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    Na trilha das medidas de caráter contra-cíclicas, o governo optou, dia 17/04, pela desoneração do IPI para os produtos de linha branca por um prazo de três meses. A redução será de 15% para 5% em se tratando das geladeiras e isenção total para o caso dos fogões e tanquinhos, cujas alíquotas eram de 5% e 10% anteriormente à implementação da medida. As máquinas de lavar, por sua vez, obterão isenção de 10%, o que reduzirá o imposto pago pelo fabricante à metade.
    A perda de receita decorrente desse "alívio" fiscal aos fabricantes será compensada com o aumento do IPI para bebidas alcoólicas e cigarros, o que se mostra bastante razoável uma vez que o consumo desse tipo de produto é pouco atingido em épocas de crise. Ao contrário, existem estudos que afirmam que a depauperação das expectativas faz com que o consumidor procure bens que propiciam uma "fuga" da realidade e bem estar imediato. Um ponto de risco é a possibilidade de que o consumo das bebidas e cigarros seja redirecionado para os produtos piratas, o que prejudicaria as contas públicas ainda mais, mesmo com a recente queda da meta de superávit primário.
    Com a isenção de impostos espera-se que seja criado um choque positivo na demanda fazendo com que o consumidor possa aproveitar o período para troca de eletrodomésticos, sobretudo aqueles que apresentam vantagens tecnólogicas recentemente tornadas acessíveis ao consumidor de renda média, como é o caso dos refrigeradores "frost free". Caso a medida obtenha resultados positivos, contendo as demissões da indústria, é perfeitamente possível que o governo amplie o prazo de isenção como fez com o imposto para os automóveis.