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  • trigo, empresas do setor trigo, empresas do segmento trigo, setor trigo, segmento trigo, economia, macroeconomia
    O Centro de Estudos Avançados em Economia Agropecuária (Cepea), divulgou recentemente que o preço do trigo pago ao produtor está em alta, em função do maior preço ofertado pelas indústrias e à menor competitividade do milho. Embora a área da safra seja definida apenas entre abril e maio (período mais frio, específico para melhor qualidade do produto), os preços têm estimulado os produtores, em especial no Rio Grande do Sul, onde se concentra cerca de 90% da produção. O preço médio do trigo cotado pelo indicador Cepea/Esalq, fechou a última quinta-feira (22/03) a R$ 695,62/Ton., acumulando alta de 2,21% no mês, mas até o início da semana acumulava alta de 4,7%.

    A persistência do nível de atividade interna em patamar ainda tímido, em especial no que se refere aos estratos de mais baixa renda, pode reduzir a demanda por produtos destes setores, sobretudo biscoitos, principalmente os recheados, líder de vendas. Além disso, o câmbio exerce impacto negativo sobre o setor, que importa cerca de 50% do consumo interno. Assim, uma possível desvalorização do real frente ao dólar derivada das conturbações políticas internas, comuns em período eleitoral, pode provocar efeitos negativos sobre os preços ao consumidor brasileiro.

    Por outro lado, as constantes pesquisas realizadas no âmbito da Embrapa, têm fortalecido o setor, especialmente com tecnologias que contribuem para novas formas de utilização do cereal. A exemplo disso, recentemente pesquisadores encontraram uma forma do trigo ser utilizado como ração para o gado de corte e de leite sem que isso causasse prejuízo à saúde dos animais. Desta forma, além de aumentar o interesse pela produção desta planta, estimula a diminuição da dependência em relação ao milho e à soja.

    Especialista do Setor  Marcos Henrique.


    O Centro de Estudos Avançados em Economia Agropecuária (Cepea), divulgou recentemente que o preço do trigo pago ao produtor está em alta, em função do maior preço ofertado pelas indústrias e à menor competitividade do milho. Embora a área da safra seja definida apenas entre abril e maio (período mais frio, específico para melhor qualidade do produto), os preços têm estimulado os produtores, em especial no Rio Grande do Sul, onde se concentra cerca de 90% da produção. O preço médio do trigo cotado pelo indicador Cepea/Esalq, fechou a última quinta-feira (22/03) a R$ 695,62/Ton., acumulando alta de 2,21% no mês, mas até o início da semana acumulava alta de 4,7%.

    A persistência do nível de atividade interna em patamar ainda tímido, em especial no que se refere aos estratos de mais baixa renda, pode reduzir a demanda por produtos destes setores, sobretudo biscoitos, principalmente os recheados, líder de vendas. Além disso, o câmbio exerce impacto negativo sobre o setor, que importa cerca de 50% do consumo interno. Assim, uma possível desvalorização do real frente ao dólar derivada das conturbações políticas internas, comuns em período eleitoral, pode provocar efeitos negativos sobre os preços ao consumidor brasileiro.

    Por outro lado, as constantes pesquisas realizadas no âmbito da Embrapa, têm fortalecido o setor, especialmente com tecnologias que contribuem para novas formas de utilização do cereal. A exemplo disso, recentemente pesquisadores encontraram uma forma do trigo ser utilizado como ração para o gado de corte e de leite sem que isso causasse prejuízo à saúde dos animais. Desta forma, além de aumentar o interesse pela produção desta planta, estimula a diminuição da dependência em relação ao milho e à soja.

    Especialista do Setor  Marcos Henrique.


    Com novos capítulos da crise política, diversas variáveis da economia brasileira deverão ser afetadas, principalmente o câmbio.  Como o câmbio é a variável mais relevante para o funcionamento do setor, é esperado que o mesmo tenha dificuldades de funcionamento.

    A maioria do trigo utilizado no Brasil vem de outros países, por meio de importação. Com a desvalorização cambial o preço do trigo importado deverá ficar maior, o que encarecerá os custos de produção dos produtos derivados de trigo, como a farinha. Caso essa desvalorização persista, acima de R$3,30, é esperado que o setor repasse para o consumidor final esse aumento de custo, o que deverá reduzir o consumo dos bens do setor.

    Assim, caso o choque no câmbio, pelas questões políticas, se mantenha, o faturamento do setor poderá ser impactado negativamente.

    Especialista do Setor: Ricardo Quirino.

    A produção de trigo e milho tiveram a sua projeção reduzida para 2016 nesta semana, de acordo com a secretária de agricultura paranaense, o que deve  afetar substancialmente a produção geral de grãos no estado.

    A queda é reflexo de um problema que vem afetando as principais regiões produtoras de grãos do país, o clima seco. A produção de milho em questão é referente a 2ª safra do ano, que já havia sido afetada em julho/junho. Para trigo é a primeira grande revisão negativa do ano, já que era esperada uma produção maior. Mas ainda assim a produção de trigo deverá ser 1% acima do observado em 2015.

    Assim, um dos maiores produtores agrícolas do País, o Paraná, deverá sofrer com queda da produção de milho e trigo, o que deverá impactar consideravelmente o faturamento dos setores de agricultura geral e trigo em 2016.

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    Desde 2014 os preços do milho vem caindo constantemente, tendo em vista o crescimento da oferta no mundo e especialmente no Brasil. Em 2016 os preços voltaram a subir, devido a quebra na oferta do grão, dado problemas climáticos e processo de substituição pela plantação de soja. No entanto, esse incremento no preço do milho está pressionando outro grão, o trigo. E a tendência é de que esse movimento se mantenha até o fim do ano.

    Apesar de a soja e milho serem os principais insumos para rações, e corresponderem pelos bons resultados da balança comercial de agronegócio, o trigo também é utilizado como ração, tendo em vista o seu alto valor nutricional. Assim, diversos produtores de animais de corte estão preferindo rações com o trigo na mistura, pressionando a demanda e preço do grão. Como é esperado que o movimento de valorização do milho se estenda até 2017, o preço do trigo deverá se manter em níveis altos até o fim do ano (No mínimo).

    Assim, os impactos desta valorização são relativos ao estágio da cadeia de produção do setor. Para os produtores de trigo, a valorização será muito boa e deverá ampliar os ganhos no faturamento. Porém, para moageiras e as fabricantes de derivados do trigo (Ex: Bolos, bolachas e massas) a valorização deverá ter efeito negativo no faturamento, já que os custos deverão ser pressionados e o repasse de preços para o consumidor final está comprometido devido a crise econômica.

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    Com a disparada do dólar nas últimas semanas, o preço do pão e de todos os produtos à base de farinha de trigo deve subir nos primeiros dias de abril, em todo o país. No Rio Grande do Sul, o Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria e de Massas Alimentícias e Biscoitos no Estado (Sindipan-RS) estima o reajuste entre 10% e 20%, aplicado também a biscoitos e todos os tipos de massas. 

    Este reajuste só mostra o quanto o setor é dependente da importação de trigo, se tornando, automaticamente, mais vulnerável às variações na taxa de câmbio. Por isso é fundamental que a produção interna se amplie e atinja novos recordes, tendo em vista a enorme demanda que o setor de trigo enfrenta internamente.

    Apesar deste aumento nos preços do trigo, não necessariamente o faturamento será positivamente afetado. Para os moinhos e para a indústria de massas e biscoitos, as perdas costumam ser maiores que os ganhos, já que o preço do insumo principal fica maior, pressionando a margem e expondo o setor a uma possível redução na demanda devido ao aumento dos preços do bem final.

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    Os agricultores canadenses, ainda lutando para encontrar compradores para a sua colheita abundante do ano passado, vão plantar mais de canola e menos trigo este ano. Em 2013,  a safra canadense de trigo bateu o recorde histórico de 37 milhões de toneladas, uma alta de 38% em comparação a 2012. 

    É esperado que os agricultores plantem 23,3 milhões de acres de trigo, uma queda de 10 % ante o ano passado. Os agricultores direcionarão o plantio para a canola, que tem perspectivas mais positivas com relação ao seu preço para 2014.

    Este fato é mais um capítulo na tendência de baixa dos preços  internacionais do trigo, que é observada desde 2011. O Canadá é o 6º maior produtor da cultura no mundo e, bem como alguns dos maiores produtores de trigo no mundo, apresentou forte aumento na produção de trigo em 2013. Mesmo com essa redução,  a perspectiva é de que a safra 2013/14 continue batendo recordes, principalmente em países da Europa, aumentando assim a oferta do grão no mercado brasileiro, que importa boa parte do que consome de trigo, sem pressionar os preços dos produtos derivados do trigo - como o pão francês - produzidos internamente.

    A J.Macêdo está retornando ao ramo de fornecimento de produtos aos panificadores, segmento este que a companhia atuou por mais de 50 anos (de 1952 a 2004).

    Com investimentos de R$ 10 milhões neste projeto, a empresa passará a comercializar nas regiões Norte e Nordeste 30 novos produtos desenvolvidos para o uso profissional no food service (alimentação fora do lar).

    Com o alto nível de ocupação da população e o crescimento do rendimento médio, a tendência é de que, cada vez mais, a população se alimente fora de casa, impactando positivamente na procura dos produtos da linha de panificação, que incluem farinha de trigo e misturas para bolos e pães, dentre outros. Tal tendência justifica a projeção, feita pela empresa, de que a nova atividade corresponda a 10% do volume de vendas da J.Macêdo até o fim de 2013. 


    A multinacional Bunge anunciou um investimento de US$ 350 milhões para a construção de três moinhos no Brasil, sendo um no Rio de Janeiro e dois no Nordeste. O montante deverá ser aplicado nos próximos cinco anos, agregando de forma expressiva a capacidade de moagem de trigo da empresa.

    A companhia mantinha uma parceria há oito anos com a J. Macêdo, onde fornecia farinha de trigo para consumo doméstico ou como ingrediente de massas, o que impedia a multinacional de disputar tais mercados. Com o fim do acordo, a Bunge pretende se lançar nesse mercado, apostando na produção verticalizada e em produtos que ofereçam maior margem, como massas e biscoitos.

    A Bunge tem como principal receita o mercado de agribusiness, sendo a maior exportadora do setor no Brasil, entretanto é um mercado bastante volátil, dependente de clima, mercado externo, taxa de câmbio, preços, entre outros. Dessa forma, o investimento na produção, em especial de produtos de maior valor agregado e com consumo crescente deverá consolidar a presença da empresa em outros segmentos, além de diversificar sua fonte de recursos.


    A M. Dias Branco, líder brasileira na fabricação de massas e biscoitos, anunciou a aquisição do moinho cearense Santa Lúcia pelo montante de R$ 90 milhões. A empresa atua na moagem de trigo, fabricação de derivados e na industrialização e comercialização de biscoitos e massas alimentícias. A aquisição deverá incrementar o market share da M. Dias nas regiões Norte e Nordeste.

    A Santa Lúcia trabalhava com marcas próprias, como a "Predilleto" e a "Bonsabor", além de produzir para marcas de terceiros, que deverão ser mantidas. Do valor acordado, R$ 45 milhões foram pagos à vista, R$ 27 milhões parcelados em cinco anos e o restante deverá ser pago ao final de seis anos. A aquisição está nos planos da empresa de expandir os negócios organicamente e participar ativamente da consolidação do setor.

    A M. Dias continua em seu propósito de expandir sua participação nos mercados do Norte e Nordeste. No ano passado, a acompanhia já havia anunciado a aquisição de dois outros grupos com presença relevantes nessas regiões. O consumo de biscoitos e massas brasileiro ainda é bastante pequeno quando comparado a grandes consumidores internacionais, como Itália e Estados Unidos, o que mostra um grande potencial para o fortalecimento do mercado interno.


    A PepsiCo parece bastante interessada em se fortalecer no mercado de biscoito brasileiro. A companhia criou uma nova presidência no país voltada para a divisão de biscoitos e cereais e planeja investir pesado esse ano para alcançar seu audacioso objetivo: chegar ao primeiro ou segundo lugar do setor, triplicando o tamanho em três anos.

    A multinacional vai investir US$ 45 milhões na modernização das cinco fábricas da Mabel e no aumento da produção. Outros R$ 30 milhões serão investidos em logística e em ações de marketing, visando fortalecer as marcas Mabel, Quaker e Eqlibri. Nos mercados do Sul e Sudeste as marcas Quaker e Eqlibri estão bem consolidadas e as ações serão voltadas para a expansão das mesmas no Nordeste. No sentido contrário, a marca Mabel é bastante forte no Nordeste e os trabalhos serão focados em expandi-lá para o Sul e Sudeste. 

    A fatia de market share da PepsiCo em biscoitos gira hoje em torno de 7%. Para acelerar sua escalada no mercado nacional, a companhia continua tentando comprar a Marilan, que faria sua participação saltar para quase 13%. Seja por aquisições, seja por investimento, o fato é que a multinacional parece focada em crescer no mercado de biscoitos brasileiro. Inovação de produtos poderá ser o caminho.


    Impulsionada pela alta de 33% nas vendas de macarrão instantâneo no Brasil entre os anos de 2007 e 2011, a fabricante japonesa Nissin Ajinomoto anunciou investimento de R$ 46 milhões para a construção de sua nova fábrica em Glória do Goitá (PE). A fábrica terá capacidade para produzir 1,2 mil pacotes por minuto.

    A empresa, detentora das marcas Cup Noodles, Nissin Lámen e Nosso Sabor, representa 60% das vendas do produto no Brasil. Entretanto, no Nordeste esse número cai para 45% e justifica a escolha do local da construção da nova fábrica. Além disso, a companhia visa o potencial mercado existente no Norte e Nordeste, onde os hábitos estão mudando e as pessoas estão mais receptivas a alimentos industrializados.

    O mercado de massas instantâneas apresentou crescimento de 5,9% em 2011, acima do total do setor de massas alimentícias que obteve expansão de 3,5%. O Brasil é o décimo no mercado consumidor do segmento e apresenta bastante espaço para expansão. O país vem apresentando crescente hábito na escolha por comidas rápidas e fáceis de preparar, mas ainda muito abaixo dos patamares observados nos Estados Unidos e países asiáticos.


    A Bauducco anunciou para o início de abril, a construção da sua nova unidade fabril no estado de Alagoas. O investimento está estimado em R$ 97 milhões e contemplará as obras de construção da unidade, bem como a aquisição de equipamentos. A expectativa é que sejam gerados 250 empregos diretos no início das operações.

    A previsão é de que, no primeiro trimestre de 2013, as duas primeiras linhas de produção entrem em funcionamento, sendo capazes de produzir 3 mil toneladas em produtos por ano, com destaque para a produção de 900 kg/hora de wafers, 1200 kg/hora de mini bolos e 3200 kg/hora de biscoitos recheados e amanteigados. Neste primeiro momento, esta produção deverá atender a região Norte e Nordeste do país.

    O contínuo crescimento, principalmente da região Nordeste do Brasil, vem atraindo empresas de todos os setores. A demanda por biscoitos possui forte correlação com aumentos no nível de renda e a região tem apresentado boas taxas de expansão neste indicador, seja pelo próprio crescimento, seja pelos programas federais de transferência de renda. A estratégia da Bauducco visa atender essa demanda que por muito tempo esteve reprimida.


    Por um total de R$ 240 milhões, a M. Dias Branco firmou contrato de aquisição dos grupos Pelágio Participações e J. Brandão Comércio e Indústria. Esta compra inclui a aquisição das marcas Estrela, Pelággio, Salsito e A Estrela que possuem relevância principalmente no Norte e Nordeste do Brasil.
        
    O grupo adquirido tem produção de 87,6 mil toneladas de biscoito, 51,6 mil toneladas de massas e 7 mil toneladas de snacks e bolos. Com as aquisições, a M. Dias Branco poderá alcançar aproximadamente 25,3% do mercado nacional de biscoitos e 25,2% do mercado de massas, elevando em quase 1,2% e 0,7%, respectivamente, seu market-share, ampliando ainda mais seu domínio nestes mercados.
        
    A nova aquisição da M. Dias Branco visa o crescimento das vendas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, bem como a incorporação de novos produtos (snacks e bolos) ao portifólio da empresa. A tendência é que estas compras permitam aumentos nas receitas da empresa, além de ganhos de sinergia do grupo, o que tende a fortalecer ainda mais a marca em todo território nacional.


    A PepsiCo, grupo norte americano que atua no setor de alimentos e bebidas, confirmou a aquisição das fábricas de biscoitos do grupo goiano Mabel e mais 25 centros de distribuição. O valor não foi divulgado pelas empresa, mas fontes próximas estipulam valor entre R$ 800 e R$ 900 milhões. O segmento adquirido deverá mudar de nome, uma vez que o grupo Mabel continuará atuando nos outros ramos em que ela tem negócios.

    O segmento de biscoitos era extremamente relevante para o grupo Mabel - representava 60% das vendas total. Com cinco fábricas no Brasil (Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Sergipe) e um mix de aproximadamente 150 produtos (desde rosquinhas e biscoitos até wafers e torradas), o grupo possui forte penetração no Centro Oeste, Norte e Nordeste além de exportar para mais de 35 países.

    A investida da PepsiCo no segmento de biscoitos faz parte de uma estratégia do grupo em diversificar seus ramos de atuação. A empresa possui 7% do mercado e com os aportes da compradora, pretende-se ampliar essa fatia. Ademais, o grupo internacional aproveitará a distribuição geográfica das fábricas de biscoito para ampliar suas vendas nas regiões Norte/Nordeste e Centro Oeste uma vez que sua marca já é consolidada no Sudeste e Sul do Brasil.


    A M. Dias Branco vai utilizar uma antiga fábrica da Pilar Alimentos, da qual é proprietária, para construir o maior moinho do grupo. Orçado em R$ 380 milhões, esta nova unidade industrial deve consumir R$ 141 milhões em investimentos e deverá entrar em operação em 2013. Ainda dentro deste projeto, dois novos moinhos devem ser construídos com um entrando em operação em 2015 e outro em 2018 e devem, juntos, custar outros R$ 240 milhões.

    O primeiro moinho em operação deverá ter capacidade de processar até 600 toneladas por dia. Ao final do projeto (sete anos), a capacidade total do complexo industrial deverá atingir 485 mil toneladas por ano, o que poderá representar um faturamento de R$ 630 milhões ao grupo. A produção das unidades deve ter destino o mercado interno, principalmente o Pernambuco, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo.

    O maior grupo de moagem de trigo do Brasil, com 10% da participação, espera com esse novo projeto aumentar 3 pontos percentuais em sua participação. O setor de moagem de trigo no Brasil é bastante concorrencial com a presença de diversos pequenos moinhos espalhados pelo Brasil. Estes pequenos estabelecimentos podem tornar-se alvos de possíveis investidas de grandes grupos como a M. Dias Branco.


    A empresa cearense M. Dias Branco, líder nacional no mercado de massas e biscoitos adquiriu por R$ 69,9 milhões a pernambucana Pilar Produtos Alimentícios. Com a compra, é estimado que a empresa líder aumentará de 22,2% para 23,4% seu market share no segmento nacional de biscoitos e 22,4% para 24,7% no mercado de massas.

     A aquisição faz parte da estratégia da M. Dias Branco de buscar ganhos de sinergia por meio de processos de verticalização. A fábrica da Pilar está instalada na região central de Recife, ao lado do porto da cidade e esta localização foi um dos grandes atrativos para a M. Dias que já planejava lançar mão de operações de moagem de trigo em regiões próximas ao porto. A ideia por trás disto é que o fornecimento de matéria prima seja feito diretamente para a indústria.

     Este movimento da empresa líder no mercado sinaliza a consolidação do setor de massas e biscoitos brasileiro. Além disto a empresa, que busca ampliar sua posição competitiva no cenário nacional aproveitando-se da força da marca adquirida, acabará por expandir sua atuação na região Nordeste do país.

    Terceira maior fabricante de pães industrializados do país, a Wickbold estará investindo R$ 15 milhões com o objetivo de aumentar suas receitas. A estratégia da empresa é direcionar este aporte para campanhas de marketing e para ações promocionais nos pontos de venda dos seus produtos. Aliado a isto, a empresa pretende aumentar os preços de suas linhas de produto, na média de 7%.

     A tática da companhia vem em um momento onde os custos do setor estão em franca expansão. Os preços dos grãos atingiram patamares extremamente elevados mas não só eles; o açúcar e o trigo estão com cotações recordes e o nafta, derivado do petróleo, influenciado pelas tensões no Oriente Médio e norte da África, também apresenta movimento de alta em virtude dos aumentos nos preços desta commodity. O nafta é o principal insumo para a produção de embalagens utilizadas pelo setor.

     Este movimento da Wickbold talvez não seja suficiente para ela desbancar a segunda posição no mercado de pães industrializados ocupado pela Panco. No médio prazo a empresa vislumbra ampliar seus pontos de comercialização nas regiões Norte e Nordeste uma vez que, atualmente seus produtos estão disponíveis em poucos estados do país e suas indústrias se localizam apenas em São Paulo (3) e Rio de Janeiro (1). Talvez até pelos problemas de logística encontrados no Brasil, seja interessante para a expansão da empresa, novos centros de produção e distribuição em outras localidades do Norte e Nordeste do país.


    Na esteira de uma dinâmica favorável da demanda interna, a Nestlé aumentou sua intenção de investimentos no Brasil em 2011. Em 2010, os investimentos da corporação no país ficaram em torno de R$ 800 milhões; já para 2011 a empresa planeja investir R$ 1 bilhão no mercado nacional. E os projetos já começaram. A empresa anunciou a construção duas novas fábricas: uma na região serrana do Rio de Janeiro, para a qual serão destinados R$ 200 milhões e outra fábrica na região centro-sul do estado, que demandará cerca de R$ 100 milhões.

    O objetivo explícito da multinacional é crescer o dobro da expansão do PIB brasileiro no ano. Para cumprir esse objetivo, a empresa planeja investir no aumento da sua capacidade produtiva, aplicando recursos em ampliação e construção de novas fábricas, tecnologia, inovações, e, até mesmo, possíveis aquisições, a fim de atender ao crescente mercado interno. Além disso, os investimentos em diversificação de produtos e na sua divulgação poderão apresentar relevância crescente nos planos de investimentos da multinacional.

    O Brasil é o segundo maior mercado da Nestlé no mundo e atualmente onde a corporação mais cresce, segundo Ivan Zurita, presidente da empresa no país. Assim, a ampliação dos investimentos direcionados ao Brasil reflete a percepção otimista das grandes empresas acerca do mercado brasileiro para os próximos anos. De fato, a dinâmica do mercado de trabalho, com níveis de desemprego consideravelmente abaixo dos patamares históricos, a maior distribuição da renda, com o conseqüente crescimento da classe média e a relativa estabilidade inflacionária, tem indicado tendência favorável ao mercado de bens de consumo.

    Hoje foi anunciado um importante avanço para a triticultura brasileira. Após décadas de pesquisas, a cultivar de trigo desenvolvida pela Embrapa apresentou boa adaptação produtiva em climas menos favoráveis a esta cultura de inverno, concentrando força de glúten de 349 graus joules, acima do índice de "trigo melhorador", o que indica a alta qualidade desse trigo especial para a fabricação de farinha.

    A relevância desse resultado se exprime através de um dos grandes pontos fracos dessa cadeia produtiva: a necessidade histórica de importação de trigo pelo Brasil, o que aumenta os riscos da inerente alta volatilidade dos preços internacionais e de desabastecimento do grão, especialmente em situações de quebra de safra dos principais países exportadores, especialmente a Argentina e os Estados Unidos, que respondem por, respectivamente, cerca de 70% e 15% das importações brasileiras de trigo.

    Por ser uma cultura de inverno, o seu cultivo fica restrito a regiões com clima mais ameno, como a Região Sul, que concentra mais de 90% da produção nacional. Além da quantidade produzida internamente ser insuficiente para o abastecimento dos moinhos nacionais, o trigo brasileiro é considerado de baixa qualidade e comumente é destinado para a produção de ração, o que agrava a necessidade de importação do grão para a produção de farinha. Diante disso, a possibilidade de aumento das áreas cultiváveis, sob bons níveis de produtividade e qualidade, é um fator de extrema relevância para o setor.

    Diante da perspectiva de melhoria das condições de fornecimento de trigo, com redução da dependência externa, no médio e longo prazos, logo se tornará mais evidente a necessidade de uma maior integração entre triticultores e indústria, que deverão trabalhar conjuntamente no desenvolvimento de novas técnicas de produção, visando garantir quantitativa e qualitativamente o suprimento da matéria-prima. Além disso, por ser considerado um item importante na alimentação da população, cabe ao Governo a tarefa de incentivar a expansão dessa produção, através de políticas de incentivo e de crédito direcionado.


    A Tondo, fabricante gaúcha de misturas para bolo, farinha e massas da marca Orquídea, anunciou investimento de R$ 20 milhões na construção de um novo moinho em Caxias do Sul (RS), estendendo em 40% a sua capacidade de moagem. Nos últimos 12 meses, a empresa investiu cerca de R$ 40 milhões em infraestrutura e tecnologia. Esse pacote de investimentos compreendeu a construção de uma nova fábrica de biscoitos, outra de misturas para bolo e panificação além da automação de alguns processos internos e ampliação da sua capacidade de armazenamento. Tais investimentos visam claramente uma maior eficiência produtiva da empresa no segmento de massas e biscoitos, no âmbito de uma conjuntura favorável quanto à demanda por bens de consumo.

    Em virtude da característica fragmentada do segmento de moinhos de trigo, com grande número de pequenos processadores que não possuem influência sobre os preços do seu produto, uma forma estratégica de redução de riscos e custos por parte da indústria de massas e biscoitos está intimamente relacionada à tendência de verticalização da cadeia produtiva de derivados de trigo na direção da farinha, seu principal insumo. Os benefícios dessa integração já estão sendo percebidos pela indústria em questão, tanto que, atualmente, as grandes fabricantes de massas e biscoitos já possuem ou estão adquirindo moinhos próprios.

    A fabricação da própria farinha de trigo a ser utilizada tende a reduzir os custos de aquisição do insumo e amenizar os riscos quanto a choques de oferta (em função da maior capacidade de estocagem) e às oscilações de preços, uma vez que a indústria passaria a negociar diretamente com os triticultores e/ou importadores, de acordo com parâmetros próprios de qualidade.


    O presidente do Moinho Pacífico, Lawrence Pih, anunciou que o projeto de expansão da capacidade de armazenagem, engavetado durante um ano, finalmente será retomado e terá um aporte de R$ 80 milhões. O moinho de trigo localizado em Santos, com ponto de atracação no porto, possui capacidade de processamento de cerca de 2,5 mil toneladas diárias de trigo, sendo considerado a maior unidade moageira da América Latina.

    Apesar da intenção de iniciar um plano de verticalização na cadeia produtiva, com instalação de uma indústria produtora de massas alimentícias, biscoitos e pães, o projeto de expansão da capacidade de estocagem da organização foi privilegiado mediante a atual conjuntura do setor.

    Como cerca de 70% dos custos do setor moageiro referem-se à aquisição de trigo, a expansão da capacidade de armazenagem implica na possibilidade de realização de grandes compras na época da safra, quando o cereal é de maior qualidade e mais barato. No entanto, foi a instabilidade na oferta de trigo por parte da Argentina, principal mercado de origem da matéria-prima, que tornou prioritário tal investimento.


    Após adquirir três empresas gaúchas do setor alimentício, quais sejam, Mu-Mu, Wallerius e Neugebauer, a Vonpar, franqueada da Coca-Cola e distribuidora do portfólio Femsa no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, criou sua Divisão de Alimentos, marcando o início da diversificação dos segmentos de atuação da organização.

    O novo braço da organização já nasce internacionalizado, pois tanto a Wallerius e a Neugebauer têm presença em mais de 30 países. As três unidades produtivas empregarão mais de 1.000 funcionários e totalizarão um faturamento de aproximadamente R$ 300 milhões.

    Tal estratégia de diversificação mostrou-se bem sucedida no caso da PepsiCo., que ingressou no segmento de salgadinhos (Elma Chips e Lucky), achocolatados (Toddy e Toddynho), bebidas esportivas (Gatorade e Propel), pescados (Coqueiro) e água de coco (Trop Coco e Kero Coco). Por usufruírem redes de distribuição similares e por poderem compartilhar alguns insumos, é possível a ocorrência de ganhos de sinergia, com significativa redução de custos.


    No dia 29 de janeiro, os integrantes da Camex (Câmara de Comércio Exterior) optaram manter em 10% a Tarifa Externa Comum (TEC) sobre o trigo em grãos importado de outros países fora do Mercosul. O novo acordo reflete a dificuldade de abastecer o mercado nacional devido a suspensão da exportação da Argentina nos últimos meses do ano de 2007 e nos primeiros dias do ano de 2008. Nesse mesmo dia, a Argentina anunciou a liberação de exportação de mais de 2 milhões de toneladas, sem alterar o valor da tarifa, entretanto, insuficiente para atender toda a demanda nacional.
    Diante dessa dificuldade de suprir toda a demanda interna, no dia 06 de fevereiro, foi publicada pela CAMEX a nova lista de exceções do Mercosul, com redução de 10% para zero, a alíquota de importação sobre o trigo de países que não integram o Mercosul, com uma cota de 1 milhão de toneladas até a próxima avaliação da lista, prevista no dia 30 de junho de 2008.
    No ano de 2007, o Brasil comprou da Argentina aproximadamente, em volume, 5,6 milhões de toneladas, representando 84,8% do total de importação de trigo ( 6,6 milhões de toneladas). O valor de dispêndio com as compras externas de grãos foram de R$ 1,1 bilhão, participando 83,8% do total (US$ 1,3 bilhão). O Canadá exporta ao Brasil, em menor quantidade e receita , com participação de 5,1% e 5,2%, respectivamente. Portanto, há a perspectiva da elevação do volume de importação vindo do Canadá, assim como dos Estados Unidos e Uruguai nos próximos meses.


    No dia 29 de janeiro, os integrantes da Camex (Câmara de Comércio Exterior) optaram por manter em 10% a Tarifa Externa Comum (TEC) sobre o trigo em grãos importado de outros países fora do Mercosul. O novo acordo reflete a dificuldade de abastecer o mercado nacional devido a suspensão da exportação da Argentina nos últimos meses do ano de 2007 e nos primeiros dias do ano de 2008. Nesse mesmo dia, a Argentina anunciou a liberação da exportação de mais de 2 milhões de toneladas, sem alterar o valor da tarifa, entretanto, insuficiente para atender toda a demanda brasileira.
    Diante dessa dificuldade de suprir toda a demanda interna, no dia 06 de fevereiro, foi publicada pela CAMEX a nova lista de exceções do Mercosul, com redução de 10% para zero, a alíquota de importação sobre o trigo de países que não integram o Mercosul, com uma cota de 1 milhão de toneladas até a próxima avaliação da lista, prevista no dia 30 de junho de 2008.
    No ano de 2007, o Brasil comprou da Argentina aproximadamente, em volume, 5,6 milhões de toneladas, representando 84,8% do total de importação de trigo (6,6 milhões de toneladas). O valor de dispêndio com as compras externas de grãos foram de R$ 1,1 bilhão, participando 83,8% do total (US$ 1,3 bilhão). O Canadá exporta ao Brasil, em menor quantidade e receita, com participação de 5,1% e 5,2%, respectivamente. Portanto, há a perspectiva da elevação do volume de importação vindo do Canadá, assim como dos Estados Unidos e Uruguai nos próximos meses