Novo no site?


Login


Esqueceu a Senha? (X)

Recuperar Senha


(X)

Digite sua nova senha


Ver senha

Ver senha

(X)

Já tem uma conta?


Inscreva-se


(X)
Farooq


BLOG LAFIS

Home Blog
  • refrigerantes, sucos, água mineral, chás, chá, guarana antarctica, suco de laranja, coca cola, distribuidora de água, soft drinks, refrigerante jesus, fabrica de suco de laranja, fábricas de sucos, fabrica de suco, industria de refrigerantes, indústria de refrigerante, ABIR, minalba, agua mineral preço, engradado de refrigerante, fabrica de cha, fábrica de cha

    A indústria brasileira de bebidas não alcoólicas mantém trajetória de relevância estratégica para a economia nacional, impulsionada pela diversificação do portfólio e pela mudança nos hábitos de consumo. Segundo dados oficiais da ABIR, o setor produz mais de 32 bilhões de litros anuais e representa mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos no Brasil. Em levantamento anterior da ABIR intitulado  “X – Todas as Bebidas Não Alcoólicas” aponta-se uma recuperação consistente do consumo per capita após o período de retração observado entre 2015 e 2018, alcançando mais de 154 litros por habitante/ano nos dados consolidados mais recentes disponíveis. Refrigerantes, águas minerais, águas saborizadas, energéticos, isotônicos e sucos prontos seguem entre as categorias de maior representatividade, com destaque para o avanço de produtos de baixo ou zero açúcar, alinhados às demandas de saudabilidade e conveniência do consumidor contemporâneo.

    No contexto macroeconômico e industrial, estudos recentes do Banco do Nordeste do Brasil indicam que o mercado brasileiro de bebidas não alcoólicas apresentou crescimento médio anual de aproximadamente 7% nas vendas nos últimos cinco anos, sustentado principalmente pela ampliação do consumo de bebidas funcionais, águas engarrafadas e refrigerantes reformulados com redução de açúcar. Já em relatório publicado no “Caderno Setorial ETENE”, em 2025, destaca-se, ainda, que a expansão do setor decorre de mudanças estruturais no comportamento do consumidor após a pandemia, especialmente pela maior valorização de produtos associados ao bem-estar, hidratação e sustentabilidade. Paralelamente, dados apresentados pela ABRE – Associação Brasileira de Embalagem, com base em projeções da Euromonitor, apontam expectativa de crescimento contínuo do mercado brasileiro até 2028, consolidando o país entre os maiores mercados globais de bebidas não alcoólicas.

    Outro fator relevante para o desempenho recente do setor é a transformação cultural observada entre consumidores jovens e adultos urbanos, que vêm substituindo parcialmente bebidas alcoólicas por alternativas sem álcool em momentos de socialização, lazer e consumo fora do lar. Estudos de mercado recém divulgados mostram crescimento expressivo das ocasiões de consumo de energéticos, refrigerantes, sucos e bebidas funcionais em comparação às bebidas alcoólicas tradicionais. Tal movimento favorece o desenvolvimento de categorias premium, bebidas naturais gaseificadas, kombuchas, chás prontos para beber e refrigerantes zero açúcar, além de estimular investimentos em inovação, embalagem sustentável e expansão de canais digitais. Ao mesmo tempo, o setor acompanha discussões regulatórias e tributárias relacionadas ao consumo de bebidas açucaradas, fator que poderá acelerar ainda mais a reformulação de portfólios e o fortalecimento de linhas saudáveis nos próximos anos.

    Diante desse cenário, as perspectivas para 2026 permanecem positivas, especialmente em função da expectativa de aumento do consumo durante a Copa do Mundo, do fortalecimento do consumo social sem álcool entre públicos jovens e da crescente demanda por bebidas associadas à saúde, praticidade e experiências diferenciadas, consolidando a indústria brasileira de bebidas não alcoólicas como um dos segmentos mais resilientes e inovadores do setor de alimentos e bebidas. Sobre o evento esportivo, destaca-se que segundo atual Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, em parceria com o SPC Brasil e a Offerwise Pesquisas, aponta que 60% dos brasileiros pretendem consumir produtos ligados à Copa do Mundo de 2026, com gasto médio estimado em R$ 619 por consumidor, destacando uma alta procura por bebidas não alcoólicas.

    Analista Responsável Thais Virga.