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  • trigo, empresas do setor trigo, empresas do segmento trigo, setor trigo, segmento trigo, economia, macroeconomia

    Hoje foi anunciado um importante avanço para a triticultura brasileira. Após décadas de pesquisas, a cultivar de trigo desenvolvida pela Embrapa apresentou boa adaptação produtiva em climas menos favoráveis a esta cultura de inverno, concentrando força de glúten de 349 graus joules, acima do índice de "trigo melhorador", o que indica a alta qualidade desse trigo especial para a fabricação de farinha.

    A relevância desse resultado se exprime através de um dos grandes pontos fracos dessa cadeia produtiva: a necessidade histórica de importação de trigo pelo Brasil, o que aumenta os riscos da inerente alta volatilidade dos preços internacionais e de desabastecimento do grão, especialmente em situações de quebra de safra dos principais países exportadores, especialmente a Argentina e os Estados Unidos, que respondem por, respectivamente, cerca de 70% e 15% das importações brasileiras de trigo.

    Por ser uma cultura de inverno, o seu cultivo fica restrito a regiões com clima mais ameno, como a Região Sul, que concentra mais de 90% da produção nacional. Além da quantidade produzida internamente ser insuficiente para o abastecimento dos moinhos nacionais, o trigo brasileiro é considerado de baixa qualidade e comumente é destinado para a produção de ração, o que agrava a necessidade de importação do grão para a produção de farinha. Diante disso, a possibilidade de aumento das áreas cultiváveis, sob bons níveis de produtividade e qualidade, é um fator de extrema relevância para o setor.

    Diante da perspectiva de melhoria das condições de fornecimento de trigo, com redução da dependência externa, no médio e longo prazos, logo se tornará mais evidente a necessidade de uma maior integração entre triticultores e indústria, que deverão trabalhar conjuntamente no desenvolvimento de novas técnicas de produção, visando garantir quantitativa e qualitativamente o suprimento da matéria-prima. Além disso, por ser considerado um item importante na alimentação da população, cabe ao Governo a tarefa de incentivar a expansão dessa produção, através de políticas de incentivo e de crédito direcionado.