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  • laticínios, empresas do setor laticínios, empresas do segmento laticínios, setor laticínios, segmento laticínios, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Os preços do leite ao produtor deverão manter tendência de alta nos próximos meses, tendo em vista as pressões de demanda recentes, derivadas do confinamento imposto pela pandemia de Covid-19. O Boletim do Leite Cepea de Abril destaca que: “Redes atacadistas e varejistas intensificaram a procura pelo derivado, diante da forte demanda de clientes, que queriam fazer estoques por conta das recomendações de isolamento em decorrência da pandemia de coronavírus. Com a menor disponibilidade do produto, o preço médio do UHT registrou forte alta 22,7% na segunda quinzena de março e de 24,8% no acumulado do mês”.

    Por outro lado, segundo o presidente da Gadolando, Marcos Tang, em relação aos queijos, que na maioria, são destinados à alimentação em Fast Food ou vendidos em pequenos mercados e beira de estradas, a comercialização está menor. Assim, a principal destinação do produto vem sendo a para comercialização da bebida, na maior parte UHT, buscando fazer todo o faturamento sobre este produto. "O leite fica caro para o consumidor e nós, produtores, ficamos na mesma, com risco de baixar os preços", observa.

    As linhas de produtos mais caras, como iogurtes, sobremesas e queijos importados, tiveram quedas intensas desde a segunda quinzena de março. Isso indica que os consumidores estão sendo mais cautelosos quanto às decisões de consumo, e isso parece estar acontecendo também em outros setores, à medida que os consumidores passam de marcas e categorias mais caras para produtos básicos e alternativas acessíveis. 

    A pesquisa diária do Cepea mostrou que “o preço médio da muçarela recebido pelas indústrias em negociações no estado de São Paulo teve queda acumulada de 0,97% em março. Ressalta-se que dificuldades no escoamento de queijos colocam em risco o faturamento de pequenas e médias indústrias – algumas, inclusive, já paralisaram suas atividades e suspenderam a compra de leite no campo em regiões onde o sistema agroindustrial do leite é menos desenvolvido.”

    No que se refere ao mercado externo, um setor que tem grande dependência de importações, tem reduzido nos primeiros meses desse ano o déficit estrutural do setor. O destaque ficou por conta de produtos como leite em pó (integral e desnatado) e leite condensado, que viram sua demanda subir no primeiro trimestre. A tendência do produtor, portanto, será buscar mercados externos, a exemplo do ocorrido no biênio recessivo (2015-16).

    Especialista do Setor Marcos Henrique