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    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2026
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza

    Em 2025, o setor de celulose enfrentou uma conjuntura de forte volatilidade nos preços de venda, marcada por uma correção severa no primeiro semestre.

    Isso se deu por alguns motivos:

    Internamente, a produção nacional atingiu níveis recordes, impulsionada principalmente pela maturação de grandes projetos. O destaque foi a unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo (Projeto Cerrado), que operou em plena carga e superou sua capacidade nominal.

    Internacionalmente, o que se observou fora a elevação dos estoques globais, provocado justamente pelo descompasso entre a entrada em operação de novas capacidades produtivas na América do Sul e uma demanda fragilizada em mercados maduros. Esse excedente de oferta forçou o redirecionamento de cargas e o acúmulo de celulose nos portos, exercendo uma pressão deflacionária que só começou a ser revertida no fim do ano com o fechamento de fábricas de alto custo e paradas para manutenção.

    Já em 2026, o mercado passa por uma fase de acomodação e transição gradual nos preços e volumes. No primeiro semestre de 2026, a produção nacional se reduziu, a fim de reverter o movimento de sobreoferta de celulose e, ao que parece vem conseguindo reduzir os estoques.

    Assim, esse recuo nos estoques globais ao longo do ano acabou abrindo espaço para um reequilíbrio mais rápido das cotações. Grandes produtoras nacionais anunciaram novas rodadas de reajustes contratuais na virada do segundo semestre, forçando os preços de referência da fibra curta a buscarem o início de uma recuperação tanto no mercado europeu, quanto no asiático.

    Analista responsável Felipe Souza