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  • móveis, empresas do setor móveis, empresas do segmento móveis, setor móveis, segmento móveis, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A produção de móveis apresentou crescimento de 6,5% na comparação do acumulado entre os meses de janeiro e setembro de 2021 em relação ao mesmo período do ano anterior. Ao compararmos os mesmos meses de 2021 com 2019, a produção moveleira recuou 2,4%.

    Já as vendas do setor, entre janeiro e agosto de 2021 (últimos dados disponíveis) em relação ao mesmo período de 2020, apresentaram crescimento de 8,28%. Na comparação dos mesmos meses de 2021 e 2019, o crescimento observado foi de 14,48%. 

    As comparações em relação ao ano de 2019 (última base sem efeitos da pandemia na atividade moveleira) mostraram que, enquanto a produção setorial se manteve em um patamar próximo ao período pré-pandêmico, as vendas do setor mantiveram um volume significativamente superior.

    No entanto, ao olharmos os resultados setoriais da última década, constatamos que tanto a produção quanto as vendas do setor estão em patamares distantes das máximas históricas (ano de 2013/2014), em linha com a dinâmica da economia brasileira observada nos últimos anos, marcada por anos de baixo crescimento e outros de queda da atividade econômica mensurada pelo PIB desde então.

    É importante destacar que a pandemia elevou a demanda por móveis, fato que explica o crescimento das vendas entre 2019 e 2021, considerando que um dos efeitos da pandemia foi a maior permanência das pessoas em suas residências e maior valorização da moradia,

    No entanto, como já demonstrado pelos últimos resultados do setor, o que devemos esperar para os próximos meses é uma desaceleração das vendas e queda da produção setorial, considerando que apesar da maior propensão das pessoas ao consumo de móveis como um dos desdobramentos do coronavírus, trata-se de um setor que produz bens duráveis e, portanto, de compras espaçadas e marcadas por ciclos de alta e queda da demanda. Ademais, é importante considerarmos que ainda existe no Brasil um elevado contingente de pessoas desempregadas ou com remuneração insuficiente para impulsionar as vendas do setor, considerando ainda um contexto de elevação dos juros e da inflação, fatores que reduzem o poder de compra da população.

    Especialista do Setor Marcel Tau