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    Desde janeiro, a gasolina vendida pela Petrobras acumula alta de 34,7%, enquanto o diesel, combustível mais demandando, principalmente por causa da frota de caminhões que transporta a maior parte das mercadorias pelo país, acumula elevação de 27,7% no mesmo período. Apenas em 2021, a gasolina sofreu quatro reajustes e o diesel três; esse movimento é reflexo da alta observada no preço petróleo nos últimos dias, na esteira da melhora dos ânimos econômicos no mundo diante da vacinação. Adicionalmente, a taxa de câmbio no atual patamar, intensifica a alta dos preços, pois o Brasil vem reduzindo sua capacidade de refino interno e importando mais diesel, principalmente dos EUA. Além disso, o Brasil importa parte do petróleo que consume pela qualidade do produto.

    O presidente da República vinha dando sinais publicamente do seu descontentamento em relação aos reajustes promovidos pela estatal, principalmente diante de novas ameaças de paralisações por parte dos caminhoneiros, o que trouxe a memória amarga da greve de 2018, quando o então ainda candidato Jair Bolsonaro apoiou o movimento. A substituição no comando da companhia na semana passada veio junto às críticas quanto à condução da política de preços, além de ataques do presidente Bolsonaro ao trabalho remoto por parte da diretoria.

    Como reflexo da mudança na presidência da empresa, o mercado reagiu negativamente derrubando as cotações dos papéis da companhia no início da semana. As ações da Petrobras caíram mais de 21,5% só na segunda-feira (22) e a companhia chegou a perder R$ 102,5 bilhões em valor de mercado desde sexta-feira (19). Ainda é cedo para saber para qual lado vai o general Joaquim Silva e Luna, que assumirá o lugar de Castello Branco e ainda aguarda deliberação do conselho; mas certamente haverá mudanças na política de preços, ao menos no que diz respeito ao escalonamento e prazos de reajuste dos preços. Enquanto isso, a inflação, principalmente de alimentos e combustíveis, corrói a renda do brasileiro, comprimida desde o início da pandemia.

    Analista responsável Marcos Henrique