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  • trigo, empresas do setor trigo, empresas do segmento trigo, setor trigo, segmento trigo, economia, macroeconomia
    Em viagem recente aos EUA, o presidente Jair Bolsonaro formalizou acordo de importação de 750 mil toneladas de trigo do país norte-americano, o que preocupa produtores internos, além da Argentina, principal fornecedora do produto ao Brasil. Dos 1,2 milhão de toneladas importadas, cerca de 1,1 milhão veio dos vizinhos latinos, de acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias do Trigo (Abitrigo).

    O novo acordo prevê isenção da tarifa de 10% imposta a países fora do bloco do Mercosul para entrada do produto. Das 11 milhões de toneladas de trigo consumidas no Brasil aproximadamente, cerca de 70% é importada, o que torna o país dependente do mercado externo e, portanto, de acordos de comercialização. A ideia de isenção tarifária já fazia parte das rodadas de negociação da OMC no Uruguai, mas nunca havia sido implementada.

    Mais importante que os interesses da Argentina, porém, são os dos produtores nacionais de trigo, concentrados na região do Paraná. Estes argumentam que sempre trabalharam junto ao governo para evitar a isenção de tarifas, além de ser de conhecimento geral o fato de que os produtores dos EUA são subsidiados pelo governo. Nesse sentido, para eles, a concorrência estaria sendo desleal.

    De todo modo, o saldo da visita de Bolsonaro ao presidente Donald Trump tem se mostrado mais positivo para este último, tendo em vista, sobretudo, a perspectiva de entrada do Brasil na OCDE, o que o obrigaria a abandonar o status de país em desenvolvimento junto à OMC, o que resulta em vantagens comerciais para o Brasil. A ausência de contrapartidas na mesma intensidade das vantagens oferecidas aos EUA reforça a ideia de maior desequilíbrio de relações já desequilibradas.

    Especialista do Setor Marcos Henrique.