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    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    Sabidamente, salvo poucas exceções, a crise sanitária que assola o mundo traz impactos negativos em quase todas as cadeias produtivas ao redor do globo. 

    E com o setor de celulose não foi diferente. Os preços da celulose de fibra curta, que já se encontravam em baixos níveis desde meados de 2019, seguiram em trajetória de queda no mercado internacional, particularmente na China, em quase o ano inteiro na esteira da elevação dos estoques globais e da forte queda do consumo global de papéis de imprimir e escrever e outros importantes demandantes de celulose como o setor da construção civil.

    No entanto ao fazer um olhar para o médio e longo prazo, a visão muda bastante, já que o nosso setor é altamente competitivo com relação à nossa capacidade de geração de celulose de fibra curta de eucalipto. Isso dá vantagem à indústria brasileira. 

    Primeiro porque ela tem um custo operacional mais baixo do que o mercado, o que nos deixa com uma margem de manobra em relação ao preço da celulose. Se no resto do mundo o custo operacional está mais ou menos em US$ 500 a tonelada, no Brasil fica entre US$ 430 e US$ 450. 

    Isso nos garante uma visão muito confortável a longo prazo, pois com os preços internacionais da celulose trafegando abaixo de US$ 500, algumas unidades concorrentes necessariamente irão fechar, como já aconteceu no norte da Europa. Assim, há menos pressão de oferta e menos competição à indústria nacional, desde que as empresas brasileiras saibam lidar com margens reduzidas a curto prazo. 

    Especialista do Setor Felipe Souza