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    De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, no acumulado de janeiro a outubro de 2017, a produção de bebidas em geral apresentou um crescimento de 0,5% em relação ao mesmo período de 2016. Entretanto, ao considerar a produção de bebidas por categorias, nota-se um desempenho bastante distinto entre elas.

    Nesse período, enquanto a produção de bebidas não alcoólicas (composta principalmente pela fabricação de refrigerantes) foi negativa (-3,9%), a produção de bebidas alcóolicas (composta principalmente pela fabricação de cervejas) inverteu a trajetória de queda que vinha sendo observada pelo setor de bebidas de modo geral desde 2015, e apresentou um crescimento de 4,5%. 

    Em relação aos preços, embora a elevação dos preços, tanto de cerveja como refrigerante e água mineral estejam abaixo do movimento de aceleração observado em 2016, acompanhando o movimento deflacionário da economia, ainda assim, houve uma elevação dos preços das duas categorias. De acordo com os índices do IPCA (IBGE), no acumulado de janeiro a novembro 2017 em relação a igual período de 2016, o preço do refrigerante e água mineral teve uma aceleração de 6,1%, e o preço da cerveja teve um crescimento de 3,8%.

    No caso dos preços de refrigerantes, o crescimento dos preços esteve sobretudo relacionado a alta do açúcar, um dos principais insumos dos refrigerantes. Tal elevação, prejudicou o consumo, tal como observado nos resultados da produção. Já o preço da cerveja, embora com um crescimento menor, vêm sendo influenciando pelo crescimento da participação das cervejas premium.

    Observa-se que essa tendência de consumo de bebidas premium, principalmente cervejas de maior valor agregado, já é uma constante no mercado cervejeiro brasileiro, e as fabricantes nacionais vêm investindo e absorvendo parte da demanda no País de cervejas mais sofisticadas. 

    Por fim, diante dos resultados apresentados e as perspectivas de um quarto trimestre mais dinâmico para o consumo no País, a Lafis estima para 2017, um crescimento de 5,7% no faturamento do setor de Refrigerante e Água Mineral e um crescimento de 9,8% para o setor de Cerveja. 

    Vale destacar, o último resultado da produção de bebidas não alcoólicas do mês de outubro, em que o segmento registrou um crescimento de 10,8% em relação a produção do mesmo período de 2016, o que nos leva a pressupor que o consumo e produção de refrigerantes deverá apresentar uma melhora nos últimos meses do ano, reduzindo as perdas do setor. Além disso, os atuais indicadores do mercado de trabalho indicam uma leve melhora do rendimento e da ocupação no País.

    Especialista do Setor: Laís Soares.


    O refrigerante está entre as bebidas mais populares do mundo, detém a segunda maior participação no mercado mundial de soft drinks, isto é, bebidas não alcoólicas, com uma participação de 28% (dados de 2016, Euromonitor), apenas atrás da categoria água engarrafada. Todavia, o avanço das categorias mais “saudáveis” ou com valor mais reduzido de açúcar vêm ameaçando gradativamente sua posição dominante.

    De acordo com a Euromonitor, o consumo médio per capita de refrigerantes no mundo observou uma queda de 4,4% em 2016, em relação ao consumo médio de 2011. O Brasil vem acompanhando esta tendência mundial de incorporação de hábitos mais saudáveis pela população, e redução no consumo médio de refrigerantes.

    Em 2016, a produção total de refrigerantes no País, cerca de 14 bilhões de litros, representou uma queda de 15,3% em relação ao volume produzido em 2011. Não obstante, os impactos da crise no País, que vêm pressionando a renda disponível,  haja vista, a elevação do desemprego, a redução da massa salarial, e a busca por alternativas mais econômicas por parte da população, o setor de refrigerantes agrega a essas dificuldades a tradicional associação da bebida à imagem de um alimento que impõe riscos à saúde.

    Em outubro de 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) das Nações Unidas lançou um comunicado global sugerindo aos países a criação de impostos sobre bebidas açucaradas, tendo em vista seus malefícios causados à população. A medida deveria desincentivar o consumo e a arrecadação convertida para investimentos de políticas para a promoção da saúde.

    Em dezembro, sob influência desse movimento global, o senador Jorge Viana lançou uma proposta na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Brasil para tributar a venda e a importação de todos os refrigerantes e bebidas açucaradas no país, estabelecendo que a arrecadação teria como finalidade financiar as despesas com serviços públicos de saúde no País. A proposta segue em tramitação no Senado.

    Por fim, para endossar estes eventos podemos observar que a modernidade, dada a difusão do acesso às informações e ao conhecimento, por meio da internet e redes sociais, fortalecem a conscientização por parte dos consumidores sobre o valor nutricional dos produtos consumidos. Assim, cabe ao setor de bebidas enfrentar a concorrência neste mercado, e elaborar estratégias acertadas de inovações e diversificação de portfólio, para oferecer produtos com baixo teor de açúcar ou com adoçantes naturais para enfrentar este novo ambiente setorial.

    Analista Responsável pelo Setor: Laís Soares

    De acordo com um estudo realizado pela Nielsen sobre o consumo de bebidas não alcóolicas no País, a tendência de conquista de hábitos mais saudáveis de consumo, assim como a queda no rendimento médio das famílias têm alterado o padrão de consumo de bebidas no País.

    A categoria refrigerante é a que mais têm sofrido, pela substituição da bebida por refresco em só, suco pronto ou natural feito em casa. A pesquisa mostrou que numa cesta de onze bebidas, apenas três categorias mantém crescimento: água mineral, água de coco e chá pronto para beber.

    Os consumidores têm buscado mais promoções, embalagens econômicas ou marcas mais baratas. Assim, as fabricantes têm elevado as opções para oferecer alternativas mais baratas, como a garrafa retornável ou conjuntos de garrafas e latas com preços mais atrativos. Neste cenário, as marcas líderes têm elevado sua participação de mercado, pois conseguem se adaptar melhor que as menores ao cenário de crise.

    Analista Responsável pelo Setor: Laís Soares


    A companhia de bebidas Ambev anunciou esta semana investimentos de R$ 26,6 milhões no Estado de Goiás, para a ampliação da capacidade produtiva da unidade fabril de Anápolis - a unidade vêm expandindo sua capacidade de produção desde 2010. Em 2014, o investimento na unidade foi de R$ 63,4 milhões.

    O investimentos deveu-se a transferência integral da produção da fábrica de Goiânia para Anápolis, que fica a 60 km da capital. Segundo a companhia, a medida visa aumentar a produtividade e eficiência. Essa unidade já abastece o mercado de Goiás, além de forncecer bebidas para os Estados de Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Distrito Federal.

    Assim como a Ambev, a Coca-Cola Femsa Brasil anunciou nesta semana a transferência das suas operações de Belo Horizonte para Itabirito, município na região central do Estado de Minas Gerais. A Coca Cola anunciou um plano ambicioso de investimentos para o ano de 2015, cerca de R$ 2,7 bilhões em tecnologia, produtividade e inovação.

    Apesar do atual cenário econômico, de ajuste fiscal, queda de confiança dos consumidores, e aceleração inflacionária, as grandes empresas do setor de bebidas mantiveram os investimentos no País, tendo em vista ainda o potencial de crescimento a ser explorado no Brasil, e aumento da concorrência na disputa pela fidelização dos consumidores de suas marcas.

    Analista Responsável pelo Setor - Laís Cristina Soares


    Uma nova regulamentação para a tributação do setor de bebidas aguarda votação no Congresso, a emenda à Medida Provisória 656. Com a nova proposta, o imposto sobre as bebidas frias altera se para um modelo "ad valorem", isto é, as alíquotas serão fixas e incidentes sobre os valores de vendas de cada produto.

    As alíquotas das contribuições incidentes na fabricação e importação de bebidas frias será de 2,32% para o PIS/Pasep e 10,68% da Cofins. Nas vendas realizadas pela distribuidora atacadista, a alíquota é reduzida: 1,86% para o PIS/Pasep e 8,54% da Cofins. Já o recolhimento do IPI deverá ser feito apenas na fabricação. Será cobrada alíquota de 6% sobre cervejas e 4% nas demais bebidas.

    Atualmente, a tributação no setor de bebidas é feita por um regime "ad rem", em que é realizada uma pesquisa de preços médios, onde são definidos como base de cálculo para a incidência dos tributos. No modelo atual, a alíquota de IPI varia de 10% a 15%, a de PIS/Pasep é de 2,5% e a da Cofins 11,9%, mas há diferentes redutores da base de cálculo de acordo com o tipo de bebida. Isso termina por beneficiar os grandes produtores, que têm preço mais alto em seus produtos "premium" e, proporcionalmente, acabam pagando menos impostos. O novo modelo deverá aumentar a competitividade no setor, que é altamente concentrado.

    Por fim, pode se afirmar que a medida beneficiará o setor de bebidas com a redução da carga tributária,aumento da concorrência, além do incentivo ao crescimento das microcervejarias - um segmento que têm crescido exponencialmente nos últimos anos, e tem um alto valor agregado no faturamento do setor de cervejas. Está previsto nesta nova medida, um desconto para as cervejas produzidas por microcervejarias - aquelas que produzem "cervejas especiais". As fabricantes de até 5 milhões de litros por ano, contará com uma redução no imposto de 20%; para os produtores que produzem até 10 milhões, o desconto deverá cair para 10%.

    Analista Responsável: Laís Cr. Soares


    A Ambev anunciou um investimento de R$ 180 milhões na construção de um centro de pesquisa no Rio de Janeiro. Os investimentos da companhia no ano já se aproximam dos        R$ 3 bilhões em duas novas fábricas no país.

    O centro será responsável pelas inovações e criação de tecnologias. Com foco no desenvolvimento de embalagens e bebidas da empresa, tanto as cervejas, como os refrigerantes, chás, isotônicos e energéticos. Além disso, o centro também vai desenvolver pesquisas comportamentais.

    O setor de bebidas, em especial o cervejeiro tem como característica a homogêneidade do produto final, o que evidencia a forte necessidade de diferenciação no setor recorrentemente. Observa-se nos últimos anos, um aumento de investimentos das empresas do setor em diferentes regiões, aumentando a competitividade entre elas, em busca de ganhos de mercado para elevar suas vendas.

    Analista dos Setores de Cervejas/ Refrigerantes e Água Mineral: Laís Cristina Soares

    A Uberlândia Refrescos, a única fabricante da Coca-Cola no interior de Minas Gerais, anunciou investimentos de R$ 130 milhões na construção de uma nova unidade industrial em Uberlândia com capacidade instalada para produzir o dobro da unidade atual. A unidade abrigará uma nova linha de engarrafamento de refrigerantes em embalagens retornáveis e outra de água mineral.

    A obra terá início em abril. Além da nova unidade industrial haverá também a construção de um centro de distribuição. O plano prevê a geração de cerca de 500 empregos diretos e indiretos.
     
    De acordo com a empresa, os investimentos estão alinhados ao potencial de consumo de Minas Gerais e da região, onde a fábrica será instalada. Atualmente, a empresa atende direta e indiretamente mais de 2,5 milhões de consumidores e 20 mil clientes.

    Apesar da queda da produção no setor em 2013, tendo em vista o impacto inflacionário e a menor expansão da renda que segurou as vendas, as perspectivas da Lafis são de crescimento para o setor nos próximos anos, tendo em vista o impacto das fortes campanhas publicitárias de incentivo ao consumo das bebidas. Além disso, o aumento da renda per capita da população deverá impulsionar o crescimento do consumo de água mineral.

    O Governo Federal decidiu adiar o aumento da carga tributária sobre cerveja e refrigerante, previsto para o mês de outubro. O reajuste está previsto para meados de 2014. Em abril ocorreu um aumento dos impostos, e este seria o segundo deste ano. A carga tributária seria aumentada em 2%, incluindo IPI, PIS e Cofins.

    A queda do volume no consumo de cervejas no ano, que alcançou cerca de 1,8% no acumulado até agosto influenciou a decisão do governo, para que não houvesse um novo desistímulo ao consumo.

    Segundo as cervejarias, os preços das cervejas aumentaram em 2013, tanto pelo reajuste tributário de abril quanto pela alta dos custos atrelados ao dólar, em geral os insumos utilizados na produção que são importados que encareceram, dada a valorização do dólar.


    A Coca-Cola irá investir cerca de R$ 1 bilhão na construção de uma nova fábrica de bebidas no Rio de Janeiro. O início da operação está previsto para 2014, a escolha do município de Duque de Caxias se deu por uma escolha estratégica para a logística da empresa. 

    Com capacidade para produzir 1,2 bilhão de litros de bebidas por ano, a nova fábrica têm como objetivo suprir o aumento de demanda esperado durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016.


    A Coca-Cola Guararapes anunciou que investirá R$ 8,5 milhões na construção de um novo centro de distribuição em Caruaru (PE). O município é um importante ponto central de distribuição para Pernambuco e com isso, a empresa pretende dobrar o volume circulado até 2020 além de ampliar o número de clientes na região. A meta, segundo a empresa, é que o centro passe a atender 50 cidades, frente às 30 cidades atendidas atualmente, tornando-se a maior do interior e a mais moderna do Estado.

    A empresa atua nos estados de Pernambuco e Paraíba com quatro unidades fabris e quatro centros de distribuição, empregando atualmente cerca de 3,5 mil funcionários. Com a nova unidade, a estimativa é de que o número de funcionários da empresa em Caruaru suba de 315 para 418. As obras do novo prédio estão previstas para começar em novembro deste ano e devem ser concluídas em 12 meses. 

    A expansão da Coca-Cola Guararapes acompanha o incremento de vendas da marca na região, que registrou um crescimento de 10% ao ano nos seis anos instalados em Caruaru. As vendas do setor de refrigerante devem seguir em trajetória de crescimento nos próximos anos, dada a expansão da massa salarial e do aumento do rendimento médio da população, que influenciam no tamanho do mercado consumidor.


    A união entre Camil Alimentos, Cosan e a Gávea Investimentos poderá dar origem a uma gigante do mercado de alimentos. A nova empresa deverá ser composta por 30% de participação da Gávea Investimentos, 12% da Cosan e o restante ficará com a Camil. Pela associação, a Cosan deverá receber algo entre R$ 300 e R$ 400 milhões. O valor de mercado da nova companhia está previsto para ser algo próximo a R$ 3 bilhões.

    A associação entre as duas empresas (mais um fundo de investimento) reunirá, sob a tutela de uma única empresa, marcas de peso nos mercados de arroz, pescados e açúcar onde, Camil e Cosan, respectivamente, possuem grande fatia do mercado. Ademais, os ganhos previstos inicialmente com a sinergia das operações (principalmente com fretes, marketing e créditos fiscais) aproximam-se de R$ 50 milhões por ano.

    A inclusão de grande contingente populacional no ambiente urbano, principalmente em regiões da Ásia, África e América Latina, tende a aumentar consideravelmente a demanda mundial por alimentos. O Brasil é um importante player na produção agrícola e pode aproveitar desse aquecimento na procura por alimentos. A criação de gigantes neste nicho, pode reforçar a posição brasileira no mercado internacional.


    A norte americana General Mills, proprietária da marca de sorvetes Häagen-Dazs no Brasil, anunciou a aquisição da produtora brasileira de alimentos Yoki por aproximadamente R$ 1,75 bilhões mais R$ 200 milhões em dívidas da empresa. A conclusão do negócio deverá ser realizada ainda em 2012.

    A General Mills acredita que a adição da empresa brasileira ao seu portfólio poderá dobrar suas vendas na América Latina atingindo valores próximos à US$ 1 bilhão. Para tanto, a empresa buscará fortalecer marcas fortes do grupo como Yoki e Kitano além da expansão das marcas norte americanas do grupo, bem como a introdução de novos produtos no mercado brasileiro.

    A investida da General Mills corrobora com a perspectiva de crescimento do setor nacional de alimentos nos médio e longo prazos. Os ganhos salariais que as classes C/D/E vem auferindo nos últimos anos somada à busca por diversificação da cesta de consumo deste extrato social, tende a garantir bons retornos a este setor.


    A Rio de Janeiro Refresco, engarrafadora da Coca Cola, anunciou a construção de uma fábrica na região de São Gonçalo, área metropolitana da capital carioca. O valor aplicado será de R$ 700 milhões e faz parte dos planos para aumento de produção prevista pelos eventos esportivos até 2016, além de melhorias na unidade de Jacarepaguá e dos centros de distribuição. A ampliação dará capacidade para produção de até 1,2 bilhão de litros por ano.

    A decisão de investimento da Rio de Janeiro Refresco acaba sendo contraditória ao desempenho do setor, que vem apresentando baixos índices de crescimento, principalmente relacionados à região Sudeste. No entanto, os jogos esportivos da Copa do Mundo e Olimpíadas deverão estimular, momentaneamente, o consumo dos refrigerantes.


    A Spaipa, engarrafadora e distribuidora de produtos da Coca Cola, registrou no ano de 2011 um crescimento de 5,7% no volume produzido e 14% em sua receita, em relação a 2010.

    Com os bons resultados, acima da média que foi obtido pelo sistema Coca Cola Brasil, a engarrafadora anunciou investimentos de aproximadamente R$ 75 milhões para serem alocados em equipamentos, frota e armazéns. Com esse aporte, a empresa pretende aumentar suas vendas em cerca de 5%, o que pode ampliar sua receita aproximadamente em 10%. A engarrafadora atende a região do Paraná e interior de de São Paulo.

    Esses resultados positivos, no entanto, não refletem o desempenho do setor, que poderá encerrar o ano de forma estável em relação a 2010. O segmento sofreu com a alta de impostos em abril de 2011, além da queda das vendas justificada pelo verão menos quente e o carnaval fora de época. O setor também sofre com a substituição dos refrigerantes por bebidas mais saudáveis, como sucos e néctares.


    Aproveitando a agenda dos grandes eventos esportivos que ocorrem no país nesta década e o seu alcance aos diferentes níveis da população, a Coca Cola anunciou investimento de R$ 11 bilhões em ações de marketing no Brasil até a Copa de 2014, e um valor ainda maior será aplicado até as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Esse anúncio, embora em épocas de incertezas frente a um cenário externo, vai de encontro com o momento em que o Brasil está passando.

    Os investimentos dos próximos três anos que se darão em ações envolvendo mídia convencional, mídia social e promoção de eventos,  ultrapassam aqueles que foram destinados ao país nos últimos seis anos. O grande investimento da Coca Cola no país também vem aliado a um cenário propício de crescimento do Brasil, onde o faturamento no setor, tanto de água mineral como o de refrigerantes, tem alcançado bons índices de crescimento.  Para o segmento de refrigerantes no Brasil, a Lafis projeta um aumento do faturamento na ordem dos 10,16% em 2011.


    O grupo Pedra Branca, que tradicionalmente atua no setor de construção civil, anunciou investimentos de R$ 10 milhões no segmento de água mineral. A construção da engarrafadora será na cidade de Pedra Branca, em Santa Catarina, tendo como pretensão de vendas atingir cerca de 36 milhões de litros de água nos próximos 12 meses.

    A empresa tomou essa decisão baseada nos dados de crescimento do setor na região. O crescimento das vendas de água mineral engarrafada está fortemente relacionado com o aumento da renda da população, que deixa de consumir água de fácil disponibilidade por uma de maior valor agregado e maior teor de pureza.

    Como estratégia de consolidação no mercado, a Pedra Banca pretende colocar embalagens mais econômicas, com diferentes capacidades de volume em relação aos seus concorrentes. A empresa tem licença para explorar quatro poços que estão na cidade, mas por enquanto só está utilizando um. Da mesma forma, sua capacidade instalada atual já prevê um aumento da demanda até 2014.

    A Coca-Cola FEMSA anunciou no dia 30 de junho a instalação de sua mais nova fábrica: será em Itabirito, MG.  A indústria ocupará um terreno de 300 mil m2, com previsão de gerar mil novos empregos na região. Essa será a quinta maior fábrica do mundo da Coca-Cola, tendo a ampliação de sua capacidade produtiva no Estado de Minas Gerais de 1,4 bilhões para 2,1 bilhões de litros no ano.

    Os investimentos previstos nessa empreitada somam R$ 250 milhões, ou US$ 146 milhões. Os pequenos produtores locais de refrigerantes e tubaínas já brigam com o anúncio. Eles se uniram e formaram uma associação (Refri Brasil) para brigar por condições mais igualitárias de comércio, uma vez que investem de forma pesada no setor. Só no ano passado, os investimentos dos pequenos produtores somaram R$ 70 milhões em novas fábricas, produtos, logística e modernização da produção.

    Por outro lado, o município de Itabirito comemora. Com a construção da fábrica na região, além da geração de empregos, a indústria irá aumentar sua arrecadação e conseguirá independência em sua receita, antes vinculada de forma integral ao setor de mineração. De acordo com a prefeitura, apenas com ICMS em cima dos 2,1 bilhões de litros produzidos poderá arrecadar cerca de R$ 250 milhões ao ano, o que representa o dobro de arrecadação da cidade. A Coca-Cola,  preocupada com a escassez de mão de obra, acertou com a prefeitura um programa de formação de pessoal para atender a demanda da nova instalação.

    A Coca-Cola, por outro lado, tem pressa para crescer. A previsão é que a nova fábrica fique pronta no final do ano que vem (2012), para que possam aproveitar as altas vendas do verão.

     


    A Coca-Cola FEMSA anunciou no dia 30 de junho a instalação de sua mais nova fábrica: será em Itabirito, MG.  A indústria ocupará um terreno de 300 mil m2, com previsão de gerar mil novos empregos na região. Essa será a quinta maior fábrica do mundo da Coca-Cola, tendo a ampliação de sua capacidade produtiva no Estado de Minas Gerais de 1,4 bilhões para 2,1 bilhões de litros no ano.

    Os investimentos previstos nessa empreitada somam R$ 250 milhões, ou US$ 146 milhões. Os pequenos produtores locais de refrigerantes e tubaínas já brigam com o anúncio. Eles se uniram e formaram uma associação (Refri Brasil) para brigar por condições mais igualitárias de comércio, uma vez que investem de forma pesada no setor. Só no ano passado, os investimentos dos pequenos produtores somaram R$ 70 milhões em novas fábricas, produtos, logística e modernização da produção.

    Por outro lado, o município de Itabirito comemora. Com a construção da fábrica na região, além da geração de empregos, a indústria irá aumentar sua arrecadação e conseguirá independência em sua receita, antes vinculada de forma integral ao setor de mineração. De acordo com a prefeitura, apenas com ICMS em cima dos 2,1 bilhões de litros produzidos poderá arrecadar cerca de R$ 250 milhões ao ano, o que representa o dobro de arrecadação da cidade. A Coca-Cola,  preocupada com a escassez de mão de obra, acertou com a prefeitura um programa de formação de pessoal para atender a demanda da nova instalação.

    A Coca-Cola, por outro lado, tem pressa para crescer. A previsão é que a nova fábrica fique pronta no final do ano que vem (2012), para que possam aproveitar as altas vendas do verão.


    Pouco antes das mudanças anunciadas na tributação incidente sobre as bebidas (cervejas, refrigerantes e água engarrafada), que poderá representar um aumento em torno de 10% nos preços ao consumidor, a AB Inbev anunciou aumento dos seus investimentos no país e deverá destinar à ampliação das unidades produtivas nacionais cerca de R$ 2,5 bilhões em 2011, com foco na região Nordeste. No âmbito desse plano de investimentos, a fábrica de Pernambuco, orçada em R$ 260 milhões, é considerada a principal obra. A unidade deverá entrar em operação até setembro e já é vista como a maior da América Latina e a mais moderna do mundo.

    O foco na região se justifica pelo crescimento expressivo do consumo de refrigerante e cerveja da população nordestina, influenciado pela inserção de maior contingente no mercado de consumo de massa e pelo clima predominantemente semi-árido da região que favorece o consumo de bebidas. Considerando-se, ainda, que o transporte possui peso considerável na estrutura de custos das empresas pertencentes ao setor, por tais bebidas possuírem baixo valor agregado, com o aumento do consumo no Nordeste, os custos de transporte se tornariam ainda mais expressivos, mesmo em uma rede eficiente de distribuição, o que viabiliza a construção de fábricas mais próximas ao centro consumidor.

    Os investimentos da AB Inbev no Brasil mantém, portanto, trajetória crescente. Em 2009, foi investido R$ 1 bilhão e, em 2010, R$ 2 bilhões. Assim, sob as condições favoráveis do cenário interno, a organização pretende aumentar a sua participação no mercado brasileiro e, para tanto, direciona seus investimentos à ampliação da sua capacidade de produção, inovações de produto e publicidade. Atualmente, o Brasil é o quarto país que mais consome as cervejas e os refrigerantes da AB Inbev. Nesse ranking, a primeira posição é ocupada pela China, seguida pelos Estados Unidos e pela Rússia.

    A Femsa anunciou direcionamento de US$ 300 milhões, equivalente a cerca de R$ 500 milhões, em forma de investimentos no Brasil. O montante, que representa um aumento de 50% frente aos investimentos realizados em 2010, será alocado na ampliação da capacidade produtiva da fabricante, na melhora da sua rede de distribuição e em desenvolvimento de produtos. A Femsa é a maior fabricante da Coca-Cola na América Latina, sendo responsável por 28% da fabricação dos produtos da marca no Brasil e pela distribuição destes nas cidades de São Paulo, Campinas e Santos, no estado de São Paulo, além do estado do Mato Grosso do Sul, parte de Goiás e grande parte de Minas Gerais.

    O investimento será realizado em um momento de aquecimento do mercado nacional de bebidas, tanto alcoólicas quanto não alcoólicas. Segundo pesquisa da Nielsen divulgada pelo Brasil Econômico, o mercado de bebidas foi o que mais cresceu em 2010 dentre diversos segmentos de bens de consumo; espera-se que esse crescimento seja consistente ao longo dos próximos anos. A dinâmica no consumo de bebidas foi estimulada por diversos aspectos, tais como o maior poder de compra da população, os investimentos realizados pelas empresas do setor, com destaque para a realização de inovações incrementais, no sabor e nas embalagens, por exemplo. Não obstante o robusto crescimento observado no segmento de refrigerantes em 2010, considera-se ainda que haja uma boa margem de crescimento para o consumo desse tipo de bebida, especialmente, pelas melhores condições de distribuição de renda.

    Diante disso, os recursos planejados pela Femsa serão direcionados a aspectos cruciais para a atividade. O aumento da capacidade de produção da indústria deverá ser acompanhado por investimentos em inovações de produto, visando estimular a demanda através da captação das preferências dos consumidores. A importância da realização de inovações no segmento é estimulada pela sua própria estrutura de mercado, onde as grandes empresas concorrem com os fabricantes regionais. Diante da maior renda da população, aspectos além do preço, como por exemplo, relativos à praticidade, qualidade e a marca do produto final ganham relevância na conquista de novos consumidores. A eficiência da rede de distribuição é, também, aspecto que deve deter a atenção das empresas do setor, uma vez que, por ser um produto inerentemente de baixo valor agregado, os custos de transporte tem considerável relevância nos custos totais das distribuidoras de refrigerantes.

    O grupo Schincariol, cuja participação de mercado no Brasil atinge 4,0% no setor de refrigerantes e 12,3% em cerveja, tem na Argentina seu mais novo mercado de exportação. A companhia pretende embarcar para o país a cerveja premium Nobel e o refrigerante de guaraná Schin.

     A fabricante de bebidas já exportava para o Uruguai, Bolívia, Paraguai e Colômbia, mas estes mercados são menores que o Argentino. A intenção da companhia é ganhar conhecimento necessário para a expansão do portfólio de produtos no país. Nesse sentido, a organização irá se inserir na Argentina com apenas duas marcas e, dependendo do resultado, partirá para a expansão da oferta. Ademais, o desempenho no país também servirá para a consolidação da expansão da indústria em mercados ainda não explorados.

     A maior presença na América Latina caracteriza a intensificação do processo de internacionalização da companhia, que ocorre em paralelo com o de outras indústrias nacionais, como a Ambev, integrante da AB-InBev, maior grupo cervejeiro do mundo.

    A Nestlé, líder mundial do segmento de água mineral, anuncia a compra da sua segunda unidade produtiva no Brasil, ambas localizadas em São Paulo. O objetivo explícito da empresa é aumentar a sua participação no mercado paulista e, posteriormente, estender a sua atuação para o mercado nacional, se tornando líder do segmento no país.

    Esse movimento estratégico faz parte dos planos de expansão da empresa no segmento, principalmente nos países emergentes, mercado com grande potencial de crescimento e onde sua participação ainda é baixa. As vendas da empresa na América Latina responderam por 3,2% das vendas totais, enquanto a participação da América do Norte e da Europa foi bem maior: cerca de 39,2% e 49,1%, respectivamente.

    No Brasil, esse mercado é bastante pulverizado e, portanto, a participação da Nestlé, com as suas principais marcas, a Pureza Vital e a Levíssima, ainda é pequena. No entanto, a maior atuação não somente da Nestlé, como também da Danone, com a marca Bonafonte, tende a dinamizar o setor.


    Após adquirir três empresas gaúchas do setor alimentício, quais sejam, Mu-Mu, Wallerius e Neugebauer, a Vonpar, franqueada da Coca-Cola e distribuidora do portfólio Femsa no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, criou sua Divisão de Alimentos, marcando o início da diversificação dos segmentos de atuação da organização.

    O novo braço da organização já nasce internacionalizado, pois tanto a Wallerius e a Neugebauer têm presença em mais de 30 países. As três unidades produtivas empregarão mais de 1.000 funcionários e totalizarão um faturamento de aproximadamente R$ 300 milhões.

    Tal estratégia de diversificação mostrou-se bem sucedida no caso da PepsiCo., que ingressou no segmento de salgadinhos (Elma Chips e Lucky), achocolatados (Toddy e Toddynho), bebidas esportivas (Gatorade e Propel), pescados (Coqueiro) e água de coco (Trop Coco e Kero Coco). Por usufruírem redes de distribuição similares e por poderem compartilhar alguns insumos, é possível a ocorrência de ganhos de sinergia, com significativa redução de custos.


    O Grupo Simões, responsável pelo engarrafamento e distribuição dos produtos Coca-Cola na região Norte do Brasil, anunciou o fechamento de sua unidade produtiva em Santarém (PA), desativada desde o início deste mês.
     A produção foi transferida para as plantas de Belém e Manaus, e de acordo com o Grupo, essa medida não teve qualquer relação com a crise econômica, mas sim com um estudo de viabilidade econômica-financeira que comprovou a inviabilidade da fábrica. Especula-se que o fechamento foi impulsionado por um erro na impressão do valor sugerido nas tampas de garrafas de 300 ml. Estas indicavam R$ 0,50, mas os supermercados vendiam o produto a R$ 1,00, enquanto os cartazes de divulgação da Coca apontavam R$ 0,75. O lote teve de ser retirado de circulação. A fábrica era franqueada da Coca-Cola há 35 anos.