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  • mineração, empresas do setor mineração, empresas do segmento mineração, setor mineração, segmento mineração, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2026
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Larissa Curvelo

    O ano de 2025 registrou recorde histórico nas exportações brasileiras de minério de ferro, em termos de volume, conforme dados da Secex (Secretaria de Comercio Exterior). Pela primeira vez, o país alcançou a marca de 416 milhões de toneladas embarcadas, um aumento de 7% em relação a 2024. Em valores, o minério de ferro foi o terceiro produto mais exportado pelo país, somando US$ 28,9 bilhões, queda de 2,95%, atrás do petróleo e soja.

    O avanço das exportações foi impulsionado pelo aumento da produção de grandes mineradoras, como a Vale, e pela forte demanda da China, principal destino do minério brasileiro. A China respondeu por cerca de US$ 19,5 bilhões, o equivalente a 67% do total exportado. Outros mercados asiáticos também contribuíram para o desempenho do setor, reforçando a dependência regional da demanda.

    Outro destaque foi a Índia, que voltou a importar minério de ferro brasileiro em 2025. Esse movimento está associado à expansão da indústria siderúrgica do país, que tem ampliado a produção de aço para atender ao crescimento da infraestrutura, da construção civil e da atividade industrial. Além disso, políticas do governo indiano voltadas à urbanização, obras públicas e transição energética têm elevado o consumo de aço, e consequentemente de minério.

    Para 2026, a expectativa é de relativa estabilidade no volume exportado, indicando manutenção da oferta elevada. Por outro lado, a desaceleração da demanda global, especialmente na China, aliada ao aumento da oferta internacional (como novos projetos na África) tendem a pressionar os preços. Na prática, sugere que o Brasil continuará como um dos protagonistas globais em volume exportado.

    Adicionalmente, fatores geopolíticos, como tensões no Oriente Médio, podem elevar os custos de produção e logística, sobretudo devido à alta nos preços do petróleo. Esse cenário pode interromper a trajetória recente de queda nos prelos do minério de ferro, somado a movimentos pontuais como a desestocagem chinesa. Diante disso, o setor deve permanecer atento à volatilidade externa, que seguirá como variável-chave para o desempenho das exportações.

    Analista Responsável Larissa Curvelo