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    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2008
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza

    Foi anunciado esta semana o plano de investimento da Suzano Papel e Celulose, que pretende implantar três novas unidades na Região Nordeste do país. O objetivo é ampliar a capacidade de sua produção de celulose dos atuais 2,9 milhões para 7,2 milhões de toneladas/ano, no intervalo de 2008-2015. Os Estados do Maranhão e Piauí foram os escolhidos para a implantação de duas unidades, estando em aberto a localização da terceira planta, mas que será também no Nordeste.
    A região vivencia expressivo crescimento da capacidade de consumo, favorecido por projetos de renda mínima, como o Bolsa Família. No entanto o investimento anunciado pela Suzano não visa o mercado interno, mas sim as vantagens comparativas da região como plataforma exportadora, sendo mais próxima de mercados do hemisfério norte e do Canal do Panamá, não apresentando externalidades negativas vindas da saturação dos portos, custo elevado da aquisição de área de plantio de eucalipto e altos fretes de transporte, todos presentes nas regiões Sul e Sudeste do país. A empresa terá como apoio o transporte ferroviário oferecido pela VALE, através da Estrada de Ferro Carajás, que ligará a fábrica às possibilidades portuárias do Nordeste, à um custo de frete cerca de 50% inferior ante a opção rodoviária.
    Remetendo aos princípios da colonização, o Nordeste reforça sua vocação exportadora, favorecido por sua localização geográfica e produtividade favorável das terras, entretanto, a região apresenta um déficit histórico em infra-estrutura, atualmente combatido através de investimentos logísticos integralizadores. À medida em que tal problema seja minimizado a região tornar-se-á destino de projetos com perfis semelhantes ao anunciado pela Suzano, sobretudo àqueles voltados à produção de commodities.