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    Foi anunciado em 28 de abril os resultados do primeiro trimestre de 2009 da Vale, indicando queda de 37,1% de sua produção ante 1T08. A companhia andicou a menor demanda internacional por metais como fator determinante para o recuo de seus resultados.
    Em meio à crise internacional, a Vale optou por adiantar paralizações rotineiras de manutenção, além de desativar operações menos eficientes. Somado as demissões ocorridas no começo do ano, a companhia colocou em prática medidas para sanear suas operações, à medida que uma menor produção não prejudicaria sua posição no mercado internacional.
    Mesmo com o agudo viés de queda da demanda internacional, a companhia conseguiu negociar preços do minério de ferro com desconto de apenas 20% em contratos com a China, que já indica reação de sua economia.
    Plantas menos eficientes foram utilizadas durante o longo período de forte demanda por minério, sendo natural sua desativação em reversões do mercado. Portanto, a queda acentuada da produção da Vale não deverá ser totalmente repassada para seus resultados financeiros, visto que a rentabilidade do negócio foi defendida.

    No dia 03 de dezembro, a Vale do Rio Doce demitiu cerca de 2,1% (1.300 funcionários) do total de 62.000 empregados. No Brasil, a mineradora localizada em Minas Gerais demitiu cerca de 260 trabalhadores, representando 20% do total de demissões no mundo.
    A decisão da Vale foi devido a crise financeira internacional intensificado a partir de set/08. Posteriormente, a indústria siderúrgica mundial começou a reduzir sua produção, impactando em uma menor demanda de minério nos próximos meses. Sendo assim, a readequação do quadro de funcionários da mineradora ocorreu em um momento de adaptação da produção diante da recessão econômica dos principais países do mundo. A Vale anunciou outra medida de prevenção diante do arrefecimento das principais economias, com a entrada de 5.500 funcionários em férias coletivas escalonadas até fev/09.
    Em 2007, a produção mundial de minério de ferro atingiu 1,9 bilhão de toneladas, sendo que a China produziu cerca de 600 milhões de toneladas, seguida do Brasil, com produção de 360 milhões de toneladas. O minério foi o item mais exportado pelo Brasil, no mesmo período, e representou cerca de 6,5% do total de exportações, em Dólar.


    Na primeira quinzena de novembro, a China anunciou a liberação de cerca de US$ 586 bilhões, que serão aplicados, nos próximos dois anos, na ampliação do nível de investimento em infra-estrutura. Por conta desse pacote, a demanda por aço, ferro e cimento deverá crescer entre os anos de 2009 e 2010.
    O anúncio feito pelo governo chinês fez com que a indústria siderúrgica, o setor de construção e o setor financeiro fossem favorecidos com a alta das cotações das bolsas localizadas no continente asiático: Hong Kong (hong Kong), Xangai (China), Taipé (Taiwan), Tóquio (Japão), Seul (Coréia do Sul), Manila (Filipinas), entre outros.
    Em 2007, a China, considerada a maior compradora de minério de ferro do Brasil, importou cerca de 100,4 milhões de toneladas, obtendo um crescimento de 23,3% sobre o ano anterior. O dispêndio foi de US$ 4,9 bilhões, representando 35,7% do total de receita gerada nas exportações brasileiras de minério. No mesmo ano, a China produziu 36,4% do total mundial de aço devido aos bons indicadores apresentados pela economia como um todo e por sua indústria siderúrgica em particular.


    A partir do dia 1º de novembro, a Vale decidiu reduzir a produção de minérios em 30 milhões de toneladas. Diante da intensificação da crise financeira mundial, a partir de setembro deste ano, as siderúrgias mundiais e as revendedoras estavam reduzindo seus estoques, o que poderá impactar em uma menor demanda de minério.
    A Vale já paralisou a produção das mineradoras localizadas nos Sistemas Sul e Sudeste, no Estado de Minas Gerais. Essas são unidades que possuem maiores custos e produzem minérios de qualidade inferior. Há um planejamento de paralisar a produção de minério de manganês e ferro ligas em dezembro e janeiro de 2009. De janeiro a setembro de 2008, a produção de minério de ferro, no mercado nacional, foi menor em 6,4% sobre o mesmo período de 2007. Já as exportações, na mesma base de comparação, em volume, foram maiores em 25,3%, totalizando 219,25 milhões toneladas.
     


    A Vale anunciou a conclusão das negociações de reajuste do preço do minério de ferro entre as siderurgias japonesas, sul-coreanas, européias e chinesas. O aumento foi de 65,0% do preço do minério de ferro fino do Sistema Sul e FOB Tubarão e 66,0% de acréscimo no preço do minério de ferro fino de Carajás e FOB Ponta da Madeira. A elevação do preço da commodity foi devido à alta demanda no mercado mundial e ao aquecimento do mercado chinês.
    A mineradora nacional Vale também aumentou sua oferta para adquirir a anglo-suíça Xstrata por US$ 90 bilhões. Sendo que a mineradora alvo recusou a proposta de US$ 76 bilhões, no início do mês de fevereiro. Com a compra da Xstrata, a companhia ofertante se tornaria a maior produtora de níquel do mundo.
    No ano de 2007, o Brasil exportou 258 milhões de toneladas de minério de ferro e gerou uma receita de US$ 13,8 milhões, sendo que a maior parte do minério foi proveniente da Vale. A China é a maior compradora do minério de ferro nacional, representando cerca de 30,0% do total exportado.
    A maior demandante da produção de commodity são as siderúrgicas mundiais. A elevação do preço do minério de ferro irá refletir na alta do custo de produção de aço dessas empresas.