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    Os dados divulgados pela ANFAVEA no começo de maio deram uma maior dimensão acerca do tamanho do impacto negativo da pandemia de Covid-19 sobre o setor. A produção da indústria automobilística, em abril, despencou ao menor nível da série histórica, iniciada em 1957, reflexo da paralisação de quase todas as fábricas ao longo do mês. De acordo com os números divulgados, apenas 1.847 veículos foram produzidos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, um tombo de 99% sobre o mês anterior e de 99,4% sobre abril do ano passado. Além disso, foram produzidas 1.752 máquinas agrícolas, 60,3% a menos do que em abril de 2019. 

    Além da produção em queda, as vendas internas recuaram 28,4% em comparação a abril de 2019, acumulando -7,4% nos quatro primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, as exportações caíram 62,1% em abril sobre abril do ano passado e 28,5% no primeiro quadrimestre. Um efeito colateral importante produzido pelo Covid-19 é a ausência de feiras agrícolas como, por exemplo, a Agrishow, umas das maiores do mundo e responsável por lançamentos das principais tendências de inovação do setor, que foi adiada; os fornecedores tentam sua realização em agosto, mas ainda sem confirmação.

    Por outro lado, destaca-se que uma das saídas utilizadas pelo setor é o mercado externo, em boa medida influenciada por uma taxa de câmbio acima de R$ 5,00. O setor de máquinas tem no Mercosul, em particular na Argentina, seus principais clientes e a recessão neste país, associada aos efeitos do Covid-19 tendem a dificultar as vendas. No entanto, a abertura de mercados árabes para produtos agrícolas brasileiros e manutenção do patamar de importações chinesas, seguem sendo importantes estímulos à demanda de equipamentos para o setor agrícola.

    Desta forma, diante da adversidade vivida na economia global, o próprio setor, representado pela ANFAVEA, afirma não ter capacidade de realizar projeções neste momento, e à medida que as fábricas puderem reabrir, os resultados ficarão mais claros.


    Especialista do Setor Marcos Henrique