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  • mineração, empresas do setor mineração, empresas do segmento mineração, setor mineração, segmento mineração, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A pandemia da COVID-19 causou uma reviravolta econômica sem precedentes em todo o mundo. Empresas de todos os setores enfrentaram desafios significativos, desde restrições de operação até mudanças nos hábitos de consumo dos clientes.

    Nesse cenário de recuperação, é crucial que as empresas estejam preparadas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgem. E uma ferramenta valiosa para essa preparação estratégica é a análise setorial.

    Compreender as tendências do mercado, as mudanças de comportamento do consumidor e as demandas emergentes torna-se essencial para se posicionar de forma inteligente e competitiva.

    Este texto explora a importância da análise setorial como uma poderosa aliada das empresas na retomada econômica, e como a análise setorial pode ajudar as organizações a identificar oportunidades, mitigar riscos e tomar decisões informadas que impulsionem seu crescimento.

    Prepare-se para desvendar os segredos por trás da análise setorial e descubra como essa ferramenta estratégica pode levar sua empresa a um novo patamar de sucesso.

     

    Entendendo a retomada da economia e o papel da Análise Setorial

     

    Após um período desafiador de incertezas e instabilidades, a retomada econômica pós-pandemia já se tornou uma realidade.

    No entanto, é importante compreender que o cenário econômico atual é marcado por mudanças significativas nos comportamentos de consumo, nas dinâmicas de mercado e nas demandas dos clientes.

    As empresas que desejam se destacar nesse novo contexto precisam adotar uma abordagem estratégica, antecipando-se às transformações do mercado e se adaptando rapidamente. É aqui que a análise setorial desempenha um papel fundamental.

    A análise setorial permite que as empresas compreendam em profundidade o panorama do seu setor de atuação. Ela vai além da análise macroeconômica geral e mergulha nas especificidades de cada segmento, identificando as principais tendências, desafios e oportunidades que surgem durante a retomada econômica.

    Ao entender os fatores-chave que impulsionam o crescimento do setor, as empresas podem ajustar suas estratégias, reposicionar seus produtos e serviços e se adaptar às novas demandas dos consumidores.

    Além disso, a análise setorial ajuda as empresas a avaliarem a competitividade do mercado, identificando os principais concorrentes e suas estratégias. Com base nessas informações, é possível desenvolver estratégias diferenciadas, encontrar nichos de mercado pouco explorados e conquistar uma vantagem competitiva.

    Em suma, a análise setorial permite que as empresas estejam à frente da curva, antecipando-se às mudanças do mercado e tomando decisões fundamentadas. Na próxima seção, exploraremos em detalhes como essa ferramenta valiosa pode ser aplicada de forma eficaz, fornecendo vantagens estratégicas e impulsionando o crescimento empresarial na retomada econômica pós-pandemia.

    A análise setorial desempenha um papel crucial na tomada de decisões estratégicas das empresas durante a retomada econômica pós-pandemia. Ela oferece uma visão aprofundada das tendências e mudanças que estão moldando o mercado, permitindo que as empresas compreendam o cenário em que estão inseridas e se posicionem de maneira estratégica.

     

    Benefícios da Análise Setorial para as empresas

     

    Ao adotar uma abordagem estratégica baseada na compreensão das tendências e mudanças do mercado, as empresas podem obter vantagens significativas. Vejamos alguns dos benefícios-chave da análise setorial:

     

    Identificação de oportunidades de crescimento: permite que as empresas identifiquem oportunidades emergentes e nichos de mercado pouco explorados – o que permite a possibilidade de direcionar seus recursos e esforços para o desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores, atendendo às necessidades específicas dos clientes.

     

    Tomada de decisões informadas: Com acesso a dados e informações precisas sobre o setor, as empresas podem tomar decisões estratégicas fundamentadas, permitindo que empresas se adaptem rapidamente às mudanças do mercado.

     

     

    Vantagem competitiva: A análise setorial ajuda a identificar os pontos fortes e fracos dos concorrentes, bem como as lacunas no mercado que podem ser aproveitadas. Isso permite que as empresas se posicionem de forma única, atendendo às necessidades dos clientes de maneira mais eficaz do que seus concorrentes.

     

    Mitigação de riscos: auxilia na identificação de riscos e ameaças que podem afetar o desempenho das empresas. Ao antecipar esses desafios, as empresas podem desenvolver estratégias de mitigação adequadas e estar preparadas para enfrentar obstáculos.

     

    Aproveitamento das tendências de mercado: as empresas podem se adaptar de maneira proativa e capitalizar as oportunidades que surgem, ajustando-se rapidamente às mudanças nos comportamentos do consumidor, nas demandas de mercado e nas inovações tecnológicas.

     

    A análise setorial é uma ferramenta poderosa para as empresas que deseja estar sempre prontas aos desafios do seu mercado.

    Ao identificar oportunidades de crescimento, mitigar riscos, adaptar a estratégia de negócios e conquistar uma vantagem competitiva, as empresas estarão bem posicionadas para se destacar no mercado e alcançar o sucesso.

    Lembre-se de que a implementação da análise setorial requer uma coleta cuidadosa de dados, análises aprofundadas e monitoramento contínuo. Além disso, contar com especialistas nessa área, como a LAFIS, pode fornecer um apoio valioso na interpretação dos dados e na orientação estratégica.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O ano iniciou com queda no faturamento do setor mineral. Entre janeiro e março a indústria apurou ganhos de R$ 54,6 bilhões, uma queda de 6% em comparação ao primeiro trimestre de 2022. Apenas Minas Gerais, responsável por 40% do faturamento, teve queda de 4% no mesmo período, mesmo assim retomou o primeiro lugar, à frente do estado do Pará que faturou R$ 18,8 bilhões (34% do resultado). Demanda mais fraca e fatores climáticos como as chuvas acima da média impactaram a produção de minas à céu aberto, de acordo com o balanço.
    No que diz respeito às exportações, o resultado foi mais satisfatório como afirma o relatório: “as exportações do segmento somaram 78,5 milhões de toneladas entre janeiro e março, alta de 4,2% em relação ao mesmo intervalo de 2022. Já as vendas externas de minério de ferro alcançaram 75,2 milhões de toneladas, avanço de 4,3% na mesma comparação.” Os dirigentes do Ibram também falaram sobre as preocupações acerca dos custos provocados por taxas regionais incidentes sobre a mineração, criadas por governos estaduais e municipais. Para o Ibram, o movimento tem colocado a competitividade do setor em xeque.
    Neste sentido, a aprovação da lei que levou à criação do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra) pelo estado do Goiás tem sido alvo de críticas por parte do setor. De acordo com o diretor-presidente do instituto, No Brasil, há um consenso de não tributar nossas exportações, o que é fundamental para a balança comercial e para o desenvolvimento industrial de todos os setores. "A lei aprovada em Goiás nos impacta porque nos tira competitividade, nos tira mercado, nos tira investimentos e gera insegurança jurídica. Se for referendada pelo STF, vai viralizar em outros estados e será uma ameaça para as exportações de qualquer setor". Na mensagem ainda se destaca que o Fundeinfra geraria um impacto de R$ 160 milhões ao ano na produção mineral de ferroligas, cobre e ouro.

    Analista Responsável Marcos Henrique

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2022
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    No último mês de março, a Câmara dos Deputados aprovou a urgência para votação do projeto de lei 191/2020, que autoriza mineração em terras indígenas. Na prática, a aprovação do requerimento de urgência acelera a tramitação da proposta, que agora pode ser votada diretamente no plenário da Casa, sem passar por comissões temáticas. O projeto entrou no radar do Congresso com a eclosão da guerra entre Rússia e Ucrânia, conflito que trouxe à tona a discussão sobre a dependência do Brasil em relação às importações de fertilizantes.
    O objetivo seria permitir que reservas de potássio possam ser exploradas nesses territórios a fim de se garantir a produção de fertilizantes para o agronegócio, embora não haja garantia de que se encontrará o minério nessas áreas. Entre outras coisas, a proposta prevê regras para a mineração, exploração de hidrocarbonetos, como petróleo, e a geração de energia elétrica em terras indígenas. A polêmica é tão grande em torno do caso que nem mesmo o Ibram a defende e, de acordo com comunicado recente, a legislação "não é adequada para os fins a que se destina", ou seja, para regulamentar o trecho da constituição que prevê que esse tipo de atividade possa ser realizado em terras indígenas. 
    Além disso, as empresas do setor defendem maior debate, inclusive com as populações indígenas. No mesmo sentido, a maior mineradora brasileira também se pronunciou por meio de comunicado à imprensa: “A Vale considera que o PL 191/2020 não atende ao objetivo de regulamentar o dispositivo constitucional que prevê a possibilidade de atividades econômicas, entre elas a mineração, em terras indígenas no Brasil. A atuação da Vale é norteada pelo respeito aos direitos dos povos indígenas e a empresa entende que a mineração em terras indígenas só poderá ser realizada mediante o Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI) dos próprios indígenas e ancorada em um marco regulatório que contemple a participação e a autonomia dos povos indígenas.”
    A despeito das latentes necessidades de ampliação da oferta de diversos insumos à indústria brasileira, o caso ainda deverá gerar muita polêmica.

    Especialista do Setor Marcos Henrique

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Os preços do minério de ferro tiveram comportamento oscilante ao longo deste ano, sendo que a tonelada de minério com 62% de teor de ferro chegou a atingir US$ 244,44 no porto chinês de Qingdao em maio, um recorde para a série histórica. Isso foi importante para melhorar o resultado das empresas exportadoras de minério como, por exemplo, a Vale. A mineradora divulgou lucro líquido de US$ 7,586 bilhões no segundo trimestre de 2021, uma alta de 662% ante o lucro de US$ 995 milhões apresentado um ano antes. Em relação ao primeiro trimestre deste ano a alta foi de 36,78%. 

    No entanto, na tentativa de conter os preços da commodity e, também, com objetivo de reduzir a emissão de CO2 decorrente da produção siderúrgica, o governo chinês interveio no mercado, restringindo operações em regiões importantes do país. Hoje, para cada tonelada de aço produzida, são emitidas 2,1 toneladas de CO2. A média mundial é de uma tonelada de aço por 1,8 tonelada de CO2. As medidas, todavia, surtiram efeito, pois até junho o desempenho do setor era positivo, mas no mês seguinte a produção recuou 8,6% e, em agosto, a queda foi ainda mais intensa (12%). 

    De acordo com matéria do Valor Econômico, a meta do país asiático é manter a produção de 2021 estável em comparação ao ano passado, quando a China produziu pouco acima de 1 bilhão de toneladas de aço. A expectativa de calote da empresa do setor imobiliário, Evergrande Group, também foi um fator a pressionar as cotações para baixo. A queda do preço do minério de ferro acumula queda de 33% em 2021, a despeito dos picos recordes registrados nos meses anteriores, mas ainda sim a principal commodity exportada pelo Brasil neste ano deverá se manter acima dos US$ 100 a tonelada.

    Analista Responsável Marcos Henrique

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    No primeiro semestre do ano, o Brasil exportou 167 milhões de toneladas de minério de ferro e seus concentrados, o que representa alta de 15% em comparação ao mesmo período de 2020. Apenas a China foi responsável por 64,5% das compras, seguida por Malásia (7%), Bahrein (4%) e demais países. De acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o faturamento das mineradoras brasileiras subiu 98% no primeiro semestre de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado. 

    De acordo com diretor-presidente do Ibram, “há um ciclo positivo de valorização cambial e dos preços internacionais dos minérios, o que evidencia o potencial da mineração do Brasil em gerar contribuições econômicas aos municípios, estados e ao país como um todo, por meio de divisas, de recolhimento de tributos, de royalties, pela geração de empregos e pela movimentação de extensas cadeias produtivas.”

    Como reflexo do momento atual da mineração, cabe destacar o desempenho recorde da Vale. A mineradora divulgou recentemente lucro líquido de US$ 7,586 bilhões no segundo trimestre de 2021, uma alta de 662% ante o lucro de US$ 995 milhões apresentado um ano antes. Em relação ao primeiro trimestre deste ano a alta foi de 36,78%. No que diz respeito à produção, a empresa registrou 75,7 milhões de toneladas de minério de ferro no mesmo período, o que representa alta de 11,3% ante o primeiro trimestre deste ano. Já a receita líquida de vendas da companhia registrou aumento de 121,8% na comparação com o período entre abril e junho do ano passado, atingindo agora US$ 16,675 bilhões. Em comparação ao trimestre anterior houve uma alta de 32%.

    Neste sentido, o setor der mineração deve obter resultados recordes para ano de 2021, desempenho com potencial para se estender ao longo dos próximos anos, estimulando novos investimentos por todo o país.
    Analista responsável Marcos Henrique

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O ano de 2021 começou bem para o setor de mineração, que viu os preços da sua principal matéria prima, o minério de ferro, dispararem, ultrapassando a marca histórica de US$ 200/tonelada. A tonelada de minério com 62% de teor de ferro chegou a atingir US$ 244,44 no porto chinês de Qingdao, acumulando alta superior a 40% no ano até 17/05. Até o dia 19/05, porém, houve desvalorização da commodity, ainda sim mantendo a valorização de 2021 em patamar elevado (32%). Estoques mais baixos nos portos do país asiático e demanda intensa por aço naquele país, segue garantindo margem atrativa ao setor siderúrgico, o que se revela positivo para o Brasil.

    Em linha com este movimento, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), estima que as receitas de exportação de minério de ferro devam crescer cerca de 60% neste ano, totalizando US$ 41,25 bilhões. Em complemento, a associação destaca que o Brasil deve encerrar 2021 com um superávit comercial em máxima histórica de todos os produtos, de quase US$ 80 bilhões, superando a marca de 2017 (US$ 67 bilhões), ano em que o país teve também uma safra recorde. Os preços altos associados à demanda intensa e o câmbio desvalorizado são os principais fatores a explicar tal desempenho; soja e minério, por sua vez, correspondem a cerca de 1/3 das exportações totais do país, o que certamente darão contribuição importante neste ano.

    O recrudescimento da pandemia no primeiro trimestre no Brasil acendeu o alerta no que diz respeito à recuperação mais intensa da atividade econômica. Por outro lado, a Lafis vem destacando em seus relatórios que o campo brasileiro continua sendo o ponto fora da curva. Expansão da área produzida e crescente produtividade associada à tecnologia, as commodities continuam a trazer bons resultados ao país. Adicionalmente, a recuperação da indústria global, mais particularmente chinesa, representam um importante fator dinamizador das exportações desses produtos, especialmente de minério de ferro. Tais eventos explicam, também, a necessidade de uma política de regulamentação mais efetiva para o setor de mineração que, por um lado, minimize os conflitos e, por outro, consiga dar atendimento à crescente demanda externa. 

    Analista Responsável Marcos Henrique

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O setor de mineração vem passando por um momento de maior cobrança em termos regulatórios e operacionais. Em grande medida, tal movimento é reflexo de dois grandes acidentes em Minas Gerais, em Mariana no ano de 2015 e em Brumadinho em 2019. Com dezenas de vítimas envolvidas, o setor tem sido duramente criticado e pressionado a ajustar procedimentos de segurança; além disso, relações entre empresas do setor e políticos no Congresso Nacional passam a ser fortemente questionadas.

    Neste contexto, o governo de Minas Gerais e a Vale assinaram, no último dia 4, o acordo bilionário para reparação dos danos provocados pela tragédia de Brumadinho. Após quatro meses de negociações, o termo foi assinado como o valor de R$ 37 bilhões e 680 milhões, o maior acordo já realizado na história do Brasil.

    Com intuito de melhorar as questões regulatórias e de segurança, sobretudo após dois acidentes ambientais de grande proporção, o governo federal vem adotando novas regras para o setor. Na proposta ainda em formatação, a agência Nacional de Mineração (ANM) passaria a realizar as atividades de inspeção, em substituição ao cenário atual onde as mineradoras contratam empresas privadas para realizar o trabalho. A ideia inicial é abrir um edital internacional para licitar as empresas interessadas em fiscalizar e auditar as barragens; o custo, no entanto, permaneceria com as empresas, como já ocorre hoje.

    Neste sentido, reforçar os métodos de fiscalização, bem como estruturar de maneira mais rápida e eficiente a redução de danos, é o grande objetivo que está no centro das discussões. Seja no governo ou no setor privado, há consenso de que o aspecto regulatório, a despeito da imagem arranhada do setor, deverá superar a fase negativa no médio prazo.

    Analista Responsável Marcos Henrique

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A reabertura econômica da China, EUA e países da Europa, que elevou a demanda mundial por minério de ferro, somada ao fato de o Brasil ter assumido o posto de epicentro do novo coronavírus (Covid-19) e, portanto, poder enfrentar forte paralisação da produção ou fechamento de suas fronteiras,  está movimentando excessivamente as operações de mineração mundo afora. Com isso, o preço da tonelada do insumo voltou a rondar patamares de US$ 100 no mercado internacional, o que deverá se manter nos próximos meses, supondo que, haja uma segunda onda de contaminação que obrigue novas paralisações, esta não deverá ser tão intensa.

    As exportações de minério de ferro do Brasil chegaram a 30,05 milhões de toneladas em junho desse ano, registrando o maior volume mensal em 2020. O que representa um aumento de 1,3% em comparação a junho de 2019. As exportações de minério de ferro originaram US$ 1,88 bilhão (cerca de 9,4 bilhões) em receita, cujo valor é 8,7% menor do que o gerado em no mesmo mês do ano passado, época em que os preços do mineral estavam no nível mais alto com o rompimento da barragem da Vale (VALE3) em Brumadinho, em Minas Gerais.

    A Vale informou, no final de 2019, que previa a produção de 340 milhões a 355 milhões de toneladas de minério de ferro em 2020. A empresa vinha se recuperando após ter tido parte de sua capacidade paralisada após o desastre de Brumadinho (MG) no começo de 2019. A tragédia ocorrida na ocasião, foi decisiva para o desequilíbrio dos fundamentos entre oferta e demanda.

    Adicionalmente, a desvalorização do real tem contribuído decisivamente para o setor, que depende das exportações. A recuperação nas exportações brasileiras coincide com uma expansão em junho da atividade industrial da China -- maior importadora global de minério de ferro -- diante do relaxamento de medidas impostas para contenção da epidemia de coronavírus.

    Especialista do Setor Marcos Henrique. 

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O Ministério de Minas e Energia (MME) decidiu criar um Comitê Setorial de Crise para articular e coordenar medidas da pasta em meio à pandemia global de coronavírus. Entre os objetivos do grupo está "a garantia da prestação dos serviços de energia" e a "preservação da cadeia de produção e suprimento" de petróleo e gás, biocombustíveis e bens minerais. A Vale, uma das principais mineradoras do mundo, alertou na semana passada que pode adotar medidas de contingência, ou mesmo suspender parte de suas operações devido ao surto do Covid–19.

    Diante do cenário de profunda aversão ao risco, expressa na queda das bolsas do mundo todo, as ações das empresas mineradoras estão desvalorizadas. Entre as principais razões, a iminente desaceleração da atividade global, vem puxando para baixo os preços das commodities, o que certamente trará impactos negativos sobre a receita das grandes empresas. Empresas como Anglo American Platinum e Sibanye Stillwater se preparam para uma série de ações, como medir a temperatura de trabalhadores antes de que entrem em elevadores estreitos para descer até 3,8 Km em minas subterrâneas e incentivar funcionários a revelar se são portadores de HIV. As empresas também distribuem vacinas contra a gripe e mudam a maneira como são feitos os exames médicos. 

    No Brasil, o setor de mineração, que vinha de uma retração de 1,1% em 2019 refletindo a queda da produção mineral após o rompimento da barragem de Brumadinho (MG), vê sua recuperação podendo ser adiada diante da contingência imposta pela pandemia de Covid-19. Ao contrário do comportamento do petróleo, porém, o minério de ferro segue resiliente, cotado acima de US$ 90 por tonelada. Os futuros de aço, contudo, perderam força no fim do dia diante da piora das perspectivas para a economia mundial, o que lança dúvidas quanto a uma recuperação mais consistente para 2020.


    Especialista do Setor Marcos Henrique

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2019
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Atualmente, no Brasil, as empresas mineradoras contratam empresas privadas responsáveis pela fiscalização de suas atividades. Na proposta em discussão no governo federal, a agência Nacional de Mineração (ANM) passaria a realizar as atividades de inspeção. A ideia inicial é abrir um edital internacional para licitar as empresas interessadas em fiscalizar e auditar as barragens; o custo, no entanto, permaneceria com as empresas, como já ocorre hoje. 

    O rompimento da barragem de Brumadinho (MG) em janeiro, acendeu alerta vermelho no setor no que diz respeito ao aspecto regulatório, especialmente pela proximidade em relação ao rompimento de outra barragem no estado, a de Mariana. A confiança no setor fora fortemente abalada, seja pela perda de vidas, destruição do meio ambiente e até mesmo pela ameaça de que tal evento possa se repetir no futuro, especialmente no que se refere à quantidade de barragens em funcionamento no país pelo método de alteamento a montante. 

    Neste sentido, reforçar os métodos de fiscalização, bem como estruturar de maneira mais rápida e eficiente a redução de danos, é o grande objetivo que está no centro das discussões. Seja no governo ou no setor privado, há consenso hoje de que o aspecto regulatório, a despeito da imagem arranhada do setor, deverá superar a fase negativa no médio prazo.

    Especialista do Setor Marcos Henrique.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2017
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O Congresso aprovou nesta quarta-feira, 22 de novembro, a medida provisória que altera a Compensação Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais (CFEM), mais conhecido como o "royalty da Mineração". A votação se deu de maneira simbólica na Câmara e no Senado. 

    A alíquota máxima da CFEM do minério de ferro, o responsável por 75% da produção mineral brasileira, passou de 2% sobre a receita líquida para 3,5% do faturamento bruto da mineradora. Quanto às alíquotas de outros minerais, o ouro extraído pelas mineradoras passará a pagar 1,5% frente ao 1% atuais. A alíquota do diamante passou de 0,2% para 2%. O nióbio teve sua alíquota reajustada de 2% para 3%. Os minerais utilizados na produção de fertilizantes, potássio, rochas fosfáticas, sal-gema tiveram suas alíquotas reduzidas para 0,2%. 

    Houve ainda uma redistribuição dos recursos arrecadados com a CFEM, que serão divididos também com os municípios diretamente afetados pela mineração, que passarão a receber 15% da arrecadação com os royalties. Para compensar estes municípios, os Estados tiveram sua parcela da CFEM reduzida de 23% para 15%. A união teve sua porção reduzida em 2%, de 12% para 10%. Os municípios mineradores, por sua vez, receberão 60% ante os 65% que vigoram atualmente.

    A Lafis esperava uma revisão da CFEM, em decorrência da deterioração das contas públicas somada à recessão iniciada em 2014, o que fez os municípios afetados diretamente pela extração mineral exercerem pressão para aumentar as alíquotas. 

    O aumento das alíquotas da CFEM exercerá um impacto negativo sobre o setor de Mineração geral, elevando os custos fixos do setor. A Vale se posicionou contra o aumento, ao dizer aos deputados que o aumento da alíquota prejudicará as mineradoras nacionais frente às estrangeiras, aumentando o “custo-Brasil”.  

    Especialista do Setor: Beatriz Araujo


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2017
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O setor de minério de ferro foi um dos que mais sofreram no segmento de extrativa mineral tendo em vista a forte mudança no crescimento chinês, que passou a ser mais ligado ao setor de serviços em detrimento da indústria.  Porém, com a maciça redução na oferta do minério ao longo de 15/16 e com as especulações de um novo plano de reforma da infraestrutura nos EUA, o preço do minério valorizou consideravelmente até janeiro de 2017. 

    Hoje o preço, no porto de Qingdao na China, atingiu a marca de US$ 83,65, crescimento de 100% em comparação ao mesmo período em 2016. Com esses níveis de preço e com a expectativa do plano de reforma de infraestrutura nos EUA, que deverá reduzir a participação das empresas do setor de mineração norte-americanas no comércio internacional, o setor deverá voltar a apresentar boas taxas de crescimento na produção e faturamento. 

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2016
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Com a eleição de Donald Trump nos EUA é esperado que diversos setores devam sofrer impactos recessivos, como biocombustíveis e energia limpa, já que o presidente eleito tem um viés menos ambientalista que o presidente atual, Barack Obama. No entanto, um setor em especial está comemorando a eleição do novo presidente: a mineração. 

    Trump pretende para estimular a economia implementar um ambicioso plano de reforma e expansão da infraestrutura do gigante Norte-Americano. Estão previstas não somente reformas de estradas e ruas, mas também construção de pontes, impulso ao mercado ferroviário e portos. É esperado um grande aumento nos preços de preços de commodities metálicas, em especial o minério de ferro.

    Assim, apesar dos temores com relação a eleição de Donald Trump, o setor de mineração deverá ser um dos maiores beneficiários da eleição do mesmo, inclusive no mercado brasileiro, que sofre com os baixos preços da commodity no mercado internacional.

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2016
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A primeira década dos anos 2000 foi extremamente vantajosa para diversos setores da economia brasileira, em especial os setores exportadores de commodities, dado o boom nos preços e demanda pelas mesmas. No caso da mineração, o forte crescimento da demanda chinesa no período foi a principal mola propulsora de crescimento do setor. No entanto, com as mudanças estruturais na economia do gigante asiático, a demanda, na segunda década dos anos 2000, se situa bem abaixo do observado na década anterior, o que vem causando prejuízos ao setor. Apesar disso, diversas empresas do setor acreditam que a situação deve melhorar nos próximos anos.

    Os investimentos realizados nos últimos anos pelo setor já levavam em consideração estas mudanças observadas na economia chinesa, especialmente devido ao forte crescimento do setor de serviços na economia asiática, por isso os mesmos foram realizados observando o futuro de outras economias, em especial a Índia e a própria economia brasileira. A Índia, na visão e projeção do FMI, deve ser a nova líder em termos de crescimento econômico dos grandes países emergentes, inclusive demandando grandes investimentos de infraestrutura, o que deverá mitigar os impactos da queda na demanda chinesa para o Brasil. Após a recuperação da economia brasileira a mesma ainda necessitará de um grande investimento na área de infraestrutura, o que impulsionará a produção de mineração também, especialmente o minério de ferro.

    Assim, apesar do grande problema com a queda na demanda chinesa, nos próximos anos a situação não deverá ser tão ruim quanto é imaginado por diversos analistas, tendo em vistas as alternativas que o setor encontra para mitigar essa queda na demanda do gigante asiático.

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2016
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Desde meados de 2012 e com maior relevância a partir de 2014, o setor mineral em boa parte do mundo vem apresentando dificuldades no que se refere a uma diminuição internacional de algumas commodities metálicas, como verificamos nos casos da bauxita, do alumínio ou do minério de ferro, por exemplo. Por um lado, uma queda no ritmo da demanda por aço por segmentos de construção civil e infraestrutura em países desenvolvidos (alguns em reestruturação econômica após a crise financeira internacional em 2008), e na China em acelerado crescimento a partir dos anos 2000, afetaria empresas do setor de mineração em todo o mundo. Lembramos aqui, que o ritmo de urbanização de um país é uma importante variável de avaliação de perspectivas tanto para o setor de mineração, quanto de aço. De outro, e relacionado, verificou-se uma retração de cotações minerais em todo o mundo, afetando igualmente receitas de importantes empresas. E não foi diferente no Brasil.

    Adicionalmente, com um olhar ao cenário nacional, é possível mais recentemente relacionar dificuldades ao setor de mineração (além da redução da demanda interna ou internacional) à questão infraestrutural. Lembrando, por exemplo, que o processo produtivo da indústria do alumínio é eletrointensivo, em tempos de aumento do preço da energia no Brasil implicam um importante desafio à segmentos ligados ao setor mineral. E ainda que sabemos que a elevação do custo energético tenha ocorrido em decorrência da necessidade de novas matrizes geradoras com a falta de chuvas, não esqueçamos que o alto custo da energia no país sempre foi um problema  infraestrutural para diversas indústrias no país.

    Mais importante, a debilidade de uma infraestrutura intermodal de transportes, de forma conectada e ampla no país imprime dificuldades cada vez maiores à competitividade do setor de mineração no país. Esta questão não se refere a um problema recente tendo em vista que um planejamento nacional de infraestrutura integrada foi abandonado, na prática, desde finais da década de 1970. Recentemente, por exemplo, é a China que entra com alguns investimentos infraestruturais em áreas de importante produção mineral no País, como no Estado do Pará. Mas o que se tem que levar em conta, é que a infraestrutura tanto de energia quanto de transportes deve ser pensada como prioridade estratégica, econômica e política em âmbito nacional. Assim, a integração de áreas portuárias com sistemas logísticos eficientes de armazenamento à hidrovias, rodovias e/ou ferrovias devem pautar qualquer debate para setores industriais, como os ligados à mineração, de modo à enfrentar os desafios recentes da economia mundial.

    Analista Responsável pelo Setor: Thaís Virga Passos


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2014
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O mercado global de minério de ferro vem atravessando queda do preço dessa commodity  desde o final de 2013, com maior aceleração a partir de abril de 2014, quando atingira US$ 114,58/tonelada métrica (ton). A partir de então o preço internacional só despenca chegando ao final do mês de setembro a US$ 82,21/ton. Assim, o que podemos destacar, é que existe uma falta de equilíbrio entre a oferta e a demanda desse minério no cenário internacional.

    Um overview do movimento recente, relaciona-se à alta estocagem do insumo na China, à desaceleração econômica de grandes demandantes (tanto nos países desenvolvidos - União Europeia, EUA; quanto em desenvolvimento  - América Latina e alguns países da Ásia). Outro fator importante anunciado recentemente, é que também BHP e Rio Tinto estão desenvolvendo grandes projetos de minério, com preços altamente competitivos. A Vale também anunciou em outubro um recorde de produção de minério de ferro no terceiro trimestre do ano, com a extração de 85,7 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a setembro de 2014.

    Assim, a possibilidade de aumento de preço do minério de ferro no curto prazo torna-se ainda mais dificultada, devido ao anúncio recente de três grandes mineradoras globais (Vale, BHP Billiton e Rio Tinto), as quais propõem adicionar ao mercado uma capacidade significativa de minério de ferro, entre 2014 e 2016. Isso já vem impactando a queda no preço internacional, próximo a US$ 80,00/ton. Tais fatos poderão imprimir duas tendências: que companhias menores e defasadas acabem saindo do mercado e, no curto prazo, a cotação ainda não tenha perspectivas de alta.

    Analista Setorial: Thaís Virga Passos


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2014
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Em 2013, o menor crescimento da China, ainda que em altos patamares, preocuparam as empresas mineradoras brasileiras, tendo em vista a alta demanda daquele país pelas commodities minerais. A possibilidade de uma desaceleração na economia chinesa no último trimestre do ano, conjuntamente ao resultado do primeiro trimestre de 2014 ajudou a derrubar os preços de muitas commodities minerais.

    Entretanto, mesmo com um ritmo de crescimento mais lento, o país continua a importar grandes quantidades de minérios, com destaque ao minério de ferro e ao cobre. Com as expectativas de uma estabilização de seu crescimento em torno de 7,0% para 2014, a economia chinesa ainda é forte para continuar demandando uma quantidade crescente de matérias-primas. Corrobora para isso a crescente urbanização do país, com grande parcela da população se deslocando para as cidades.

    Algumas matérias-primas minerais, com destaque ao minério de ferro, cobre, níquel e alumínio, começaram no último mês a recuperar as perdas acumuladas desde 2013. Para ilustrar uma melhora das expectativas frente o crescimento da China, destaca-se que nos últimos 30 dias, a partir de 25 de março de 2014, os preços do cobre que subiram cerca de 5%. Na comparativa dos últimos 5 anos, os preços do minério de ferro ainda apresentaram maior valor, cerca de duas vezes superior. Apesar de uma retomada, convém ressaltar que provavelmente os preços das principais commodities minerais não deverão voltar a níveis recordes ainda este ano, todavia parecem melhorar as expectativas de ganhos das mineradoras brasileiras. Conjuntamente, as perspectivas de aumento do dólar, deverão alavancar as receitas de vendas do setor de mineração e alumínio do Brasil.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2014
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O setor de alumínio, assim como o setor de mineração, em geral, iniciaram o ano de 2014 com certa instabilidade no tocante ao movimento de seus mercados no Brasil, o que dificultará as projeções de crescimento para o ano. O principal motivo que leva a esse cenário de incerteza é decorrente de um movimento anterior de grande oferta internacional de commodities minerais no mundo somado a uma desaceleração do crescimento econômico dos principais países consumidores, como a China, acarretando em uma oscilação desfavorável às cotações de alguns produtos a partir do quarto trimestre de 2013.

    No tocante ao alumínio, no mercado internacional, de acordo com a cotação da Bolsa de Londres (LME), seu preço apresentou crescimento até 2008, atingindo o valor de US$ 3.071,24 por tonelada. Com a crise financeira internacional, houve uma queda de 51,5% no preço, quando o alumínio primário foi cotado em US$ 1.490,43. Nos últimos dois anos, os preços mantêm certa estabilidade, alcançando uma média entre 2012 e 2013 de US$ 1.960,60 por tonelada. A baixa cotação no comparativo histórico, aliado aos altos custos da indústria, eletrointensiva, e às condições desafiadoras do mercado global, acarretaram em cortes na produção de alumínio primário em todo o mundo, com destaque aos altos estoques chineses e a redução recente da capacidade instalada da Alcoa no Brasil, em São Luís (Alumar-MA) e em Poços de Caldas (MG).

    Por outro lado, é possível vislumbrar alguma melhora para o mercado de metais não ferrosos, como é o caso do alumínio, e também zinco e chumbo, tendo em vista que a redução das operações no mundo poderão tornar o mercado mais apertado e favorecer os preços. Isso porque existe uma tendência de alta na demanda por esses produtos aos setores de construção civil e indústria de transformados, que a partir de uma menor produção mundial poderá tender a uma pressão de alta nas cotações. É importante ressaltar que a recuperação dos preços na LME ocorre de maneira lenta e gradual, já que primeiramente é esperada uma queda dos prêmios e os estoques atuais, no caso do alumínio somam 9 milhões de toneladas no mundo. Com esse panorama, o ano de 2014 chega em um movimento de incertezas frente ao cenário da mineração brasileira e mundial.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A partir deste mês, a mineração brasileira contará com mais um player, a B&A Mineração a ser comandada por Roger Agnelli (ex-presidente da Vale). Foi criada pelo banco de investimentos BTG Pactual e pela AGN Agroindustrial Projetos e Participações. Grande parte do aporte inicial da companhia é do BTG e o controle da empresa será dividido igualitariamente entre o BTG e a AGN Participações.

    Para tal empreendimento, o plano de investimento é de cerca de R$ 1,04 bilhão e seu enfoque será dado à exploração mineral na América Latina (particularmente na região andina), e no litoral oeste africano. Regiões estas de potencial de crescimento e desenvolvimento de ativos - alguns ainda inexplorados e possibilidades de alta rentabilidade.

    A companhia começa a operar em 60 dias e atuará no ramo de mineração no Brasil, na América Latina e na África, sinalizando o expertise brasileiro na exploração mineral. A empresa tem planos de curto prazo para o Chile e o Peru, enquanto com a Argentina e a Colômbia com projetos de médio prazo. Apesar de não terem sido divulgados, possivelmente os minérios explorados serão os que compõem os fertilizantes, minério de ferro e cobre.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O Brasil presencia a queda nos embarques de minério de ferro - principal produto da pauta exportadora - pela primeira vez em dez anos e consequentemente a receita com as vendas desta commodity ao exterior acumula retração de 19% entre janeiro e maio de 2012 quando comparado ao igual período de 2011. O arrefecimento se dá principalmente pela instabilidade econômica na Europa (que era o principal comprador do minério brasileiro) e na economia da China (principal de destino do minério atual). Desta forma, o preço reflete a acomodação das compras pela China, que responde por 60% deste mercado.

    Em abril, as importações de minério de ferro atingiram 57,7 milhões de toneladas (o menor nível em seis meses), com queda de 8% em relação a março do mesmo ano. Com os menores preços do aço, as siderúrgicas chinesas optam por estocar e compram mais minério de ferro produzido localmente. No entanto, a expectativa para o próximo semestre é de recuperação na demanda chinesa bem como, um efeito positivo na compra do minério por conta de alguns estímulos governamentais para que o consumo deste seja elevado como a redução do IPI dos veículos (demandante de aços planos) além do INCC aonde haverá a saída do impacto de reajustes de mão de obra em São Paulo (demandante de aços longos).

    Vale ressaltar que no que se refere aos indicadores econômicos brasileiros, o minério de ferro é o principal responsável pela alta no IGP-M. Mesmo desacelerando de 1% para 0,63%, a segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de junho ficou acima do esperado devido ao minério de ferro - item com maior peso no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) estar evitando recuo mais pronunciado dos preços no atacado. A depreciação cambial ainda está tendo efeito sobre os preços desta commodity, que deve continuar subindo até o fim do mês.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A Vale vendeu sua participação de 61,5% na Cadam para a KaMin, uma companhia de capital fechado norte americana no valor de US$ 30,1 milhões. A Cadam é uma produtora de caulim que possui mina a céu aberto no Estado do Amapá. Esta unidade é uma usina de beneficiamento e é composta por um porto privado. A mina e a usina são interligadas por um mineroduto de 5,8 quilômetros. 

    A venda da empresa para a norte americana traduz o direcionamento da produção da Vale, isto é, a transferência da produção de caulim (um agregado no setor de mineração) à outra companhia, para se ater mais a outros tipos de minério, como seu carro chefe - minério de ferro e terras raras - a nova ambição da empresa.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O plano de investimento da Vale no ano passado era de US$ 48,5 bilhões até 2016. Em 2011, a mineradora aplicou US$ 13,5 bilhões deste total, sendo que para os próximos quatro anos, serão investidos US$ 35 bilhões.

    Dentre os vinte maiores projetos previstos pela Vale, a Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP), empreendimento da mineradora com as coreanas Dongkuk e Posco, no Ceará, receberá o valor aproximado de US$ 2,35 bilhões. Além disso, a mina de Serra Sul, que está fora desses projetos de investimentos, receberá um montante de US$ 19,5 bilhões, com a sua conclusão prevista para 2016.

    Os investimentos tanto em mineração quanto em siderurgia suprem a demanda externa pelos produtos destes setores, aumentam a procura por mão de obra, que se torna ainda mais necessária e impulsionam o desenvolvimento regional onde se localizam estas unidades. De encontro a isto, segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), a Bahia receberá investimentos na ordem de US$ 6,7 bilhões 2015, o que corresponde, aproximadamente à 10% do total previsto pelo setor para todo o país no período em questão.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Controlada pela Cabral Resources, a Cabral Mineração irá investir US$ 2,2 bilhões (R$ 4,96 bilhões) na abertura de uma mina e na construção de planta de beneficiamento de minério de ferro. A mina se encontrará entre os municípios de Brumado e Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste baiano, a cerca de 650 km de Salvador.

    A previsão de início das operações da empresa é em 2015 e a companhia garantiu escoamento de pelo menos 15 milhões de toneladas anuais do minério pela ferrovia Oeste-Leste e pelo Porto Sul. Além disso, o objetivo principal é a exportação para a China.

    A Cabral Mineração recebeu incentivos governamentais como maior facilidade na captação de financiamento em bancos estatais e redução de tributos estaduais por 72 meses, o que proporcionaram a efetivação do investimento. Além disso, as obras integram o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Em relação aos municípios próximos, o investimento representa geração de emprego e renda.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A Casa Grande Mineração (CGM) inaugurou a fábrica matriz no município seridoense de Parelhas, em que 100 clientes serão abastecidos por meio de parcerias com a Armil Mineração, a Mil Minérios e a Mineração São João. Considerada a maior fábrica de feldspato do Brasil, a CGM ainda trabalhará com outros produtos e subprodutos. A produção será destinada às diversas indústrias, dentre elas, a de cerâmica, suplemento animal, construção civil e o setor agropecuário. 

    A fábrica irá gerar 110 empregos diretos e mais de 300 indiretos. O investimento total foi de      R$ 15 milhões, com destaque para um moinho de oito metros de comprimento, de origem espanhola e alemã que terá a capacidade de produzir dez toneladas por hora (dependendo da substância e do tipo de granulometria).

    A retomada do setor mineral na região é o resultado de uma série de fatores, dentre estes a vinda da Casa Grande Mineração, que garante a exportação de minério de ferro, a instalação e prospecção de outras empresas, bem como desempenho econômico da China (que não exporta mais minério de ferro) e da Europa (que utiliza o ouro como reserva durante a crise internacional) que estimulam a alta do preço dos minérios e a entrada de novos fornecedores nacionais.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A America Latina Logistica (ALL) e a Triunfo Participações e Investimentos (TPI) juntamente com os acionistas da Vetorial Participações, anunciaram a criação da nova mineradora, denominada Vetria Mineração.  O intuito para tal criação é a implantação de um sistema integrado mina-logística-porto, que contará com um aporte de R$ 7,6 bilhões e a ambição de que sejam produzidas até 27,5 milhões de toneladas de minério de ferro.

    A participação acionária na Vetria será de 50,38% para ALL; 15,79% para TPI e 33,83% para os acionistas da Vetorial que contará com royalties de US$ 2,50 por tonelada de minério de ferro extraída da mina, com um limite de 500 milhões de toneladas.

    A Vetria desempenhará a exploração, beneficiamento, transporte, comercialização e exportação de minério de ferro através de um porto privado que será construído em Santos (SP), sob responsabilidade da ALL, e uma mina própria localizada no Maciço de Urucum, na região de Corumbá (MS). A associação para a concretização da Vetria sinaliza a tendência à expansão de exploração minerária, aproveitamento do local estratégico e dos altos investimentos neste setor.

    Quanto à parte de logística, para os próximos 30 anos, as 27,5 milhões de toneladas produzidas por ano, serão escoadas via ferrovia, além do escoamento da exportação que será feita por meio de um terminal portuário próprio, em Santos. Para isto, serão destinados cerca de R$ 2,2 bilhões para revitalização de quase 1.800 km da ferrovia, além de R$ 2,3 bilhões dispendidos para novas aquisições de material rodante - 5.600 vagões e 180 locomotivas, bem como na reposição de 3 milhões de unidades de dormentes de madeira por ferro. Está previsto também um aporte de R$ 2 bilhões para a construção de um terminal portuário em Santos, na qual terá capacidade estática de 1,3 milhão de toneladas de minério de ferro.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A mineradora Vale encontrou depósitos de minerais de terras raras na mina de cobre de Salobo, em Carajás (Pará). A mina apresenta qualidade similar à de depósitos na Austrália e sua prospecção se dá em busca de metais que serão utilizados na fabricação de microchips e para o refino de petróleo.
    O interesse no desenvolvimento de projetos de terras raras se elevou desde maio, quando a China estabeleceu restrição às exportações destes minérios estratégicos por conta do já conhecido interesse mundial em sua obtenção dado as mais diversas aplicações que estas podem ter, principalmente na industria de equipamentos eletronicos.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A mineradora MMX iniciou o processo de expansão da Unidade Serra Azul, de minério de ferro, localizada em Minas Gerais. O contrato foi assinado no valor de R$ 255 milhões com a australiana WorleyParsons, que adquiriu operações no Brasil com a compra da CNEC e se responsabilizará pela contratação de construtoras e pela gerência do projeto. O projeto conta com a construção de uma planta de beneficiamento de minério de ferro, um terminal ferroviário e uma correia transportadora com dez quilômetros de extensão e se finalizará em 2014.
    Atualmente a MMX tem um contrato de venda de 50% do minério produzido em Serra Azul para a chinesa Wuhan Iron and Steel Corporation (Wisco) e de 15% da produção para a coreana SK Networks. Os aportes vãos ao encontro das expectativas de manutenção de uma demanda forte no mercado internacional por minério de ferro, sendo que os preços devem se manter elevados nos próximos cinco anos.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A decisão da Vale de construir uma frota de 35 navios (19 próprios e os demais contratados) para o transporte de minério de ferro, foi julgada como tentativa de monopólio do mercado de frete pela Associação dos Proprietários de Navios da China (CSA). Somada à  esta acusação já se percebeu uma insatisfação chinesa decorrente da precificação de minério de ferro ditada pela Vale.

    A Vale por sua vez, nega a intenção de controlar o transporte de minério de ferro e alega que a nova frota visa diminuir a desvantagem da empresa em relação aos concorrentes que estão mais próximos da China (destino de mais de 50% das exportações da mineradora) e consequentemente, possuem fretes mais baratos. O Brasil está a 40 dias da China enquanto a Austrália está a 10 dias; a Índia, a 15 dias; e a África do Sul, a 30 dias. Além disso, a Vale explica que em 2013, a nova frota representará uma comedida participação dos navios que transportam mundialmente o minério (atualmente 1.257 embarcações).

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A mineradora anglo-australiana BHP Billiton Brasil informou que investirá um total de R$ 3,7 bilhões em uma nova unidade de mineração em Minas Gerais. Esta unidade inclui operações de lavra de minério de baixo teor em Ouro Preto e Itabirito e contará com capacidade de produção inicial de 20 milhões de toneladas de concentrado de minério de ferro/ano. Espera-se que, com esta nova unidade, destinar entre 10% e 20% do volume para o mercado doméstico e o restante para a exportação.

    Esse é o primeiro investimento da BHP Billinton Brasil sem sócios em Minas Gerais. O aporte surge como uma alternativa da empresa para driblar a permanência dos preços do minério de ferro no mercado internacional em altos patamares. Para Ouro Preto, o investimento representa geração de emprego e renda.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A Vale aprovou a quarta planta pelotizadora da Samarco, que será construída no Espírito Santo, cuja capacidade produtiva será de 8,3 milhões de toneladas por ano do produto. Tal incremento produtivo propiciará uma expansão de 37% da capacidade de produção de pelotas de minério de ferro da empresa. Ademais, o projeto prevê a construção de um novo concentrador na mina de Germano, em Minas Gerais e a adequação do terminal portuário de Ubu, no Espírito Santo.

    O início das operações da unidade está programado para o primeiro semestre de 2014, com um investimento estimado em torno de US$ 3,0 bilhões, ou aproximadamente R$ 5,4 bilhões - realizado separadamente do programa de investimentos da Vale.

    A expansão produtiva da Samarco teve de ser adiada dada à crise internacional, quando as vendas  se arrefeceram demasiadamente. Retornando aos patamares anteriores a este período, a Samarco se posiciona como a segunda maior exportadora de pelotas de minério de ferro do mundo, destinando sua produção para mercados da Ásia (China - maior demandante), África, Europa e Américas. 

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O Grupo EBX divulgou a aquisição do controle acionário da mineradora de ouro Ventana Gold localizada em Vancouver, no Canadá. A ação foi realizada por intermédio de sua subsidiária AUX Canadá que lhe dá o direito de resgate das ações remanescentes e de realizar o fechamento do capital da empresa. A AUX Canadá permanece com os direitos de exploração mineral da propriedade no nordeste da Colômbia - projeto La Bodega.

    O 63X Master Fund, controlado indiretamente pelo grupo brasileiro, já possuía 20% das ações ordinárias da empresa. A negociação foi iniciada em 2010 e com sua postergação, a oferta foi elevada para US$ 13,06 por ação em fevereiro de 2011, o que revela a valorização das ações, isto é, do ouro em relação ao Dólar em períodos de instabilidade econômica.

    A aquisição traz o retorno do grupo EBX à exploração de reservas de ouro - atividade esta, que originou o grupo. Vale destacar a ampliação da atuação internacional das companhias brasileiras com grandes projetos entrando em operação, construção de novas plataformas de criação de valor e produção mineral em outros países.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    O novo Plano Nacional de Mineração 2030 (PNM-2030), lançado no dia 8 de fevereiro pelo Ministério de Minas e Energia (MME), apresenta diretrizes gerais nas áreas de geologia, recursos minerais, mineração e transformação mineral, inclusive metalurgia, tendo como base a governança pública eficaz, agregação de valor nas etapas do setor mineral e sustentabilidade, apontando perspectivas de atração de investimentos em torno de US$ 350 bilhões até 2030, com possibilidades de geração de empregos de 3,3 milhões nas áreas ligadas à mineração e transformação mineral.

    De acordo com o PNM-2030, até 2015, o setor poderá ter cerca de 297 mil empregos ligados à indústria extrativa mineral e 1,3 milhão advindos da indústria de transformação, que abrange os produtos metálicos e não-metálicos, totalizando uma perspectiva de 1,61 milhão postos de trabalho. Segundo as estimativas do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), até 2015 o segmento possui perspectivas de atrair US$ 64,8 bilhões em investimentos, sendo dois terços desse montante de origem nacional. Ainda de acordo com o instituto, o segmento de minério de ferro terá o maior montante de alocação de investimentos, correspondendo a algo em torno de US$ 42 bilhões, em segundo lugar estão os projetos ligados ao alumínio com aportes estimados de US$ 5,2 bilhões.

    Os investimentos no setor de mineração são justificados pela excelente performance do mesmo principalmente no segmento de minério de ferro que apresentou um crescimento de preços superior a 500% entre 2001 e 2010 . Além disso, foi um dos setores que apresentou uma recuperação mais rápida após a crise econômica de 2008-2009, alcançando em 2010 o faturamento de US$ 157 bilhões, explicado pelo movimento de alta no preço internacional das commodities e graças a China, nossa principal demandante do minério de ferro. Vale ressaltar que o Brasil ainda possui espaço para crescer nesse mercado, já que, o país atende somente 23% do consumo chinês. Entre as deficiências do setor, existem os problemas da qualificação da mão de obra escassa nesse segmento, podendo torna-se um gargalo futuramente, somado aos problemas da alta carga tributária e perspectivas de aumento da alíquota dos royalties.

     


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Na semana do dia 19 de novembro foi divulgada a parceria estabelecida entre a Mineração Usiminas e a MMX e LLX. Isto significa que foi dada pela Usiminas a permissão de exploração da mina Pau de Vinho (Minas Gerais) para a LLX. Foi acordado que a Usiminas terá 13,5% da produção e preço fixo de US$ 12,63 por tonelada de minério transportada. A parceria já estabelecida entre a Mineração Usiminas e o grupo japonês Sumitomo também desempenhará um papel importante, pois duplicará o volume inicial de transporte anual em torno de  50 milhões de toneladas de minério.

    Ao expandir sua capacidade produtiva, investindo R$ 4,1 bilhões, aproximadamente, será de grande importância, para a Mineração Usiminas, a contenção de gastos no transporte de minérios enquanto ainda não é possível a construção do próprio terminal em Itaguaí (Rio de Janeiro). Por outro lado, a MMX deve produzir uma quantidade média anual de 8 milhões de toneladas de minério. Ademais a Usiminas investirá  um montante de R$ 550 milhões para ampliar o beneficiamento de minério de ferro  para 2012. Este aporte conta com a instalação de um novo concentrador de minério tipo fino (pellet feed) e, futuramente, com a construção de uma nova unidade de sinter feed (minério mais grosso).

    Com o crescimento econômico brasileiro e aumento progressivo do nível de utilização da capacidade instalada, os investimentos na mineração brasileira continuarão elevados e com a preocupação de estabelecer parcerias visando a redução de custos e possibilidade de agregar valor ao minério abundante no país.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A Vale anunciou na última sexta feira (29) de outubro, o maior investimento da empresa: US$ 24 bilhões (R$ 40,8 bilhões) para 2011. A empresa no segmento de fertilizantes investirá US$ 2,5 bilhões (10% do total), em metais básicos (inserção do cobre) uma quantia de US$ 4,3 bilhões (18% do total) e US$ 5 bilhões em logística. A maior parte dos investimentos será destinada ao Brasil, representando 63,8% do total, seguidos de US$ 1,9 bilhão no Canadá, US$ 1,4 bilhão na Argentina, US$ 1,13 bilhão na Guiné, US$ 1,12 bilhão em  Moçambique e US$ 663 milhões na China.

    Dentre as principais dificuldades, se encontra a volatilidade cambial, pois dificulta a realização do planejamento financeiro da empresa. Além disso, com a valorização da moeda nacional, isto é, com a desvalorização do Dólar, os contratos realizados nesta moeda se tornam menos atrativos. Por outro lado, enquanto alguns setores veem a China como um entrave ao desempenho industrial, para a mineração é uma facilitadora, já que a maior parte das vendas da Vale são destinadas à este país e em números crescentes. 

    Complementando, a empresa acredita que os investimentos em carvão, fertilizantes e cobre são de extrema importância, pois representam a diversificação de portifólio empresarial - atuando em diversos segmentos, reduzindo risco, além de projetarem uma elevação da capacidade de produção de minério de ferro da companhia dado o crescimento econômico do principal demandante: China. 


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Com o investimento de R$ 19,9 bi, a Vale está licenciando uma nova mina de ferro chamada S11D (Mina da Vale em Carajás), que será a maior da história da Vale. Localizada em Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, a mina receberá um aporte de acordo com a previsão de crescimento do consumo mundial de minério de ferro nos próximos cinco anos (em torno de 1,7 bilhão de toneladas ao ano) .

    Estima-se que, em 2013, a nova mina produzirá 90 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano visando atender a demanda global impulsionada pelo crescimento de países emergentes, principalmente da China. Este país conta com o setor automotivo e construção civil como os maiores demandantes do minério. Para ilustrar a potencialidade deste mercado, no primeiro semestre de 2010, os chineses compraram 1,8 milhão de automóveis novos e, como meta para 2010, o governo chinês planeja a construção de 3 milhões de apartamentos populares (+50% quando comparados à segunda fase do programa "Minha Casa, Minha Vida").

    A prioridade do investimento da companhia será a infraestrutura e logística. Dessa forma, a ferrovia de Carajás, responsável pelo transporte do minério até os portos, terá mais 100 km de extensão, até Canaã dos Carajás (local da nova mina). A estrada de ferro atual, por sua vez, terá 605 triplos duplicados conectando Parauapebas à São Luis (MA). Ademais, o Terminal Marítimo de Ponta de Madeira (transbordo do minério de ferro nos navios para o exterior) contará com mais um píer.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Foi anunciado, no dia 01 de julho de 2010, a compra de 30% do capital social da Mineração Usiminas pela japonesa Sumitomo Corporation. A compra será feita pela subscrição de novas ações, num valor total de US$ 1,93 bilhão. Desse total, US$ 579 milhões estão atrelados ao acontecimento de uma série de eventos, dentre os quais a liberação da área em Itaguaí (RJ), para a instalação de um porto, que garantirá o recebimento de 30% desse valor. Os 70% restantes serão obtidos através de contratos de lavra conjunta com grupos como ArcelorMittal e MMX. A criação dessa mineradora em conjunto com a japonesa Sumitomo irá concretizar a verticalização da empresa, que atuará como holding, operando em segmentos diversos, como mineração, logística, produção de bens de capital e siderurgia.O total de US$ 1,93 bilhão é suficiente para financiar a expansão da mineradora, que pretende separar os seus negócios de mineração e de logística ferroviária.

    A Mineração Usiminas já nasce com um valor de US$ 6,4 bilhões. O lançamento inicial de ações será analisado e realizado quando as condições de mercado forem favoráveis e quando o grupo estiver consolidado no mercado. A Usiminas afirma que os investimentos previstos até 2015, deverão estar em torno de R$ 4,1 bilhões e pretendem aumentar a capacidade produtiva. As expectativas de produção são de 7 milhões de toneladas em 2010; 8 milhões de toneladas em 2011 e 10 milhões de toneladas em 2012; de 11 milhões de toneladas em 2013; de 25 milhões de toneladas em 2014 e de 29 milhões de toneladas em 2015. A decisão de venda de 30% da mineradora é explicado pelo fato de tornar a própria Usiminas menos dependente de minério de ferro de terceiros.

    Essa parceria tem por pretensão o crescimento da Usiminas, que se tornará menos dependente do minério de ferro e dos preços flutuantes da matéria-prima e permitirá a atuação em diversos setores, verticalizando sua cadeia produtiva. Além disso, essa parceria acompanha um movimento de empresas em direção à mineração de ferro, setor que possui boas perspectivas de crescimento, dado o aumento do preço do minério de ferro no mercado internacional. Existe também o interesse do Japão em não depender exclusivamente da Vale do Rio Doce nas importações de minério de ferro para suas indústrias.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    No dia 1º de maio, a Vale anunciou a compra de 51% da BSG Resources, detentora de minérios em Simandou (Guiné) por US$ 2,5 bilhões. Tamanho investimento se justifica por tratar de reservas minerais de alta qualidade e de grande dimensão territorial. A perspectiva de produção da Vale é de 450 milhões de toneladas de minério de ferro até 2014 (atualmente, 300 milhões de ton/ano).

    O investimento na Guiné é uma oportunidade da empresa realizar negociações futuras com outros países africanos, igualmente ricos em recursos minerais. O investimento em novas minas no Brasil, por sua vez, não será feito devido à sua qualidade inferior. Além de ser um empreendimento lucrativo para a empresa e suprir a demanda por insumos minerais, é uma esperança de desenvolvimento para o país africano que aguarda oportunidades de emprego e condições de subsistência.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A produtora norueguesa de alumínio Norsk Hydro divulgou dia 3 de maio a compra do controle da produção de alumínio da Vale por US$ 4,9 bilhões, obtendo acesso às reservas de bauxita por 100 anos. A Vale contará com US$ 1,1 bilhão e uma participação de 22% na Hydro e o principal acionista da empresa, será o governo norueguês.

    A Vale passará para a Hydro: 51% do capital da Albras, 57% (Alunorte), 61%(Companhia de Alumina do Pará) e 60% do capital da Bauxite JV (será criada a Paragominas e outras). Os 40% na Bauxite JV deverá ser vendida à Hydro até 2015.

    Para a Vale, o lado atrativo da associação é o acesso à energia barateada para transformar suas reservas de minério em alumínio - um fator que determina a competitividade no segmento. É importante mencionar que a divulgação da associação entre as duas empresas aconteceu após o investimento da Vale na Guiné, que implica em mais insumos e além disso, o novo empreendimento torna a Norsk mais independente de quanto à bauxita e alumina e a Vale ainda mais competitiva.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
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    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    No dia 19 de abril foi anunciada uma sociedade entre a mineradora Vale e a siderúrgica Sinobras denominada Projeto Aline, cujo investimento será de R$ 7,4 bilhões. A empresa será um desdobramento da Alpa, usina da Vale, com o objetivo de produzir bobinas de aço em Marabá, no estado do Pará.

    A Alpa poderá ter como capacidade produtiva 5 milhões de toneladas e concederá placas de aço para o Projeto produzir anualmente 650 mil toneladas de bobinas quentes e frias e chapas galvanizadas que serão vendidos para outras indústrias, proporcionando o crescimento econômico do Pará.

    Dessa forma, a Sinobras não importará mais aço para sua produção criando condições para a abertura de um novo pólo de desenvolvimento partindo de Marabá, permitindo que empresas demandantes desses produtos, como a de linha branca e de carroceria, se concentrem no local.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Votorantim Novos Negócios acordou no dia 20 de abril com a empresa chinesa de investimentos Honbridge Holdings a venda do Projeto Salinas, que inclui uma jazida de minério de ferro em Minas Gerais no valor de US$ 390 milhões. Além disso, prevê a construção de um mineroduto de 500 km e um porto na Bahia.

    Parte dos investimentos poderá se originar de outras companhias chinesas, a Xinwen Mining Group Co. (de carvão e outros minérios) e a Shandong Iron and Steel (uma das maiores siderúrgicas da China). A Xinwen já assinou um acordo de cooperação e a Shandong planeja uma participação futura. Notando-se mais uma vez, os esforços chineses para se tornarem independentes da mineração da Vale.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A Vale informou no dia 13 de abril, um investimento em logística de R$ 60 milhões. Este valor será destinado às ferrovias de carga pesada denominadas heavy haul, localizadas nas estradas de ferro nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

    Além do desenvolvimento na área de logística, a Vale destinou um investimento de R$ 9 milhões para um sistema de inteligência artificial no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA) que permite o transporte do minério de ferro por meio de um software. Além disso, a Vale está fazendo uso do sistema chamado helper dinâmico, comando à distância para as locomotivas.  

    A Vale se inspirou em sistemas de operação de portos europeus, inovando por ser a primeira a inserir a tecnologia no Brasil, dinamizando, otimizando e eliminando possibilidades de erros em sua cadeia produtiva. 


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
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    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    No dia 16 de abril, a EBX do Brasil e a chinesa Wuhan anunciaram a construção do Complexo Siderúrgico de Açu, cujo investimento é de US$ 5 bilhões (70% por parte da China e 30% do Brasil), no Estado do Rio de Janeiro. De acordo com as estimativas, o Complexo estará pronto em cinco anos, gerando 5 milhões de toneladas de aço.

    Atualmente o Brasil é exportador de matérias primas para a China. Com o investimento, além de importar, a China investirá na produção brasileira e o excedente da produção será exportado para o país. O objetivo da empresa chinesa é se tornar menos dependente do minério de ferro da Vale por conta da alta de preços.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
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    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    No dia 7 de abril, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) assinaram um acordo de transferência de estudos e dados sobre o setor de mineração. O objetivo deste é a tentativa da não formação de cartéis no setor, tendo o maior controle e transparência do mercado.

    O órgão antitruste será a Agência Nacional de Mineração criada pelo novo Código de Mineração. Este terá acesso às áreas mapeadas do setor e informações econômicas sem a necessidade de formalidades. Para o DNPM, esse acordo permitirá os acessos aos dados contábeis e financeiros das mineradoras.

    A Agência se atêm ao risco de criação de oligopólios, isto é, na concentração do setor em um número reduzido de empresas. Dessa forma, observa-se um incentivo ao surgimento de novas mineradoras ou à verticalização da produção de algumas empresas.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
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    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A Ferrous Resources do Brasil anunciou no dia 29 de março, um investimento de R$ 8,8 bilhões no município de Juiz de Fora. A siderúrgica da Ferrous será do tipo integrada, com alto-forno a coque, aciaria a oxigênio e lingotamento contínuo e terá capacidade para 3,5 milhões de toneladas anuais de placas a partir de 2016. Os planos de investimentos do grupo, orçados em R$ 17,9 bilhões, incluem ainda cinco minas e um mineroduto de 400 km de extensão, aptos a transportar 50 milhões de toneladas de minério até um porto que será construído em Espírito Santo.

    A produção e exportação de minério de ferro têm o cronograma dividido em duas etapas, de 25 milhões de toneladas anuais cada uma. Ferrous vai aplicar R$ 6,5 bilhões no desenvolvimento das minas de Santanense (R$ 573 milhões, no município de Itatiaiuçu), Viga (R$ 2,5 bilhões, em Congonhas do Campo), Viga Norte (R$ 551 milhões, em Itabirito), Serrinha (R$ 1,4 bilhão, em Brumadinho) e Esperança (R$ 1,4 bilhão, em Brumadinho).

    Fazendo uso de suas abundantes reservas minerais, as siderúrgicas brasileiras têm buscado a diversidade e a precaução diante da alta dos preços do minério de ferro, investindo na verticalização do processo produtivo, ou seja, desempenhando o papel de mineradoras e siderúrgicas, assegurando a sua estabilidade em relação ao preço do minério de ferro ditado pelo mercado.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Entre a última semana de março e a primeira de abril, entrou em vigor o novo sistema de preços, com reajustes trimestrais, baseado na cotação do mercado à vista, para o minério de ferro. Apesar de já discutido e negociado pelas mineradoras, o novo sistema tem causado resistência por parte das siderúrgicas, principalmente Européias, e montadoras locais. A intenção da Vale é adotar oficialmente a nova metodologia a partir de abril, quando vencerão os contratos fechados com siderúrgicas da Ásia. 

    O aumento médio proposto pela Vale é de 100% e pode acrescentar em torno de US$ 12,8 bilhões no faturamento anual da mineradora somente com a venda do minério em 2010. O novo sistema toma como referência o preço de US$ 125,90 por tonelada, valor que corresponde à média da cotação do insumo entre janeiro e fevereiro, calculada pelo Índice Platts (índice americano que tem por base o mercado à vista na China).

    O setor de mineração vem sofrendo pesadas críticas quanto à adoção do novo sistema de preços, pois proporciona maior lucratividade ao ofertante ao mesmo tempo em que força os demandantes a antecipar seus investimentos, de modo evitar os danos trazidos pela volatilidade no preço do insumo. A saída encontrada pelas siderúrgicas é a constante verticalização, fazendo com que elas optem, cada vez mais, pelo investimento na base da cadeia produtiva.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    No dia 24 de março, a chinesa ECE adquiriu 100% do capital da mineradora de ferro Itaminas, cujo investimento é de US$1,2 bilhão. A compra é a terceira aquisição por parte de empresas chinesas este ano no segmento de mineração. A aquisição é composta por jazidas de ferro que somam recursos minerais estimados em 1,3 bilhão de toneladas. A Itaminas atua também em ferro-gusa e em reflorestamento.

    Apesar de concretizada agora, a venda da mineradora foi realizada em 2008, quando ocorria a crise econômica e o preço do minério de ferro no mercado à vista, na China, estava em torno de US$ 200/t. Os ativos adquiridos estão localizados na região de Sarzedo, no quadrilátero ferrífero de Minas Gerais, cujo potencial somado às condições das instalações e de logística são suficientes para produzir 25 milhões de toneladas por ano.

    A ECE pertence à província de Jiangsu, responsável por 10% do PIB chinês. A empresa tem operações na Indonésia, Austrália, Namíbia, Camboja e México; é uma entidade com operações em pesquisa, exploração e mineração, inclusive de metais não-ferrosos. Possui recursos na ordem de US$ 500 bilhões para buscar ativos de recursos naturais no mundo, investindo principalmente em países da América Latina e África.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A Steel do Brasil Participações, anunciou, dia 14 de março, a compra de 70% da Mhag Serviços e mineração por US$ 245 milhões e 4 bilhões de toneladas do minério de ferro do Projeto Jibóia, da Mineração Minas Brasil (Miba), somando US$ 190 milhões. Além da compra da produção, ficou acordada uma joint venture  entre as empresas para explorar outros ativos da Miba. Para o projeto Jibóia, há desafios para serem resolvidos, como o escoamento da produção, que conta com a construção da Ferrovia Leste-Oeste, prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

    O objetivo da companhia é possuir duas minas de grande porte que, poderão produzir 60 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A expansão desse ativo incluirá novas instalações de produção, a construção de um mineroduto de 120 km e um terminal portuário no litoral do Estado.

    A expectativa da Steel tem se baseado na perspectiva de aumento da demanda internacional, principalmente através da siderurgia chinesa e norte americana.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
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    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Além da criação da Agência Nacional de Mineração e do Conselho Nacional de Política Mineral, o Governo Federal anunciou nesta quarta feira uma nova lei para a mineração. Esta nova lei estabelece a retomada de concessões de áreas de exploração mineral que estejam improdutivas. Além disso, será exigido um investimento mínimo para que as empresas não deixem de explorar a área concedida.

    No novo modelo existirão contratos, que valerão por 35 anos, podendo ser prorrogados, além disso, haverá uma maior fiscalização das concessões já existentes. As primeiras empresas a realizarem o pedido de uso da área terão prioridade de fazê-lo; só não terão, quando ali forem detectadas pelo governo, áreas de mineração estratégica. Apenas empresas capacitadas em pesquisas poderão ter concessões para minérios que geram receita, como ferro. Já, as pessoas físicas, poderão participar do mercado de brita, cascalho, argila e outros de fácil extração.

    As pesquisas serão fiscalizadas pela Agência Nacional de Mineração e as empresas pagarão taxas crescentes por ocupação da área. Isto, para que o empreendedor seja estimulado a finalizar os trabalhos e inicie a lavra. Um dos principais objetivos das novas regras do setor é impedir a "especulação" ou a chamada "mineração de papel", isto é, a mineração que não se transforma em produção.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Com a retomada da mina de Andrade (Minas Gerais), que estava arrendada à Vale desde 2004, a ArcelorMittal planeja triplicar sua capacidade de produção de minério de ferro no país, elevando a capacidade de Andrade e da mina de Serra Azul até 2014.

    O minério de Andrade era fornecido pela Vale durante a vigência do contrato de arrendamento, agora desfeito. A mina terá de ter sua capacidade de produção ampliada para 5 milhões de toneladas até 2013, com investimento de US$ 130 milhões, garantindo o fornecimento de matéria-prima à usina de Monlevade.

    A meta da Arcelor é atingir um nível maior de competitividade, chegando a uma capacidade anual de 10 milhões de toneladas de minério de ferro em 2014. A devolução da mina de Andrade pela Vale, para a qual foi arrendada ainda pela Arcelor, antes da fusão com a Mittal, por 20 anos, prorrogáveis por mais 20, foi feita amigavelmente.