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  • meios de pagamento, empresas do setor meios de pagamento, empresas do segmento meios de pagamento, setor meios de pagamento, segmento meios de pagamento, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2019
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    No início de 2019, a PagSeguro anunciou a aquisição do Banco Brasileiro de Negócios (BBN) e passará a atuar também como instituição financeira na oferta de crédito aos seus clientes, bem como conta corrente, cheque especial e, futuramente, seguros. A iniciativa, inédita no país, visa microempreendedores e profissionais autônomos, e boa parte do público não bancarizado da própria empresa, a fim de inseri-los no sistema financeiro.

    Esta iniciativa aumenta a competitividade da PagSeguro frente aos seus principais concorrentes, como a Cielo, Rede e Getnet, que já possuem suporte dos seus respectivos bancos controladores (Bradesco e Banco do Brasil; Itaú; Santander). Estas empresas fornecem aos lojistas não apenas as maquininhas, mas também um pacote de serviços dos bancos que estão por trás destas operações.

    Estas estratégias mostram a aposta das empresas relacionadas aos meios de pagamentos na diversificação de seu portfólio, atuando não apenas na intermediação das operações financeiras, mas também em todas as etapas destas movimentações. Isto porque a concorrência do setor é alta, exigindo uma diferenciação de produtos a fim de conquistar um consumidor cada vez mais conectado ao mundo digital e que valoriza a facilidade e praticidade para a realização de pagamentos. Além disso, os players do setor também enfrentam o movimento contrário: empresas de outros segmentos estão entrando no mercado de adquirência, como é o caso mais recente da Caixa Econômica Federal, que busca parceiro para garantir sua atuação no setor.


    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2018
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), as compras realizadas com cartões no Brasil, no primeiro semestre de 2018, cresceram 13,6% ante igual período do ano anterior, representando uma movimentação de      R$ 720 milhões. Dentre as modalidades, as compras com cartões de crédito cresceram 14,0% neste primeiro semestre (R$ 450 bilhões), enquanto as compras com cartões de débito avançaram 12,3% (R$ 265,4 bilhões).

    Estes resultados apontam para um maior crescimento do uso de meios de pagamento eletrônicos em detrimento de cheque e dinheiro, e têm atraído a atenção de empresas para a entrada no mercado de adquirentes. No âmbito nacional, por exemplo, a rede atacadista Assaí, do Grupo Pão de Açúcar, lançou sua própria maquininha (“Maquininha Passaí”) com foco em pequenos empreendedores, tendo em vista que a maior parte de suas vendas é feita a pessoas jurídicas. Também com foco no pequeno empreendedor, a alemã SumUp, que iniciou suas operações no Brasil em 2013, vem ganhando espaço no mercado nacional e atua como “subcredenciadora” – oferece soluções de pagamentos usando sistemas de credenciadoras tradicionais.

    Esta entrada ameaça a liderança de players já consolidados no mercado nacional, como Cielo e PagSeguro, e que vêm buscando inovações tanto tecnológicas quanto de serviços para se manter competitivas frente aos novos concorrentes. Entre as inovações está a venda de celulares que funcionam como leitores de cartão e a autorização de pagamentos via QR Code identificados por smartphones.

    Portanto, entende-se que esta disputa contribuirá para uma desconcentração do market share do setor ainda no curto e médio prazo, tendo em vista a crescente preferência pela utilização de meios de pagamento eletrônicos nos últimos anos.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2017
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    No último dia 13 de novembro de 2017 foi lançado no Brasil um novo serviço de cartão de crédito e conta digital sem anuidade: o PAG!. Seguindo os passos da marca Nubank, o produto permaneceu em fase piloto por seis meses e já conta com 600 mil pedidos e 100 mil clientes cadastrados.

    Administrado pelo Grupo Avista, o PAG! oferece serviços como cartão de crédito internacional, pagamentos de contas e de boletos bancários, transferências sem a cobrança de taxas para qualquer banco do país, depósitos por meio de boletos gerados no próprio aplicativo, recargas de celular e saques na rede Banco24Horas. O serviço está disponível apenas por meio do aplicativo para Android e iOS.

    Este produto segue a tendência de uma novidade que vem ganhando força no Brasil: os serviços digitais. Apesar disso, é preciso destacar que os cartões de crédito são a terceira maior causa de inadimplência do consumidor brasileiro. Atrás apenas dos cartões de loja e dos empréstimos bancários, os cartões de crédito geram hoje um nível de inadimplência igual a 65,0%, segundo pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Isto mostra que, apesar da economia brasileira dar sinais de melhora, a situação financeira dos brasileiros ainda não é confortável, dada a instabilidade da taxa de desemprego e o menor rendimento médio.

    Especialista do Setor: Fernanda Rodrigues.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2017
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) é uma instância do poder público discreto que toma diversas decisões para manter o ambiente saudável de livre concorrência na economia brasileira. No entanto, este orgão tomou duas decisões que colocaram reveses no mercado de ensino superior e de meios de pagamentos, setores monitorados pela Lafis. 

    Juntas, Kroton e Estácio formariam uma companhia com valor de mercado de cerca de 30 bilhões de reais e 1,5 milhão de alunos, e dominariam quase 25% do mercado de ensino superior privado. A Kroton já era considerada um dos maiores grupos de educação privada do mundo (e o maior do Brasil) após ter comprado o grupo Anhanguera em 2014, e caso a fusão tivesse tido sucesso, tal posição seria reforçada consideravelmente. No entanto, nessa posição, o Cade entendeu que havia riscos nítidos de concentração de mercado que pudesse afetar os consumidores. 

    O mercado financeiro havia se convencido de que era possível haver uma fusão desse nível, mas havia detalhes na transação que sinalizavam cautela, porém, eles foram ignorados quando a transação foi celebrada no ano passado. Primeiramente, após a aquisição da Anhanguera pela Kroton, o Cade já havia sinalizado que essa transação havia sido a última cartada do grupo educacional para conseguir maiores fatias do mercado de ensino superior por meio de grande aquisições/fusões. Por isso que outro acordo desse nível para a Kroton teria dificuldades adicionais de aprovação pela entidade anti-trust. 

    Além disso, o acordo entre as duas empresas foi acompanhada de condicionantes para manter as sinergias previstas na fusão, como o cancelamento da transação caso fosse necessária a venda de ativos que comprometessem mais de 15% das receitas das duas empresas juntas. Assim, como a única maneira do acordo prosperar aos olhos do Cade seria através da venda de ativos significativos, como a Anhanguera e uma das empresas de educação à distância (um dos ramos mais promissores desse mercado), essa solução oferecia riscos adicionais para uma transação que prometia criar um player sólido capaz de atuar no ensino superior presencial e à distância. Não foi à toa que há um dia do Cade reprovar o acordo, Kroton havia pedido para retirar provisoriamente o processo da autarquia federal, pois entendeu que a aprovação da transação tinha um grau de complexidade que reduzia os benefícios da união entre as duas empresas. 

    Outra decisão do Cade, que não teve tanto protagonismo, mas não tem sua importância diminuída, foi o fim da exclusividade entre a Cielo e a Elo, ou seja, os cartões Elo poderão ser aceitos por credenciadoras concorrentes, como a Redecard e Getnet. Além disso, a Cielo terá que dar acesso a suas máquinas de captura a todas as demais credenciadoras do país, desde que estas empresas concedam o mesmo tratamento à companhia. Acordo semelhante já havia sido firmado em abril com a principal rival da Cielo, a Rede, do Itaú Unibanco. Isto anuncia facilidades para a entrada de novos concorrentes, tal como demonstrou o novo empreendimento do banco Safra, o Safra Pay, nova credenciadora de cartões. A concorrência deve acirrar no setor nos próximos anos. 


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2017
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) é uma instância do poder público discreto que toma diversas decisões para manter o ambiente saudável de livre concorrência na economia brasileira. No entanto, este orgão tomou duas decisões que colocaram reveses no mercado de ensino superior e de meios de pagamentos, setores monitorados pela Lafis. 

    Juntas, Kroton e Estácio formariam uma companhia com valor de mercado de cerca de 30 bilhões de reais e 1,5 milhão de alunos, e dominariam quase 25% do mercado de ensino superior privado. A Kroton já era considerada um dos maiores grupos de educação privada do mundo (e o maior do Brasil) após ter comprado o grupo Anhanguera em 2014, e caso a fusão tivesse tido sucesso, tal posição seria reforçada consideravelmente. No entanto, nessa posição, o Cade entendeu que havia riscos nítidos de concentração de mercado que pudesse afetar os consumidores. 

    O mercado financeiro havia se convencido de que era possível haver uma fusão desse nível, mas havia detalhes na transação que sinalizavam cautela, porém, eles foram ignorados quando a transação foi celebrada no ano passado. Primeiramente, após a aquisição da Anhanguera pela Kroton, o Cade já havia sinalizado que essa transação havia sido a última cartada do grupo educacional para conseguir maiores fatias do mercado de ensino superior por meio de grande aquisições/fusões. Por isso que outro acordo desse nível para a Kroton teria dificuldades adicionais de aprovação pela entidade anti-trust. 

    Além disso, o acordo entre as duas empresas foi acompanhada de condicionantes para manter as sinergias previstas na fusão, como o cancelamento da transação caso fosse necessária a venda de ativos que comprometessem mais de 15% das receitas das duas empresas juntas. Assim, como a única maneira do acordo prosperar aos olhos do Cade seria através da venda de ativos significativos, como a Anhanguera e uma das empresas de educação à distância (um dos ramos mais promissores desse mercado), essa solução oferecia riscos adicionais para uma transação que prometia criar um player sólido capaz de atuar no ensino superior presencial e à distância. Não foi à toa que há um dia do Cade reprovar o acordo, Kroton havia pedido para retirar provisoriamente o processo da autarquia federal, pois entendeu que a aprovação da transação tinha um grau de complexidade que reduzia os benefícios da união entre as duas empresas. 

    Outra decisão do Cade, que não teve tanto protagonismo, mas não tem sua importância diminuída, foi o fim da exclusividade entre a Cielo e a Elo, ou seja, os cartões Elo poderão ser aceitos por credenciadoras concorrentes, como a Redecard e Getnet. Além disso, a Cielo terá que dar acesso a suas máquinas de captura a todas as demais credenciadoras do país, desde que estas empresas concedam o mesmo tratamento à companhia. Acordo semelhante já havia sido firmado em abril com a principal rival da Cielo, a Rede, do Itaú Unibanco. Isto anuncia facilidades para a entrada de novos concorrentes, tal como demonstrou o novo empreendimento do banco Safra, o Safra Pay, nova credenciadora de cartões. A concorrência deve acirrar no setor nos próximos anos. 


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2015
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues

    Segundo o Relatório de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro, divulgado pelo Banco Central do Brasil, considerando o saldo de crédito por modalidade, o segmento de cartões de crédito representou 20,1% das operações de crédito para pessoal física em junho deste ano. Deste modo, considerando somente os recursos livres (com taxas de juros livremente pactuadas entre instituições financeiras e mutuários), o setor vem se apresentando como uma das principais modalidades de crédito oferecida pelos bancos.

    Vale destacar que o desenvolvimento do setor de cartões de crédito no Brasil é influenciado por diversos fatores, como, por exemplo, a maior bancarização e aumento da renda da população observada nos últimos anos e está em linha com a estratégia dos grandes bancos atuantes no país de elevar a participação dos serviços nos resultados, em detrimento das RIF (Receitas de Intermediação Financeira). Vale destacar que tal movimento é uma consequência do fato das receitas de serviço apresentarem maior regularidade, sendo uma fonte de receita menos sujeita às oscilações da economia e com maiores possibilidades de crescer em tempos de queda da atividade, como se apresenta a atual conjuntura.

    Embora o empréstimo de recursos dos bancos por meio dos cartões também seja considerado uma intermediação financeira, ele também agrega outros serviços e receitas, como, por exemplo, as anualidades dos cartões e o percentual de cada transação (lembrando que as grandes credenciadoras de cartões de crédito no Brasil pertencem aos grandes bancos).

    Desta forma, a perspectiva da Lafis para os próximos anos considera que o setor de cartões manterá um desempenho superior ao da economia, mesmo que em ritmo inferior ao verificado nos últimos anos, considerando que o cenário econômico adverso também afeta negativamente o setor de cartões.

    Analista Responsável pelo Setor: Marcel Tau Carneiro


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2013
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    O Itaú Unibanco anunciou nesta quarta-feira uma nova bandeira de cartão de crédito, chamada Hiper. A bandeira será aceita nos estabelecimentos credenciados pela Redecard. São mais de 1 milhão de pontos de venda, de acordo com o banco. É importante destacar que a clientela em potencial é a base de correntistas do banco, aproximadamente 40 milhões de pessoas.

    Para o Itaú, o setor é uma das prioridades de negócio, a prova disso é que ele vem se mostrando bastante ativo nesse mercado. Dentre as recentes investidas do banco neste setor, temos: o fechamento do capital da Redecard no ano passado e a aquisição da Credicard, em maio deste ano.

    No entanto, o banco não é o único que vem mostrando interesse em crescer no mercado de cartões. Um exemplo recente, foi a aquisição da Getnet pelo Santander, que corrobora o avanço das grandes instituições financeiras no setor.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    Companhias  americanas como Elavon, Tsys, Global Payments e First Data se preparam para entrar no mercado brasileiro disputando uma fatia do faturamento do setor no Brasil. O mercado local de credenciadoras de cartão é praticamente dominado pela Cielo e pela Rededecard , com mais de 90% de participação. Já nos Estados Unidos, são mais de 200 companhias disputam a preferência dos lojistas, em um mercado já desenvolvido.

    O setor de cartões creceu 24% em 2011 e teve faturamento de  R$ 670 bilhões. Para 2012 a Lafis espera um crescimento de 24% no faturamento do setor.  Nos últimos anos o setor vem sendo impulsionado pelo fato de cada vez mais os brasileiros adotarem o cartão como meio de pagamento. Além disso, houve um aumento da renda da população, principalmente das classes C, D e E, que começaram a utilizar cartões como meio de pagamento.

    Apesar das espectativas otimistas, a entrada de novas empresas no mercado rompendo com o duopólio da Cielo e Redecard, podem diminuir as margens de ganho do setor e as empresas terão que concorrer, via preço, para ganhar espaço no mercado.  


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues

    Recentemente oferecidos pelas instituições financeiras, os cartões pré-pagos chegaram ao Brasil. Esta nova tecnologia funciona como os cartões de débito comuns, podendo ser usados para a realização de compras e de saques nos caixas eletrônicos. Para obter o cartão, o consumidor precisa pagar uma tarifa pela emissão do plástico, exceto o Banco do Brasil que por enquanto a emissão é gratuita, na primeira recarga. O uso para pagamento de compras não é tarifado, mas as recargas costumam ser cobradas, assim como os saques. Atualmente este produto é oferecido pelo PanAmericano, Banco do Brasil e Banco Rendimento. Outra modalidade nova de cartões, são os cartões pré-pagos para viagens internacionais que podem ser recarregados em reais.

    O objetivo de atingir a população que não tem conta em banco, estimada em mais de 50 milhões de brasileiros pelo Banco Central, os bancos e as administradoras investem nesta nova tecnologia que tem grande potencial. Um diferencial, é que, para adquirir os cartões, o consumidor não precisa ter sua situação de crédito avaliada. Mesmo quem tem o"nome sujo" pode ter acesso a eles. Além disso, alguns cartões permitem também a realização de compras pela internet. Esta modalidade, traz benefícios interessantes para o consumidor que precisa controlar seus gastos. O produto também pode até ajudar na educação financeira da criança ou do adolescente, uma vez que força a administrar o próprio dinheiro. Quanto aos cartões pré-pagos para viagens internacionais, traz a vantagem de pagar menos IOF, cerca de  0,38% do valor total, bem abaixo dos 6,38% que passaram a ser cobrados, no começo do ano, pelo uso do cartão de crédito no exterior.

    O setor de cartões de crédito tem se beneficiado do aumento da renda da população brasileira e a escansão da economia. Os cartões pré-pagos tem um grande potência de crescimento visto que em outros países esse mercado já é muito grande. Já os cartões cartões pré-pagos para viagens internacionais cresceram cerca de 80% no último ano e ainda têm grande potencial de expansão, em virtude do aumento do IOF , somados a tranquilidade de um risco cambial zerado além da questão da segurança, fazem deste novo produto um possível diferencial para as instituições que decidirem adotá-lo.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    O Banco Central do Brasil divulgou nesta semana as novas regras aplicáveis à utilização de cartões de crédito que devem entrar em vigor a partir de 1º de junho. Tais regras compreendem a redução e a padronização das tarifas sobre cartões de crédito e a criação do cartão-base, que deverá ter custo mais baixo ao cliente.

    A redução dos números de tarifas referentes à prestação de serviços de cartão de crédito, de 80 para 5, poderá estimular a queda no valor dessas tarifas, uma vez que o cliente terá maior facilidade para comparar valores. Tais tarifas foram padronizadas e deverão corresponder a anuidade, emissão de segunda via, saque, pagamento de conta e avaliação emergencial de crédito. Espera-se, com isso, que as reclamações proveniente das condições dos cartões de crédito sejam substancialmente reduzidas.

    Apesar de poderem continuar oferecendo os cartões com os serviços tradicionais e cobrar taxas extras para esses benefícios, o cartão-base, que terá uso exclusivo para o pagamento de contas ou serviços, deverá ser obrigatoriamente oferecido pelos bancos aos clientes e contribuirá para alargar o acesso da população aos cartões de crédito, com a maior adesão das classes mais baixas, contribuindo favoravelmente a expansão do rendimento dos emissores de cartões.

    Além das duas medidas supramencionadas, a política quanto ao pagamento mínimo das faturas também foi alterada: a partir da data do início da vigência, o pagamento mínimo das faturas não poderá ser inferior a 15% do valor total da fatura. Será, portanto, necessária a adaptação dos produtos e dos processos para se adequar às novas exigências do Banco Central, o que demandará investimentos por parte das instituições financeiras.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    Foi suspensa, através de decreto, a incidência de IOF em dívidas oriundas de operações de crédito rotativo, incluindo cartões de crédito e cheque especial, que estejam atrasadas há mais de um ano. O objetivo dessa medida é, fundamentalmente, reduzir os custos da renegociação dessas dívidas, com reflexos sobre o nível de inadimplência. Outras operações de crédito já contam com essa condição, agora expandida às operações de crédito rotativo.

    A medida, aplicável tanto para Pessoa Física quanto para Jurídica, entrou em vigor em 24/maio e deverá estimular a renegociação das dívidas. Além disso, tal política poderá representar um alívio para o caixa dos bancos, uma vez que estes não precisarão desembolsar mensalmente o montante referente ao IOF não pago durante todo o período que o cliente permanecer inadimplente.

    Entretanto, as instituições financeiras poderão manter o cálculo do IOF em separado, mesmo depois de caracterizada a inadimplência, embora não seja obrigatório o recolhimento do tributo à Receita Federal.  O benefício desse critério reside no fato de que, caso não haja um acordo e o banco não consiga receber mesmo após a execução da dívida, não haverá obrigatoriedade de repasse do imposto à Receita.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    A Visa, que atua com cartões pré-pagos desde 1996, está reestruturando a sua posição no segmento. Depois da venda de sua participação na Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS) - emissora dos cartões de benefícios Visa Vale, a companhia pretende avançar no segmento de cartões pré-pagos, tanto com produtos próprios de prateleira quanto em projetos com emissores, envolvendo novos produtos.

    A empresa tem objetivo de se expandir no segmento e avança em um processo interno de reestruturação do backoffice e da rede de atendimento e de recarga do cartão com a ressalva de que grande parte da população não bancarizada não estar familiarizada com caixas de auto-atendimento, sendo, portanto, importante alcançar uma maior proximidade com o cliente. Os cartões pré-pagos podem ser utilizados para compras, pagamento de contas e transferência, com grande potencial de crescimento diante das perspectivas favoráveis provindas da ascensão social e da integração de milhares de pessoas no mercado de bens de consumo.

    Devido ao potencial de crescimento do segmento, a companhia está investindo em uma plataforma de recarga para o produto, que estará disponível em todos os bancos e instituições emissoras do cartão, inclusive para uso nos correspondentes bancários.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    A bandeira internacional de cartões - Visa, anunciou na última quinta-feira, dia 12, o lançamento de uma plataforma de pagamentos que alia os meios visual e físico. Assim, após a aquisição de algumas empresas e parcerias nos últimos anos, a empresa lançará a carteira digital no segundo semestre primeiramente nos Estados Unidos e Canadá, e ainda sem data definida para o Brasil.

    Com a carteira, os clientes poderão cadastrar todos os seus cartões de débito, crédito e pré-pagos, sendo eles da Visa ou não, e com isso realizar compras pela internet ou lojas físicas através da função contactless, em português, sem contato. O objetivo é acabar com todos os cadastros necessários em cada site de compra a cada pagamento, o que desagrada muitos usuários, que muitas vezes deixam de realizar essas compras.

    Assim, para conquistar um maior número de clientes usuários dos meios de pagamento eletrônicos, a carteira visa facilitar o processo de compra eletrônica, pois guardará os dados de forma segura. Com apenas um clique irá transferir os dados para o site. Para os pagamentos sem contato, o chip da carteira digital poderá estar acoplado ao celular, por exemplo, e creditar ou debitar determinado pagamento de um dos cartões registrados na carteira.  Além do mais, tornará possível a realização de transferências locais e internacionais de dinheiro entre pessoas, visto que a Visa opera em  200 países. O objetivo é aumentar a atuação da empresa com essa nova plataforma de pagamentos em outros países em um médio prazo. E, nessa expansão o Brasil poderá ser um forte candidato a receber a nova tecnologia, visto o aumento expressivo de usuários de cartões nos últimos anos, assim como, também, compras on-line.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    Após o início da emissão da nova bandeira de cartões "Elo" pelos bancos Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, a processadora Fidelity Brasil (FIS) anunciou na última terça, dia 26, que dará um novo salto no mercado de processamento de cartões. Assim, com a nova marca Elo agregada ao seu portfólio, a FIS espera aumentar a distância entre seus concorrentes diretos: CSU, CardSystem, Orbitall e Conductor.

    Até o mês passado, a FIS era dividida entre o banco Bradesco, com 49%, e a americana Fidelity. Entretanto, no processo anterior ao lançamento da bandeira Elo, o banco vendeu sua participação à Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS), administradora dos cartões Visa Vale. A transação acabou por transferir completamente à FIS, o controle de toda a base Elo emitida pelo Bradesco, a linha de pré-pagos da CBSS, além de todos os cartões que serão emitidos pelo futuro Banco Elo - com toda a produção do "Elocard" nas 147 lojas da Ibi Promotora de Vendas, empresa que fora, também, transferida do Bradesco para a CBSS.

    O objetivo e ambição da FIS se justifica na intenção de, além de aumentar sua fatia de mercado no processamento, confirmar a projeção dos bancos emissores do cartão Elo de conquistar 15% do mercado de cartões nos próximos 5 anos, representando em média uma base de 45 milhões de plásticos da nova marca. Plásticos esses, que serão todos processados pela empresa, aumentando substancialmente seu faturamento. Somado a isso, em outubro de 2010, a FIS já havia incorporado ao seu processamento 14 milhões de cartões de emissão do Bradesco, com o total chegando a 40 milhões, além disso, o início da emissão dos vouchers alimentação e refeição pela Caixa, e a linha de produtos que fica debaixo da CBSS, também serão fatores que impulsionarão a escalada do faturamento da FIS.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues

    A Credicard, empresa de soluções de crédito do Citigroup, anunciou na última segunda, dia 11, a sua entrada no segmento de refinanciamento de imóveis, em parceria com a Brazilian Mortgages, pertencente ao Grupo BFRE (Brazilian Finance Real Estate), do setor financeiro imobiliário.

    Nesse modelo de empréstimo, onde o tomador do crédito deixa como garantia um imóvel que esteja em seu nome, ainda se encontra incipiente no Brasil, além de ser importante ressaltar que o empréstimo pode ser requisitado para  qualquer finalidade. Outras instituições financeiras já começaram a oferecer produtos e serviços como este, como o HSBC, Itaú e Bradesco, porém ainda se mostra pouco expressivo na comparação do  mercado de crédito imobiliário no Brasil com o norte americano, na qual apresenta taxa de participação superior a 60%

    Entretanto, é importante lembrar que a falta de controle sobre a qualidade de crédito foi a causa da crise no mercado de hipotecas iniciado em 2008. Mas segundo informações da Credicard e do BFRE, existem níveis seguros para oferecer o financiamento, como a informação de que o valor da quantia solicitada pelo cliente não pode ultrapassar 50% do valor do imóvel além de, também, o comprometimento da renda familiar do adquirente para o pagamento da dívida deve ser menor que 30%. O teto máximo de empréstimo também é estabelecido em R$ 750 mil, sendo o mínimo R$ 25 mil. Assim, as instituições veem mostrando grande interesse neste tipo de financiamento, devido às boas perspectivas da economia brasileira, que vem se fortalecendo gradativamente, favorecendo diretamente os resultados e perspectivas quanto ao mercado de trabalho, o que demonstra que o brasileiro cada vez mais saberá aprender a contrair dívidas, com um maior controle.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues

    O governo anunciou na última quinta-feira, dia 28, que aumentará a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aplicada aos empréstimos externos de bancos e empresas em 2 p.p., passando de atuais 4% para 6%. O objetivo da implementação da medida compreende a tentativa de conter a grande expansão do endividamento do setor privado com o mercado, que apenas em janeiro e fevereiro deste ano, já cresceu US$ 16,4 bilhões.

    Além desse endividamento, outra questão central de preocupação do governo é o gasto de brasileiros em viagens ao exterior. Os gastos com essas viagens registraram US$ 10,5 bilhões em 2010 e US$ 1,9 bilhão apenas nos dois primeiros meses de 2011. Assim, o governo anunciou o aumento do IOF sobre as compras com cartão de crédito no exterior, passando de 2,38% para 6,38%. As novas tributações fazem parte de medidas já assinadas e aprovadas pela presidente Dilma.

    Com o aumento do IOF nas compras externas com cartões de crédito, o Ministério da Fazenda almeja uma redução dos gastos de brasileiros com viagens internacionais além de encarecer as pequenas importações que possam ser utilizadas para revenda dentro do país. Essa medida reforça o objetivo principal de conter o déficit em conta corrente do Balanço de Pagamentos nacional, que em janeiro e fevereiro chegou a US$ 8,8 bilhões, o maior da série histórica conforme pode ser observado pelo gráfico abaixo.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues

    O aumento do número de fraudes em transações com cartões de crédito e o consequente esforço das empresas do setor na implantação de chips nos plásticos a fim de aumentar a proteção contra esses roubos acarretou em uma migração das fraudes para outros tipos de meios de pagamento. Os novos ataques estão acontecendo em cartões de bandeiras regionais e cartões de lojas - chamados private labels, que, até agora, possuem um nível de segurança menor que os cartões de grandes instituições.

    Neste contexto, duas empresas do setor anuciaram parceria com o objetivo de aumentar a segurança dos sistemas e mudar este cenário de aumento no número de fraudes a cartões de pagamento. A Horus, companhia brasileira de consultoria com foco à detecção e prevenção à fraude, e a PayTrue, empresa de soluções de meios de pagamentos eletrônicos, anunciaram o acerto de uma joint venture com o objetivo de oferecer serviços de monitoração e prevenção à fraudes para instituições emissoras de cartões, sendo essas bancos ou varejo financeiro.

    Assim, o objetivo da união das empresas é oferecer o serviço de uma maneira inovadora no mercado, de forma que os custos serão passados às instituições que utilizarem os serviços, ou seja, os bancos. Esses pagarão por transação ou por número de cartões emitidos monitorados pelas empresas, sendo os responsáveis pelo pagamento do "risco" ao qual seus cartões estão expostos. O serviço, que  já existe nos Estados Unidos e no Canadá, se mostra como uma importante fonte de faturamento pelas empresas envolvidas na parceria.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    A Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS), conhecida por administrar os cartões vale-alimentação e vale-refeição Visa Vale, anunciou na última quarta-feira, dia 16, compra de fatias da Ibi Promotora de Vendas e da Processadora Fidelity, pertencentes ao Bradesco. O valor da aquisição realizada foi de R$ 976,9 milhões.

    A venda das participações à CBSS é decorrente da estruturação pela qual o Banco Bradesco está passando, juntamente ao Banco do Brasil, para constituírem a Elo Participações, caracterizada por uma holding não operacional na qual os dois bancos lançarão uma nova bandeira de cartões de pagamento: a Elo, projeto anunciado ha cerca de um ano. A Caixa Econômica Federal está nos trâmites finais de um processo para se integrar à sociedade e assim, juntos, os três bancos prevêem que os primeiros cartões emitidos com a nova bandeira aconteça já no mês de março.

    No patamar abaixo na Elo Participações haverá uma holding de serviços, responsável pela gestão da bandeira nas modalidades crédito, débito e pré-pago, estrutura essa que irá abarcar a CBSS e é onde entram a Ibi e a Fidelity. Assim, a incorporação da primeira pela CBSS tem como objetivo potencializar o negócio de cartões pré-pagos, importante parte da bandeira Elo, enquanto a segunda já é a processadora dos cartões Visa Vale. O objetivo maior que é vislumbrado pelas instituições envolvidas é aumentar verticalmente a cadeia de sinergias entre elas, o que já era esperado no plano de criação da nova bandeira.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    A Caixa Econômica Federal lançou, na última segunda-feira, dia 20 de dezembro, o "Cartão Aluguel Caixa", com o objetivo de substituir o fiador, assim como a necessidade de pagamento de depósito caução ou seguro-fiança como garantia para locação de imóveis residenciais. A iniciativa possui um cunho social, visto a dificuldade burocrática em se alugar imóveis, principalmente em cidades metropolitanas. Sendo assim, a renda mínima para se ter o cartão será de R$ 1 mil.

    O novo cartão terá uma taxa de anuidade de R$ 96,00 e será oferecido nas bandeiras Mastercard e Visa versão internacional. O cliente terá dois limites, sendo um para o pagamento de compras no varejo e outro exclusivamente para aluguel. Assim, se a função de locação for ativada, será cobrada uma taxa de manutenção de 6,67% em contrato fechado entre banco e imobiliária, podendo variar de 2 a 12 meses. A fatura então passará a incluir o valor do aluguel que, no caso de inadimplência, acarretará um pagamento de juros de 10,02% ao mês, que deverá ser pago em cartão convencional.

    Em um primeiro momento, o serviço está disponível em quatro imobiliárias, sendo duas de São Paulo e duas de Goiânia. A perspectiva é de que até 2 mil imobiliárias sejam credenciadas no período de um ano. Assim, enquanto o custo do seguro-fiança oscila entre o valor de 1 a 1,5 mês de aluguel, o custo do novo cartão será de 0,66% do valor do aluguel-mês, o que favorecerá o mercado imobiliário nos próximos anos, haja a vista o grande número de imóveis para locação e a dificuldade em se conseguir a documentação exigida ou o pagamento da caução ou fiança. Segundo o presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), José Augusto Viana Neto, a importância do novo produto se dá no maior estímulo à competição tanto intrabancária, onde novos bancos poderão lançar produtos semelhantes, como com as seguradoras, que pensarão em reduzir o valor dos seguros, estimulando, assim, a atividade imobiliária.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) anuncia que irá regularizar e padronizar as tarifas de cartões de pagamento cobradas pelos bancos emissores. A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) espera que a medida para diminuir de 45 diferentes taxas praticadas pelas instituições financeiras para cerca de uma dezena, dentre outras propostas,  seja tomada. O objetivo é permitir aos consumidores comparar preços, aumentando a demanda por estes meios de pagamento ao mesmo tempo em que normatiza as parcelas de faturas que poderão ser financiadas no rotativo.

    A medida já foi avaliada pelas áreas técnicas do Banco Central e agora encontra-se na diretoria do BC e no Ministério da Fazenda. Um outro ponto importante será a fixação de um valor mínimo de pagamento com o objetivo de evitar o aumento da inadimplência, que na área de cartões é representada pelas taxas mais altas cobradas entre as modalidades de empréstimo à pessoa física e também obrigar os bancos emissores a deixarem claro os custos implícitos deste tipo de financiamento na fatura mensal.

    O objetivo das medidas se justifica visto o crescimento da economia brasileira e a perspectiva de expansão da utilização dos meios de pagamento eletrônicos no país, com vistas a manutenção das variáveis rerlacionadas ao mercado de trabalho, com manutenção do rendimento médio e da massa salarial capacitando maior número de pessoas ao consumo e assim aumentar a confiança dessas nas compras com cartões de crédito, débito e private label.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues

    As empresas Cielo e Redecard, grandes concorrentes no mercado de pagamentos eletrônicos do País, anunciaram na última quarta-feira, 08 de setembro, parceria com a Caixa Econômica Federal com o objetivo de obterem o credenciamento de estabelecimentos comerciais clientes do banco.

    Assim, o acordo permitirá que o banco utlize as empresas como opções de credenciadoras aos seus clientes. Através deste, cuja duração será de cinco anos, Cielo, Redecard e Caixa poderão oferecer aos estabelecimentos comerciais a captura de transações Visa, Mastercard, Amex e demais bandeiras de pagamento, além de uma grande variedade de serviços e produtos tanto na adquirência como nos negócios bancários.

    O principal objetivo das parcerias é aumentar a capacidade de distribuição dos produtos e serviços das empresas, oferecendo aos lojistas brasileiros soluções que ampliem suas vendas, garantindo seguranca das transações capturadas e disponibilidade de rede, facilitando assim uma maior aderência de estabelecimentos comerciais de todos os portes e o acesso de todas as classes da população brasileira ao mercado de meios de pagamento eletrônicos. Em suma, para a Cielo e a Redecard há uma importante oportunidade de geração de valor  através do acordo, tendo em vista o grande potencial de crescimento tanto em seus faturamentos como no número de estabelecimentos afiliados.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues

    O Banco Panamericano, instituição financeira do Grupo Silvio Santos, anunciou na última quarta-feira, dia 25 de agosto, a criação de um cartão de crédito internacional para as 150 mil revendedoras da linha de cosméticos do grupo, a Jequiti. Os cartões serão emitidos nas bandeiras Visa ou Matercard. A empresa anunciou a emissão de 53 mil cartões até o momento, sendo que 26% deste total já foram desbloqueados.

    A meta é criar um capital de giro para as revendedoras, ampliando seus prazos para pagamento dos produtos. Neste contexto, além de aumentarem em 30 dias seus fluxos de caixa, essas poderão elevar suas compras, visto que o cartão possui um limite de crédito de 2,5 vezes o valor das últimas compras na Jequiti. Com o uso dos plásticos, as consultoras poderão oferecer uma condição financeira diferenciada para seus clientes finais, que é um maior prazo para o pagamento. Ressalta-se que os cartões também poderão ser utilizados em outros estabelecimentos e tipos de compras.

    O programa de fidelidade do cartão utiliza bônus em que os pontos se convertem em produtos da própria linha. Conforme anunciado, a cada R$ 100,00 em compras, a revendedora ganhará R$ 2,00 em bônus. O objetivo da empresa é ampliar o uso dos cartões como meio de pagamento e com isso alavancar suas vendas e conseqüentemente, seu faturamento. Segundo a direção do Banco Panamericano, já está sendo criado em conjunto, um seguro de perda e roubo do cartão além de acidentes pessoais, sinalizando um grande leque de possibilidades a serem exploradas em um mercado onde as consultoras se concentram nas classes C, D e E, cuja grande parcela ainda não tem contato com os meios de pagamentos eletrônicos.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues

    A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou na última terça-feira, dia 10 de agosto, a assinatura de um memorando de entendimento com o Banco do Brasil (BB) e o Bradesco para entrar na gestão da bandeira de cartões de crédito, débito e pré-pago Elo, lançada em abril deste ano. Além disso a CEF entra no mercado para desenvolver novos negócios para cartões pré-pagos, mediante criação de empresa ou utilização de companhias já existentes e atuantes no negócio, como o exemplo da Visa Vale.

    A bandeira Elo foi criada com o objetivo de ser uma marca de cartão nacional, com foco nas classes C e D, além de aumentar a sinergia entre os negócios de cartões do BB e Bradesco. A empresa constitui-se como uma holding de capital privado e fechado, na qual o Bradesco possui participação de 50,01% e o BB, de 49,99%, obtendo, inicialmente, ativos estimados em R$ 15 bilhões, visto que abrigará duas empresas controladas pelos dois bancos: a Cielo e a Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS), que administra os cartões de benefícios Visa Vale. A estimativa é que o primeiro cartão com a nova bandeira seja emitido até outubro deste ano.

    Inicialmente, a CEF obterá cerca de um terço do capital da holding que irá administrar a bandeira e, com a entrada neste mercado, o objetivo é aumentar sinergias através de ganhos em escala e base de clientes. A meta é que a holding obtenha 15% do faturamento do mercado de cartões em cinco anos. A Caixa também apresentou na mesa de negociações uma intenção de ampliar sua participação na Cielo (ex-Visanet), que atualmente é de apenas 1,4%.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues

    Visa anunciou, no dia 21 de abril 2010, a compra da empresa americana de pagamentos pela internet CyberSource, pela quantia de US$ 2 bilhões. Os papéis da companhia foram negociados por US$ 26, valor 37,25% maior que a última cotação desses títulos no dia 20 de abril.

    A CyberSource já atua em parceria com a Visa desde 1999 e atende mais de 295 mil clientes, controlando, assim, cerca de 25% do comércio eletrônico nos Estados Unidos, o que evidencia os principais objetivos da Visa em sua aquisição: acelerar seu crescimento na categoria e-commerce  e aumentar sua presença global, visando uma posição de liderança no comércio de transações eletrônicas.

    Dessa forma, o setor de cartões de crédito/débito, através de seu mais importante player no Brasil, inicia o ano de 2010 na busca de oferecer novos e mais aprimorados serviços com o objetivo de atender a crescente demanda por esses meios de pagamento no mundo, além de se adiantar na corrida pela diferenciação frente à abertura da concorrência, dado às propostas de regulamentação do setor por parte do Governo Federal.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2008
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues

    No dia 3 de outubro, o mercado, em particular o setor bancário, foi surpreendido pelo anúncio da fusão entre dois grandes bancos privados, Itaú e Unibanco, dando origem ao maior banco da América Latina e se colocando entre os 20 maiores do mundo.
    As negociações para a realização da operação duraram cerca de 15 meses mantidas em sigilo por ambos os agentes,  e para tanto, dado o cenário adverso propagado pela intensificação da crise no mercado internacional, a ação entre os dois bancos foi adiada. Sendo assim, o grupo surge como a 17ª maior empresa do mundo em capitalização de mercado, de acordo com dados da própria companhia, com US$ 324 bilhões em ativos, 14,5 milhões de clientes e 21% dos depósitos do sistema bancário no Brasil.
    A transação se deu com base na cotação de mercado das ações dos bancos nos 45 pregões anteriores ao anúncio. Por esse critério, o valor de cada ação preferencial do Itaú para efeito da relação de troca foi fixado em R$ 26,2468, enquanto cada unidade por ação do Itaú ficou em R$ 7,5460. Sendo assim, a Itaúsa, holding do Itaú, deterá 66% da Itaú Unibanco Participações, a empresa que terá o controle do Itaú Unibanco Holding. O restante ficará nas mãos dos controladores do Unibanco.
    Sobretudo, é importante ressaltar que segundo as duas instituições, esta fusão não significa que os bancos estejam em dificuldades, mas reiteram que a medida visa a solidificação do mercado financeiro, lançado-se uma instituição com mais escala e capacidade de competir no exterior. Obviamente há uma elevação na concentração do setor, pois os cinco maiores bancos (Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal) deterão cerca de 74,3% (ou R$ 450 bilhões) de todo dinheiro depositado no sistema financeiro. Ademais, juntos, eles terão 72,9% dos ativos e 72,2% das operações de crédito. Esta informação é baseada nos balanços de junho.
    Contudo, essa concentração poderá dificultar a redução dos juros e tarifas de serviços, prejudicando o consumidor que iria dispor de menos opções no mercado.
    O mercado de cartões de crédito também será afetado. A fusão entre as duas instituições irá formar a maior emissora de cartões do país. Além disso, a empresa terá nas mãos o controle da Redecard – empresa que administra os sistemas de transmissão de dados das bandeiras MasterCard e Diners. Segundo dados atualizados até outubro, a composição acionária estava composta por acionistas minoritários (36,58% das ações), Citibank (17%), e o restante com Itaú e Unibanco, detendo 23,21% cada um. Mediante a tal fato, o mercado varejista teme aumento nas tarifas, que hoje oscilam entre 1% e 5% do valor da operação como taxa de administração mais o aluguel das máquinas de cartão. Contudo, é importante salientar que a mudança de controle da Redecard não mudará a dinâmica do setor de cartões de crédito, uma vez que o padrão de concorrência permanecerá o mesmo, com a Visanet sendo sua principal concorrente, devendo, portanto, estabecer preços de acordo com essa condição.
    Para se concretizar, a fusão deverá passar pela averiguação do Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade). Entretanto, não deverá encontrar grandes empecilhos para sua conclusão devido a diferença das regras em relação a outros países.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2008
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues

    Existem atualmente dois projetos em tramitação no Congresso, que tem como prerrogativa a regulamentação do setor de cartões de crédito. De maneira geral, os projetos devem gerar benefícios tanto para os consumidores e comerciantes, mediante a diminuição de custos e de preços. Pela ausência de discriminalização de preços, acaba incorrendo no setor uma espécie de subsídio cruzado, ou seja, os consumidores pagam suas compras com dinheiro (que um é uma das formas de meio pagamento) que, por sua vez, subsidiam aqueles que se utilizam o cartão crédito e de débito. Vale ressaltar que as taxas cobradas pelas credenciadoras e administradoras de cartões de crédito inflam os preços dos produtos em cerca de 10%, equivalente ao aluguel das máquinas e os serviços de processamento das informações entre os comerciantes e o agente emissor que são repassados aos consumidores. Porém esta semana houve um avanço neste sentido com a aprovação do projeto (PLS 213/2007) pelo Senado, que trata justamente da cobrança diferenciada de preços de acordo com a forma de pagamento utilizada, autorizando os comerciantes a fazê-lo. Além deste projeto, foi aprovado também um outro (PL 338/2005), que tem o objetivo de reprimir práticas como as de empresas de cartões de crédito de enviar ou entregar sem solicitação prévia do consumidor produtos, serviços ou disponibilidade de crédito e depois cobrar pelos envios.
    No entanto, de acordo com a Abecs, existe um temor de que qualquer interferência do governo prejudique o setor, alegando que o mesmo tem obtido nos últimos anos crescimento expressivos sem nenhuma regulamentação. Ademais, a associação prevê entregar ainda ao governo um documento intitulado de auto-regulamentação, que descreve as aspirações e as sugestões das empresas representantes desta indústria.
    Os projetos seguem agora para apreciação da Câmara dos Deputados, e posterior aprovação ou alteração de alguns itens que constam dos textos.