nova fábrica de carros compactos e outra de motores, que deverá iniciar a produção em 2010.
    De acordo com a empresa, a nova fábrica terá capacidade para produzir 200 mil automóveis por ano, volume equivalente à produção de outros modelos populares de outras marcas (Gol, Palio e Celta). A Toyota não participa do segmento de populares por não possuir nenhum modelo de entrada no mercado brasileiro, focando-se até agora em modelos de maior valor.
    O anúncio acontece num momento em que a indústria automobilística no Brasil se encontra em plena expansão. O setor espera investimentos de US$ 4,9 bilhões neste ano, somente das montadoras, e US$ 20 bilhões até 2010 em toda a cadeia produtiva, de acordo com a Associação Nacional dos fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
     


    A indústria automotiva brasileira obteve em abril seu melhor desempenho histórico, com vendas de 261,2 mil veículos novos no mercado interno, de acordo com dados divulgados pela Anfavea. Antes do recorde de abril, o melhor nível de produção mensal alcançado pelo setor no Brasil havia sido de 244,5 mil unidades, registrado em outubro do ano passado. O desempenho do setor vem sendo impulsionado por um ambiente de crescimento econômico do país aliado a um quadro de baixas taxas de juros e financiamentos de longo prazo aos consumidores.
    Na comparação com março, as vendas de abril apresentaram alta de 12,5% e ante o mesmo mês do ano passado houve expansão de 45,7%. A produção de abril registrou alta de 6,2% sobre março e avanço de 34,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
      No acumulado de janeiro a abril, a indústria vendeu ao exterior US$ 4,53 bilhões, crescimento de 16,3% sobre 2007. Nos primeiros quatro meses do ano, o setor acumula vendas de 909,2 mil unidades, crescimento de 35,2% sobre igual período de 2007. A produção no período somada é de 1,09 milhão de veículos, 23,5% acima do fabricado entre janeiro a abril do ano passado. A marca de 1 milhão de veículos fabricados só havia sido ultrapassada em 2007 no mês de maio.


    O livre comércio de automóveis e autopeças entre Brasil e Argentina, que entraria em vigor em 1º de julho deste ano, foi definitivamente adiado esta semana, contrariando a posição defendida pelo Brasil nas negociações mantidas com o governo argentino. Em compensação, a Argentina concordou em estabelecer um prazo de cinco anos para o novo acordo automotivo bilateral que está em discussão e deve ser concluído até junho, quando vence o que está atualmente em vigor.
    Só em 2013, no fim desse prazo, é que haveria livre trânsito de veículos e peças entre os dois países. A Argentina nunca concordou com a liberação do comércio, que vem sendo adiado desde dezembro de 2005 quando venceu o primeiro acordo assinado em 2002. Até agora a renovação estava sendo anual. O país alega que o Brasil estaria em vantagem no momento, por conta do parque produtivo mais atualizado, e que precisaria de um tempo para melhor adequação.

    A indústria automotiva atingiu o melhor resultado de vendas para meses de janeiro, na história da indústria automobilística nacional. Foram licenciadas 215 mil unidades, alta de 40,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. A produção, por sua vez, atingiu 254,9 mil veículos, com avanços de 15,5% na comparação com dezembro de 2007 e de 24,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, a indústria superou, pela primeira vez, 3 milhões de unidades produzidas.
    A concessão de crédito em alta e os juros e a inadimplência em queda continuaram a estimular e a ser o principal motivo para o desempenho da indústria automotiva, que caminha para um novo recorde histórico em 2008.

     O carro, chamado Tata Nano, será vendido na Índia por cerca de US$ 2,5 mil (aproximadamente R$ 4,5 mil) no final do ano e, por enquanto, a montadora não tem planos de vender o carro fora do país. O automóvel, que possui quatro portas e cinco lugares, não possui ar-condicionado, janela eletrônica ou direção hidráulica, mas dois modelos de luxo serão oferecidos. Um dia depois do lançamento do carro da Tata Motors, a Volkswagen anunciou que também planeja vender modelos com preços mais baixos.  Em um comunicado, a montadora alemã disse que deverá lançar nos próximos anos dois automóveis com os valores mais baixos já oferecidos pela empresa.
    Entre os carros anunciados está uma versão barata do Polo, chamada de Polo IM, que será fabricado na Índia. A empresa planeja também um modelo econômico do UP!, o automóvel compacto apresentado na Feira do Automóvel de Frankfurt no ano passado. O Polo IM deverá custar cerca de US$ 10 mil (cerca de R$ 17 mil). O preço do UP! vai ficar na faixa dos US$ 5 mil a 6 mil (de R$ 9 mil a R$ 10 mil).
    A tendência é que, para conquistar mercados, principalmente de países em desenvolvimento, como China, Índia e Brasil, as montadoras cada vez mais investiram em veículos mais acessíveis, já que a renda média nesses lugares está longe de se equiparar à de países desenvolvidos, que detém mercados já saturados para automóveis.

    Outro destaque setorial da semana ficou por conta dos dados divulgados pela Associação dos Fabricantes de Veículos Automotivos – Anfavea. A produção e o licenciamento acumulados até novembro bateu o recorde de 2006, para todos os segmentos: veículos leves, caminhões e ônibus. Aindústria automobilística quebrará o recorde histórico tanto de produção (que era de 2006), quanto de vendas internas (que era de 1997).
    Com isso, a utilização da capacidade produtiva das montadoras está ultrapassando o limite aceitável, fazendo com que muitas fabricantes sejam obrigadas a ampliar suas plantas, anunciando investimentos bilionários para os próximos anos, já que há indícios de sustentabilidade da demanda.