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  • tecnologia da informação, empresas do setor tecnologia da informação, empresas do segmento tecnologia da informação, setor tecnologia da informação, segmento tecnologia da informação, economia, macroeconomia

    Considerando que o setor de TI é muito abrangente, a Lafis apresenta alguns segmentos que apresentaram bom desempenho nos últimos anos e que assim deverão permanecer em 2024.

    Inteligência Artificial e Machine Learning: A inteligência artificial (IA) e o machine learning (ML) continuarão a ser áreas de grande investimento e crescimento em 2024. As empresas buscarão soluções de IA para automatizar tarefas, otimizar processos e tomar decisões mais inteligentes. O uso de ML para analisar dados e identificar padrões será essencial para gerar insights valiosos e impulsionar a inovação.

    Nuvem e Edge Computing: A computação em nuvem se tornará cada vez mais prevalente em 2024, com as empresas migrando suas cargas de trabalho para plataformas em nuvem para obter maior flexibilidade, escalabilidade e eficiência de custos. O edge computing também ganhará força, com as empresas buscando soluções para processar dados em tempo real na borda da rede.

    Cibersegurança e Proteção de Dados: A cibersegurança continuará a ser uma das principais preocupações das empresas em 2024, com o aumento dos ataques cibernéticos e da necessidade de proteger dados confidenciais. As empresas investirão em soluções de segurança mais robustas e em medidas para conscientizar seus colaboradores sobre os riscos cibernéticos.

    Experiência do Cliente e Personalização: As empresas buscarão oferecer uma experiência do cliente cada vez mais personalizada e omnichannel em 2024. O uso de dados e IA será fundamental para entender as necessidades dos clientes e oferecer produtos e serviços sob medida. A personalização será um fator chave para se destacar da concorrência e fidelizar os clientes.

    Especialista do Setor Marcel Tau


     

    Na comparação de janeiro a setembro de 2023 em relação ao ano anterior, a receita nominal de serviços de tecnologia da informação avançou 8,6%, enquanto o volume de serviços apresentou expansão de 6,8%.

    É importante destacar que o setor vem observando uma desaceleração significativa tanto em volume quanto em receitas, devido a base muito elevada de comparação e ao baixo dinamismo econômico do Brasil (sobretudo quando excetuamos o setor agropecuário e a indústria extrativa, grandes responsáveis pelo crescimento observado da economia brasileira em 2023 até o momento).

    A pandemia do coronavírus acelerou o processo de digitalização e refletiu em um desempenho extraordinário do setor de TI nos últimos anos. Ao compararmos janeiro a setembro de 2023 com igual período de 2019 (último ano antes da pandemia), o setor de tecnologia apresentou expansão de 81,3% em sua receita nominal e 66,5% no volume de serviços. Para termos uma referência, nessa mesma base de comparação, as receitas totais do setor de serviços apresentaram crescimento de 30,8%, enquanto o volume avançou 14,0%.

    Desta maneira, como apontamos nos últimos relatórios, a desaceleração do setor de TI era esperada em decorrência do ótimo desempenho recente, mas, ainda assim, o movimento de desaceleração acentuada merece atenção, pois este foi o setor que apresentou maior dinamismo nos últimos anos e resultados mais fracos devem pressionar ainda mais para baixo a atividade econômica de maneira geral.

     

    Analista Responsável Marcel Tau


    Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/19, que lida com a reforma tributária. Atualmente em processo de tramitação no Senado, o texto não abarca esses segmentos nos regimes especiais em comparação com as regras gerais, as quais contemplam, entre outros pontos, isenção total de impostos ou redução de 60% das taxas. Caso essa seção não seja alterada, as empresas desse segmento enfrentarão um aumento nos encargos fiscais, o que eventualmente seria repassado aos consumidores dos serviços digitais, de TI e de internet.

    A proposta de reforma tributária tem como objetivo a substituição de cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) por dois impostos de valor agregado, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), além de um Imposto Seletivo. Para certos setores, como serviços educacionais, de saúde, produtos medicinais, dispositivos médicos e recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência, e transporte público, o texto sugere a aplicação de uma redução de 60% nas alíquotas e isenção do Imposto Seletivo

    Durante audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) do Senado nesta quarta-feira (16), o vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Informática (Fenainfo), Marcio Gonçalves, disse que o texto atual enquadra as empresas de TI na alíquota padrão do IBS e CBS, estimada pelo Ministério da Fazenda em 25,45%, o que, segundo ele, gera uma carga tributária muita alta para as empresas. Gonçalves alertou ainda que o setor é intensivo em mão de obra, empregando cerca de dois milhões de trabalhadores, e que a manutenção da alíquota pode levar as empresas a reduzirem postos de trabalho.

    É importante destacar que o setor de tecnologia da informação foi o grande destaque de crescimento nos últimos anos, ganhando um impulso adicional diante da pandemia, considerando que em decorrência dos efeitos causados por ela, o Governo, as empresas e as pessoas de maneira geral elevaram direta ou indiretamente suas demandas por soluções de tecnologia da informação.

    Durante a pandemia de coronavírus, o setor de tecnologia experimentou uma série de transformações positivas em vários segmentos. O aumento do trabalho remoto e das atividades em casa impulsionou a demanda por tecnologias de videoconferência, colaboração online e entretenimento digital. O fechamento de lojas físicas levou a um crescimento significativo do comércio eletrônico, enquanto a necessidade de soluções de saúde e educação à distância impulsionou a adoção de tecnologias relacionadas. Além disso, a logística de entrega de alimentos, as fintechs e os serviços de streaming também viram um crescimento acentuado durante esse período. Em resumo, a pandemia acelerou a adoção e a valorização das soluções tecnológicas em diversas áreas da vida cotidiana.

    Nesse cenário, em que o setor de tecnologia ganhou mais relevância nos últimos anos, uma maior alíquota de imposto tende a afetar de maneira mais relevante a economia do que afetaria no passado, sobretudo quando consideramos que os serviços de tecnologia da informação estão amplamente presentes na vida cotidiana das empresas, Governo e das pessoas de maneira geral.

     Economista Responsável Marcel Tau

     


    A pandemia da COVID-19 causou uma reviravolta econômica sem precedentes em todo o mundo. Empresas de todos os setores enfrentaram desafios significativos, desde restrições de operação até mudanças nos hábitos de consumo dos clientes.

    Nesse cenário de recuperação, é crucial que as empresas estejam preparadas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgem. E uma ferramenta valiosa para essa preparação estratégica é a análise setorial.

    Compreender as tendências do mercado, as mudanças de comportamento do consumidor e as demandas emergentes torna-se essencial para se posicionar de forma inteligente e competitiva.

    Este texto explora a importância da análise setorial como uma poderosa aliada das empresas na retomada econômica, e como a análise setorial pode ajudar as organizações a identificar oportunidades, mitigar riscos e tomar decisões informadas que impulsionem seu crescimento.

    Prepare-se para desvendar os segredos por trás da análise setorial e descubra como essa ferramenta estratégica pode levar sua empresa a um novo patamar de sucesso.

     

    Entendendo a retomada da economia e o papel da Análise Setorial

     

    Após um período desafiador de incertezas e instabilidades, a retomada econômica pós-pandemia já se tornou uma realidade.

    No entanto, é importante compreender que o cenário econômico atual é marcado por mudanças significativas nos comportamentos de consumo, nas dinâmicas de mercado e nas demandas dos clientes.

    As empresas que desejam se destacar nesse novo contexto precisam adotar uma abordagem estratégica, antecipando-se às transformações do mercado e se adaptando rapidamente. É aqui que a análise setorial desempenha um papel fundamental.

    A análise setorial permite que as empresas compreendam em profundidade o panorama do seu setor de atuação. Ela vai além da análise macroeconômica geral e mergulha nas especificidades de cada segmento, identificando as principais tendências, desafios e oportunidades que surgem durante a retomada econômica.

    Ao entender os fatores-chave que impulsionam o crescimento do setor, as empresas podem ajustar suas estratégias, reposicionar seus produtos e serviços e se adaptar às novas demandas dos consumidores.

    Além disso, a análise setorial ajuda as empresas a avaliarem a competitividade do mercado, identificando os principais concorrentes e suas estratégias. Com base nessas informações, é possível desenvolver estratégias diferenciadas, encontrar nichos de mercado pouco explorados e conquistar uma vantagem competitiva.

    Em suma, a análise setorial permite que as empresas estejam à frente da curva, antecipando-se às mudanças do mercado e tomando decisões fundamentadas. Na próxima seção, exploraremos em detalhes como essa ferramenta valiosa pode ser aplicada de forma eficaz, fornecendo vantagens estratégicas e impulsionando o crescimento empresarial na retomada econômica pós-pandemia.

    A análise setorial desempenha um papel crucial na tomada de decisões estratégicas das empresas durante a retomada econômica pós-pandemia. Ela oferece uma visão aprofundada das tendências e mudanças que estão moldando o mercado, permitindo que as empresas compreendam o cenário em que estão inseridas e se posicionem de maneira estratégica.

     

    Benefícios da Análise Setorial para as empresas

     

    Ao adotar uma abordagem estratégica baseada na compreensão das tendências e mudanças do mercado, as empresas podem obter vantagens significativas. Vejamos alguns dos benefícios-chave da análise setorial:

     

    Identificação de oportunidades de crescimento: permite que as empresas identifiquem oportunidades emergentes e nichos de mercado pouco explorados – o que permite a possibilidade de direcionar seus recursos e esforços para o desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores, atendendo às necessidades específicas dos clientes.

     

    Tomada de decisões informadas: Com acesso a dados e informações precisas sobre o setor, as empresas podem tomar decisões estratégicas fundamentadas, permitindo que empresas se adaptem rapidamente às mudanças do mercado.

     

     

    Vantagem competitiva: A análise setorial ajuda a identificar os pontos fortes e fracos dos concorrentes, bem como as lacunas no mercado que podem ser aproveitadas. Isso permite que as empresas se posicionem de forma única, atendendo às necessidades dos clientes de maneira mais eficaz do que seus concorrentes.

     

    Mitigação de riscos: auxilia na identificação de riscos e ameaças que podem afetar o desempenho das empresas. Ao antecipar esses desafios, as empresas podem desenvolver estratégias de mitigação adequadas e estar preparadas para enfrentar obstáculos.

     

    Aproveitamento das tendências de mercado: as empresas podem se adaptar de maneira proativa e capitalizar as oportunidades que surgem, ajustando-se rapidamente às mudanças nos comportamentos do consumidor, nas demandas de mercado e nas inovações tecnológicas.

     

    A análise setorial é uma ferramenta poderosa para as empresas que deseja estar sempre prontas aos desafios do seu mercado.

    Ao identificar oportunidades de crescimento, mitigar riscos, adaptar a estratégia de negócios e conquistar uma vantagem competitiva, as empresas estarão bem posicionadas para se destacar no mercado e alcançar o sucesso.

    Lembre-se de que a implementação da análise setorial requer uma coleta cuidadosa de dados, análises aprofundadas e monitoramento contínuo. Além disso, contar com especialistas nessa área, como a LAFIS, pode fornecer um apoio valioso na interpretação dos dados e na orientação estratégica.


    O Brasil deve gerar quase 420 mil vagas no setor de TI - a Tecnologia da Informação - até 2025, mas ainda é difícil encontrar profissionais da área para ocupá-las.

    A dificuldade de encontrar mão de obra pronta no mercado tem feito muitas empresas investirem na formação de profissionais para trabalhar na área de tecnologia. Tem quem ofereça cursos de qualificação para quem já trabalha no setor e precisa se aprimorar, e até para quem é de outra área, mas quer mudar para a tecnologia.

    "Os grandes atrativos do setor de tecnologia são justamente os altos salários, então a remuneração média do subsetor dos serviços de alto valor agregado chega a ser 2,9 vezes maior que o salário médio nacional. Se a gente pega só o subsetor de software, chega a ser 2,5 vezes maior que a média nacional", destaca Mariana Rolim, diretora-executiva da Brasscom.

    É importante destacar que o Brasil historicamente enfrenta um elevado déficit de profissionais qualificados no setor de TI, motivada por diversos fatores, dentre os quais:

    1 reduzida oferta de vagas oferecidas pelo setor público para estudantes da área;

    2 baixos níveis educacionais da população brasileira de maneira geral, com elevado número de analfabetos e analfabetos funcionais (pessoas que reconhecem as letras e os números, no entanto, não compreendem textos, não conseguem captar as ideias centrais e explicar o conteúdo daquilo que foi lido);

    3 desinteresse pela área de tecnologia;

    4 poucas mulheres no setor (Em 2020, a participação feminina no setor de TI no Brasil era de 20,3%, representando um aumento de 2,5 pontos percentuais em relação a 2018, quando era de 17,8%. A projeção da Brasscom é que a representatividade feminina continue a crescer nos próximos anos, chegando a 23% em 2025), o que reduz a oferta de mão de obra no setor;

    5 dificuldades financeiras e exclusão digital;  

    6 exportação de talentos remunerados em moedas fortes;

    É importante destacar que a falta de mão de obra no setor de TI é um problema mundial, mas algumas das questões apresentadas acima também são particulares do Brasil e de países de menor renda, com destaque para a exclusão digital, elevado número de analfabetos e analfabetos funcionais e baixo investimento/efetividade da educação pública e universal.

    Analista Responsável Marcel Tau


    O volume de serviços de tecnologia da informação cresceu em ritmo muito acima do observado no setor de serviços como um todo entre janeiro de 2019 e agosto de 2022. Mesmo diante da crise provocada pelo coronavírus o setor manteve a trajetória de crescimento (embora tenha apresentado desaceleração no período). No acumulado de 12 meses até agosto de 2022 em relação acumulado de 12 meses até agosto de 2019, por exemplo, enquanto o crescimento do setor de tecnologia avançou 54,6% o setor de serviços de maneira agregada cresceu somente 8,4%, considerando que alguns segmentos sofreram drasticamente com a crise provocada pelo coronavírus.

    A Lafis destaca ainda que, além de crescer acima da média dos serviços, o segmento de tecnologia da informação foi o que apresentou o maior crescimento dentre todas as categorias de serviços na base de comparação destacada acima (12 meses até agosto de 2022 x 2019), sendo, portanto, o principal segmento que vem impulsionando o setor de serviços e consequentemente a economia como um todo nos últimos anos.

    A digitalização dos negócios, o avanço do comércio eletrônico e a difusão de diversos serviços de tecnologia estão por trás do excelente desempenho do setor de tecnologia vivenciado nos últimos anos. Cabe destacar que mesmo desacelerando (movimento esperado devido a fortíssima base de comparação) o setor de TI elevou em 15,7% o volume de serviços no acumulado de 12 meses até agosto de 2022 em relação ao mesmo período de 2021, enquanto o serviço de agregada geral cresceu 7,3%.

    As perspectivas para os próximos anos são favoráveis para o setor de tecnologia, considerando o avanço da penetração desses serviços em todos os segmentos da sociedade, seja nas empresas, nos lares ou em órgãos públicos.

    Analista Responsável Marcel Tau


    Depois crescimento 36% das vendas em 2021, o mercado de computadores pessoais deverá apresentar crescimento tímido em 2022.

    Com 8,7 milhões de computadores vendidos e um faturamento de R$ 36,7 bilhões em 2021, o mercado de computadores pessoais (PCs) teve o melhor ano de vendas de sua história no país, segundo informações da consultoria IDC. No entanto, em 2022, os fabricantes se preparam para um resultado bem mais tímido e se concentram na demanda de empresas, governo e escolas para equilibrar o enfraquecimento das vendas no varejo.

    Enquanto em 2021 o mercado teve uma alta de 36% em volume de vendas, a consultoria IDC Brasil projeta um avanço de 2,4% em 2022, a menor taxa de expansão em cinco anos, o que ainda assim pode ser considerado um bom desempenho diante da forte base de comparação. As vendas ao mercado corporativo devem crescer 9,7%. No varejo, espera-se queda de 2,7% em número de máquinas vendidas devido a uma conjuntura macroeconômica desfavorável, com avanço da inflação e da taxa de juros, e baixo crescimento da economia esperado para este ano.

    Considerando que o segmento de serviços de tecnologia da informação apresentou crescimento consistente nos últimos anos, com expansão anual de 2 dígitos mesmo diante do baixo dinamismo econômico observado no Brasil e a despeito da pandemia, a Lafis considera que as perspectivas são favoráveis para o setor de tecnologia, considerando certa estabilidade no mercado de computadores e manutenção de um crescimento robusto no segmento de serviços.

    Especialista do Setor Marcel Tau Carneiro


    O mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Brasil deve crescer 7% em 2021 de acordo com a previsão da International Data Corporation (IDC) Brasil.

    A expectativa positiva faz parte do estudo IDC Predictions que aponta tendências e movimentos de mercado. Considerando somente o mercado de TI, a projeção é de alta de 11%.

    Nos últimos anos o setor de tecnologia apresentou desempenho muito positivo, sobretudo quando comparado com o desempenho econômico do Brasil e de diversos outros setores. Para elucidar melhor esse movimento, segue algumas informações referentes ao desempenho recente do setor: crescimento de 8,3% e 10,9%, respectivamente no volume de vendas e receita nominal de vendas em 2020; crescimento de 15,5% e 18,9%, na comparação do primeiro bimestre de 2021 (últimos dados disponíveis) em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Diversos segmentos do setor de tecnologia vêm ganhando cada vez mais importância e assim deve permanecer nos próximos anos. Alguns segmentos ligados ao mercado de TI que ganharam importância nos últimos anos são: big data e análise de dados; aprendizado de máquina; segurança da informação; internet das coisas; etc.

    O crescimento de trais segmento e do setor de TI como um todo está intimamente ligado ao crescimento na utilização de serviços digitais (redes sociais, comércio eletrônico, streaming de vídeos...) por parte dos mais variados usuários, passando por empresas, pessoas físicas e órgãos públicos. 

    Desta maneira, a Lafis reforça o otimismo para o setor nos próximos anos, apesar da existência de alguns importantes desafios, com destaque para a necessidade da ampliação de mão de obra qualificada para o setor, um desafio que cresce em paralelo ao surgimento de novos nichos e necessidade cada vez maior de especialização da força de trabalho no universo da tecnologia.

    Especialista do Setor: Marcel Tau Carneiro

    Dados de mercado demonstram que 2021 pode ser favorável para o mercado de computadores, com grande destaque para os notebooks. Entre janeiro de 2021 e janeiro de 2020, segundo últimos dados divulgados pela IDC as vendas de notebooks avançaram 40,6%, mantendo o bom desempenho observado em 2020 e muito influenciado pela maior permanência das pessoas em casa por conta da Covid-19 e seus desdobramentos.

    É importante destacar que o avanço do mercado de PCs não é uma exclusividade do Brasil. Os dados mais recentes da empresa de pesquisas Canalys mostram que o mercado mundial de PCs no primeiro trimestre de 2021 continua aquecido, com as vendas de desktops e notebooks, incluindo workstations, registrando um aumento impressionante de 55% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

    Dados da IDC também mostram que o repasse da alta do dólar sobre os notebooks elevou o patamar de preço dos equipamentos mais buscados pelo consumidor. Entre 2019 e 2020, máquinas com preços entre R$ 3,5 mil e 4 mil tiveram alta de 73% em volume de unidades vendidas, enquanto a faixa entre R$ 3 mil e R$ 3,5 mil apresentou queda de 10%.

    Desta forma, a Lafis considera positivo o cenário para vendas de notebooks, com ressalva de que com a manutenção do elevado patamar cambial associado a um mercado de trabalho fragilizado por conta da crise, o setor pode observar uma desaceleração das vendas no médio prazo.

    Especialista do Setor Marcel Tau

    Apesar de apresentar pontualmente resultado negativo diante da fase mais aguda da crise econômica vivenciada em 2020, o setor de tecnologia da informação apresentou forte expansão ao longo do ano passado. 

    O bom desempenho do setor foi resultado da manutenção de uma tendência observada nos últimos anos e também uma resposta ao cenário econômico observado ao longo do ano passado e das medidas de distanciamento social adotadas.

    Se já existia uma tendência de digitalização da economia, isto é, aproveitar as oportunidades existentes das novas tecnologias, tais como a computação em nuvem, internet das coisas, digitalização de processos, big data e etc, também houve algumas mudanças provocadas pela crise, que se traduziram em oportunidades para o setor de tecnologia da informação.

    O forte avanço do comércio eletrônico, o avanço de bancos 100% digitais e o maior aproveitamento desse ambiente por bancos já consolidados, o ganho de participação do ensino a distância, a migração do ambiente de trabalho para as residências dos funcionários (tendência que parte das empresas já disseram que será mantida mesmo após ao fim do distanciamento social) são alguns dos movimentos que ganharam força como resposta à crise sanitária e econômica de 2020.

    Neste sentido, considerando a persistência das contaminações e das medidas para minimizar seus impactos ao menos até a disseminação em larga escala das vacinas, é de se esperar que os movimentos descritos acima devem ser mantidos, contribuindo para uma expectativa de mais um ano favorável ao setor de tecnologia da informação, que vem apresentando crescimento robusto nos últimos anos a despeito do cenário econômico observado.

    Especialista do Setor Marcel Tau

    O volume de serviços de tecnologia da informação apresentou expansão de 6,8% no acumulado entre janeiro e julho de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as receitas destes mesmos tipos de serviços apresentaram expansão de 8,8% no mesmo período. Na comparação entre julho de 2020 e julho de 2019, o volume apresentou expansão de 9% e as receitas 11,8%, mostrando uma retomada consistente do setor após a única retração mensal observada em maio deste ano.

    Diante dos apresentados acima pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a Lafis pontua, mais uma vez, a robustez da tendência de crescimento no setor de tecnologia da informação, que já apresentava crescimento mesmo diante do cenário desafiador observado desde 2015 para economia brasileira. Nesse sentido, enquanto o setor de serviços como um todo apresentou significativa retração desde 2015 o setor de tecnologia apresentou forte expansão, em termos de volume e receita.

    A transformação digital de setores econômicos, como o setor financeiro, educacional e comércio varejista, aliado a ampliação da banda larga fixa e elevada penetração da internet móvel na população, considerando ainda os efeitos aceleradores dessas transformações diante da crise do covid-19 são alguns dos fatores que explicam a expansão do setor de tecnologia da informação mesmo diante da fragilidade da atividade econômica. 

    Especialista do Setor Marcel Tau

    Considerando as restrições de mobilidades impostas diante do Covid-19, as perspectivas para o segmento de equipamentos de informática foram revistas. O cenário considera forte retração no segmento de informática, considerando uma menor demanda esperada por parte dos consumidores e das empresas, levando em conta ainda um aumento dos custos do setor diante da desvalorização do real, refletindo em aumento dos custos dos componentes importados e precificados em dólar.

    Quanto aos segmentos de softwares e serviços, estes devem manter um elevado volume de serviços ao longo do ano, sobretudo quando consideramos a média dos setores da economia, que deverão apresentar resultados ruins devido a atual crise. O movimento de digitalização e investimentos das empresas para fortalecimento das operações online para mitigar os efeitos da crise, são fatores que compensam, ao menos em parte, os efeitos negativos da retração econômica e menor capacidade de investimento em tecnologia por parte de empresas menos capitalizadas.

    Desta maneira, embora a crise do novo coronavírus represente, em linhas gerais, um risco ao setor de tecnologia, em alguns segmentos específicos, como as tecnologias voltada ao comércio eletrônico e ferramentas de vídeo chamadas, por exemplo, o que se percebeu até então foi uma oportunidade de expansão das atividades acima do que seria observado em um cenário de maior normalidade, o que justifica uma expectativa que o setor de TI como um todo, apresente uma perspectiva de maior resistência diante dos efeitos negativos da atual crise econômica. 

    Especialista do Setor Marcel Tau

    Para o ano de 2020, considerando as restrições de mobilidades impostas diante do Covid-19, as perspectivas para o segmento de equipamentos de informática foram revistas. O cenário considera forte retração no segmento de informática, considerando uma menor demanda esperada por parte dos consumidores e das empresas, considerando ainda um aumento dos custos do setor diante da desvalorização do real, refletindo em aumento dos custos dos componentes importados e precificados em dólar.

    Quanto aos segmentos de softaweres e serviços, estes devem manter um elevado volume de serviços ao longo do ano, sobretudo quando consideramos a média dos setores da economia. O movimento de digitalização e investimentos das empresas para fortalecimento das operações online para mitigar os efeitos da crise, são fatores que compensam, ao menos em parte, os efeitos negativos da retração econômica e menor capacidade de investimento em tecnologia por parte de empresas menos capitalizadas.

    Considerando todas as variáveis citadas, riscos e probabilidade de ocorrência, bem como a taxa de câmbio, a projeção para o faturamento setorial em 2020 comtempla uma desaceleração em relação ao crescimento dos anos anteriores e manutenção do protagonismo dos segmentos de softawres e serviços.

    Especialista do Setor Marcel Tau

    No acumulado de 12 meses até novembro de 2019, a produção dos equipamentos de informática, aprofundando uma tendência de desaceleração já observada desde o início de 2018, apresentou retração de 0,2%, com considerável oscilação ao longo do ano. O setor nos últimos anos produziu uma quantidade muito menor do que o observado no período de maior crescimento econômico. A Lafis acredita que tal movimento é estrutural, dado a substituição de aparelhos de informática por smartphones observada nos últimos anos, reduzindo a demanda por tais produtos.

    Em relação as vendas, considerando os bens de consumo de informática (desktops, notebooks e tablets), somente os notebooks apresentaram expansão das vendas ao longo de 2019. É importante observar que, com a expansão dos smartphones os produtos de informática apresentaram queda significativa das vendas em um horizonte mais amplo de análise, considerando que são produtos concorrentes em algumas utilidades. Em 2015, foram vendidas 15,8 milhões de produtos de informática e entre 2016 e 2019 esse patamar permaneceu abaixo dos 6 milhões.

    Na contramão do segmento de equipamentos de informática, os serviços de tecnologia de informação avançaram significativamente, com expansão de 13,6% no acumulado em 12 meses até novembro. Cabe destacar que, diferente do observado no segmento de equipamentos de informática, não houve retração do volume de serviços de TI, mesmo no período de recessão. 

    Especialista do Setor  Marcel Tau

    O volume de serviços de tecnologia de informação avançou significativamente ao longo do primeiro semestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano anterior: + 13,1%. No acumulado em 12 meses, o setor apresentou expansão de 11%.


    A Lafis considera o setor de tecnologia da informação como um dos mais dinâmicos dentre os setores acompanhados, considerando que, enquanto grande parte dos setores apresentaram queda entre 2015 e 2016, seguida de recuperação gradual, o setor de serviços de TI apresentou crescimento moderado durante todo o período de crise e aceleração do crescimento a partir de meados de 2018 em um movimento que permanece ao longo de 2019.


    O avanço de distintas tecnologias que tem em comum a busca das empresas por maior produtividade e a maior digitalização da economia são fatores que colaboram para a tendência observada.


    Especialista do Setor: Marcel Tau


    Segundo informações do estudo "Mercado Brasileiro de Software e Serviços", da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) com IDC, os investimentos em TI (software, hardware e serviços) no Brasil somaram US$47 bilhões (manutenção da nona colocação mundial), um crescimento de 9,8% em relação a 2017, mais que o dobro da previsão para o ano, que foi de 4,1%. Desse montante, US$23,9 bilhões (51,3%) são referentes a investimentos em hardware, US$12,2 bilhões (26,2%) a serviços e US$10,5 bilhões (22,5%) a software. O Brasil superou a média mundial de aumento nos investimentos em TI em 2018, que foi de 6,7%.

    Neste sentido, a Lafis destaca que o setor de tecnologia no Brasil ainda encontra terreno fértil para a sua expansão, considerando todos os segmentos analisados. O crescimento do setor nos últimos anos, mesmo em um cenário econômico desfavorável, torna segura a perspectiva de manutenção do crescimento para os próximos anos.

    Segundo a mesma publicação, o mercado de TI no Brasil deve crescer 10,5% neste ano, na comparação com 2018, considerando um forte impacto positivo sobretudo do segmento de dispositivos, e aponta ainda que alguns dos principais investimentos estarão em itens como cloud pública, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial.
     
    Especialista do Setor Marcel Tau

    Com o intuito de promover mais competitividade entre as empresas, em especial as de pequeno e médio porte, os serviços de desenvolvimento poderão ser financiados. Para as empresas de médio porte (MPMEs), o Cartão poderá ser utilizado para encomenda de sistemas e aplicativos, com pagamento em até 48 parcelas mensais com juros menores que os praticados normalmente pelo mercado, de 1,44% ao mês (informação válida para o mês de março).

    Qualquer incentivo ao desenvolvimento de softwares no Brasil é visto pela Lafis como positivo e traz maior competitividade ao segmento, que sofre com algumas questões estruturais no país, como falta de mão de obra qualificada e ambiente de negócios ruim considerando os pares internacionais.

    Haja vista que parte significativa das empresas e dos empregos gerados no setor de softwares são observados nas pequenas e médias empresas, uma alternativa de financiamento mais barato que o observado no mercado é favorável ao desenvolvimento de softwares.

    Especialista do Setor  Marcel Tau Carneiro.


    Alardeado como possivelmente o maior negócio de tecnologia da história, a aquisição da EMC Corp. pela Dell envolverá valores de US$ 67 bilhões. A Dell, ao anunciar o acordo em dinheiro e ações, prometeu desempenhar um papel mais central na tecnologia corporativa, e para isso, pretende financiar a aquisição com uma combinação de novas ações ordinárias do diretor-presidente, Michael Dell, da Silver Lake e de outros investidores, a emissão de "tracking stocks" ­ ações vinculadas ao desempenho de uma subsidiária da EMC ­, seus novos financiamentos e o caixa disponível. Não há condições financeiras impostas para o fechamento da transação, afirmou a Dell. Ela divulgou recentemente que tinha cerca de US$ 12 bilhões em dívidas. 

    Essa aquisição corrobora a tendência de valorização dos serviços alicerçados à construção de softwares, algo que observa-se no foco da IBM em investir no nicho de cloud computing, na decisão da HP em dividir os seus negócios entre hardware e software, assim como a Dell, que busca aliar sua expertise na montagem e venda de computadores com a especialização da EMC na oferta de softwares corporativos. Esse movimento da Dell é um reflexo claro dessa tendência, já que nota-se que a montagem de computadores (seja para famílias ou para corporações) ou a confecção de semicondutores tornou-se uma mercadoria próxima a uma commodity (mais homogênea), o que confere baixa diferenciação e baixos preços, logo, baixas margens de lucro. 

    Outro aspecto a ser salientado dessa operação é o fato da Dell somente ter conseguido realizar isso por ter fechado o capital da companhia em 2012, pois os acionistas jamais aprovariam uma decisão tão ousada quanto essa aquisição: a empresa terá que endividar-se significativamente para conseguir recursos para fechar o negócio, sem contar que uma vez fechado, há o processo de consolidação do grupo a fim de captar as sinergias dos 2 negócios – algo que não é trivial. 

    Analista Responsável pelo Setor: Francisco Lira


    Com veto, foi rejeitado o dispositivo que tornava permanente a concessão ao setor de semicondutores dos incentivos fiscais previstos no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (PADIS). A presidente Dilma Rousseff sancionou, com muitos vetos, a lei nº 13.159/2015 que modifica as regras de benefícios tributários voltados para equipamentos da TV digital e para componentes eletrônicos semicondutores, preconizadas pela lei nº 11.484/2007.

    O aspecto mais negativo dessa alteração na legislação foi a retirada dos benefícios fiscais aos memory cards e dispositivos de armazenamento, já que foi excluído o dispositivo que descrevia a abrangência dos incentivos. Além disso, a isenção de Imposto de Importação a aquisição de insumos e softwares necessários para a produção de semicondutores somente ocorrerá diante do ato do Governo Federal; antes, não havia essa descrição.

    As demais alterações são marginais e talvez melhorem a buracracia em torno do programa porque foi exluída a especificação tecnológica dos displays, ou seja, os benefícios envolverão àqueles que produzem displays, independente se forem de LED, OLED ou LCD. Um projeto de PPB (Processo Produtivo Básico) necessário para a inclusão da empresa no PADIS, tinha prazo de 4 anos para ser aprovado pelas autoridades, agora não tem. Talvez tenha efeito negativo já que os burocratas não terão pressão necessária par agilizar o processo de avaliação do PPB. Por fim, os investimentos em P&D essenciais para garantir a isenção devem ser feitos até o dia 31 de março de cada ano, para serem contabilizados no ano calendário; não houve alterações na legislação no que se refere aos incentivos para telequipamentos relacionados à tecnologia de TV digital.

    Analista do Setor: Francisco Lira 


    A Multilaser - empresa de suprimentos de informática e produtos eletrônicos - já produz chips de memórias em sua nova linha de produção, localizada na unidade de Extrema (MG). A companhia é a primeira brasileira a fabricar esses componentes localmente. Em um primeiro momento, os chips serão utilizados apenas nos produtos da companhia, como pendrives, tablets e smartphones. Entretanto, o objetivo é que, em breve, dois terços da produção abasteçam o mercado nacional. Segundo Alexandre Ostrowiecki, CEO da Multilaser, a produção local dos chips gera um barateamento entre 8% e 10% nos produtos finais. Da nova linha já saem memórias para pendrives, cartões micro SD, o próximo passo é fabricar os tipos e MMC e D-RAM.

    Essa notícia corrobora as oportunidades de crescimento que a indústria de semicondutores pode usufruir no Brasil com a instalação de unidades fabris capazes de fornecer componentes para os equipamentos de informática (e telequipamentos, como smartphones) produzidos nacionalmente. Existem diversos incentivos por parte do Governo Federal que incentiva esse tipo de atividade (o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores, as aprovações de empréstimos do BNDES estão condicionados às compras de equipamentos de fornecedores nacionais), no entanto, destaca-se que o mercado possui uma concorrência acirrada, que é parcialmente explicada pela quase inexistentes tarifas de importação de semicondutores. Isso reflete-se na observação da Multilaser sobre o fato de não conseguirem competir em termos de melhor preço, mas buscam oferecer a melhor qualidade. É uma estratégia dentro do cenário contemplado pela economia brasileira, onde a tributação complexa e problemas de infraestrutura comprometem uma melhor competitividade em termos de preço.

    Analista Responsável pelo Setor: Francisco Lira

    O governo tentará, em eventual segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, abrir um novo ciclo de desenvolvimento da indústria nacional de semicondutores. Duas metas ousadas já foram definidas para essa segunda etapa da política industrial voltada ao segmento: produzir 30% do consumo brasileiro de chips até 2017 e atender em torno de 60% da demanda até 2020. O objetivo é evitar a ampliação do rombo na balança comercial de semicondutores e outros componentes considerados estratégicos no complexo de eletrônicos. Entre 2002 e 2013, essas importações passaram de US$ 1,2 bilhão para US$ 12 bilhões.
     
    Já está em curso a formação de uma indústria brasileira de semicondutores, porém, deve-se compreender que o Brasil estará limitado à montagem do produto, sendo que o processo de criação e desenvolvimento do produto (o desenho) ainda será feito no exterior. Mesmo assim, é interessante a indústria brasileira se envolver com essas atividades, a fim de adquirir o know-how necessário para desenvolver e consolidar a fabricação dessa manufatura, já que ela encadeia várias atividades, especialmente nos serviços de TI (Tecnologia da Informação).
     
    Para auxiliar o setor, o Governo Federal está basicamente realizando mudanças tópicas na lei 11.484/2007 que criou o Padis (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores), ao incluir mais produtos passíveis de serem contemplados com benefícios fiscais, o que é essencial ao ter em vista o grande dinamismo e gama de produtos que envolve a fabricação de semicondutores.

    Analista Setorial de Equipamentos de Informática: Francisco Lira

    O grupo americano Hewlett-Packard anunciou o projeto de uma divisão em duas empresas, com o objetivo de separar a atividade de material de informática (PC e impressoras) do setor de serviços para as empresas, em uma tentativa de adaptar-se a um mercado em constante evolução. O projeto deve ser concluído em 2015, segundo o comunicado do grupo. O departamento dedicado aos serviços terá o nome Hewlett-Packard Entreprise e será dirigido por Meg Whitman, atual presidente geral da empresa. O setor dedicado ao material de informática terá o nome HP Inc., manterá o atual logo da empresa e será comandado do ponto de vista operacional por Dion Weisler.

    O fato da HP estar dividindo a corporação em duas empresas, uma focada em hardware, e a outra em software, corrobora uma tendência que vem desenhando-se há muito tempo para o setor: a valorização dos serviços de TI (Tecnologia da Informação). Por exemplo, a IBM, tradicional empresa de equipamentos de informática (fabricante de mainframes), está mais empenhada em consultoria de TI e soluções de cloud, do que desenvolver novos equipamentos (chips). A mesma idéia está sendo aventada pela Intel.

    Há uma grande gama de nichos e possibilidades de novas receitas ao explorar os serviços de informática, enquanto a fabricação e desenvolvimento de hardware possui um escopo muito limitado (uma vez fabricado e vendido, a empresa não tem mais ganhos) e sofre concorrência forte, especialmente de empresas do Leste Asiático (Cingapura, Taiwan, China).


    O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária, a ampliação da lista de produtos que podem ser adquiridos por meio do programa Minha Casa Melhor.

    os beneficiários do Programa Minha Casa, Minha Vida poderão comprar, além dos produtos que já estavam inclusos, tablet, forno de micro-ondas, móveis para cozinha e estante ou rack. O preço máximo definido para o tablet é de R$ 800; do micro-ondas, R$ 350; dos móveis para cozinha, R$ 600; e de estante ou rack, R$ 350. 

    Ademais, o CMN atualizou os valores dos limites para aquisição dos produtos que já estavam na lista do Minha Casa Melhor, com o intuito de elevar a qualidade dos produtos ofertados.

    Tais políticas tendem a estimular as vendas do comércio varejista, para os produtos inclusos no benefício, em um cenário em que o alto endividamento das famílias desestimula o consumo. No entanto, é importante destacar que o limite de crédito oferecido para as familias inclusas no programa permaneceu em R$ 5 mil, o que deve levar a uma maior concorrência das empresas dos segmentos favorecidos junto aos consumidores. 

    As vendas de computadores no Brasil totalizaram 15,4 milhões de unidades em 2011, alta de 12% sobre 2010, segundo dados do grupo de pesquisa IDC Brasil. O resultado consolida o país na terceira posição no mercado mundial de computadores, atrás apenas de China e Estados Unidos.

    De acordo com o IDC, 55% das vendas foram de notebooks e netbooks e 45 % foram de desktops, em um ano que se caracterizou por contar com um mercado bastante aquecido, principalmente no que diz respeito à competição entre os fabricantes. Do total de máquinas vendidas, 70% foram destinadas ao segmento doméstico e 30% ao segmento corporativo, que inclui Governo e educação. 

    Além da consolidação do país na terceira posição do mercado mundial de computadores, teve-se também a confirmação dos notebooks como a principal categoria no segmento, motivada pela forte queda nos preços destes à partir de 2010, com as vendas se concentrando principalmente nos produtos abaixo de mil reais.

    Segundo pesquisa da IDC, cabe apenas a ressalva de que as vendas de netbooks tiveram redução de 18% em relação ao ano de 2010, principalmente por conta do crescimento do mercado de tablets.  Ainda engatinhando no mercado brasileiro, os tablets já começam a ganhar território. Em 2011 eles responderam por 5% das vendas no varejo brasileiro segundo estudo da consultoria GfK Consumer Choices, diferentemente ao se comparar com o mercado mundial, em que estes responderam por quase 1/4 das vendas de computadores na média global. 


    Intel Corp. anuncia a compra da McAfee por US$ 7,68 bilhões. O negócio faz parte do esforço da fabricante de processadores (a companhia produz 80% de todos os microprocessadores do mundo) de tornar os negócios de segurança da informação um foco estratégico.

    A empresa fabricante de chips fez uma série de aquisições de empresas de software nos últimos anos, incluindo a compra em junho de 2009 da Wind River, companhia que desenvolve aplicativos para aparelhos móveis. Ao adquirir a McAfee, uma das líderes do mercado de antivírus junto com Symantec e Trend Micro, a empresa sinaliza a intenção de descentralizar os negócios de hardware investindo também em software e serviços.

    A McAfee, que foi fundada em 1987 e teve receita de US$ 2 bilhões no ano passado (a América Latina respondeu por 3,6% dos negócios movimentando US$ 69 milhões), vinha trabalhando com a Intel em uma série de projetos nos últimos 18 meses. A transação ainda será apreciada pelos acionistas da McAfee e também depende do aval de órgãos reguladores, mas já foi aprovada pelos conselhos de diretores das duas empresas.


     A Oracle, empresa produtora de servidores de alta potência e software, anunciou na última segunda-feira (20/04) a aquisição da Sun Microsystems. Com o negócio, a Oracle pretende fortalecer sua divisão de hardware, especialidade da Sun Microsystems, empresa cujos produtos mais vendidos são servidores e equipamento de armazenamento de dados de alta potência. A Oracle pretende com o negócio criar condições de competir com as gigantes do setor de hardware como IBM, Hewlett-Packard (HP), Dell e a Cisco Systems.
    O negócio começou a se desenhar depois que as negociações entre a Sun e a IBM fracassaram. A Oracle pagará 9,50 dólares por ação da Sun, o que fixará o valor do negócio em US$ 7,06 bilhões. Com a aquisição, a Oracle chega à casa dos US$ 36,3 bilhões de faturamento - o faturamento da empresa em 2008 foi de US$ 22,4 bilhões e o da Sun de US$ 13,9 bilhões no mesmo período.
    Após o fechamento do negócio as ações da Sun subiram 35,7%, para 9,08 dólares, no pregão da Nasdaq. As ações da Oracle caíram 3,7%, para 18,36 dólares, enquanto as ações da IBM caíram 1,8%, para 99,49 dólares.

    O movimento de fusões e aquisições que acometeram a área de tecnologia da informação (TI) neste dois últimos anos, após a abertura de capital de várias empresas do ramo no Novo Mercado da Bovespa, foi complementado esta semana com o anúncio da fusão de duas das maiores empresas de software do país. A Totvs, em comunicado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), declarou que irá incorporar 100% do capital de sua maior concorrente, a Datasul.
    A transação está sendo avaliada em R$ 700 milhões, que serão pagos em dinheiro e ações. O acordo dependerá da aprovação do Conselho de Administração a ser votado em assembléias gerais dos acionistas – este será um momento novo no mercado de capitais brasileiro, pois nenhuma das empresas detém um controlador com mais de 50% de capital votante, sendo o destino da operação resguardada nas mãos dos acionistas.
    Com esta fusão, a Totvs se tornará a maior empresa de software do país, com participação de mercado de 40%, se mantendo bem à frente de sua concorrente, a alemã SAP, que em 2007 deteve uma participação de 23%. Embora as empresas atuem no mesmo mercado, ambas tem formas diferentes de operações comerciais.
    Enquanto a Totvs trabalha com formato tradicional de revendas para a distribuição de seus sistemas, a Datasul possui um modelo baseado em franquias. Isso será um desafio, pois a Totvs deverá decidir em qual modelo seguir de agora em diante: o seu atual modelo ou da nova empresa incorporada, ou até mesmo um regime de complementaridade entre as operações.