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  • transporte aéreo, empresas do setor transporte aéreo, empresas do segmento transporte aéreo, setor transporte aéreo, segmento transporte aéreo, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    Neste mês de março de 2021 completa-se 1 ano em que estão presentes os efeitos negativos advindos da crise sanitária no setor. A pandemia da Covid-19, que começou em março de 2020 e deu sinais de desaceleração no último trimestre do ano no Brasil, voltou a crescer exponencialmente. Houve, na metade de 2020, uma esperança de retomar voos internacionais; já no fim do ano, o plano acabou adiado por muitas empresas aéreas para março de 2021 e agora postergou-se mais uma vez por tempo indefinido.

    Tudo isso, além dos óbvios impactos negativos na performance das companhias aéreas, bem como das concessionárias, também acaba por impactar nas questões estruturais do setor, dada a permanência da crise, que se alonga por um período mais longo do que o previsto inicialmente.

    Isto ocorre devido à manutenção da alta ociosidade das aeronaves e baixa ocupação dos assentos ofertados pelas companhias aéreas. Como se sabe, com um número elevado de aeronaves no solo, altera-se toda a composição, tanto de funcionário, quanto contábil (geração de receitas e alocação das despesas), de forma a reduzir drasticamente as receitas do setor, minando também a credibilidade financeira das companhias que dificulta o poder de barganha com fornecedores e linhas de crédito. 

    Além disto, muda-se completamente a estrutura de custos das cias aéreas e das concessionárias, cujos maiores esforços passam a ser de uma atenção ao controle da operação (a fim de garantir maior eficiência e rentabilidade da operação aérea), para a manutenção dos aparelhos e infraestrutura ociosa, lutando contra maiores depreciações (atividades que não geram receita aos players).

    Este cenário deverá se manter até pelo menos final deste ano, portanto, o setor ainda viverá um tempo prolongado de conjuntura adversa até que seja restabelecido a normalidade operacional.

    Especialista do Setor Felipe Souza.