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  • shopping centers, empresas do setor shopping centers, empresas do segmento shopping centers, setor shopping centers, segmento shopping centers, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2026
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Jaime William

    Na última semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) apresentou favoravelmente ao entendimento adotado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), segundo o qual os shopping centers devem disponibilizar local adequado para amamentação e acolhimento dos filhos de funcionários das lojas instaladas em seus empreendimentos. A decisão servirá de parâmetro para casos semelhantes em todo o país.

    A ação foi proposta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de Natal (RN) contra a administração do Shopping Cidade Jardim. A medida, teve como fundamento o § 1º do artigo 389 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), bem como os princípios constitucionais de proteção à maternidade, à infância e ao trabalho da mulher. O artigo em si determina que estabelecimentos com pelo menos 30 mulheres empregadas, com mais de 16 anos de idade, devem manter local apropriado para que possam deixar seus filhos sob vigilância e assistência durante o período de amamentação.

    No entendimento unânime do STF, a responsabilidade pela estrutura e organização desses espaços não recai sobre os lojistas individualmente, mas sobre a administração dos centros comerciais, que detém o controle das áreas comuns. Dessa forma, os shopping centers passam a ser responsáveis pela disponibilização de instalações adequadas para o cumprimento dessa garantia legal e constitucional. O Supremo também fixou o prazo de um ano para que os empreendimentos promovam as adaptações necessárias.

    A decisão pode representar um impacto financeiro significativo para as administradoras do setor, uma vez que a criação e manutenção desses espaços exigirá investimentos em infraestrutura, adequação de áreas comuns, aquisição de equipamentos e contratação de pessoal para atendimento das novas exigências. Como consequência, a medida tende a elevar os custos operacionais do setor e pressionar a rentabilidade dos empreendimentos, especialmente daqueles de maior porte.

    Analista Responsável Jaime William Charles