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  • trigo, empresas do setor trigo, empresas do segmento trigo, setor trigo, segmento trigo, economia, macroeconomia
    Característico de clima temperado, o trigo é a base alimentar de diversos povos há milênios, o que faz países como EUA e os europeus, serem os grandes fornecedores do grão. No caso do Brasil, que importa metade do trigo que consome, quase todo da Argentina (75% em 2020), as novidades tecnológicas tendem a contribuir para a melhora da disponibilidade interna. Concentrada na região Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul e no Paraná, a produção de trigo, nos últimos anos, se estende também ao cerrado brasileiro, graças à ciência produzida pela Embrapa.

    No Centro-Oeste o destaque é Goiás, onde é esperado um crescimento entre 120% a 200%, triplicando a área de cultivo que deverá ficar próxima a 70 mil hectares (ha). As perspectivas são boas, de acordo com pesquisadores da Embrapa. O atraso na colheita da soja na região e os preços em alta deverão favorecer o aumento da área com trigo, especialmente em sequeiro.  As operações de semeadura do trigo de sequeiro em GO e DF estiveram concentradas em meados de março, favorecidas pela boa umidade do solo. Como as chuvas cessaram na segunda quinzena do mês, muitos produtores podem acabar desistindo de implantar a cultura do trigo.  No cultivo irrigado, a semeadura deverá ocorrer entre 10 de abril e 30 de maio, seguindo o zoneamento agrícola. 

    Em Minas Gerais, tanto a área quanto o volume de produção de trigo mostraram um crescimento constante desde o início dos anos 2000, passando de 58 mil toneladas em 2006 para quase 300 mil t. em 2020, segundo dados do IBGE. Ainda assim, o volume atende apenas cerca de 30% da demanda do estado. Os preços no início deste ano, porém, seguem pressionados pelas cotações internacionais e também pelo câmbio, variável chave para o caso brasileiro que depende de importações.

    Todavia, a expansão da produção para regiões do Centro-Oeste se mostra promissoras, podendo reduzir o grau de dependência da economia brasileira no longo prazo.

    Analista responsável Marcos Henrique