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  • telecomunicações, empresas do setor telecomunicações, empresas do segmento telecomunicações, setor telecomunicações, segmento telecomunicações, economia, macroeconomia
    A Oi vendeu por R$ 16,5 bilhões de reais seu negócio de telefonia móvel para as principais empresas do setor, maior beneficiada foi a Tim, em termos de ganho de participação de mercado. A operadora italiana, que hoje tem 23% dos clientes ativos na telefonia móvel nacional, vai pular para 32%. A Claro, que hoje fica com 26%, terá 29%, enquanto a Vivo continua líder, saltando de 33% para 37% do mercado.

    Para diminuir as chances de ter o negócio bloqueado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), as operadoras decidiram dividir a base da Oi respeitando o critério da dominância regional. Isso quer dizer que a operadora com a menor participação em determinada área de DDD deve absorver toda a base de clientes da Oi nessa região.

    A Lafis destaca que não necessariamente a redução do número de empresas relevantes dentro do setor apresenta uma redução da competição setorial. O setor de telecomunicações móvel apresenta uma necessidade de elevado investimento de capital e há incentivos para que as companhias continuem com os aportes. Esses incentivos podem ser impostos pelas autoridades do setor como contrapartida à exploração de um serviço público e também são uma consequência da competição dentro do setor.

    Supondo que as companhias optassem por manter um volume baixo de investimentos, elas poderiam apresentar melhores resultados financeiros no curto prazo, mas no longo prazo, considerando a inexistência de um conluio entre as empresas do setor (tal comportamento por parte das empresas seria ilegal) haveria a perda de mercado para as concorrentes que mantiveram os aportes mais elevados. 

    Em economia, tal movimento é conhecido como “equilíbrio de Nash”, em que em um cenário hipotético, o melhor resultado seria alcançado pelo menor nível de investimentos das companhias, algo que se torna inviável na prática, quando existe competição, pois, como uma empresa não pode controlar a decisão da outra companhia, ela toma a melhor decisão possível e mantém os aportes, considerando que os seus competidores vão investir, para se manter competitiva dentro do mercado e sua existência no longo prazo. 

    A Lafis destaca ainda, que a estratégia do consórcio das operadoras assumirem o controle das operações em regiões em que possuem menor penetração é relevante, pois os impactos da concentração do setor tendem a ser regionais quando ocorrem, não nacional.

    Especialista do Setor Marcel Tau