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    De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, os preços relacionados aos planos de saúde no Brasil cresceram 8,30% em 2019, significativamente superior à inflação geral da economia, que encerrou o ano anterior com um avanço igual a 4,38%. Este resultado já era esperado pelas empresas do setor, uma vez que as despesas com operações de assistência médica e médico-hospitalar cresceram 8,34% no terceiro trimestre de 2019.

    Além disso, segundo pesquisa do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), em média, 88% dos beneficiários de planos médico-hospitalares utilizam serviços de saúde todo ano. O número de consultas realizadas por meio dos planos de saúde também cresceu entre 2017 e 2018 (1,5%), o de exames subiu 5,5% e o de terapias, que inclui de fisioterapia a quimioterapia, saltou 21%, mesmo com o número total de clientes estável. Desta forma, o aumento na frequência de uso dos planos de saúde, bem como a incorporação de novas tecnologias, que deixam alguns procedimentos mais modernos, mas também mais caros, são as justificativas dadas pelo setor para explicar o aumento de preços das mensalidades acima da inflação.

    Tal comportamento que se repete há mais de dez anos, com destaque para 2017, quando os planos de saúde apresentaram aumento de 14,03% nos preços, contra uma inflação geral de 2,94% no mesmo período. Porém, ainda que o resultado do setor esteja abaixo da variação observada em 2018 (11,46%), a decisão das operadoras em repassar a elevação de custos observada no sistema para as mensalidades dos planos de saúde afeta diretamente a adesão dos usuários, corroborando para um maior número de desistentes dada a atual instabilidade no mercado de trabalho.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues