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  • economia brasileira, indicadores econômicos, câmbio, inflação, balança comercial, juros selic, desemprego, atividade industrial
    De acordo com o Banco Central do Brasil, houve um crescimento de 2,9% no saldo das operações de crédito totais em março deste ano, alcançando R$ 3,59 trilhões – o maior patamar da série histórica – impulsionado, principalmente, pelo avanço nas operações de crédito destinadas às pessoas jurídicas. Neste caso, observou-se um crescimento (6,4%) no crédito destinado às empresas entre fevereiro e março de 2020 em uma intensidade de crescimento mensal nunca observada anteriormente em toda a série histórica desta categoria, contribuindo também para acelerar a variação acumulada nos últimos 12 meses, que passou de 1,4% para 6,9%. Além disso, tal crescimento foi influenciado pelo avanço em ambas as modalidades: recursos direcionados (0,8% no mês e      -11,9% em 12 meses) e recursos livres (9,9% no mês e 21,7% em 12 meses).

    Os resultados descritos anteriormente mostram um crescimento significativo na demanda das empresas por crédito, sendo atendida pelas ações, em caráter emergencial, dos principais bancos do País para minimizar os impactos econômicos gerados pelas medidas de combate ao novo coronavírus (Covid-19), como a paralisação de serviços e comércios físicos e não essenciais. Ainda que a inadimplência destes agentes tenha recuado em março (-0,01 p.p.), a Lafis alerta quanto ao possível avanço desta inadimplência nos próximos dias em meio ao cenário de crise sanitária que persiste no Brasil. Isto porque importante parte das carteiras de crédito PJ é destinada a pequenas e médias empresas, principais afetadas pela paralisação: como tais empresas possuem uma menor capacidade para se sustentar ao longo destes dias de vendas fracas, estas deverão aumentar o nível de inadimplência de suas carteiras.

    Com isso, poderá se observar também uma migração da demanda das empresas por crédito livre para o crédito direcionado, como os pacotes anunciados pelo BNDES para amparar diversos negócios, uma vez que as instituições financeiras tradicionais tenderão a aumentar sua aversão ao risco, principalmente em um ambiente de elevada incerteza em razão de uma crise sem precedentes na economia nacional.

    No que diz respeito às operações destinadas às pessoas físicas, observou-se, em março, um avanço mensal de 0,3% no total das operações como resultado do crescimento em ambas as modalidades: recursos livres (0,1%, sendo esta a menor taxa desde setembro de 2018) e recursos direcionados (0,6%). O destaque, porém, está no nível de inadimplência destes agentes: crescimento de 0,27 p.p. no mês, alcançando 3,92%, o maior patamar desde agosto de 2017 (3,93%). Este resultado eleva também o nível de atenção quanto ao desempenho das operações de crédito às pessoas físicas, uma vez que, desde a chegada do novo coronavírus (Covid-19) ao Brasil, a Lafis acredita em um aumento no número de desocupados no País, tendo em vista as medidas até então anunciadas para impedir o avanço do vírus. Com suas atividades paradas, muitos empresários e comerciantes correm o risco de perder seus negócios, implicando na demissão de funcionários e, com isso, as famílias sofrerão com um maior comprometimento de sua renda com dívidas.

    Com isso, a Lafis acredita que este cenário comprometerá a trajetória de crescimento das operações de crédito nos próximos meses, mensurando seus impactos conforme a duração da crise sanitária e das medidas de suspensão das principais atividades econômicas.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues.