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    Com o intuito de promover mais competitividade entre as empresas, em especial as de pequeno e médio porte, os serviços de desenvolvimento poderão ser financiados. Para as empresas de médio porte (MPMEs), o Cartão poderá ser utilizado para encomenda de sistemas e aplicativos, com pagamento em até 48 parcelas mensais com juros menores que os praticados normalmente pelo mercado, de 1,44% ao mês (informação válida para o mês de março).

    Qualquer incentivo ao desenvolvimento de softwares no Brasil é visto pela Lafis como positivo e traz maior competitividade ao segmento, que sofre com algumas questões estruturais no país, como falta de mão de obra qualificada e ambiente de negócios ruim considerando os pares internacionais.

    Haja vista que parte significativa das empresas e dos empregos gerados no setor de softwares são observados nas pequenas e médias empresas, uma alternativa de financiamento mais barato que o observado no mercado é favorável ao desenvolvimento de softwares.

    Especialista do Setor  Marcel Tau Carneiro.


    Alardeado como possivelmente o maior negócio de tecnologia da história, a aquisição da EMC Corp. pela Dell envolverá valores de US$ 67 bilhões. A Dell, ao anunciar o acordo em dinheiro e ações, prometeu desempenhar um papel mais central na tecnologia corporativa, e para isso, pretende financiar a aquisição com uma combinação de novas ações ordinárias do diretor-presidente, Michael Dell, da Silver Lake e de outros investidores, a emissão de "tracking stocks" ­ ações vinculadas ao desempenho de uma subsidiária da EMC ­, seus novos financiamentos e o caixa disponível. Não há condições financeiras impostas para o fechamento da transação, afirmou a Dell. Ela divulgou recentemente que tinha cerca de US$ 12 bilhões em dívidas. 

    Essa aquisição corrobora a tendência de valorização dos serviços alicerçados à construção de softwares, algo que observa-se no foco da IBM em investir no nicho de cloud computing, na decisão da HP em dividir os seus negócios entre hardware e software, assim como a Dell, que busca aliar sua expertise na montagem e venda de computadores com a especialização da EMC na oferta de softwares corporativos. Esse movimento da Dell é um reflexo claro dessa tendência, já que nota-se que a montagem de computadores (seja para famílias ou para corporações) ou a confecção de semicondutores tornou-se uma mercadoria próxima a uma commodity (mais homogênea), o que confere baixa diferenciação e baixos preços, logo, baixas margens de lucro. 

    Outro aspecto a ser salientado dessa operação é o fato da Dell somente ter conseguido realizar isso por ter fechado o capital da companhia em 2012, pois os acionistas jamais aprovariam uma decisão tão ousada quanto essa aquisição: a empresa terá que endividar-se significativamente para conseguir recursos para fechar o negócio, sem contar que uma vez fechado, há o processo de consolidação do grupo a fim de captar as sinergias dos 2 negócios – algo que não é trivial. 

    Analista Responsável pelo Setor: Francisco Lira


    Com veto, foi rejeitado o dispositivo que tornava permanente a concessão ao setor de semicondutores dos incentivos fiscais previstos no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (PADIS). A presidente Dilma Rousseff sancionou, com muitos vetos, a lei nº 13.159/2015 que modifica as regras de benefícios tributários voltados para equipamentos da TV digital e para componentes eletrônicos semicondutores, preconizadas pela lei nº 11.484/2007.

    O aspecto mais negativo dessa alteração na legislação foi a retirada dos benefícios fiscais aos memory cards e dispositivos de armazenamento, já que foi excluído o dispositivo que descrevia a abrangência dos incentivos. Além disso, a isenção de Imposto de Importação a aquisição de insumos e softwares necessários para a produção de semicondutores somente ocorrerá diante do ato do Governo Federal; antes, não havia essa descrição.

    As demais alterações são marginais e talvez melhorem a buracracia em torno do programa porque foi exluída a especificação tecnológica dos displays, ou seja, os benefícios envolverão àqueles que produzem displays, independente se forem de LED, OLED ou LCD. Um projeto de PPB (Processo Produtivo Básico) necessário para a inclusão da empresa no PADIS, tinha prazo de 4 anos para ser aprovado pelas autoridades, agora não tem. Talvez tenha efeito negativo já que os burocratas não terão pressão necessária par agilizar o processo de avaliação do PPB. Por fim, os investimentos em P&D essenciais para garantir a isenção devem ser feitos até o dia 31 de março de cada ano, para serem contabilizados no ano calendário; não houve alterações na legislação no que se refere aos incentivos para telequipamentos relacionados à tecnologia de TV digital.

    Analista do Setor: Francisco Lira 


    A Multilaser - empresa de suprimentos de informática e produtos eletrônicos - já produz chips de memórias em sua nova linha de produção, localizada na unidade de Extrema (MG). A companhia é a primeira brasileira a fabricar esses componentes localmente. Em um primeiro momento, os chips serão utilizados apenas nos produtos da companhia, como pendrives, tablets e smartphones. Entretanto, o objetivo é que, em breve, dois terços da produção abasteçam o mercado nacional. Segundo Alexandre Ostrowiecki, CEO da Multilaser, a produção local dos chips gera um barateamento entre 8% e 10% nos produtos finais. Da nova linha já saem memórias para pendrives, cartões micro SD, o próximo passo é fabricar os tipos e MMC e D-RAM.

    Essa notícia corrobora as oportunidades de crescimento que a indústria de semicondutores pode usufruir no Brasil com a instalação de unidades fabris capazes de fornecer componentes para os equipamentos de informática (e telequipamentos, como smartphones) produzidos nacionalmente. Existem diversos incentivos por parte do Governo Federal que incentiva esse tipo de atividade (o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores, as aprovações de empréstimos do BNDES estão condicionados às compras de equipamentos de fornecedores nacionais), no entanto, destaca-se que o mercado possui uma concorrência acirrada, que é parcialmente explicada pela quase inexistentes tarifas de importação de semicondutores. Isso reflete-se na observação da Multilaser sobre o fato de não conseguirem competir em termos de melhor preço, mas buscam oferecer a melhor qualidade. É uma estratégia dentro do cenário contemplado pela economia brasileira, onde a tributação complexa e problemas de infraestrutura comprometem uma melhor competitividade em termos de preço.

    Analista Responsável pelo Setor: Francisco Lira

    O governo tentará, em eventual segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, abrir um novo ciclo de desenvolvimento da indústria nacional de semicondutores. Duas metas ousadas já foram definidas para essa segunda etapa da política industrial voltada ao segmento: produzir 30% do consumo brasileiro de chips até 2017 e atender em torno de 60% da demanda até 2020. O objetivo é evitar a ampliação do rombo na balança comercial de semicondutores e outros componentes considerados estratégicos no complexo de eletrônicos. Entre 2002 e 2013, essas importações passaram de US$ 1,2 bilhão para US$ 12 bilhões.
     
    Já está em curso a formação de uma indústria brasileira de semicondutores, porém, deve-se compreender que o Brasil estará limitado à montagem do produto, sendo que o processo de criação e desenvolvimento do produto (o desenho) ainda será feito no exterior. Mesmo assim, é interessante a indústria brasileira se envolver com essas atividades, a fim de adquirir o know-how necessário para desenvolver e consolidar a fabricação dessa manufatura, já que ela encadeia várias atividades, especialmente nos serviços de TI (Tecnologia da Informação).
     
    Para auxiliar o setor, o Governo Federal está basicamente realizando mudanças tópicas na lei 11.484/2007 que criou o Padis (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores), ao incluir mais produtos passíveis de serem contemplados com benefícios fiscais, o que é essencial ao ter em vista o grande dinamismo e gama de produtos que envolve a fabricação de semicondutores.

    Analista Setorial de Equipamentos de Informática: Francisco Lira

    O grupo americano Hewlett-Packard anunciou o projeto de uma divisão em duas empresas, com o objetivo de separar a atividade de material de informática (PC e impressoras) do setor de serviços para as empresas, em uma tentativa de adaptar-se a um mercado em constante evolução. O projeto deve ser concluído em 2015, segundo o comunicado do grupo. O departamento dedicado aos serviços terá o nome Hewlett-Packard Entreprise e será dirigido por Meg Whitman, atual presidente geral da empresa. O setor dedicado ao material de informática terá o nome HP Inc., manterá o atual logo da empresa e será comandado do ponto de vista operacional por Dion Weisler.

    O fato da HP estar dividindo a corporação em duas empresas, uma focada em hardware, e a outra em software, corrobora uma tendência que vem desenhando-se há muito tempo para o setor: a valorização dos serviços de TI (Tecnologia da Informação). Por exemplo, a IBM, tradicional empresa de equipamentos de informática (fabricante de mainframes), está mais empenhada em consultoria de TI e soluções de cloud, do que desenvolver novos equipamentos (chips). A mesma idéia está sendo aventada pela Intel.

    Há uma grande gama de nichos e possibilidades de novas receitas ao explorar os serviços de informática, enquanto a fabricação e desenvolvimento de hardware possui um escopo muito limitado (uma vez fabricado e vendido, a empresa não tem mais ganhos) e sofre concorrência forte, especialmente de empresas do Leste Asiático (Cingapura, Taiwan, China).


    O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária, a ampliação da lista de produtos que podem ser adquiridos por meio do programa Minha Casa Melhor.

    os beneficiários do Programa Minha Casa, Minha Vida poderão comprar, além dos produtos que já estavam inclusos, tablet, forno de micro-ondas, móveis para cozinha e estante ou rack. O preço máximo definido para o tablet é de R$ 800; do micro-ondas, R$ 350; dos móveis para cozinha, R$ 600; e de estante ou rack, R$ 350. 

    Ademais, o CMN atualizou os valores dos limites para aquisição dos produtos que já estavam na lista do Minha Casa Melhor, com o intuito de elevar a qualidade dos produtos ofertados.

    Tais políticas tendem a estimular as vendas do comércio varejista, para os produtos inclusos no benefício, em um cenário em que o alto endividamento das famílias desestimula o consumo. No entanto, é importante destacar que o limite de crédito oferecido para as familias inclusas no programa permaneceu em R$ 5 mil, o que deve levar a uma maior concorrência das empresas dos segmentos favorecidos junto aos consumidores. 

    As vendas de computadores no Brasil totalizaram 15,4 milhões de unidades em 2011, alta de 12% sobre 2010, segundo dados do grupo de pesquisa IDC Brasil. O resultado consolida o país na terceira posição no mercado mundial de computadores, atrás apenas de China e Estados Unidos.

    De acordo com o IDC, 55% das vendas foram de notebooks e netbooks e 45 % foram de desktops, em um ano que se caracterizou por contar com um mercado bastante aquecido, principalmente no que diz respeito à competição entre os fabricantes. Do total de máquinas vendidas, 70% foram destinadas ao segmento doméstico e 30% ao segmento corporativo, que inclui Governo e educação. 

    Além da consolidação do país na terceira posição do mercado mundial de computadores, teve-se também a confirmação dos notebooks como a principal categoria no segmento, motivada pela forte queda nos preços destes à partir de 2010, com as vendas se concentrando principalmente nos produtos abaixo de mil reais.

    Segundo pesquisa da IDC, cabe apenas a ressalva de que as vendas de netbooks tiveram redução de 18% em relação ao ano de 2010, principalmente por conta do crescimento do mercado de tablets.  Ainda engatinhando no mercado brasileiro, os tablets já começam a ganhar território. Em 2011 eles responderam por 5% das vendas no varejo brasileiro segundo estudo da consultoria GfK Consumer Choices, diferentemente ao se comparar com o mercado mundial, em que estes responderam por quase 1/4 das vendas de computadores na média global. 


    Intel Corp. anuncia a compra da McAfee por US$ 7,68 bilhões. O negócio faz parte do esforço da fabricante de processadores (a companhia produz 80% de todos os microprocessadores do mundo) de tornar os negócios de segurança da informação um foco estratégico.

    A empresa fabricante de chips fez uma série de aquisições de empresas de software nos últimos anos, incluindo a compra em junho de 2009 da Wind River, companhia que desenvolve aplicativos para aparelhos móveis. Ao adquirir a McAfee, uma das líderes do mercado de antivírus junto com Symantec e Trend Micro, a empresa sinaliza a intenção de descentralizar os negócios de hardware investindo também em software e serviços.

    A McAfee, que foi fundada em 1987 e teve receita de US$ 2 bilhões no ano passado (a América Latina respondeu por 3,6% dos negócios movimentando US$ 69 milhões), vinha trabalhando com a Intel em uma série de projetos nos últimos 18 meses. A transação ainda será apreciada pelos acionistas da McAfee e também depende do aval de órgãos reguladores, mas já foi aprovada pelos conselhos de diretores das duas empresas.


     A Oracle, empresa produtora de servidores de alta potência e software, anunciou na última segunda-feira (20/04) a aquisição da Sun Microsystems. Com o negócio, a Oracle pretende fortalecer sua divisão de hardware, especialidade da Sun Microsystems, empresa cujos produtos mais vendidos são servidores e equipamento de armazenamento de dados de alta potência. A Oracle pretende com o negócio criar condições de competir com as gigantes do setor de hardware como IBM, Hewlett-Packard (HP), Dell e a Cisco Systems.
    O negócio começou a se desenhar depois que as negociações entre a Sun e a IBM fracassaram. A Oracle pagará 9,50 dólares por ação da Sun, o que fixará o valor do negócio em US$ 7,06 bilhões. Com a aquisição, a Oracle chega à casa dos US$ 36,3 bilhões de faturamento - o faturamento da empresa em 2008 foi de US$ 22,4 bilhões e o da Sun de US$ 13,9 bilhões no mesmo período.
    Após o fechamento do negócio as ações da Sun subiram 35,7%, para 9,08 dólares, no pregão da Nasdaq. As ações da Oracle caíram 3,7%, para 18,36 dólares, enquanto as ações da IBM caíram 1,8%, para 99,49 dólares.

    O movimento de fusões e aquisições que acometeram a área de tecnologia da informação (TI) neste dois últimos anos, após a abertura de capital de várias empresas do ramo no Novo Mercado da Bovespa, foi complementado esta semana com o anúncio da fusão de duas das maiores empresas de software do país. A Totvs, em comunicado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), declarou que irá incorporar 100% do capital de sua maior concorrente, a Datasul.
    A transação está sendo avaliada em R$ 700 milhões, que serão pagos em dinheiro e ações. O acordo dependerá da aprovação do Conselho de Administração a ser votado em assembléias gerais dos acionistas – este será um momento novo no mercado de capitais brasileiro, pois nenhuma das empresas detém um controlador com mais de 50% de capital votante, sendo o destino da operação resguardada nas mãos dos acionistas.
    Com esta fusão, a Totvs se tornará a maior empresa de software do país, com participação de mercado de 40%, se mantendo bem à frente de sua concorrente, a alemã SAP, que em 2007 deteve uma participação de 23%. Embora as empresas atuem no mesmo mercado, ambas tem formas diferentes de operações comerciais.
    Enquanto a Totvs trabalha com formato tradicional de revendas para a distribuição de seus sistemas, a Datasul possui um modelo baseado em franquias. Isso será um desafio, pois a Totvs deverá decidir em qual modelo seguir de agora em diante: o seu atual modelo ou da nova empresa incorporada, ou até mesmo um regime de complementaridade entre as operações.