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    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2015
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    Com a desvalorização do Real frente ao Dólar, aliado à um momento de alta dos preços internacionais de celulose, criou-se um cenário muito positivo para o setor de papel e celulose. 

    Se num primeiro momento este prognóstico aparenta ser contraditório ao momento que o Brasil vive, dado o declinante desempenho do setor industrial e da economia como um todo, a desvalorização do Real provocou um aumento da competitividade das empresas nacionais (uma vez que a produção nacional ficou relativamente mais barata para o cliente externo já que a celulose é cotada internacionalmente em Dólar), que aproveitaram e deslocaram parte de sua produção para o mercado externo.  É por tais razões que de janeiro até abril a produção nacional de celulose se expandiu 4,3% e as exportações cresceram substanciais 12,7% frente aos resultados obtidos no mesmo período do ano passado.

    É baseado neste cenário que diversas empresas do setor já estão se movendo para aproveitar esta oportunidade e aumentar o faturamento. A Suzano e a Klabin tirarão o País da condição de importador de cerca de 400 mil toneladas ao ano de celulose fluff (usada na fabricação de fraldas descartáveis e absorventes femininos) para exportador ao anunciarem que produzirão ao total, 500 mil toneladas desse tipo de celulose nos próximos anos.

    No mesmo sentido, a Fibria divulgou a construção de uma nova linha de produção de celulose em Três Lagoas (MS), com investimento estimado em 7,7 bilhões de reais. Esta unidade, que terá foco no mercado de exportações, produzirá cerca de 1,75 milhão de toneladas de celulose branqueada de eucalipto. A expectativa é que a nova linha industrial inicie produção no quarto trimestre de 2017 e pode ser considerada uma resposta dias depois que a rival Eldorado anunciou o início de construção de uma nova linha de produção de celulose também em Três Lagoas, com capacidade para 2 milhões de toneladas por ano e que consumirá investimentos de 8 bilhões de reais.

    Analista do Setor: Felipe Sanches