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  • materiais de acabamento, empresas do setor materiais de acabamento, empresas do segmento materiais de acabamento, setor materiais de acabamento, segmento materiais de acabamento, economia, macroeconomia
    No primeiro semestre de 2019, a produção de insumos típicos da construção civil avançou 2,1%, em relação ao mesmo período do ano anterior. É importante destacar que em maio, em relação ao mesmo período do ano anterior, a produção avançou 14,7%, devido à fraca base de comparação, em virtude da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio de 2018, voltando a desacelerar em junho (4,1%/junho de 2018).A Lafis destaca que, se por um lado a produção de insumos típicos da construção e materiais de acabamento é favorecida pela retomada gradual observada no mercado imobiliário (importante demandante), como destacado em nossos relatórios, por outro lado, a demanda setorial é afetada pela desaceleração da atividade econômica já demonstrada pelo PIB do primeiro trimestre e por indicadores antecedentes do segundo trimestre. 

    Com tendências contrárias, a Lafis considera que os segmentos de materiais de acabamento ainda não apresentam, no horizonte de curto prazo, condições de elevar significativamente os atuais níveis de produção, ainda que tenham ampliado as vendas para o exterior como estratégia de compensação da redução da demanda interna observada nos últimos anos. 

    Especialista do Setor: Marcel Tau

    A crise econômica, bem como a piora no desempenho de diversos indicadores e de setores relacionados, com destaque para o da construção, levou a uma retração das vendas no mercado interno de painéis reconstituídos de madeira, revestimentos cerâmicos e possivelmente no segmento de metais sanitários.

    Neste cenário, as exportações ganharam maior relevância em relação ao total produzido no país. Entre 2014 e 2018, o peso das exportações (em volume) em relação à produção total, nos segmentos de revestimentos cerâmicos e painéis reconstituídos, avançaram, respectivamente de 7,7% para 13,1% e de 5,3% para 16,8%.

    Assim, a Lafis pontua que a dinâmica das exportações teve papel fundamental para ocupar parte da capacidade instalada que não seria utilizada ao longo do período de menor demanda interna e que, nos próximos anos, com a expectativa de um mercado interno mais aquecido, encontrará no mercado externo mais uma forma de expandir a produção.


    Especialista do Setor Marcel Tau

    Em 2014, o setor de construção civil apresentou um fraco desempenho, que pode ser observado por meio de diversas variáveis, tais como a retração de 5,1% no PIB de construção civil de janeiro a novembro de 2014 em relação ao mesmo período do ano anterior, retração da produção de insumos típicos da construção civil, desaceleração do crédito ao mercado imobiliário e queda no número de emprego formal no terceiro trimestre de 2014 em relação ao mesmo trimestre de 2013. 

    Deste modo, o baixo ritmo de construção civil já vem impactando os resultados e/ou perspectivas de toda a cadeia de relacionamento, como o setor de cimento, materiais de acabamento, tintas, dentre outros. Considerando ainda as denúncias da operação lava-jato contra grandes construtoras brasileiras, responsáveis pelas principais obras de infraestrutura no país e as suas consequências (default e redução da nota de crédito dada por agências internacionais) e a menor propensão do governo em investir no curto prazo, em linha com o ajuste fiscal, a tendência é que 2015 seja um ano desafiador para o setor de construção civil.

    No entanto, se por um lado há diversos indicadores da conjuntura econômica que se mostram desfavoráveis aos dois grandes segmentos da construção civil (infraestrutura e imobiliário) e seus fornecedores, por outro lado há grandes oportunidades de longo prazo para ambos os segmentos, considerando a necessidade de ampliação e modernização de diversos segmentos ligados à infraestrutura e ao grande déficit habitacional, que ainda é uma realidade brasileira. Existem ainda oportunidades ligadas à adoção de novas tecnologias que permitam maior produtividade na execução de obras.

    Analista do Setor: Marcel Tau Carneiro


    A fabricante paranaense de painéis de madeira, Berneck, anunciou que irá inaugurar essa semana sua nova unidade industrial em Curitibanos/SC, de acordo com a empresa, até dezembro serão iniciados os testes em todas as máquinas.

    A nova fábrica iniciou no mês de março com uma linha de MDF (Medium Density Fiberboard) e uma linha para revestimento em BP (Baixa Pressão) e o novo volume de produção poderá ser de 500 mil metros cúbicos  de MDF, permitindo a Berneck mais que dobrar a sua produção.

    De acordo com o Diretor Industrial, Daniel Berneck, com as novas tecnologias empregadas o aproveitamento será 1,5 p.p maior do que na unidade de Araucária, que é de 53 a 54%. Os investimentos na primeira fase da nova unidade foram de R$ 350 milhões e o projeto completo prevê um desembolso total de R$ 750 milhões.


    Diante das novas mudanças das regras do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão regulador que fiscaliza processos de fusões e aquisições, diversas empresa adiantaram tais processos, entre elas, grandes estão ligadas ao setor de construção. De acordo com a nova regra, as aquisições serão efetivadas somente depois de julgadas pelo conselho, e não assim que o negócio seja anunciado, como anteriormente.

    Uma aquisição importante para o setor de Materias de Acabamento, foi a compra da Metalúrgica Ipê Mipel pela Duratex. Foi assinado na última segunda-feira (28/05/2012), a proposta vinculativa para a aquisição da Metalúrgica Ipê Mipel, unidade da Lupatech especializada na fabricação de válvulas industriais de bronze, localizada em Jacareí (SP). O valor da aquisição foi de R$ 45 milhões e será pago somente no ato da assinatura do contrato definitivo, em até 120 dias. De acordo com a Duratex, a aquisição possibilita o aumento na oferta de produtos da divisão Deca no segmento de válvulas industriais, além de agregar capacidade de fabricação anual equivalente a 780 mil peças.

    O investimento faz parte de um plano maior de expansão na Divisão Deca que inclui a adição, na unidade de Jundiaí (SP), de 1,2 milhão de peças anuais de metais sanitários, além da inauguração de uma nova unidade de fabricação de louças sanitárias em Queimados (RJ), com capacidade anual de 2,4 milhões de peças anuais, de acordo com a empresa. Como resultado, no final de 2012, a Deca terá expansão na sua capacidade de produção de 16,4%, ante a capacidade existente ao fim de 2011. A expansão da Duratex ocorre no sentido de um crescimento nas vendas de materiais de acabamento em todo país, fruto da aceleração das obras, principalmente ligadas a construção civil. Segundo a Lafis, espera-se  um crescimento aproximado de 7%, no faturamento do setor de materiais de acabamento.


    A Portobello e a Eliane, duas empresas catarinenses do setor cerâmico, tinham como objetivo se fundirem, porém, em virtude de não encontrar "sinergias necessárias", segundo o presidente da Eliane, Edson Gaidzinski Jr, o plano foi rompido. 

    Por ser um seror muito pulverizado a consolidação da Portobello e a Eliane seria um passo importante para o setor. Assim, o negócio permitiria que a nova empresa fosse mais competitiva, globalmente, e no mercado brasileiro de revestimentos cerâmicos, no qual os produtos chineses ganham cada vez mais espaço.

    Para os proximos anos as expectativas para o crescimento do faturamento do setor são possitivas. Para 2012 e 2013 a Lafis espera um crescimento de 7% e 10,4% respectivamente.  O Brasil é o segundo maior produtor mundial de revestimentos cerâmicos. A Lafis projeta que a produção brasileira chegará a 843,5 milhões de metros quadrados em 2012, ante os 802,5 milhõesem 2011, crescimento de 5,1%. Soma-se a isso, a tendência de queda na taxa de Juros, além das as novas medidas do governo para reaquecer a economia, trará novas perpectivas para o setor.


    A chilena Arauco anunciou no dia 6 de março, a criação de uma joint venture que irá atuar no mercado brasileiro de pisos de madeira , com as  marcas Floorest e Quick-Step. Cada empresa terá 50% do negócio. Os investimentos da empresa chilena também englobam os laminados da Arauco no município de Piên, no Paraná. No acordo firmado, a Arauco vai fornecer sua fábrica paranaense e placas de HDF (de alta densidade) para a joint venture, Já a Unilin aportará tecnologia de pisos laminados - revestimento e proteção e, além disso, desenvolverá produtos, somando um maior conhecimento de mercado.

    Com a criação  da joint venture com a Unillin uma das maiores detentoras de patentes na área de pisos do mundo, a Arauco tem como objetivo se tornar líder no mercado nacional. Apesar de ainda não ter um nome para a nova empresa, Luis Dominguez Saéz, diretor da Unilin observa que a parceria entre as duas empresas será benéfica para ambos

    Sediada em Santiago, a Arauco tem mais de 1 milhão de hectares de florestas plantadas em diferentes países e 374 mil hectares de florestas nativas. Além de painéis de madeira, é também produtora de celulose. Já a  Unilin pertence à Mohawk Industries, que tem 17 fábricas na Europa, EUA, Rússia e Malásia.

    A entrada da Arauco no Brasil evidencia as possibilidades de crescimento da Construção Civil, assim como do mercado de acabamentos no Brasil em vista dos grandes eventos para 2014 e 2016, assim como pelo aumento da renda da população e o grande déficit habitacional que ainda persiste. Com vistas as boas perspectivas, para 2012 a Lafis espera um crescimento de 12,8% do faturamento do mercado de materiais de acabamento.


    A fabricante de metais sanitários Docol anunciou que pretende investir R$ 25 milhões em 2012. O valor é mais do que o dobro ao investido pela empresa em 2011, cerca de R$ 12 milhões. De acordo coma  diretoria da empresa, os recursos serão aplicados em melhoria de processos, atualização de tecnologia e ampliação da capacidade. A expansão deve exigir a contratação de mais 100 pessoas para integrar o atual quadro de 1.450  funcionários.

    Com sede em Joinville, a Docol cresceu suas vendas em cerca de 10% em 2011 e atingiu um faturamento de R$ 315 milhões. A previsão para este ano é manter o ritmo de crescimento na casa dos 10%. Segundo informações internas, a base de crescimento da Docol deve se manter no mercado brasileiro, que correspondeu a 90% das vendas no ano passado, porém, ressalta-se que a companhia manterá seu espaço em outros países a espera de condições mais favoráveis para o câmbio 

    Apesar da desaceleração da economia brasileira ao final de 2011 por do cenário de crise na Europa e EUA, o setor de construção civil e o setor de materiais de construção vem recuperando o ânimo em virtude das medidas adotadas pelo governo para reaquecer a economia, como a redução do IPI para materiais de construção, ampliação do programa "Minha Casa, Minha Vida", além de cortes na taxa básica de juros o que pode vir a facilitar uma maior elevação da demanda das pessoas físicas por créditos habitacionais, favorecendo o setor de materiais de acabamento.


    A Eternit anunciou a construção de uma fábrica de louças sanitárias em Caucaia (CE). O investimento será de R$ 97 milhões, em parceria com a Organizações Corona. As empresas formalizaram a pouco tempo a criação da joint venture Companhia Sul-americana de Cerâmica S.A. A Eternit terá 60% do capital social da nova empresa e os 40% ficarão sob controle da Corona.
    As obras serão iniciadas no primeiro semestre de 2012, com prazo de conclusão em 18 meses. A fábrica terá capacidade para produzir 1,5 milhão de vasos sanitários, pia e lavabos por ano, a partir de 2014, sendo que o volume produzido pela nova unidade será 150% superior à produção atual da marca Eternit. A empresa prevê comercializar em 2011 cerca de 1 milhão de peças sanitárias, com pretensão de crescimento de 24% a 30% no ano.
    Concluído o novo projeto e se concretizando os resultados previstos, a Eternit já planeja ampliar o escopo de sua produção. Na Região Centro-Oeste, por exemplo, a empresa pretende produzir tanques e pias de mármore sintético. Também deverá ser anunciada linha de componentes metálicos, como torneiras, para compor o portfólio de louças. Assim, o investimento anunciado juntamente com as pretensões de crescimento da empresa evidenciam boas perspectivas dos setores ligados à construção civil no país.

    A Arauco do Brasil, empresa subsidiária do grupo chileno Celulosa Arauco y Constitución, anunciou investimentos de R$ 275 milhões para ampliar a fábrica de MDF (painéis de fibra de madeira de média densidade) em Jaguariaíva (PR). A empresa receberá incentivos do governo paranaense, através do programa "Paraná Competitivo", criado em fevereiro com a finalidade de atrair novos investimentos.

    A unidade de Jaguariaíva, antes chamada Placas do Paraná, foi adquirida pela Arauco em 2005. Já em 2009, esta, juntamente à empresa sueco-finlandesa Stora Enso, adquiriu uma serraria e parte da reserva florestal de uma fábrica de papel revestido para revistas, localizada em Arapoti, no mesmo estado. Neste mesmo ano, a Arauco comprou a Tafisa do grupo português Sonae, que tem unidade de placas de madeira em Pien (PR).

    O investimento anunciado contempla projetos de expansão e modernização da fábrica que possui capacidade de produção anual de 300 mil m³ de MDF, evidenciando a preocupação da empresa em acompanhar o rápido crescimento do setor imobiliário no país, além da intenção de se beneficiar das perspectivas positivas para o setor de construção geral no país para os próximos anos, que vem demandando cada vez mais painéis de madeira, fato que alavancará vendas e faturamento das empresas do setor.

    A Arauco do Brasil, empresa subsidiária do grupo chileno Celulosa Arauco y Constitución, anunciou investimentos de R$ 275 milhões para ampliar a fábrica de MDF (painéis de fibra de madeira de média densidade) em Jaguariaíva (PR). A empresa receberá incentivos do governo paranaense, através do programa "Paraná Competitivo", criado em fevereiro com a finalidade de atrair novos investimentos.

    A unidade de Jaguariaíva, antes chamada Placas do Paraná, foi adquirida pela Arauco em 2005. Já em 2009, esta, juntamente à empresa sueco-finlandesa Stora Enso, adquiriu uma serraria e parte da reserva florestal de uma fábrica de papel revestido para revistas, localizada em Arapoti, no mesmo estado. Neste mesmo ano, a Arauco comprou a Tafisa do grupo português Sonae, que tem unidade de placas de madeira em Pien (PR).

    O investimento anunciado contempla projetos de expansão e modernização da fábrica que possui capacidade de produção anual de 300 mil m³ de MDF, evidenciando a preocupação da empresa em acompanhar o rápido crescimento do setor imobiliário no país, além da intenção de se beneficiar das perspectivas positivas para o setor de construção geral no país para os próximos anos, que vem demandando cada vez mais painéis de madeira, fato que alavancará vendas e faturamento das empresas do setor.

     


    O Governo Federal através do pronunciamento do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou no último dia 30 de novembro a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para materiais de construção por mais um ano. O anúncio foi realizado durante evento do setor de construção na  Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo.

    A medida já está em andamento e entrará em vigor no dia 1° de janeiro de 2011 com a desoneração se estendendo até dezembro deste ano. A medida favoreceu importantes itens da construção civil e vem favorecendo o setor desde junho de 2009, quando foi anunciada a redução tributária. Dentre os produtos estão cimento, tintas, argamassas, ladrilhos, revestimentos, vergalhões, fechaduras, dobradiças, chuveiros, grades de aço, pias, louças de banheiro, entre outros produtos.

    Para se dimensionar o impacto da medida é importante atender ao aumento das vendas de materiais de construção. Segundo informações da Associação Brasileira da Indústria de materiais de construção (Abramat), no primeiro semestre de 2010 essas vendas aumentaram em 19,78% na comparação com o mesmo período de 2009, um avanço justificado pelo aumento da oferta de crédito imobiliário juntamente à desoneração do IPI. É importante ressaltar a importância da construção civil na geração de empregoe renda no país. Nos dois primeiros bimestres o Produto Interno Bruto -PIB- do setor registrou crescimento de 14,9% e 16,4% respectivamente.


    A Duratex, empresa do Grupo Itaúsa, fabricante de pisos, painéis de madeira e outros revestimentos, assinou na última terça-feira, dia 09, um acordo de compra da Elizabeth Louças Sanitárias, localizada na Paraíba (João Pessoa). Segundo anunciado, a compra foi concluída pelo valor de R$ 80 milhões.

    Os objetivos da empresa de diversificar geograficamente seus negócios e, juntamente, ampliar a capacidade atual de produção justificam a aquisição. O novo negócio faz parte do programa de expansão da empresa, que anunciou investimentos da ordem de R$ 400 milhões até o ano de 2012, para aumentar cerca de 63% a capacidade produtiva de louças sanitárias da sua divisão Deca.

    Neste contexto, segundo objetivos da empresa, a atual capacidade de produção de 1,8 milhões de peças por ano, passará para 11,7 milhões ao final dos aportes, fazendo com que a divisão Deca passe de sétima para quinta colocação entre os maiores produtores mundiais de louças sanitárias. Com os estímulos e consequente expansão da demanda por obras do setor de construção civil, os setores de materiais de acabamento serão diretamente favorecidos, justificando o pacote de investimentos a ser realizado.

    A Duratex, maior fabricante de painéis e chapas de madeira do Hemisfério Sul, controlada pela Itaúsa, anunciou na última sexta-feira, dia 06 de agosto, investimento de R$ 220 milhões com o objetivo de aumentar a capacidade produtiva de louças e metais sanitários da divisão Deca. O investimento justifica-se pelo alto nível de utilização da capacidade produtiva nos dois segmentos. Atualmente, a taxa de ocupação nas linhas de metais está em torno de 98 % e 88% nas linhas de louças.

    Segundo informações da empresa, parte dos recursos deverá ser obtida por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a outra parte virá do caixa da empresa. Do total investido, R$ 120 milhões serão aplicados na expansão da fábrica de metais de Jundiaí (SP) e R$ 100 milhões para ampliação e modernização da unidade de louças de Queimados (RJ).

    O aumento dos investimentos da empresa objetiva atender a crescente demanda no setor de materiais de acabamento, tendo em vista o alto nível de utilização da capacidade instalada. Os locais de expansão produtiva onde serão realizados os aportes foram escolhidos com o propósito de dinamizar as vendas da empresa devido à proximidade dos grandes centro de consumo.


    O Governo Federal anunciou na última quinta-feira, dia 15, a terceira prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os materiais de construção desde de sua instituição em 31 de março de 2009. O objetivo do Ministro da Fazenda com a medida é a diminuição do risco de alta nos preços do setor, visto o aumento da demanda aliado à perspectiva de fim do incentivo até então.

    O corte foi anunciado em março de 2009 com previsão de término para junho desse ano a fim de aquecer a demanda em queda, conseqüência da crise. Em junho, o governo estendeu até dezembro. Nesse mês, com o aumento das obras do programa "Minha Casa, Minha Vida", aconteceu nova prorrogação até junho de 2010 e agora se anunciou extensão até 31 de dezembro de 2010. Nesse cenário destacam-se os principais motivos para tais prorrogações: a pressão dos preços e um possível desabastecimento no setor dado o grande aumento de consumo.

    A medida resultará em impactos bastante positivos para o setor de materiais de construção, o que já pode ser percebido pelo Índice Nacional de Construção Civil (INCC) saltando de 0,36% em fevereiro para 0,75% em março deste ano, assim como pelo faturamento total das vendas internas de material de construção, que, segundo a Abramat (Associação da Indústria de Materiais de Construção), já aumentou 19,01% em fevereiro em comparação a igual período do ano anterior. Adicionalmente, segundo o Ministério da Fazenda, a expansão resultaria em um aumento de 1,35% do PIB em 2010 assim como no nível de emprego, em 1,27%.


    A Eucatex, uma das maiores produtoras de chapas de fibras de madeira e painéis MDP (Medium Density Particleboard) do Brasil, com atuação também nos segmentos de tintas e vernizes, pisos laminados, divisórias, perfis, portas e telhas, anunciou esta semana um plano de investimentos na ordem de R$ 140 milhões. Desse montante estipula-se o uso de R$ 30 milhões destinados à base florestal e R$ 80 milhões a nova fábrica de chapas finas da empresa em Salto (SP). A Eucatex também vem investindo em uma nova unidade, com previsão de término em setembro deste ano, despendendo um total de R$ 250 milhões.

    A empresa, que encerrou um processo de recuperação judicial em novembro de 2009, objetiva agregar R$ 250 milhões por ano ao faturamento bruto com a instalação da nova fábrica e até R$ 80 milhões à sua geração de caixa. Além disso, segundo o vice-presidente executivo de Relação com Investidores, José Antônio de Carvalho, a nova unidade também deverá mostrar retorno superior ao de outras operações. A Eucatex planeja também, dar continuidade ao plano de expansão, migrando do mercado tradicional da BM&FBovespa, onde lista suas ações, para o Nível 1, no qual as empresas possuem suas ações mais valorizados devido aos melhores índices de governança corporativa.


    A Telhanorte, empresa do grupo francês Saint Gobain, anunciou na semana passada que conclui a compra da rede de varejo da construção Center Líder, embora desde de dezembro de 2007 houvesse rumores de que a aquisição já estava praticamente realizada. Sendo assim, a Telhanorte ultrapassou a C&C no ranking e conquista a liderança do setor, com um total de 36 lojas. O valor da negociação não foi revelado.
    Segundo a Telhanorte, a aquisição de 8 unidades das 10 pertencentes a Center Líder são estratégicas do ponto de vista de se atingir as classes de renda mais baixas, pois a atuação da Center Líder é majoritariamente nas periferias. Portanto, será mantida a marca nas lojas situadas nas regiões mais afastadas do centro, como as de Campo Limpo e Sumaré, enquanto que outras unidades, como Campinas , Alphaville e Santo Amaro, migrará para a Telhanorte.
    A aquisição também é estratégica do ponto de vista logístico, ou seja, enquanto a Center Líder só atua no Estado de São Paulo, com forte presença na zona leste, a Telhanorte, possui 14 lojas na Grande São Paulo em um total de 28 (incluindo Minas Gerais e Paraná). Além desta melhor distribuição regional, há a complementaridade nos tipos de produtos vendidos por ambas às redes, pois a venda da Telhanorte tem maior concentração nos revestimentos, louças e metais. Já a Center Líder atua também na comercialização de material elétrico, hidráulico e de ferramentas.