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AutorLafis
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Ano2026
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Categoria
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
A
indústria brasileira de bebidas não alcoólicas mantém trajetória de
relevância estratégica para a economia nacional, impulsionada pela diversificação
do portfólio e pela mudança nos hábitos de consumo. Segundo dados oficiais
da ABIR, o setor produz mais de 32 bilhões de litros anuais e representa mais
de 2 milhões de empregos diretos e indiretos no Brasil. Em levantamento
anterior da ABIR intitulado “X – Todas
as Bebidas Não Alcoólicas” aponta-se uma recuperação consistente do consumo per
capita após o período de retração observado entre 2015 e 2018, alcançando mais
de 154 litros por habitante/ano nos dados consolidados mais recentes disponíveis.
Refrigerantes, águas minerais, águas saborizadas, energéticos, isotônicos e
sucos prontos seguem entre as categorias de maior representatividade, com
destaque para o avanço de produtos de baixo ou zero açúcar, alinhados às
demandas de saudabilidade e conveniência do consumidor contemporâneo.
No
contexto macroeconômico e industrial, estudos recentes do Banco do
Nordeste do Brasil indicam que o mercado brasileiro de bebidas não
alcoólicas apresentou crescimento médio anual de aproximadamente 7% nas vendas
nos últimos cinco anos, sustentado principalmente pela ampliação do consumo
de bebidas funcionais, águas engarrafadas e refrigerantes reformulados com
redução de açúcar. Já em relatório publicado no “Caderno Setorial ETENE”,
em 2025, destaca-se, ainda, que a expansão do setor decorre de mudanças
estruturais no comportamento do consumidor após a pandemia, especialmente
pela maior valorização de produtos associados ao bem-estar, hidratação e
sustentabilidade. Paralelamente, dados apresentados pela ABRE – Associação
Brasileira de Embalagem, com base em projeções da Euromonitor, apontam
expectativa de crescimento contínuo do mercado brasileiro até 2028,
consolidando o país entre os maiores mercados globais de bebidas não
alcoólicas.
Outro
fator relevante para o desempenho recente do setor é a transformação cultural
observada entre consumidores jovens e adultos urbanos, que vêm substituindo parcialmente bebidas
alcoólicas por alternativas sem álcool em momentos de socialização, lazer e
consumo fora do lar. Estudos de mercado recém divulgados mostram crescimento
expressivo das ocasiões de consumo de energéticos, refrigerantes, sucos e
bebidas funcionais em comparação às bebidas alcoólicas tradicionais. Tal
movimento favorece o desenvolvimento de categorias premium, bebidas naturais
gaseificadas, kombuchas, chás prontos para beber e refrigerantes zero açúcar,
além de estimular investimentos em inovação, embalagem sustentável e expansão
de canais digitais. Ao mesmo tempo, o setor acompanha discussões
regulatórias e tributárias relacionadas ao consumo de bebidas açucaradas,
fator que poderá acelerar ainda mais a reformulação de portfólios e o
fortalecimento de linhas saudáveis nos próximos anos.
Diante
desse cenário, as perspectivas para 2026 permanecem positivas,
especialmente em função da expectativa de aumento do consumo durante a Copa
do Mundo, do fortalecimento do consumo social sem álcool entre públicos jovens
e da crescente demanda por bebidas associadas à saúde, praticidade e
experiências diferenciadas, consolidando a indústria brasileira de bebidas
não alcoólicas como um dos segmentos mais resilientes e inovadores do setor de
alimentos e bebidas. Sobre o evento esportivo, destaca-se que segundo atual Pesquisa
da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, em parceria com o SPC
Brasil e a Offerwise Pesquisas, aponta que 60% dos brasileiros pretendem
consumir produtos ligados à Copa do Mundo de 2026, com gasto médio estimado em
R$ 619 por consumidor, destacando uma alta procura por bebidas não alcoólicas.
Analista
Responsável Thais Virga.
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5 de junho de 2026 -
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