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  • transporte aéreo, empresas do setor transporte aéreo, empresas do segmento transporte aéreo, setor transporte aéreo, segmento transporte aéreo, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    Se por um lado, o ano de 2020 deverá ser marcado como o período no qual a aviação comercial brasileira enfrentou a pior crise de sua história, em 2021 a expectativa da Lafis para o setor abrange a possibilidade de reaquecimento da demanda por passagens aéreas, seja a negócio ou a turismo.

    No entanto, esta é uma visão setorial, mas como estarão as companhias aéreas no próximo ano?

    A Latam, que até poucos anos atrás liderava com folgas o mercado da aviação nacional, pediu recuperação judicial em maio de 2020 de suas afiliadas no Chile, Peru, Colômbia, Equador e Estados Unidos em virtudes dos desdobramentos da pandemia, como a brusca queda de receita num contexto de extrema fragilidade financeira da empresa, sem muitas margens para ações de refinanciamento das dívidas no curto prazo. As unidades do Brasil, Argentina e do Paraguai não foram incluídas, pelo menos por enquanto. Para 2021, a empresa acredita que a retomada da demanda por viagens será lenta e gradual, chegando a 70% do que era antes da pandemia apenas no primeiro semestre de 2021, patamar este que certamente não irá garantir a liderança do mercado nacional, disputando a terceira colocação com a Azul.

    Já a GOL, mesmo assumindo a liderança do mercado desde 2019, também não passou incólume aos efeitos da pandemia, pelo contrário. Com o cenário desfavorável, a companhia desistiu de reincorporar a Smiles, para se concentrar na redução de custos, renegociação de dívidas, e no replanejamento de frota e tripulação, reduzindo encomendas e devolvendo aeronaves que estavam com contrato temporário de arrendamento. Assim tudo indica que a empresa tenha garantido certo fôlego para suportar uma demanda bem mais fraca do que o normal, se adequando a nova realidade de mercado. No entanto é esperado que ela passe a operar com menos rotas, optando pelas de maior demanda num esforço de elevação da rentabilidade do negócio, mesmo que isso signifique que ela não seja tão capilar quanto já foi em anos passados.

    A Azul, por sua vez, pode ser considerada a empresa mais promissa até a pandemia pois, foi a companhia aérea mais rentável da América Latina em 2019, com uma receita líquida de R$ 11,4 bilhões e um lucro líquido de R$ 437 milhões e mais de R$ 1,6 bilhão em caixa, dinheiro que será essencial para atravessar o período de crise causada pela pandemia de coronavírus. Tudo indica que esta deva ser a companhia aérea que tenha o saldo resultante da crise “menos negativo” do mercado nacional, podendo inclusive assumir a vice liderança deste. Claro que, provavelmente a crise sanitária tenha freado o ritmo de crescimento da Azul, mas ainda guarda certo potencial de crescimento, mesmo estando inegavelmente menor do que era no pré-crise.

    Como última menção, cabe análise à Avianca, que já quase não opera no País após decretar falência ainda em julho deste ano. Sendo assim, podemos dizer que o mercado de companhias nacionais sai menor do que entrou na crise, tanto no sentido financeiro e operacional, quanto no próprio número de players.

    Daqui pra frente, provavelmente iremos observar a concorrência de empresas estrangeiras, sobretudo as low costs que concorrerão com as 3 nacionais não em âmbito nacional, mas de forma focal em cada trecho, por vez com mais, outras com menos vigor e, o futuro das nacionais dependerá cada vez mais do entendimento da real necessidade da demanda, de forma a buscar maior eficiência aliada às estratégias logísticas de redução dos custos e encapamento de slots e trechos mais rentáveis. 

    Especialista do Setor Felipe Souza