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Home Blog
  • móveis, empresas do setor móveis, empresas do segmento móveis, setor móveis, segmento móveis, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2024
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    As vendas de móveis apresentaram retração de 5,4% na comparação de janeiro a novembro de 2023 com igual período do ano anterior. Após o bom desempenho das vendas observado em 2020 e 2021, o setor passou a registrar uma tendência de queda, que se manteve nos últimos meses.

    O setor de móveis a muito anos tem enfrentado desafio para crescer, tanto no que diz respeito ao volume produzido como vendido. O período da pandemia, propiciou um momento de crescimento pontual tanto das vendas quanto da produção do setor, considerando que, diante da maior permanência das pessoas em suas residências, houve um movimento de maior procura para adaptar as casas para aquela situação e um dos setores favorecidos, foi o setor moveleiro.

    No entanto, o impacto positivo no setor durou pouco e desde 2022 se mantém em uma tendência de retração.

    Diversos fatores podem ajudar a entender o desempenho atual do setor, com destaque para dois: 1) a forte base de comparação de 2020/2021 reduziu a demanda no momento posterior, por se tratar de bens duráveis; e, 2) aumento da taxa de juros e inflação elevada reduzindo o poder de compra da população, sobretudo em um mercado que financia parte importante das suas vendas.

     Especialista do Setor Marcel Tau


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A produção de móveis no acumulado entre janeiro e agosto de 2023 recuou 1,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. No acumulado em 12 meses, a produção de móveis se encontra no menor patamar da série histórica iniciada em 2002.
    É importante destacarmos que após o momentâneo bom desempenho observado no setor ao longo do segundo semestre de 2020, a produção apresentou trajetória de retração significativa. Cabe pontuar que a demanda da pandemia foi beneficiada pelo maior gasto das pessoas com itens para residências, em um momento de maior permanência e valorização do ambiente residencial em paralelo a redução de gastos com outros bens e serviços.
    Com a normalização da circulação, as pessoas passaram a gastar menos com móveis, devido as compras realizadas nos anos anteriores e a necessidade de direcionar recursos para diversos outros itens, ou seja, o setor de móveis passou a disputar com um maior número de setores a renda disponível das pessoas.
    A manutenção de um elevado patamar de juros também é um fator que conjunturalmente vem atrapalhando o desempenho setorial, considerando que os produtos do setor são comumente adquiridos mediante ao parcelamento e aquisição de crédito.

    Especialista do Setor Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    A pandemia da COVID-19 causou uma reviravolta econômica sem precedentes em todo o mundo. Empresas de todos os setores enfrentaram desafios significativos, desde restrições de operação até mudanças nos hábitos de consumo dos clientes.

    Nesse cenário de recuperação, é crucial que as empresas estejam preparadas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgem. E uma ferramenta valiosa para essa preparação estratégica é a análise setorial.

    Compreender as tendências do mercado, as mudanças de comportamento do consumidor e as demandas emergentes torna-se essencial para se posicionar de forma inteligente e competitiva.

    Este texto explora a importância da análise setorial como uma poderosa aliada das empresas na retomada econômica, e como a análise setorial pode ajudar as organizações a identificar oportunidades, mitigar riscos e tomar decisões informadas que impulsionem seu crescimento.

    Prepare-se para desvendar os segredos por trás da análise setorial e descubra como essa ferramenta estratégica pode levar sua empresa a um novo patamar de sucesso.

     

    Entendendo a retomada da economia e o papel da Análise Setorial

     

    Após um período desafiador de incertezas e instabilidades, a retomada econômica pós-pandemia já se tornou uma realidade.

    No entanto, é importante compreender que o cenário econômico atual é marcado por mudanças significativas nos comportamentos de consumo, nas dinâmicas de mercado e nas demandas dos clientes.

    As empresas que desejam se destacar nesse novo contexto precisam adotar uma abordagem estratégica, antecipando-se às transformações do mercado e se adaptando rapidamente. É aqui que a análise setorial desempenha um papel fundamental.

    A análise setorial permite que as empresas compreendam em profundidade o panorama do seu setor de atuação. Ela vai além da análise macroeconômica geral e mergulha nas especificidades de cada segmento, identificando as principais tendências, desafios e oportunidades que surgem durante a retomada econômica.

    Ao entender os fatores-chave que impulsionam o crescimento do setor, as empresas podem ajustar suas estratégias, reposicionar seus produtos e serviços e se adaptar às novas demandas dos consumidores.

    Além disso, a análise setorial ajuda as empresas a avaliarem a competitividade do mercado, identificando os principais concorrentes e suas estratégias. Com base nessas informações, é possível desenvolver estratégias diferenciadas, encontrar nichos de mercado pouco explorados e conquistar uma vantagem competitiva.

    Em suma, a análise setorial permite que as empresas estejam à frente da curva, antecipando-se às mudanças do mercado e tomando decisões fundamentadas. Na próxima seção, exploraremos em detalhes como essa ferramenta valiosa pode ser aplicada de forma eficaz, fornecendo vantagens estratégicas e impulsionando o crescimento empresarial na retomada econômica pós-pandemia.

    A análise setorial desempenha um papel crucial na tomada de decisões estratégicas das empresas durante a retomada econômica pós-pandemia. Ela oferece uma visão aprofundada das tendências e mudanças que estão moldando o mercado, permitindo que as empresas compreendam o cenário em que estão inseridas e se posicionem de maneira estratégica.

     

    Benefícios da Análise Setorial para as empresas

     

    Ao adotar uma abordagem estratégica baseada na compreensão das tendências e mudanças do mercado, as empresas podem obter vantagens significativas. Vejamos alguns dos benefícios-chave da análise setorial:

     

    Identificação de oportunidades de crescimento: permite que as empresas identifiquem oportunidades emergentes e nichos de mercado pouco explorados – o que permite a possibilidade de direcionar seus recursos e esforços para o desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores, atendendo às necessidades específicas dos clientes.

     

    Tomada de decisões informadas: Com acesso a dados e informações precisas sobre o setor, as empresas podem tomar decisões estratégicas fundamentadas, permitindo que empresas se adaptem rapidamente às mudanças do mercado.

     

     

    Vantagem competitiva: A análise setorial ajuda a identificar os pontos fortes e fracos dos concorrentes, bem como as lacunas no mercado que podem ser aproveitadas. Isso permite que as empresas se posicionem de forma única, atendendo às necessidades dos clientes de maneira mais eficaz do que seus concorrentes.

     

    Mitigação de riscos: auxilia na identificação de riscos e ameaças que podem afetar o desempenho das empresas. Ao antecipar esses desafios, as empresas podem desenvolver estratégias de mitigação adequadas e estar preparadas para enfrentar obstáculos.

     

    Aproveitamento das tendências de mercado: as empresas podem se adaptar de maneira proativa e capitalizar as oportunidades que surgem, ajustando-se rapidamente às mudanças nos comportamentos do consumidor, nas demandas de mercado e nas inovações tecnológicas.

     

    A análise setorial é uma ferramenta poderosa para as empresas que deseja estar sempre prontas aos desafios do seu mercado.

    Ao identificar oportunidades de crescimento, mitigar riscos, adaptar a estratégia de negócios e conquistar uma vantagem competitiva, as empresas estarão bem posicionadas para se destacar no mercado e alcançar o sucesso.

    Lembre-se de que a implementação da análise setorial requer uma coleta cuidadosa de dados, análises aprofundadas e monitoramento contínuo. Além disso, contar com especialistas nessa área, como a LAFIS, pode fornecer um apoio valioso na interpretação dos dados e na orientação estratégica.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A produção de móveis e colchões em fevereiro de 2023 foi de 27,6 milhões de unidades. Na comparação com o mês anterior, recuou 3,6%. Porém, quando olhamos para o mesmo período de 2022, os resultados apontam para um crescimento de 4,1%. A variação aumentou pela segunda vez consecutiva, indicando uma demanda maior no início do ano do que no ano passado. Isso trouxe algum alívio para o setor, que acumula queda de 10,4% na produção nos últimos 12 meses.
    Em receita, o desempenho é semelhante: queda de 2,6% de janeiro a fevereiro de 2023, quando a produção de móveis e colchões atingiu valor nominal de R$ 5,4 bilhões; em contrapartida, alta de 5,0 em relação a fevereiro 2022%. Nos últimos 12 meses, o faturamento do setor caiu 5,3%.
    É importante destacarmos que após o momentâneo bom desempenho observado no setor ao longo de 2021, a produção apresentou trajetória de retração significativa. Cabe pontuar que a demanda da pandemia foi beneficiada pelo maior gasto das pessoas com itens para residências, em um momento de maior permanência e valorização do ambiente residencial em paralelo a redução de gastos com outros bens e serviços.
    Com a normalização da circulação, as pessoas passaram a gastar menos com móveis, devido as compras realizadas nos anos anteriores e a necessidade de direcionar recursos para diversos outros itens, ou seja, o setor de móveis passou a disputar com um maior número de setores a renda disponível das pessoas.
    No entanto, no gráfico abaixo é facilmente percebido que a tendência de retração da produtos moveleira é um fenômeno que ocorre a muitos anos e dialoga diretamente com o baixo crescimento econômico vivenciado pelo Brasil nos últimos anos.
    Desta maneira, mesmo que o setor apresente para o restante do ano de 2023 a mesma tendência de recuperação tímida observada no início do ano, ainda assim os níveis permanecerão muito abaixo dos bons momentos do setor.

    Especialista do Setor Marcel Tau


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2022
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    Não é de hoje que a produção de móveis no Brasil está aquém da observada entre os anos de 2012 e 2014, fenômeno também verificado em diversos outros setores no Brasil, especialmente quando tratamos de segmentos da indústria. O fraco desempenho econômico no Brasil, marcado por baixas taxas de crescimento em alguns anos e retração em outros, bem como diversos outros fatores, como reajustes nos preços de insumos, da energia elétrica e o já conhecido “custo Brasil”, que trata de mazelas que limitam a competividade da economia e de setores brasileiros em relação a outros países forma o cenário que ajuda a explicar o desempenho do setor moveleiro.

    O bom desempenho da segunda metade de 2020, marcado pela reabertura da indústria e de parte do comércio (após as paralizações provocadas pelo coronavírus) em um cenário de maior valorização da moradia, considerando a maior permanência das pessoas em sua residência parecia marcar um ponto de inflexão da produção moveleira. No entanto, com o passar do tempo, a produção setorial começou a desacelerar e desde meados de 2021 a produção de móveis apresentou os menores níveis da última década para cada respectivo mês, ao olharmos em retrospectiva.

    Neste sentido, a Lafis considera que 2022 será mais um ano ruim para o setor moveleiro, considerando uma perspectiva de baixo crescimento econômico, inflação elevada e aumento da taxa de juros, fatores que reduzem o poder de compra das pessoas e tendem a afetar o desempenho do varejo e da produção em diversos setores, não sendo diferente no setor moveleiro.  

    Especialista do Setor  Marcel Tau Carneiro

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A produção de móveis apresentou crescimento de 6,5% na comparação do acumulado entre os meses de janeiro e setembro de 2021 em relação ao mesmo período do ano anterior. Ao compararmos os mesmos meses de 2021 com 2019, a produção moveleira recuou 2,4%.

    Já as vendas do setor, entre janeiro e agosto de 2021 (últimos dados disponíveis) em relação ao mesmo período de 2020, apresentaram crescimento de 8,28%. Na comparação dos mesmos meses de 2021 e 2019, o crescimento observado foi de 14,48%. 

    As comparações em relação ao ano de 2019 (última base sem efeitos da pandemia na atividade moveleira) mostraram que, enquanto a produção setorial se manteve em um patamar próximo ao período pré-pandêmico, as vendas do setor mantiveram um volume significativamente superior.

    No entanto, ao olharmos os resultados setoriais da última década, constatamos que tanto a produção quanto as vendas do setor estão em patamares distantes das máximas históricas (ano de 2013/2014), em linha com a dinâmica da economia brasileira observada nos últimos anos, marcada por anos de baixo crescimento e outros de queda da atividade econômica mensurada pelo PIB desde então.

    É importante destacar que a pandemia elevou a demanda por móveis, fato que explica o crescimento das vendas entre 2019 e 2021, considerando que um dos efeitos da pandemia foi a maior permanência das pessoas em suas residências e maior valorização da moradia,

    No entanto, como já demonstrado pelos últimos resultados do setor, o que devemos esperar para os próximos meses é uma desaceleração das vendas e queda da produção setorial, considerando que apesar da maior propensão das pessoas ao consumo de móveis como um dos desdobramentos do coronavírus, trata-se de um setor que produz bens duráveis e, portanto, de compras espaçadas e marcadas por ciclos de alta e queda da demanda. Ademais, é importante considerarmos que ainda existe no Brasil um elevado contingente de pessoas desempregadas ou com remuneração insuficiente para impulsionar as vendas do setor, considerando ainda um contexto de elevação dos juros e da inflação, fatores que reduzem o poder de compra da população.

    Especialista do Setor Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A fabricação de móveis apresentou em maio de 2021 crescimento de 42,5% em relação ao mesmo mês de 2020, período marcado pelo maior impacto negativo no setor, diante das paralizações provocadas pelo coronavírus. No acumulado de 2021 até maio, a produção moveleira avançou 29,5%.

    No entanto, ao compararmos a produção dos cinco primeiros meses de 2021 com o mesmo período de 2019, com o intuito de estabelecermos uma comparação antes da pandemia, observamos que a produção de móveis manteve patamar de produção, com crescimento de apenas 0,8%. De janeiro a abril de 2021 (dados mais recentes divulgados) em relação aos mesmos quatro meses de 2019 as vendas de móveis apresentaram expansão de 8,9%.

    Nesse cenário, apesar da aceleração da atividade econômica prevista para 2021 e da fraca base de comparação observada no primeiro semestre de 2020 no setor moveleiro, a Lafis considera que o ímpeto observado no segundo semestre do ano passado, tanto no que diz respeito a produção quanto as vendas foi contido nos últimos meses.

    Apesar dos desafios enfrentados em 2020, o setor moveleiro foi beneficiado pela maior valorização da moradia por parte das famílias diante da necessidade do distanciamento social para conter o avanço da pandemia. Nesse cenário, com maior número de pessoas trabalhando, estudando ou simplesmente permanecendo maior tempo em seus lares, o que se viu foi um impulso da produção e vendas de móveis.

    No entanto, observando as últimas divulgações do setor, a Lafis considera que a produção e vendas devem se acomodar em um patamar mais próximo aos anos antes da pandemia (distante das máximas históricas). Este cenário considera que o período de aquisição entre móveis que cumprem a mesma função é superior a um ano (bens duráveis) e considera ainda que o cenário para 2021, embora melhor que o esperado anteriormente, ainda é bastante desafiador, com a manutenção de um elevado patamar de desemprego e aceleração da inflação e juros, variáveis que afetam diretamente o setor moveleiro. 

    Especialista do Setor Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A fabricação de móveis apresentou em 2020 retração de 3,8% em relação ao ano de 2019. É importante observar que mais importante que a queda anual foi o movimento ao longo do ano da produção moveleira. Enquanto no primeiro semestre de 2020 houve retração de 19% da produção moveleira em relação ao mesmo período do ano anterior, no segundo semestre de 2020 a produção apresentou crescimento de 9,3%.

    A maior permanência das pessoas em casa, seja para fins de trabalho ou estudo (home office e Ead) trouxe uma mudança significativa no consumo de móveis em 2020, com grande valorização da moradia por parte das pessoas, justamente pela maior permanência nas residências por parte significativa da população, além das necessidades de adaptação para viabilizar as atividades remotas. 

    Nesse sentido, a Lafis enxerga 2021 como um ano promissor para a fabricação moveleira, favorecida pelo movimento descrito acima e pela fraca base de comparação, considerando o desempenho negativo do primeiro semestre de 2020.

    Por fim, a Lafis destaca que diante da iminência do fim do auxílio emergencial, com a manutenção de um elevado patamar de desemprego representa um risco econômico e pode afetar negativamente o setor, pois reduz o poder de compra de parte significativa da população.

    Especialista do Setor Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    De janeiro a agosto de 2020, o volume de vendas de móveis no varejo apresentou crescimento de 5,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já no acumulado de 12 meses até agosto, a expansão foi de 6,8%. Na comparação de agosto de 2020 com igual mês do ano anterior o crescimento das vendas no setor foi de 39,0%, atingindo o maior valor de vendas do ano de 2020 e a maior variação nesta base de comparação já observada na série histórica, confirmando a tendência de recuperação do setor moveleiro ao longo do ano.

    Dentre as justificativas para o bom desempenho das vendas no setor, a Lafis destaca a valorização da moradia e novas necessidades das pessoas e empresas, em ambos os casos influenciado pela atual crise sanitária.

    Quanto ao volume de produção, de janeiro a agosto de 2020 houve retração de 11,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação de agosto deste ano, com igual mês do ano passado, a produção moveleira avançou 11,35% considerando a reabertura das fábricas e abrandamento das medidas de distanciamento social, em um cenário de recuperação da capacidade dos leitos de UTI no Brasil. É importante destacar que no primeiro trimestre do ano a produção de móveis apresentou uma queda significativa e a recuperação do setor começou a ser observada de maneira mais consistente no mês de junho.

    Assim, considerando as informações de vendas e produção do setor, bem como as notícias mais recentes envolvendo o setor moveleiro, a Lafis considera que o setor manterá um bom desempenho até o final de 2020, abandonando os fracos números do 2° trimestre.

    Especialista do Setor Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    As vendas de móveis recuaram 4,4% no primeiro semestre deste ano em relação a 2019. Na comparação de junho de 2020 com o mesmo mês do ano anterior, houve expansão de 21,74% das vendas, após a forte retração observada nos meses entre março e maio.

    No contexto de elevada volatilidade da atividade econômica e da demanda do setor moveleiro observou-se no setor um descompasso entre a indústria de painéis de madeira e os fabricantes de móveis, que resultou em uma disputa envolvendo empresas e entidades representativas de ambos os segmentos.

    Fabricantes de móveis alegam oferta insuficiente e reajustes de preços injustificáveis praticados pelo setor de painéis de madeira, considerando um cenário de depressão econômica como o observado neste ano. Por sua vez, do dado da indústria de painéis, a readequação produtiva em função do covid-19 e adequação aos decretos estaduais e municipais justificam algumas distorções observadas. 

    Para maiores detalhes sobre esta questão, como o posicionamento das entidades e de importantes empresas fornecedoras de painéis de madeira, como Duratex e Berneck, consultar as últimas publicações do portal de notícias Móveis de Valor.  

    Especialista do Setor Marcel Tau.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    De acordo informações do site Móveis de Valor, o setor moveleiro já apresenta tendência de demissões em função dos desdobramentos do COVID-19. Segundo Maristela Cusin Longhi, presidente da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário), “pelas estimativas que temos neste momento, o setor já demitiu em torno de 13 mil pessoas”. Esse número corresponde a 5% do contingente de trabalhadores do setor moveleiro que, ainda de acordo com a Abimóvel, gerava 270 mil empregos diretos antes da pandemia, o que corresponde a 8ª cadeia produtiva que mais emprega no país.

     Francio, presidente da Movergs (Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul), informa que a entidade fez uma pesquisa para avaliar a situação das indústrias moveleiras gaúchas. “O retorno que tivemos é que elas reduzirão entre 5% e 30% o quadro de funcionários”, admite Francio. Ele lembra que as empresas de móveis no Rio Grande do Sul geravam 40,8 mil postos de trabalho até a chegada da crise.

    A dificuldade de acesso ao crédito e a retração brusca na demanda, além da proibição/restrição de atividades em determinadas regiões são os principais motivos que levará ao aumento do número de demissões do setor no curto prazo.

    Neste sentido, a Lafis destaca que, por mais que as associações setoriais e o Governo tomem medidas para reduzir os impactos da crise do novo coronavírus, os impactos no setor moveleiro e outros setores permanecerá enquanto houver necessidade da manutenção do distanciamento social, principal política adotada mundialmente para mitigar os efeitos do novo vírus.

    Assim, devemos ver nos próximos meses dados bastante reduzidos de produção e vendas do setor e tendência de aumento do número de demissões, cenário que deve perdurar enquanto não houver uma redução clara e consistente no número de infectados e mortos pelo vírus.

    Especialista do Setor Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    Considerando dados entre janeiro e novembro de 2019, a produção moveleira apresentou estabilidade em relação ao mesmo período do ano anterior (-0,1%). Cabe destacar que a produção setorial apresentou bastante oscilação entre os meses, com alguns meses apresentando forte crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior e queda significativa em outros. 

    É importante destacar que, com a retomada gradual do mercado imobiliário a tendência do setor é voltar a crescer, ainda que distante da produção observada no auge da produção moveleira e em ritmo lento, pois os principais indicadores econômicos apontam para uma retoma gradual nos próximos anos. 

    Além disso, o volume de vendas de móveis no varejo apresentou crescimento de 2,9% no acumulado em 12 meses até outubro e o bom desempenho dos últimos dados divulgados, corrobora uma perspectiva de aumento dos pedidos junto aos produtores do setor nos curto e médio prazos.

    Especialista do Setor Marcel Tau.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2019
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    No acumulado de janeiro a julho de 2019, a produção de móveis recuou 1,7%, sob uma base fraca de comparação. Na comparação de julho de 2019 com igual mês do ano anterior o setor apresentou expansão de 4,1% na produção. Em 12 meses, a produção setorial permanece no terreno negativo, com retração de 3,6%. Já a utilização de capacidade instalada do setor apresentou retração de 3,3 pontos percentuais, na comparação de julho de 2019 com mesmo mês de 2018.

    Quanto aos indicadores de comércio exterior do setor, no acumulado até agosto de 2019, as exportações de móveis (móveis e acessórios, colchões e assentos) recuaram 2,2%, enquanto as importações apresentaram queda de 9,4%. A retração das importações foi impactada pela queda no segmento de assentos, que representa a maior parcela dos produtos importados pelo setor.

    De maneira geral, o setor moveleiro vem apresentando dificuldade em elevar o nível de produção em manter elevados níveis de utilização de capacidade, fruto de um mercado ainda com dificuldades em apresentar crescimento satisfatório. No mercado externo, embora não seja o principal destino das exportações de móveis do Brasil, a crise Argentina reduz as oportunidades de escoar parte da produção local.    

    Analista do Setor Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2019
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    O volume de vendas do varejo de móveis registrou forte alta em fevereiro, com avanço de 6,3% na comparação com igual mês do ano passado, revertendo a queda de 0,9% de janeiro na mesma base de comparação. No acumulado dos dois primeiros meses de 2019, o setor de móveis registrou alta de 2,4%, melhorando um pouco o desempenho do setor na taxa anualizada que passou de -3,4% em janeiro para 3,1% em fevereiro.

    No que diz respeito à produção setorial, no primeiro bimestre do ano, a fabricação de móveis permaneceu estagnada, apontando que a produção setorial não respondeu ao aumento da demanda no varejo mobiliário observada no início do ano.

    Tais sinais opostos trazem um bom paralelo com o observado na economia nos primeiros meses de 2019 e com os indicadores de diversos setores acompanhados pela Lafis. As expectativas em relação à melhoria da atividade econômica e da aprovação de reformas estruturais indicam uma melhora na confiança de empresários e consumidores no médio e longo prazo, mas os resultados parciais e as projeções de mercado ainda apontam para uma baixa taxa de crescimento e recuperação lenta. 

    Especialista do Setor Marcel Tau.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2015
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A redução do consumo e a consequente desaceleração do ritmo de atividade industrial faz vítimas no município de Ubá, na Zona da Mata mineira, principal polo moveleiro do estado. Nos últimos dois meses, pelo menos 6 fabricantes de móveis interromperam as atividades e colocaram na rua mais de 600 trabalhadores. No ano, as demissões somam 1.500 somente no setor. 

    Fora do estado RS, PR e SP, a cidade mineira de Ubá é uma das poucas que concentra um pólo moveleiro no Brasil, e o fato dela estar passando por dificuldades, demonstrada pela demissão de trabalhadores, já anúncia que o desempenho do setor de móveis em 2015 não será favorável. 

    Pode-se esperar que a utilização da capacidade instalada caia, como um dos vários reflexos dessa conjuntura negativa que passa o setor em 2015, no entanto, serve de alento destacar que a produção brasileira de artigos mobiliários ainda "encontra escapatória" no mercado externo, com países como os E.U.A. apresentando taxas consistentes de crescimento. Algo a ser relevado pela indústria, a qual já possui uma certa penetração externa nestes países. 


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2015
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A Caixa Econômica Federal confirmou a suspensão do Programa Minha Casa Melhor, que facilita a compra de móveis e eletrodomésticos. O banco informou que novas contratações estão sendo discutidas para uma outra fase do programa, mas não informou detalhes nem prazos. Para os beneficiários que já têm cartão referente a contratos em vigor não haverá mudanças. Lançado em 2013, o programa facilita a aquisição de bens conforme as necessidades das famílias inscritas no Minha Casa, Minha Vida. A Caixa oferece a cada beneficiário do programa habitacional do governo, um crédito subsidiado de até R$ 5 mil para compra de móveis e eletrodomésticos, a juros de 5% ao ano e prazo de 48 meses para pagamento.

    Uma péssima notícia para o setor de linha branca&marrom, e especialmente para a indústria moveleira, que não tem usufruído de tantos benefícios do Governo Federal nos últimos anos. No entanto, acredita-se que a suspensão do programa não tenha tanto impacto assim, pois retira somente um nicho de mercado específico: as famílias financiadas pelo "Minha Casa, Minha Vida" que dispõem de espaço financeiro para contrair outros empréstimos. Afirma-se que a precaução dos consumidores para adquirir ou renovar artigos mobiliários devido ao instável cenário macroeconômico permeado por expectativas negativas tem afetado mais o setor, e isso está gerando um maior impacto negativo sobre o setor  do que o fim deste programa. Outras fontes de pressões para o desempenho da produção de móveis podem vir do aumento do IPI e/ou do aumento de outros tributos, como os relacionados à Previdência Social (aquela que incide sobre a folha de pagamento). Diga-se de passagem, um suposto aumento de tributos pode ter efeitos mais localizados.

    Analista do Setor: Francisco Lira 


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2014
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    Fabricante gaúcha de móveis planejados, a Todeschini planeja ter, até 2017, uma unidade própria de beneficiamento de madeira. O local desejado para o projeto, que chegaria aos       R$ 280 milhões em investimentos para construção e compra de equipamentos, fica no município de Cachoeira do Sul, onde a empresa possui a maior parte de suas florestas. A definição, porém, ainda depende de uma solução para o abastecimento de energia elétrica, já que a área escolhida, localizada às margens da BR-290, não possui rede.

    Essa notícia destaca o fato de que mesmo uma indústria intensiva em recursos naturais, como a moveleira, está suscetível às dificuldades de infraestrutura na economia brasileira, conforme ilustra necessidade de 10 MegaWatts para concretizar a construção da fábrica pela Todeschini. Os empecilhos da burocracia federal na gestão elétrica adicionam complexidade ao problema.

    Outro aspecto interessante da notícia relaciona-se com os planos de verticalização da empresa, pois ela quer ter acesso fácil e próprio de placas compressadas de madeira (MDF, no jargão técnico), o que segue a tendência delineada para o setor no Brasil, que vai na contramão do que é feito em termos mundiais - as empresas moveleiras buscam especializar-se (realizar o desenho do produto) e deixar outros detalhes da fabricação e venda de bens (distribuição, venda, insumos) para outros agentes.

    Analista do Setor: Francisco Lira

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2014
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    O governo federal anunciou, na segunda-feira a manutenção em 4% - um ponto abaixo do padrão de 5% - do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para móveis, painéis e revestimentos. Apesar da extensão do período de alíquota reduzida até 31 de dezembro, o setor moveleiro esperava obter desoneração completa, tendo em vista as dificuldades encontradas no primeiro semestre de 2014. Até abril, os últimos dados consolidados pela Associação das Indústrias de móveis do Rio Grande do Sul (Movergs) indicaram redução de 7,3% na produção nacional. A indústria gaúcha praticamente estagnou no mesmo período, com evolução de apenas 0,6%. 

    A prorrogação da alíquota de 4% de IPI para móveis é uma boa notícia, mas conforme demonstram as reclamações dos fabricantes, poderia haver uma redução de tributos já que o setor passa por muitas dificuldades (alta competição estrangeira, custos logísiticos e despesas com varejo e crédito). No entanto, ao analisar a decisão do governo, é muito provável que este não tenha zerado a alíquota devido à demanda de móveis ser mais sensível ás oscilações da renda do que as dos preços, isto é, possivelmente as perspectivas de baixo crescimento de renda (acompanhado da desaceleração da procura de imóveis)  têm um efeito superior que as de reduções de preços (as quais ocorreriam, caso os tributos não fossem cobrados) a fim de estimular o setor. Acrescenta-se que as dificuldades fiscais enfrentadas pelo Governo Federal pesaram muito na decisão de não zerar o IPI de móveis. 


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2013
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária, a ampliação da lista de produtos que podem ser adquiridos por meio do programa Minha Casa Melhor.

    os beneficiários do Programa Minha Casa, Minha Vida poderão comprar, além dos produtos que já estavam inclusos, tablet, forno de micro-ondas, móveis para cozinha e estante ou rack. O preço máximo definido para o tablet é de R$ 800; do micro-ondas, R$ 350; dos móveis para cozinha, R$ 600; e de estante ou rack, R$ 350. 

    Ademais, o CMN atualizou os valores dos limites para aquisição dos produtos que já estavam na lista do Minha Casa Melhor, com o intuito de elevar a qualidade dos produtos ofertados.

    Tais políticas tendem a estimular as vendas do comércio varejista, para os produtos inclusos no benefício, em um cenário em que o alto endividamento das famílias desestimula o consumo. No entanto, é importante destacar que o limite de crédito oferecido para as familias inclusas no programa permaneceu em R$ 5 mil, o que deve levar a uma maior concorrência das empresas dos segmentos favorecidos junto aos consumidores. 

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A fabricante paranaense de painéis de madeira, Berneck, anunciou que irá inaugurar essa semana sua nova unidade industrial em Curitibanos/SC, de acordo com a empresa, até dezembro serão iniciados os testes em todas as máquinas.

    A nova fábrica iniciou no mês de março com uma linha de MDF (Medium Density Fiberboard) e uma linha para revestimento em BP (Baixa Pressão) e o novo volume de produção poderá ser de 500 mil metros cúbicos  de MDF, permitindo a Berneck mais que dobrar a sua produção.

    De acordo com o Diretor Industrial, Daniel Berneck, com as novas tecnologias empregadas o aproveitamento será 1,5 p.p maior do que na unidade de Araucária, que é de 53 a 54%. Os investimentos na primeira fase da nova unidade foram de R$ 350 milhões e o projeto completo prevê um desembolso total de R$ 750 milhões.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    A Móveis Kappersberg, sediada na cidade de Tupandi (RS) anunciou investimentos da ordem de R$ 49,2 milhões para a ampliação e modernização de sua planta industrial no município. A empresa produz uma grande linha de móveis passando por dormitórios, salas de estar, cozinhas e escritórios.

    A empresa vem mostrando crescimento, se destacando como uma das maiores do país em seu setor e conquistando novos mercados para exportações. Neste contexto, o investimento anunciado justifica-se não só pela expansão das vendas externas, mas também pelo potencial de alavancagem das vendas internas para os próximos anos, haja visto o robusto crescimento da construção civil no país. Este aumento no número de obras construídas, puxadas também pela expansão do programa governamental "Minha Casa, Minha Vida", garantirão uma demanda crescente por móveis.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    A Eucatex anunciou na última terça-feira, dia 04 de maio, a construção de sua terceira fábrica de painéis de madeira no interior de São Paulo, a segunda na cidade de Salto. O investimento para as obras será de cerca de R$ 240 milhões.

    Atualmente a empresa produz 670 mil metros cúbicos de painéis e pretende com a nova unidade produzir mais 280 mil metros cúbicos de painéis de média e alta densidade, utilizados, principalmente, nas indústrias da construção civil e moveleira, indústrias de grandes projeções de demanda para os próximos anos.

    O novo investimento integra o plano de revisão estratégica da empresa, visto que essa passou por uma forte crise financeira nos últimos anos, desde 2002, quando pediu concordata. Assim, com o novo investimento, a Eucatex pretende alcançar um faturamento de R$ 950 milhões no ano de 2010, valor 14,5% superior ao alcançado em 2009.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    A Fibraplac, empresa fabricante de chapas MDF e MDP (feitas a partir de fibras e de partículas de madeira de média densidade, respectivamente) controlada pelo grupo Isdra de Porto Alegre, anuncia investimentos para o ano de 2010. A empresa pretende investir US$ 200 mihões em nova fábrica a ser instalada na cidade de Campinas (SP) com previsão de início de operações para 2012.

    A Fibraplac já opera em uma fábrica em Glorinha (RS) com capacidade instalada de 1 milhão de metros cúbicos de MDP e MDF por ano. A projeção para a nova planta é de 250 mil metros cúbicos por ano até 2012 e expansão para 500 mil metros cúbicos anuais até o final de 2014. O investimento foi impulsionado pelo crescimento dos setores de móveis e construção civil para o ano em exercício assim como os seguintes.

    O objetivo é o acompanhamento da expansão dos pólos moveleiros e da construção civil nos estados de São Paulo e Minas Gerais, incluindo as regiões Centro-Oeste e Nordeste. Com os investimentos, a Fibraplac prevê um faturamento de R$ 550 milhões em 2010, fortemente baseado nas operações de MDF; produto com maior valor agregado que tende a responder bem aos incrementos na renda real do trabalhador.