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  • pneus, empresas do setor pneus, empresas do segmento pneus, setor pneus, segmento pneus, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Lais Cristina

    A Pirelli, quinta maior empresa de pneus no mundo, anunciou esta semana um plano de investimento no montante superior a US$600 milhões para toda a América Latina para o período 2011 a 2013, sendo que do total cerca de US$ 300 milhões serão investidos no Brasil, valor recorde para a empresa quando comparado aos planos de investimento anterior.

    O novo investimento tem como alvo, a manutenção da liderança da marca no Brasil para os próximos anos, visando a crescente demanda por pneus no mercado nacional. Não serão criadas fábricas novas, planeja-se a ampliação das cinco plantas existentes no país que se localizam em: Feira de Santana (BA), Gravataí (RS), Sumaré (SP), Campinas (SP) e Santo André (SP). Com os investimentos a empresa espera ampliar a produção de pneus para o segmento de automóveis em 30 %; agrícolas em 20 % e caminhões em 30%. Segundo os executivos da empresa, a produção destinada a exportação (cerca de 3 milhões de pneus) será gradativamente repassada para a alimentação do mercado interno, sendo que o mercado externo passará a ser garantido pelos novos investimentos no México.

    A estratégia da Pirelli está alinhada às tendências observadas em toda cadeia produtiva do setor automobilístico, ou seja, a forte expansão dos investimentos visando uma manutenção do bom desempenho do setor no médio prazo. A produção de pneus, em 2010, deverá apresentar uma expansão de aproximadamente 12,2% em relação a 2009, portanto, este investimento é fundamental para que a Pirelli mantenha a liderança frente aos seus concorrentes. Cabe ressalvar que os novos investimentos apostam na capacidade de crescimento do mercado interno em detrimento as exportações, uma vez que a base de exportadora da empresa passará a ser a planta mexicana que também receberá aportes. Tal estratégia no médio prazo pode se mostrar desvantajosa para a Pirelli uma vez que esta ficará muito dependente do desempenho do mercado interno que pode mostrar sinais de esgotamento em decorrência de possíveis desequilíbrios macroeconômicos que começam a se apresentar.