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    Em sua última Nota Técnica, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) apresentou dados preliminares sobre o panorama econômico do país vivido em 2020 e seus efeitos no setor de saúde e nacional. Neste contexto, observou-se uma ampliação no número de hospitais no Brasil, com crescimento de 4,3% entre 2019 e 2020, alcançando 6.300 unidades. Tal resultado foi puxado principalmente pelo setor público (+10,5%, totalizando 2.644 hospitais), enquanto no setor privado, com fins lucrativos, o crescimento foi de apenas 0,43% (1.868 entidades empresariais).

    No que diz respeito ao número de leitos, este aumentou 45.172 unidades em 2020, alcançando 506.880 leitos em todo o país. Este crescimento foi proporcionado pelo avanço em todas as esferas: administração pública (17,3%), entidades empresariais (6,1%) e sem fins lucrativos (5,0%). Quando separado por tipo de leito, nota-se aumento tanto do número de leitos de internação (4,36%) quanto de leitos complementares (46,8%), sendo este último mais expressivo para atendimento dos pacientes com Covid-19.

    Os dados do perfil epidemiológico dos hospitais associados apontaram uma queda de 4% no total de internações em 2020, com perceptível aumento na participação das internações relacionadas a doenças infecciosas – onde está classificada a Covid-19 – cuja participação percentual passou de 3% em 2019 para 6,4% em 2020. Ao mesmo tempo, observou-se que as doenças dos aparelhos respiratório, digestivo e circulatório foram as que mais perderam participação relativa no total de internações. Estes dados mostram uma mudança no perfil das internações em meio à pandemia, uma vez que muitos pacientes crônicos deixaram de recorrer aos serviços de saúde com receio de contágio pelo vírus.

    Por fim, essa combinação de fatores impactou diretamente os indicadores de gestão operacional dos hospitais associados à Anahp, reduzindo significativamente a taxa de ocupação de leitos nos hospitais, que entre 2017 e 2019 ficou acima de 75%, mas foi de apenas 67,7% em 2020. Financeiramente, os impactos também foram negativos, uma vez que, com o adiamento dos procedimentos eletivos, houve queda de receita e, uma vez que a maior parte dos custos são fixos, as despesas chegaram a ultrapassar as receitas, impactando a margem EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que chegou a ser negativa em abril de 2020, período mais crítico da pandemia no respectivo ano.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues