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  • laticínios, empresas do setor laticínios, empresas do segmento laticínios, setor laticínios, segmento laticínios, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2026
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Larissa Curvelo

    O preço do leite cru pago ao produtor voltou a subir em julho de 2026, sustentado pela demanda por leite UHT e pela concorrência dos laticínios na compra da matéria-prima. Na “Média Brasil”, o valor alcançou R$ 2,8761/litro, alta real de 4,65% mensal e de 4,96% anual, conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Esalq/USP. Apesar da recuperação, o mercado apresenta sinais de enfraquecimento e perspectiva de queda nos próximos meses.

    A captação de leite também avançou em julho, com alta mensal de 2,38% no ICAP-L (Índice de Captação de Leite), embora o índice ainda acumule queda de 9,3% no ano. A recuperação da oferta tende a reduzir a disputa entre os laticínios pela matéria-prima e limitar o espaço para novas altas de preços ao produtor.

    No mercado dos derivados, o comportamento foi desigual em julho. Enquanto, o preço do leite UHT avançou 7,35% mensal, as negociações em relação ao queijo muçarela e ao leite em pó perderam o ritmo. Pesquisas do Cepea, com apoio da OCB, apontam que as indústrias seguiram pressionadas nas margens.

    As importações também ampliaram a disponibilidade interna e pressionaram as negociações domésticas. Em julho, as compras externas cresceram 9,01% frente a junho e 33,49% na comparação com julho de 2025, com aumento das aquisições de leite em pó e queijos. Diante desse cenário, a expectativa é de recuo das cotações do leite cru no fim do terceiro trimestre de 2026, diante do aumento da oferta, maior disponibilidade de produtos importados e enfraquecimento das negociações.

    Analista Responsável Larissa Curvelo