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    A Páscoa de 2020 se aproxima. Essa é a data mais importante para o setor de chocolates. A Lacta, líder do setor no País, disse na última semana estar pronta para a data e anunciou o lançamento de uma nova estratégia com produtos de uma nova linha de chocolates presenteáveis, com produtos de diferentes faixas de preço.

    A nova estratégia visa atrapalhar o avanço da concorrência das lojas Cacau Show e Kopenhagen, além de atender a demanda do consumidor brasileiro que têm buscado mais o chocolate como um item presenteável, mas que não estava disponível nos supermercados, e por isso, procura lojas especializadas.

    Os lançamentos dos ovos sofisticados, uma linha premium, com tripla camada de recheio e as trufas deverá ser o diferencial da Lacta nesta Páscoa. Os lançamentos dos chocolates presenteáveis possuem diferentes faixas de preço, que atendem diferentes bolsos, pois existem opções de nove trufas, com preço sugerido de por R$ 15, até os ovos com preços de R$ 53,90.


    A nova linha de trufas inaugura a entrada da Lacta nesse novo mercado de presenteáveis. Esses produtos passarão a estar disponíveis ao consumidor nos supermercados o ano inteiro. Dessa forma, o consumidor poderá continuar comprando chocolates para presentear. Essa tendência de presentear com chocolates, foi uma tendência que se fortaleceu durante a crise, uma vez que, o brasileiro passou a consumir de forma mais consciente, diante do crescimento do desemprego e queda no rendimento das famílias.

    Analista do Setor Laís Soares

    O aumento do preço do cacau no mercado internacional – principal insumo dos chocolates –deverá refletir em um aumento dos preços de chocolates no Brasil em 2020.

    As chuvas, fora de época, prejudicam plantações no Equador, o terceiro maior fornecedor mundial de cacau. Do outro lado do mundo, na África Ocidental, região que concentra a produção de cacau em âmbito mundial, sofreu com a falta de chuvas que afetaram as perspectivas de colheita na região.

    Assim, o mercado internacional poderá sofrer com uma escassez global de cacau em 2020. Os contratos futuros caminham para o segundo mês consecutivo com elevação de preços, quando a maioria dos preços das commodities está em queda devido às preocupações com a queda da demanda chinesa sob o impacto do coronavírus.

    As fabricantes de chocolate já se preparam para os custos mais altos. As estratégias para lidar com a alta dos custos sem elevar os preços do varejo poderá ser uma redução dos tamanhos dos chocolates.

    Analista do Setor Laís Soares.

    Grandes players globais do setor de chocolates têm investido em inovação de novos produtos aproveitando mais o cacau, destacam-se as ações: da Nestlé, que utiliza as amêndoas e a polpa da fruta como únicos ingredientes, sem a adição de açúcar industrializado; e a Barry Callebaut, que está lançando uma linha de produtos feitos com todo o fruto do cacau.

    A Nestlé planeja lançar em diversos países no próximo ano, através de suas marcas mais populares o chocolate a partir desse novo processo inovador, que não utiliza somente a amêndoa do fruto cacau, mas também a polpa, que é doce, e será utilizada para adoçar naturalmente o chocolate.

    A fabricante global Barry Callebaut também anunciou que írá lançar uma linha de produtos feitos utilizando 100% do fruto do cacau. A Mondelez International será a primeira empresa a testar essa linha da Barry Callebaut;

    Tais iniciativas consistem em uma produção mais sustentável, pois cerca de 70% do fruto do cacau acaba sendo desperdiçado na fabricação comum do chocolate. 
    Por fim, a Lafis estima que tais inovações também deverão contribuir para o aumento do valor agregado das vendas do setor de chocolates.

    Analista do Setor Laís Soares.

    De acordo com a Associação Brasileira de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB), o volume da produção de ovos e produtos de Páscoa em 2018 apresentou um crescimento de 26% em relação a 2017, e atingiu um total de 11 mil toneladas de chocolates. Contudo, vale ressaltar, que este resultado interrompeu três anos consecutivos de queda, ou seja, o volume ainda ficou distante do resultado de 2015, quando a indústria produziu 19,7 mil toneladas para a Páscoa.

    A entidade está otimista e espera um novo crescimento das vendas de ovos e chocolates na Páscoa de 2019, pois, as vendas de panetones no final de 2018 já se mostraram mais aquecida.

    No cenário da Lafis, a Páscoa de 2019 ainda deverá ter um movimento baixo, mas o setor de chocolates de modo geral, deverá apresentar crescimento, uma vez que, ainda no cenário de retomada gradual da economia, os chocolates passaram a ser consumido como presentes de baixo custo. O crescimento da demanda para essa finalidade, “presentear” deve contribuir para o crescimento do faturamento do setor.

    Além disso, a busca por renda extra, por aqueles que perderam seus empregos ao longo da crise nos últimos anos e ainda enfrentam dificuldades para recolocação no mercado de trabalho formal, tem incentivado o crescimento da confeitaria artesanal, o que eleva a demanda de chocolates para fins culinários. 

    Por fim, com base nesse movimento a Lafis projeta um crescimento para o faturamento do setor de chocolates e balas de 8,3% em 2019, atingindo cerca de 15,9 bilhões de reais.

    Especialista do Setor  Laís Soares

    Próximo à Páscoa, a expectativa dos fabricantes de chocolates é que haja um crescimento da produção assim como das vendas entre 5% a 20%, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). 

    De acordo com a associação, alguns fatores são relevantes para o otimismo dos fabricantes, como a melhora da condição financeira das famílias, a recuperação do mercado de trabalho assim como o aumento da intenção de consumo. 

    Outro fator importante, de acordo com o IBGE, foi a queda em 9,02% nos preços de barras e bombons no período entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018. 

    Além disso, empresas do setor apostam na diversificação dos seus produtos, em especial os voltados para a linha infantil. Assim, a expectativa de vendas de chocolates é positiva, impulsionada principalmente durante a Páscoa. 

    Especialista do Setor Fernanda Mansano.


    O faturamento do setor de chocolates e balas cresce com o a expansão da participação do segmento premium no País. Embora, a crise econômica tenha impactado o consumo das famílias brasileiras desde 2014, de modo geral, o consumidor reduziu a quantidade consumida, mas manteve a apreciação por produtos de categorias premium.

    Esse movimento pode ser compreendido pode ser observado a partir de diversos fatos, tanto pela expansão das franquias de chocolates, como pela entrada no final de 2016, de uma nova concorrente das fabricantes de balas e gomas no País, a Haribo, fabricante de balas de gelatina, segmento que conta com expressiva expansão no País, e apresenta maior valor agregado. Além disso, o consumo de chocolates importados no País em 2017 apresentou uma significativa retomada.

    De acordo com o balanço da Associação Brasileira de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB), no primeiro semestre de 2017, a indústria brasileira responsável pela produção de chocolate apresentou se relativamente estável, com uma leve queda de 0,4% da produção em volume, em relação ao mesmo período de 2016.

    Por fim, com base nesse movimento a Lafis projeta um crescimento para o faturamento do setor em 2017 de 9,8%, atingindo cerca de 14,8 bilhões de reais.

    Especialista do Setor: Laís Soares.


    A quebra da safra de cacau na Bahia devido a seca histórica pela qual passou o Estado no último ano compromete a oferta de cacau no Brasil. A queda na oferta e a elevação do preço do principal insumo dos chocolates já preocupa as grandes e pequenas fabricantes do setor.

    Desde abril, o início da safra 2016/17 do cacau, o volume de que os produtores baianos entregaram às indústrias processadoras foi o menor desde a temporada 1973/74. De acordo com o levantamento da TH Consultoria, no acumulado desta safra até 10/07, o volume entregue pelos produtores para a indústria que processa o produto foi de 17,4 milhões de toneladas, bem abaixo dos 51,5 milhões que havia sido entregue no mesmo período da safra anterior.

    Assim, as fabricantes de chocolates já começaram a se mobilizar para garantir o cacau da produção nos próximos meses. O volume de grãos de cacau importado de Gana, Indonésia e Costa do Marfim deverá crescer nos próximos meses, todavia tendo em vista o atual patamar do câmbio, o preço dos chocolates no País poderão amargar um aumento. 

    Todavia, a atual conjuntura econômica, que já refletiu na redução do consumo de chocolates, pela queda do rendimento das famílias brasileiras e elevação do desemprego no País, não constitui um bom momento para absorção da elevação de preços pelo consumidor, assim a elevação de custos do produção poderá impactar as margens de lucro e o faturamento do setor.

    Analista Responsável pelo Setor: Laís Soares


    No acumulado do ano de 2015, de janeiro a julho as exportações de chocolates e balas no País sofreu uma retração em volume de aproximadamente, 19% e 12%, respectivamente. Por outro lado, as importações de chocolates cresceram 22%, o que demonstra que apesar da desaceleração econômica, o consumo de chocolates premium no País se manteve em alta.

    A forte desvalorização do real aumenta a competitividade do produto nacional no mercado externo, contudo, o setor não conseguiu aproveitar essa oportunidade. De acordo com a Abicab, associação responsável pelo setor, as exportações brasileiras de chocolate sofrem com as dificuldades de negociações com os países vizinhos, como Argentina e Venezuela, e também pela queda na demanda de alguns países africanos.

    Nesta primeira semana de setembro, a Lindt – fabricante suiça de chocolates especiais – anunciou busca por novas aquisições no mercado brasileiro, pois a desvalorização do real, torna as aquisições atrativas. No ano passado, a empresa formou uma joint venture com o grupo CRM, fabricante local de chocolates nobres, na tentativa de fortalecer a marca Lindt no Brasil. A companhia afirmou que considera o mercado brasileiro estratégico para expansão da marca, devido a sua importância e representatividade no mercado mundial de chocolates.

    As perspectivas da Lafis para o faturamento do setor em 2015, apesar das projeções de queda na produção, são de crescimento de 3%. Para o próximo biênio, as estimativas são de 5,8% e 9,2%, respectivamente.

    Analista Responsável pelo Setor: Laís Soares


    O presidente da rede de chocolates finos Cacau Show, anunciou a criação da holding Cacau Par. Esse novo negócio com investimentos de US$ 50 milhões, nasceu da fusão da própria Cacau Show e a aquisição de 50,1% da rede Brigaderia, da empresária Taciana Kalili.

    A rede Brigaderia - reconhecida como grife do brigadeiro-, a maior rede de lojas de brigadeiros do país passa a fazer parte da holding junto com a Cacau Show.  De acordo com o presidente que anunciou a fusão, o objetivo é aproveitar a experiência de anos da Cacau Show e colaborar com o crescimento do setor de alimentos premium, investindo em negócios mais exclusivos. 

    Os investimentos do setor, seguem as expextativas de crescimento do setor. Segundo as pesquisas da Abicab, o segmento gourmet e premium é um dos que mais crescem no Brasil, cerca de 20% ao ano.


    O Grupo CRM, dono das marcas Kopenhagen, Chocolates Brasil Cacau e Dan Top, anunciou investimentos de R$ 70 milhões até 2015 na ampliação de sua fábrica e um novo centro de distribuição. Os recursos virão própria e de financiamento do BNDES. 

    Os investimentos na fábrica e no centro de distribuição estão programados para atender a demanda das lojas das redes Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau.

    Serão investidos R$ 30 milhões num centro de distribuição robotizado anexo à unidade de Extrema (MG), tendo em vista que o mercado mineiro é ainda pouco explorado. Os R$ 40 milhões restantes serão utilizados para ampliar a linha de produção. 

    O anúncio do Grupo, segue as expectativas de crescimento do setor, tendo em vista o potencial aumento do consumo per capita de chocolates no país. Recentemente, a Harald e a nova holding Cacau Par, também anunciaram investimentos em expansão.


    A Arcor realizou um investimento de R$ 50 milhões em sua fábrica de chocolates localizada em Bragança Paulista, para expansão da sua capacidade de produção. A empresa ainda prevê mais R$ 25 milhões de investimentos em marketing na área de chocolates até o final deste ano.

    O segmento vêm ganhando espaço no portfólio da empresa, dado o potencial de  crescimento do setor de chocolates, em relação a tendência de queda do consumo de balas. A divisão de chocolates já responde por 25% das vendas da fabricante.Tais ações fazem parte do plano de investimentos da empresa de aumentar o faturamento até 2016, através das inovações, incorporando as mudanças de hábitos dos consumidores.

    De acordo com as últimas pesquisas do mercado, o Brasil destacou se com o aumento do consumo per capita nos últimos anos, e ainda segue com um elevado potencial de consumo, principalmente no novo mercado gourmet.


    A fabricante de chocolates, alimentos e rações para animais anunciou investimento de R$ 140 milhões para a primeira fase da construção de uma nova unidade, em Ponta Grossa (PR).

    A empresa busca com esse investimento melhorar o atendimento na região Sul do país. A Mars também iniciou uma ampliação de sua unidade de Guararema, no interior de São Paulo, para aumentar a produção dos produtos da marcas M&Ms e Twix, distribuídos para todo País. 

    O anúncio da Mars na expansão da produção está em sintonia com a última publicação da Abicab que demonstra aumento do consumo de chocolates per capita no Brasil, e as perspectivas de crescimento nos próximos anos no setor.


    A Harald, maior fabricante de cobertura de chocolate do país, anunciou a construção de sua segunda fábrica no interior de São Paulo. O investimento está atrelada as expectativas de expansão da demanda com o novo mercado gourmet.

    As obras da nova fábrica terão início no último trimestre deste ano e a conclusão é prevista para o final de 2014. Ainda neste ano, a empresa irá investir R$ 20 milhões em equipamentos para aumento de capacidade e lançamentos, usando financiamentos de longo prazo de bancos. Outros R$ 10 milhões, oriundos de recursos próprios e previstos no orçamento, serão gastos em marketing e recursos humanos. 

    O anúncio da Harald na expansão da produção está em sintonia com a última publicação da Abicab que demonstra aumento do consumo de chocolates per capita no Brasil.


    A norte americana General Mills, proprietária da marca de sorvetes Häagen-Dazs no Brasil, anunciou a aquisição da produtora brasileira de alimentos Yoki por aproximadamente R$ 1,75 bilhões mais R$ 200 milhões em dívidas da empresa. A conclusão do negócio deverá ser realizada ainda em 2012.

    A General Mills acredita que a adição da empresa brasileira ao seu portfólio poderá dobrar suas vendas na América Latina atingindo valores próximos à US$ 1 bilhão. Para tanto, a empresa buscará fortalecer marcas fortes do grupo como Yoki e Kitano além da expansão das marcas norte americanas do grupo, bem como a introdução de novos produtos no mercado brasileiro.

    A investida da General Mills corrobora com a perspectiva de crescimento do setor nacional de alimentos nos médio e longo prazos. Os ganhos salariais que as classes C/D/E vem auferindo nos últimos anos somada à busca por diversificação da cesta de consumo deste extrato social, tende a garantir bons retornos a este setor.


    Responsável por cerca de 10% do engarrafamento e distribuição de refrigerantes no país, o grupo Vonpar anunciou investimentos no segmento de chocolates, por meio de sua marca Neugebauer, adquirida em 2010. Para isso, anunciou a construção de uma fábrica de chocolates em Arroio do Meio (RS), que demandará cerca de R$ 118 milhões para sua concretização, até 2013.

    A Vonpar alimentos possui mais de 60 marcas, 20 categorias de produtos, 3 fábricas e cerca de mil funcionários, faturando em torno de R$ 250 milhões no ano, apenas na categoria doces. Como estratégia, o grupo quer utilizar a identidade local (gaúcha) como forma de ganhar mercado na região para, posteriormente, distribuir em outros locais.

    A marca Neugebauer foi criada em 1891 em território nacional e, desde então, já passou pelo controle do Grupo Fenícia, Parmalat e Florestal. Como meta, o grupo Vonpar quer dobrar o faturamento da marca em 5 anos e para isso investe em sua ampliação de capacidade e modernização dos processos envolvidos na fabricação dos doces.


    Com o objetivo de aumentar seu market-share no setor de chocolates, a Arcor investirá R$ 100 milhões no Brasil em 2012. Além de investir em ações de marketing, a multinacional Argentina irá aumentar a produtividade de suas fábricas em Bragança Paulista e Rio das Pedras, ambas no estado de São Paulo. Desta maneira, a empresa visa tirar proveito das boas perspectivas para o segmento nos próximos anos.

    Segundo a companhia,  40%  de suas receitas de vendas são provenientes de balas, pirulitos e chicletes, segmentos que geralmente estão associadas a produtos de menor valor agregado. Portanto, a iniciativa de reestruturar seu portfólio no intuito de depender menos deste segmento é bastante compreensível. Pois, segundo estimativas da Lafis, o faturamento do segmento de chocolates deve apresentar significativa alta  8,6% e 7,3% em 2012 e 2013, respectivamente.

    Dentro do valor anunciado, a Arcor investirá também R$ 25 milhões em ações de marketing voltadas à sua linha de chocolate. Os investimentos da multinacional Argentina, que possui cinco plantas no país e emprega 4 mil pessoas, possuem um caráter arrojado, pois a mesma visa aumentar em 13% o seu faturamento no país neste ano, rumo à marca de  R$ 1,8 bilhão.


    O grupo britânico Associated British Foods (ABF), que possui a marca do achocolatado Ovomaltine, anunciou investimentos no Brasil.

    Ao todo serão R$ 40 milhões de reais, o maior valor do grupo desde que a empresa passou a se estruturar em São Paulo, em 2007. O objetivo do investimento é tornar o Brasil o terceiro maior mercado da marca, seguido de Suíça e Tailândia. Por conta disso, a Ovomaltine fará propagandas e investimentos em novas categorias, como o achocolatado pronto para beber.

    Tradicionalmente, o grupo ABF não costuma investir em publicidade no Brasil, mas depois de 17 anos da Ovomaltine no país, foi tomada esta decisão. Além disso, a empresa ampliará suas vendas por meio de aumento dos canais de distribuição e parcerias, feitas com possíveis marcas consagradas, como a Bauducco, a Danone e a Hershey´s.

    O grupo britânico Associated British Foods (ABF), que possui a marca do achocolatado Ovomaltine, anunciou investimentos no Brasil.

    Ao todo serão R$ 40 milhões de reais, o maior valor do grupo desde que a empresa passou a se estruturar em São Paulo, em 2007. O objetivo do investimento é tornar o Brasil o terceiro maior mercado da marca, seguido de Suíça e Tailândia. Por conta disso, a Ovomaltine fará propagandas e investimentos em novas categorias, como o achocolatado pronto para beber.

    Tradicionalmente, o grupo ABF não costuma investir em publicidade no Brasil, mas depois de 17 anos da Ovomaltine no país, foi tomada esta decisão. Além disso, a empresa ampliará suas vendas por meio de aumento dos canais de distribuição e parcerias, feitas com possíveis marcas consagradas, como a Bauducco, a Danone e a Hershey´s.

    A Kraft Foods investirá cerca de US$ 120 milhões no país. A notícia foi anunciada pouco antes da inauguração da fábrica em Pernambuco, em Vitória do Santo Antão, que contou com mais U$ 80 milhões em recursos. Essa unidade aumentará a produção de chocolates e refrescos em pó, sendo futuramente ampliada em 2012 para produzir biscoitos.

    Trata-se do maior investimento já feito pela empresa no país, que já somam R$ 200 milhões em 2011. Após a compra da Cadbury a empresa fatura no Brasil cerca de R$ 3 bilhões, aumento de 36,4% em relação a 2008.

    Com esta inauguração, a Kraft será representada por 6 fábricas, sendo 3 na região de Curitiba (chocolate, queijo e produtos em pó), uma na região de Piracicaba (biscoitos) e outra em Bauru, que pertencia a Cadbury.

    Na esteira de uma dinâmica favorável da demanda interna, a Nestlé aumentou sua intenção de investimentos no Brasil em 2011. Em 2010, os investimentos da corporação no país ficaram em torno de R$ 800 milhões; já para 2011 a empresa planeja investir R$ 1 bilhão no mercado nacional. E os projetos já começaram. A empresa anunciou a construção duas novas fábricas: uma na região serrana do Rio de Janeiro, para a qual serão destinados R$ 200 milhões e outra fábrica na região centro-sul do estado, que demandará cerca de R$ 100 milhões.

    O objetivo explícito da multinacional é crescer o dobro da expansão do PIB brasileiro no ano. Para cumprir esse objetivo, a empresa planeja investir no aumento da sua capacidade produtiva, aplicando recursos em ampliação e construção de novas fábricas, tecnologia, inovações, e, até mesmo, possíveis aquisições, a fim de atender ao crescente mercado interno. Além disso, os investimentos em diversificação de produtos e na sua divulgação poderão apresentar relevância crescente nos planos de investimentos da multinacional.

    O Brasil é o segundo maior mercado da Nestlé no mundo e atualmente onde a corporação mais cresce, segundo Ivan Zurita, presidente da empresa no país. Assim, a ampliação dos investimentos direcionados ao Brasil reflete a percepção otimista das grandes empresas acerca do mercado brasileiro para os próximos anos. De fato, a dinâmica do mercado de trabalho, com níveis de desemprego consideravelmente abaixo dos patamares históricos, a maior distribuição da renda, com o conseqüente crescimento da classe média e a relativa estabilidade inflacionária, tem indicado tendência favorável ao mercado de bens de consumo.

    A Harald, fornecedora de chocolates e coberturas para grandes empresas dos segmentos de chocolate artesanal/profissional, food services (panificação e confeitaria) e industrial, dentre elas a Bauducco, Kibon e Mc Donald's, prevê faturamento de R$ 440 milhões em 2010 e crescimento de 20% em 2011 em virtude da maior procura por parte de seus clientes que, por sua vez, possuem demanda fortemente atrelada a ganhos no poder de compra da população posto que atuam diretamente no varejo.

    Visando acompanhar o crescimento desse mercado, a Harald está concluindo investimento de R$ 50 milhões realizado nos últimos 5 anos na construção de uma fábrica em Santana de Parnaíba (SP). Para o próximo ano, pretende obter financiamento para a aquisição de outra empresa do setor com objetivo explícito de aumentar a sua produção de 66 mil toneladas por ano para 100 mil toneladas em 2012. A maior fabricante nacional de chocolates industriais almeja obter ganhos de market share no seu nicho de atuação, onde disputa participação com a Cargill Chocolates, entre outras. Segundo a imprensa, a companhia detém cerca de 27% do mercado de chocolates industriais e 65% do de coberturas. No entanto, a corporação afirma não ser estratégico expandir a sua atuação para o segmento varejista, uma vez que passaria a concorrer com alguns dos seus clientes.

    A empresa também atua no mercado externo, que responde por cerca de 6% do seu faturamento e pretende aumentar essa proporção para 12%. A ampliação das suas receitas de exportações poderá ser alcançada através do direcionamento para mercados emergentes, onde o consumo é mais dinâmico do que em mercados maduros. A demanda per capita por chocolates na Europa e Estados Unidos não deve crescer expressivamente nos próximos anos, uma vez que tais mercados já estão saturados, com alto consumo per capita de chocolate. Países emergentes, como Brasil e China, por outro lado, possuem baixos níveis de consumo per capita do produto e amplo contingente populacional, o que favorece a uma tendência crescente do consumo de chocolates e derivados nesses países.


    A Kraft Foods, que recentemente fechou uma transação milionária com a compra da Cadbury, sinalizou a necessidade de ampliar a capacidade produtiva de todas as suas fábricas no país, uma vez que todos os segmentos em que atua (chocolates, biscoitos, gomas e balas, entre outros) apresentam considerável crescimento no país.

    A empresa acaba de investir cerca de R$ 10 milhões para ampliar sua participação no segmento de biscoitos saudáveis onde o Brasil será a plataforma para o desenvolvimento da linha de biscoitos com cereais. A presença da Kraft no segmento de biscoitos é notada através das marcas Club Social, Trakinas, Nabisco, entre outras. A decisão de investir na linha de biscoitos funcionais no Brasil pode ter sido influenciada, em grande parte, pela tendência à sofisticação dos hábitos de consumo dos brasileiros, o que sinaliza forte potencial de mercado nestes nichos específicos de maior valor agregado. Inicialmente essa nova linha de produtos será comercializada na região Sul, devido a características diferenciadas desse mercado consumidor.

    Nas regiões Norte e Nordeste, a prioridade declarada é a nova unidade fabril em Vitória de Santo Antão (PE), em construção e orçada em R$ 100 milhões com previsão de início das operações para o primeiro semestre de 2011. Essa unidade responderá pela produção de sucos em pó e  chocolates visando atender aos consumidores dessas regiões, onde o consumo cresce a taxas aceleradas.


    Depois de quatro meses de negociação, a norte-americana Kraft Foods finalmente conseguiu fazer uma proposta (US$ 19,4 bilhões) que convencesse o presidente da Cadbury, Roger Carr, a recomendar a aquisição aos acionistas. Apesar de quase certo, o acordo ainda não foi assinado, pois, apesar de remota existe possibilidade de contra-proposta até 2 de fevereiro.

    No Brasil, a compra implicaria numa elevação do faturamento da Kraft de R$ 1 bilhão, totalizando R$ 5 bilhões. Apesar da grande dimensão, o negócio não deverá ser barrado pelo Cade, uma vez que as empresas atuam em diferentes segmentos de mercado: a Kraft é a segunda maior fabricante instalada em território nacional de chocolate, enquanto a Cadbury é líder nas vendas de balas.


    Após adquirir três empresas gaúchas do setor alimentício, quais sejam, Mu-Mu, Wallerius e Neugebauer, a Vonpar, franqueada da Coca-Cola e distribuidora do portfólio Femsa no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, criou sua Divisão de Alimentos, marcando o início da diversificação dos segmentos de atuação da organização.

    O novo braço da organização já nasce internacionalizado, pois tanto a Wallerius e a Neugebauer têm presença em mais de 30 países. As três unidades produtivas empregarão mais de 1.000 funcionários e totalizarão um faturamento de aproximadamente R$ 300 milhões.

    Tal estratégia de diversificação mostrou-se bem sucedida no caso da PepsiCo., que ingressou no segmento de salgadinhos (Elma Chips e Lucky), achocolatados (Toddy e Toddynho), bebidas esportivas (Gatorade e Propel), pescados (Coqueiro) e água de coco (Trop Coco e Kero Coco). Por usufruírem redes de distribuição similares e por poderem compartilhar alguns insumos, é possível a ocorrência de ganhos de sinergia, com significativa redução de custos.