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  • laticínios, empresas do setor laticínios, empresas do segmento laticínios, setor laticínios, segmento laticínios, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2024
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Ao longo de 2023, o crescimento econômico e a recuperação da massa salarial, bem como da renda da população favoreceram o incremento do consumo de leite no país, o qual atingiu 4,1% em comparação a 2022. Além disso, segundo dados da Embrapa, dois indicadores centrais do mercado também apresentação elevação: a disponibilidade de lácteos aumentou em cerca de 5% e o índice de captação leiteira se apreciou em 1,6%.

    Entretanto, o descasamento entre a capacidade da captação (1,6%) e o aumento do consumo (4,1%) indicam que a oferta interna não tem conseguido fazer frente à demanda. Por isso, o incremento do consumo foi viabilizado pelo crescimento de 68,8% das importações em relação a 2022. Em 2023 mais de 8% da oferta de leite e derivados no país foi de origem importada.

    No mercado de queijos, os números se destacam. Com relação à muçarela, por exemplo, a diferença de preços praticados no Brasil e nos países exportadores chegou a 45,8%, enquanto no leite em pó integral foi de 31,5%. Argentina e Uruguai, os principais países exportadores de leite para o Brasil, possuem preços historicamente mais competitivos devido a uma eficiência média no setor superior à realidade brasileira. Enquanto o preço médio do litro de leite no Brasil está a 39 centavos de dólar, o leite argentino custa 35 centavos de dólar e o uruguaio, 36. No fim do ano passado, o Governo Federal anunciou duas medidas para incentivar a atividade.

    O CILeite, órgão vinculado à Embrapa, relata que o alto volume das importações levou a uma desvalorização dos preços dos principais derivados de leite no mercado atacadista nacional ao longo do ano. No leite UHT, as cotações diminuíram 18,6% entre maio e novembro, atingindo R$ 3,76 por litro. Na muçarela, a queda foi de 15,6%, chegando a R$ 26,88 no mesmo período. Com isso, as margens tanto no campo quanto na indústria ficaram prejudicadas. Quando perguntados sobre o que produtores e laticínios devem fazer para enfrentar um ano desafiador, os pesquisadores e analistas do CILeite sugeriram criatividade e diversificação. A produção de leite artesanal, por exemplo, está crescendo e pode ser uma saída para muitos produtores.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    As margens apertadas no setor leiteiro e a complementação do consumo interno com importações não são novidade, mas o momento é de apreensão para os produtores. De acordo com o presidente da Comissão Técnica de Pecuária Leiteira, Ronei Volpi: “

    Infelizmente, o Brasil não tem conseguido igualar os custos de produção aos de nossos parceiros do Mercosul, como Argentina e Uruguai. Essa disparidade é fruto de questões estruturais que precisamos enfrentar internamente. No curto prazo, nossa reivindicação junto ao governo é por um controle mais efetivo das importações de produtos lácteos do Mercosul, com uma regulamentação mais rígida das licenças de importação. Consideramos também a possibilidade de uma pausa nas importações, talvez de 30 a 60 dias, para permitir um reequilíbrio no mercado. Isso aliviaria a enorme pressão sobre os produtores, que estão sendo forçados a abandonar suas atividades devido à falta de viabilidade econômica. Essa situação vai além do âmbito econômico, transformando-se em um problema social significativo”.

    Em resposta, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou nesta semana que o governo federal tomou a decisão de taxar a importação de derivados de leite de países de fora do Mercosul. Em conversa com o vice-presidente Geraldo Alckmin ainda garantiu que o governo irá aplicar R$ 100 milhões nas compras pública de leite, com espaço até para triplicar o valor.

    As medidas emergenciais buscam equacionar o setor, mas a longo prazo, as reformas estruturais no setor, que visem a elevação da produtividade, terão condições de reduzir os subsídios. A maior parte dos produtores globais subsidiam seu setor agropecuário, mas sua produtividade, em geral, também é mais elevada.

    Economista Responsável Marcos Henrique

     


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A pandemia da COVID-19 causou uma reviravolta econômica sem precedentes em todo o mundo. Empresas de todos os setores enfrentaram desafios significativos, desde restrições de operação até mudanças nos hábitos de consumo dos clientes.

    Nesse cenário de recuperação, é crucial que as empresas estejam preparadas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgem. E uma ferramenta valiosa para essa preparação estratégica é a análise setorial.

    Compreender as tendências do mercado, as mudanças de comportamento do consumidor e as demandas emergentes torna-se essencial para se posicionar de forma inteligente e competitiva.

    Este texto explora a importância da análise setorial como uma poderosa aliada das empresas na retomada econômica, e como a análise setorial pode ajudar as organizações a identificar oportunidades, mitigar riscos e tomar decisões informadas que impulsionem seu crescimento.

    Prepare-se para desvendar os segredos por trás da análise setorial e descubra como essa ferramenta estratégica pode levar sua empresa a um novo patamar de sucesso.

     

    Entendendo a retomada da economia e o papel da Análise Setorial

     

    Após um período desafiador de incertezas e instabilidades, a retomada econômica pós-pandemia já se tornou uma realidade.

    No entanto, é importante compreender que o cenário econômico atual é marcado por mudanças significativas nos comportamentos de consumo, nas dinâmicas de mercado e nas demandas dos clientes.

    As empresas que desejam se destacar nesse novo contexto precisam adotar uma abordagem estratégica, antecipando-se às transformações do mercado e se adaptando rapidamente. É aqui que a análise setorial desempenha um papel fundamental.

    A análise setorial permite que as empresas compreendam em profundidade o panorama do seu setor de atuação. Ela vai além da análise macroeconômica geral e mergulha nas especificidades de cada segmento, identificando as principais tendências, desafios e oportunidades que surgem durante a retomada econômica.

    Ao entender os fatores-chave que impulsionam o crescimento do setor, as empresas podem ajustar suas estratégias, reposicionar seus produtos e serviços e se adaptar às novas demandas dos consumidores.

    Além disso, a análise setorial ajuda as empresas a avaliarem a competitividade do mercado, identificando os principais concorrentes e suas estratégias. Com base nessas informações, é possível desenvolver estratégias diferenciadas, encontrar nichos de mercado pouco explorados e conquistar uma vantagem competitiva.

    Em suma, a análise setorial permite que as empresas estejam à frente da curva, antecipando-se às mudanças do mercado e tomando decisões fundamentadas. Na próxima seção, exploraremos em detalhes como essa ferramenta valiosa pode ser aplicada de forma eficaz, fornecendo vantagens estratégicas e impulsionando o crescimento empresarial na retomada econômica pós-pandemia.

    A análise setorial desempenha um papel crucial na tomada de decisões estratégicas das empresas durante a retomada econômica pós-pandemia. Ela oferece uma visão aprofundada das tendências e mudanças que estão moldando o mercado, permitindo que as empresas compreendam o cenário em que estão inseridas e se posicionem de maneira estratégica.

     

    Benefícios da Análise Setorial para as empresas

     

    Ao adotar uma abordagem estratégica baseada na compreensão das tendências e mudanças do mercado, as empresas podem obter vantagens significativas. Vejamos alguns dos benefícios-chave da análise setorial:

     

    Identificação de oportunidades de crescimento: permite que as empresas identifiquem oportunidades emergentes e nichos de mercado pouco explorados – o que permite a possibilidade de direcionar seus recursos e esforços para o desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores, atendendo às necessidades específicas dos clientes.

     

    Tomada de decisões informadas: Com acesso a dados e informações precisas sobre o setor, as empresas podem tomar decisões estratégicas fundamentadas, permitindo que empresas se adaptem rapidamente às mudanças do mercado.

     

     

    Vantagem competitiva: A análise setorial ajuda a identificar os pontos fortes e fracos dos concorrentes, bem como as lacunas no mercado que podem ser aproveitadas. Isso permite que as empresas se posicionem de forma única, atendendo às necessidades dos clientes de maneira mais eficaz do que seus concorrentes.

     

    Mitigação de riscos: auxilia na identificação de riscos e ameaças que podem afetar o desempenho das empresas. Ao antecipar esses desafios, as empresas podem desenvolver estratégias de mitigação adequadas e estar preparadas para enfrentar obstáculos.

     

    Aproveitamento das tendências de mercado: as empresas podem se adaptar de maneira proativa e capitalizar as oportunidades que surgem, ajustando-se rapidamente às mudanças nos comportamentos do consumidor, nas demandas de mercado e nas inovações tecnológicas.

     

    A análise setorial é uma ferramenta poderosa para as empresas que deseja estar sempre prontas aos desafios do seu mercado.

    Ao identificar oportunidades de crescimento, mitigar riscos, adaptar a estratégia de negócios e conquistar uma vantagem competitiva, as empresas estarão bem posicionadas para se destacar no mercado e alcançar o sucesso.

    Lembre-se de que a implementação da análise setorial requer uma coleta cuidadosa de dados, análises aprofundadas e monitoramento contínuo. Além disso, contar com especialistas nessa área, como a LAFIS, pode fornecer um apoio valioso na interpretação dos dados e na orientação estratégica.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Anvisa suspendeu a comercialização, a distribuição e o uso dos seguintes produtos da marca Natville, fabricados entre janeiro e maio de 2023 pela empresa Laticínios Santa Maria Ltda.: Leite UHT integral, Leite UHT desnatado (embalagem de 1 Litro) e Soro de leite em pó parcialmente desmineralizado 40% (embalagem de 25Kg). 
    Por meio de uma inspeção realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi verificado que os produtos em questão foram produzidos pela empresa Laticínios Santa Maria Ltda. (CNPJ: 04.439.268/0001-85), sem a devida autorização do Ministério. Nos rótulos dos produtos consta a informação errônea de que eles teriam sido fabricados por uma filial da empresa, a Laticínios Santa Maria Ltda. (CNPJ: 04.439.268/0003-47).   Também foi constatado que esses alimentos foram produzidos sem as devidas condições de higiene e sem a realização de controles que garantam sua qualidade e segurança.  
    De acordo com a Vigilância Sanitária, o recolhimento de alimentos visa retirar do mercado os que representem risco ou agravo (dano) à saúde do consumidor. Há dois tipos de recolhimento: o voluntário e o determinado. O voluntário é iniciado pela empresa responsável pelo produto, quando identificada uma situação de risco sanitário. Isso porque se trata de um procedimento mais ágil para a imediata e eficiente retirada do produto do mercado de consumo, considerando as medidas de controle de qualidade adotadas pela empresa. 
    Por sua vez, o recolhimento determinado é estabelecido pela Anvisa, como medida preventiva de risco ou agravo à saúde do consumidor, caso não seja realizado voluntariamente pela empresa responsável pelo produto.

    Analista Responsável Marcos Henrique


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Em pesquisa recente realizada pela Cepea/Esalq, o preço do leite cru captado por laticínios em março chegou a R$ 2,8120/litro na “Média Brasil” líquida, registrando altas de 2,4% frente ao mês anterior e de 10,8% em relação a março de 2022, em termos reais. Com isso, o índice acumula um avanço real de 9,3% no primeiro trimestre de 2023. O aumento das cotações ao produtor nestes três meses foi sustentado pela oferta limitada no campo, movimento atípico para esse período. A produção foi prejudicada pelo clima adverso, resultado do fenômeno La Niña, e pela saída de produtores da atividade no ano passado.
    Deve-se lembrar que o verão e as chuvas entre janeiro e abril melhoram os pastos para o gado, o que possibilita mais oferta de leite e, por consequência, preços menores. O contrário, todavia, ocorre entre os meses de abril e agosto, mais frios e secos, o que costuma elevar as cotações da matéria – prima.
    Em complemento à alta dos preços, observou-se também, segundo dados da Embrapa, alta nos custos de produção no primeiro trimestre do ano. Após uma queda no custo de produção de leite em fevereiro, o mês de março fechou em ligeira elevação de 0,2%. Mas, em 2023, a inflação de custos acumulada nos dois primeiros meses do ano está em 1,4%, enquanto a variação anual de custos de produção de leite registrou uma deflação de -3,5%.
    Portanto, 2023 promete ser mais um ano de desafios a produtores de laticínios.

    Especialista do Setor Marcos Henrique


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2022
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Após a alta dos combustíveis tirar o sono dos brasileiros, a redução do ICMS realizada por decreto deu resultados em julho, produzindo uma deflação no mês, puxada exatamente pela queda dos combustíveis. O vilão, agora, tem sido o leite longa vida, que pelo IPCA, acumula alta de 66% em 12 meses até julho; de acordo com a Abras, associação que representa os supermercados, no primeiro semestre de 2022, o produto acumulou alta de 41,77%; o queijo muçarela, na mesma métrica, acumula 36,1% de alta. 

    Diante da elevação de custos e redução da renda, fabricantes têm “inovado” na apresentação de seus produtos, em alguns casos oferecendo aos consumidores “bebida láctea” no lugar de leite comum. Chamados de alimentos de “segunda linha”, estes incluem leite em pó, requeijão, leite condensado, creme de leite e o próprio leite UHT. Custando até 30% menos, os produtos figuram ao lado dos originais nas prateleiras, o que gerou reação das autoridades. 

    Os preços do leite ao produtor vêm registrando forte elevação nos últimos meses. Em julho, o preço médio nacional atingiu R$ 3,19, uma alta de 36,9% em termos reais (deflacionado pelo IPCA jul/22) na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em comparação a janeiro deste ano, a valorização real ultrapassa 50%. Segunda Cepea, “este expressivo aumento se explica pela menor oferta de leite no campo em junho. Com isso, as indústrias de laticínios seguiram em disputa pela compra do leite cru, matéria-prima para a produção de lácteos, para tentar evitar capacidade ociosa de suas plantas.”

    Os movimentos são passageiros e à medida em que as chuvas voltarem no último trimestre, a situação tenderá a se normalizar. Mas por enquanto o vilão é o leite!

    Analista Responsável Marcos Henrique

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2022
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Os movimentos de alta dos preços do leite acompanham também um período de redução da captação no campo. No ano de 2021, o preço médio do leite cru pago ao produtor ficou em   R$ 2,08, numa constante alta, após R$ 1,70 em 2020 e R$ 1,36 em 2019. De acordo com informações da pesquisa de abate do IBGE para o quarto trimestre de 2021, os laticínios que atuaram sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária captaram 25,08 bilhões de litros, equivalente a uma queda de 2,2% sobre a quantidade registrada em 2020. 

    O resultado representa a primeira diminuição após um período de quatro anos de aumentos consecutivos, entre 2017 e 2020. Ainda segundo o órgão, houve decréscimo de 561,92 milhões de litros de leite no país na passagem de 2020 para 2021, reflexo da redução no volume captado em 18 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. Entre as principais razões para tal desempenho, a seca na região Centro-Sul que limitou as pastagens do gado é uma delas, mas associada também à alta dos custos de produção, especialmente a ração animal, cuja base é a soja. O desmonte das cadeias globais, como resultado da pandemia de Covid-19 potencializou o aumento de custos, a partir do repasse cambial em boa parte dos insumos do campo.

    Na tentativa de segurar uma inflação que parece fora de controle, o governo federal decidiu zerar impostos sobre diversos produtos importados, entre eles a tradicional muçarela. O produto passa a ser incluído na Lista de Exceções à TEC do Mercosul até 31 de dezembro de 2022, estendendo a todos os demais países o benefício fiscal já concedido aos integrantes do Mercosul. O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Rio Grande do Sul (Conseleite) criticou a decisão do governo do presidente Jair Bolsonaro. 

    Os produtores veem a medida com “inoportuna, uma vez que produtores e indústrias enfrentam uma das maiores crises de competitividade da história recente”. Segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag), em nota, diferente de produtores americanos e europeus, os brasileiros não recebem subsídios, o que torna a concorrência sem tributação ainda mais injusta.

    Especialista do Setor Marcos Henrique


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Os custos de produção disparam no campo, como já ocorre com as cadeias de carnes, suínas e de frango. A alta dos grãos elevou em mais de 31% o gasto para produzir leite, entre abril de 2021 e abril de 2020, de acordo com o índice de custos de produção da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), divisão Gado de Leite. De acordo com a pesquisadora responsável “isso é explicado com maior peso pela subida de custo do alimento concentrado, que teve um aumento de quase 60% nesse período. Se a gente somar o peso da alimentação do rebanho, [o peso o alimento concentrado] representa ao todo 60%. Por que também temos o custo da produção e compra de volumosos que somada ao custo da alimentação concentrada representa 60% do peso de toda o custo de produção da atividade leiteira”.

    Adicionalmente, o clima também não tem contribuído com os produtores. De acordo com a Cepea, o menor volume de chuvas nesta época do ano diminui a disponibilidade e a qualidade das pastagens, afetando negativamente a alimentação volumosa do rebanho e a produção de leite. Portanto, com clima mais seco e de maneira mais intensa se comparado ao ano passado, serão observados preços sazonalmente mais altos entre março e agosto. Além das pastagens, a falta de chuvas tem diminuído também a produtividade das lavouras de milho e a qualidade da silagem de produtores de leite

    A despeito do aumento dos preços ao produtor, o cenário atual vem comprimindo as margens de lucro, atraindo-se para o abate, uma vez que as cotações da arroba estão em alta, reflexo da demanda externa aquecida e câmbio desvalorizado. Desta forma, o cenário é de oferta limitada de leite nos próximos meses, o que deverá pressionar seus preços e de seus derivados aos consumidores com a renda já comprimida pela pandemia. Este fato, porém, é um limitador aos repasses de preços, o que pode dificultar ainda mais a vida dos produtores.

    Analista Responsável Marcos Henrique

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O Ministério da Agricultura renovou autorização que beneficia pequenas indústrias de leite com dificuldades de vender sua produção diante da pandemia. A decisão, publicada em um ofício circular no dia 12 de abril, permite novamente que laticínios com o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) possam comprar leite a granel cru (spot) de pequenas indústrias com selos de inspeção estaduais ou municipais (serviço de inspeção diverso). Conforme o documento, os estabelecimentos sob a responsabilidade do SIF devem manter registros auditáveis do recebimento para garantir a rastreabilidade da matéria-prima, bem como permitir que sejam constatadas conformidades com os padrões legais vigentes.

    O mercado de lácteos passou por dificuldades no ano de 2020 em função da paralisação de diversas atividades, principalmente bares e restaurantes. As vendas de produtos como leite e seus derivados, principalmente queijos, tiveram queda em diversos meses do ano, como reflexo a contração da renda dos consumidores e do fechamento de estabelecimentos comerciais. A saída, no entanto, foi encontrada nas exportações, com produtos como creme de leite e leite condensado sendo exportados para países da América do Sul.

    A retomada da atividade econômica, principalmente nos países asiáticos, tem incentivado a elevação dos preços, como observado no indicador FAO de alimentos que, em abril, atingiu pico desde abril de 2014. O subíndice de laticínios evoluiu 1,2% em comparação ao mesmo mês de 2020. De acordo com análise Cepea/Esalq, “apesar da oferta limitada de matéria-prima no mercado brasileiro, o dólar em patamar recorde e a fraca demanda doméstica incentivaram as vendas externas de produtos lácteos em março. Dados da Secex mostram que as exportações cresceram 63% de fevereiro para março, somando 3,4 mil toneladas”.

    Com isso, o cenário para o setor de lácteos é positivo para este ano, embora diversos desafios, tal como a redução de oferta de animais leiteiros, possam pesar de maneira contrária, além da pandemia que, no Brasil, segue de maneira acelerada.

    Analista Responsável Marcos Henrique

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O ano de 2020 foi marcado por desafios para o setor. Do lado da demanda, a pandemia de Covid-19 impôs restrições aos consumidores, particularmente aos bares e restaurantes, importantes compradores de leite e derivados. Do lado da oferta, o clima exerceu pressões negativas, devido às irregularidades das chuvas e às secas extremas, especialmente na região Sul. Ambos os fatores, combinados, proporcionaram um ano de desequilíbrios entre a oferta e a demanda e de elevação substancial dos preços no campo.
    Por outro lado, perspectivas positivas se abriram no mercado internacional, seja pela desvalorização do real frente ao dólar ou até mesmo a retomada de acordos comerciais, como o caso com a Arábia Saudita que deverá aumentar as compras de lácteos. Historicamente, o Brasil tem déficit na balança comercial deste tipo de produto e, no período recente, vem suavizando o saldo negativo, dado que os produtores vêm  buscando mercados externos, tendo em vista o enfraquecimento da demanda interna. No que se refere às exportações de lácteos, o Brasil segue expandindo suas vendas, particularmente para os países latino-americano e produtos como creme de leite e leite condensado assumem destaque.
    Para 2021, a diminuição no poder de compra das famílias brasileiras, especialmente após o fim do auxílio emergencial, deve impactar negativamente o consumo de lácteos e também o patamar médio anual de preços do leite no campo em 2021 em relação a 2020. Os primeiros meses do ano serão marcados pela resiliência dos produtores que, ao longo de 2020 enfrentaram desafios em função da queda na demanda. Por outro lado, a perspectiva de ativação de um plano de vacinação contra a Covid-19 e a demanda externa aquecida, são fatores que produzirão um efeito positivo sobre o setor.

    Especialista do Setor: Marcos Henrique

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Os preços do leite ao produtor deverão manter tendência de alta nos próximos meses, tendo em vista as pressões de demanda recentes, derivadas do confinamento imposto pela pandemia de Covid-19. O Boletim do Leite Cepea de Abril destaca que: “Redes atacadistas e varejistas intensificaram a procura pelo derivado, diante da forte demanda de clientes, que queriam fazer estoques por conta das recomendações de isolamento em decorrência da pandemia de coronavírus. Com a menor disponibilidade do produto, o preço médio do UHT registrou forte alta 22,7% na segunda quinzena de março e de 24,8% no acumulado do mês”.

    Por outro lado, segundo o presidente da Gadolando, Marcos Tang, em relação aos queijos, que na maioria, são destinados à alimentação em Fast Food ou vendidos em pequenos mercados e beira de estradas, a comercialização está menor. Assim, a principal destinação do produto vem sendo a para comercialização da bebida, na maior parte UHT, buscando fazer todo o faturamento sobre este produto. "O leite fica caro para o consumidor e nós, produtores, ficamos na mesma, com risco de baixar os preços", observa.

    As linhas de produtos mais caras, como iogurtes, sobremesas e queijos importados, tiveram quedas intensas desde a segunda quinzena de março. Isso indica que os consumidores estão sendo mais cautelosos quanto às decisões de consumo, e isso parece estar acontecendo também em outros setores, à medida que os consumidores passam de marcas e categorias mais caras para produtos básicos e alternativas acessíveis. 

    A pesquisa diária do Cepea mostrou que “o preço médio da muçarela recebido pelas indústrias em negociações no estado de São Paulo teve queda acumulada de 0,97% em março. Ressalta-se que dificuldades no escoamento de queijos colocam em risco o faturamento de pequenas e médias indústrias – algumas, inclusive, já paralisaram suas atividades e suspenderam a compra de leite no campo em regiões onde o sistema agroindustrial do leite é menos desenvolvido.”

    No que se refere ao mercado externo, um setor que tem grande dependência de importações, tem reduzido nos primeiros meses desse ano o déficit estrutural do setor. O destaque ficou por conta de produtos como leite em pó (integral e desnatado) e leite condensado, que viram sua demanda subir no primeiro trimestre. A tendência do produtor, portanto, será buscar mercados externos, a exemplo do ocorrido no biênio recessivo (2015-16).

    Especialista do Setor Marcos Henrique 

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2019
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    As possibilidades abertas no plano internacional no que se refere ao acordo UE e Mercosul, além do bloco latino com o Egito, aumentam as perspectivas de ampliação do mercado de laticínios brasileiro. Com embarques ainda pequenos em relação aos principais produtos, como soja, minério de ferro e carnes, o setor de lácteos tem adotado medidas para dar ganhos de produtividade ao setor. Segundo a pesquisa do Índice Ideagri do Leite Brasileiro, feita com base em diversos indicadores de desempenho da produção nacional, os laticínios brasileiros atendem basicamente ao mercado doméstico e precisam avançar tanto na eficiência quanto na qualidade do produto. 

    O principal desafio é baixar o custo de produção para potencializar a penetração do produto nacional em mercados mais eficientes e com grande número de concorrentes. A Ideagri calculou a qualidade do leite brasileiro a partir de 12 indicadores-chave de 1 mil fazendas com bom grau de tecnificação. No total, são 250 mil matrizes que respondem por 4% da produção; entre as 10% mais produtivas, chega-se a produzir cerca de 20% acima da média nacional. A pesquisa entende que temas como taxa de prenhez e mortalidade de fêmeas influenciam nesse índice.

    Em julho, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou a entrada do setor de laticínios brasileiro na China representa uma mudança importante. A entrada de produtos como queijo e leite em pó no mercado chinês será possível a partir da habilitação de 24 plantas exportadoras. Ainda de acordo com a pasta, era a medida que faltava para o início dos embarques, já que a certificação de exportação estava aprovada desde 2007. O pedido para a liberação das unidades industriais tinha sido feito no início do ano. Os produtores, com grande concentração no Sul do país, comemoram a medida.

    Especialista do Setor Marcos Henrique

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2019
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Após semana de polêmica acerca da não renovação da tarifa sobre importação de leite em pó da Nova Zelândia e UE, produtores saem vitoriosos da disputa. A tarifa antidumping para esses dois mercados vigorava há 18 anos, sendo 3,9% para o país da Oceania e 14,8% para os europeus; a retirada da barreira provocou reclamações de todo setor, chegando à bancada ruralista no Congresso – importante base de apoio do governo Bolsonaro – obrigando a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, falar sobre os perigos do “desmame precoce” em relação aos subsídios.

    Na outra ponta, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, principal referência do governo no que se refere às políticas liberalizantes da atual gestão, afirmou em evento público que “quem insistiu em subsídio quebrou o país.” Para Guedes, a abertura comercial representada pela retirada do protecionismo estimularia a concorrência, expulsando os menos eficientes do mercado e reduzindo os preços ao consumidor, o objetivo central de qualquer reforma microeconômica. Por outro lado, deve-se levar em consideração o fato de que a cadeia leiteira, mas não apenas ela, fora montada em cima de subsídios, assim como a europeia e desfazer tais medidas traria impactos negativos para empresários e trabalhadores do setor no curto prazo.

    Seja como for, por ora, os produtores venceram e a tarifa para entrada do leite da UE vai a 42,8%, medida anunciada na última quinta-feira em almoço semanal do governo com a bancada ruralista. O bloco político foi decisivo para eleição de Jair Bolsonaro e certamente será fundamental para aprovação de reformas no Congresso, especialmente a da previdência. Nesse caso, tanto Guedes quando Bolsonaro parecem ter se curvado à imposição da realidade política, bastante superior às abstrações de manuais de macro e microeconomia.

    Especialista do Setor Marcos Henrique.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2017
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O Grupo mexicano de laticínios Lala, informou em comunicado que concluiu a aquisição de 99,9% das ações da Vigor e de 50% das ações da Itambé Alimentos, que foi finalizada por “valor implícito” de R$ 5,025 bilhões. O Grupo realizou as negociações com a J&F, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, que estava em controle da Vigor e detinha 50% da Itambé. A venda é uma etapa do processo de desinvestimento da JBS para levantar R$ 8 bilhões para cobrir multas e acordos de leniências. 

    A Vigor, segundo informações divulgadas pela Lala, possui 3,9 mil funcionários, três centros de recebimento de leite, nove plantas de produção e dezenove centros de distribuição. A receita líquida da Vigor foi, em 2016, R$ 4,9 milhões, enquanto a receita líquida da Itambé foi R$ 2,7 milhões. Ambas as empresas figuram entre as cinco maiores do setor de laticínios brasileiro, sendo que a Vigor se destaca também no setor de derivados, detendo parcela cada vez maior do mercado de iogurte (em 2016 a empresa vendeu 262,3 mil toneladas de produtos derivados do leite).

    Embora o Grupo Lala tenha finalizado a compra das ações da Itambé, tais ações ainda poderão ser readquiridas pela Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR) que pode exercer seu direito de preferência na aquisição dos 50% em ações da Itambé (a cooperativa detém os outros 50%, e protocolou a aquisição no Cade na semana passada, mas ainda está em busca de financiamento para poder concluir a aquisição).

    Essas transações significam a entrada do Grupo mexicano no mercado brasileiro, um novo player no setor de laticínios, e acontece em um momento de expansão do grupo, que é o maior produtor de laticínios do México e importante player do mercado mundial. O Grupo faturou em torno de US$ 3 bilhões em 2016 e possui 22 fábricas no México, Estados Unidos e em países da América Central. 

    A aquisição acontece num momento de leve melhora no setor de laticínios, mas esse ainda enfrenta preços baixos aos produtores e demanda fraca, especialmente de seus derivados, dada a recuperação ainda lenta do consumo das famílias.

    Especialista Responsável: Beatriz Araujo.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2016
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) instituiu a instrução Normativa 26/2016, que permite a utilização do leite em pó nos laticínios para a produção do leite pasteurizado e do leite longa vida para a área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), tendo em vista a queda na oferta de leite observada na região. No entanto, a medida pode acabar sendo estendida para todo o país.

    O país se encontra em um momento em que a oferta de leite caiu por todo o país, seja devido ao ciclo de queda da produção de leite (Que ocorre a cada 3 anos) ou por causa da seca em diversas regiões do país. Essa queda pressionou os preços para cima e dificultou ainda mais o acesso ao leite em um período de crise, o que acionou o sinal de alerta do Mapa com relação à oferta em todo o país, podendo fazer que o mesmo institua a norma para todo o país, o que deverá reduzir a produção do gado leiteiro em todo País.

    Assim, se caso essa instrução seja estendida, é esperado que a produção do gado leiteiro seja reduzida substancialmente, o que deverá impactar ainda mais o faturamento do setor em 2016.  

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2015
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A retaliação da Rússia à União Européia e a outros países do Ocidente, em resposta às sanções que vem sofrendo por conta do conflito na Ucrânia, abriu uma oportunidade para os exportadores brasileiros de lácteos. Desde julho deste ano, quando a Rússia abriu efetivamente seu mercado aos lácteos do Brasil, as negociações entre as empresas brasileiras e importadores russos para a venda de queijos e manteiga estão aquecidas e os embarques já concretizados também avançam. E a expectativa é que os volumes exportados continuem crescendo nos próximos meses.

    Apesar da demora para a concretização das liberações, no acumulado dos doze meses até setembro de 2015, as exportações para a Rússia atingiram o valor de R$ 3,45 milhões, um recorde histórico, já que o Brasil nunca havia exportado produtos lácteos para o país europeu.  A expectativa é de crescimento até o final do ano de 2016.

    Assim, apesar da demora na habilitação das empresas que efetuariam as vendas para a Rússia, os efeitos começam a serem percebidos, sendo que o potencial de aumento das importações para aquele País ainda é grande, tendo em vista que muitas destas empresas que recentemente foram habilitadas ainda não efetuaram suas vendas. Essas deverão crescer ainda mais até o final de 2016, tendo em vista que todas as habilitações para exportação de laticínios deverão ser aprovadas. Assim, apesar da queda da atividade interna, essas exportações devem servir como um alívio para o setor em geral.

    Analista Responsável: Ricardo Quirino


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2014
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou que o serviço sanitário da Rússia abriu as portas para mais de  100 frigoríficos brasileiros exportarem carnes bovina, suína e de aves, além de miúdos desses animais para o país europeu, e ainda para a Bielorússia e o Cazaquistão, que fazem parte da União Aduaneira Russa. Receberam autorização, ainda, dois estabelecimentos de produtos lácteos. As liberações ocorreram no dia 06/08.

    Essa abertura aos produtos brasileiros é parte de um processo de retaliação à países da Zona do Euro, Estados Unidos, Austrália, Canadá e Noruega, tendo em vista as medidas adotadas por estes mesmos países com relação a Rússia no começo dos conflitos políticos entre a Rússia e a Ucrânia.

     Os ganhos serão muito grandes para os setores de carnes e laticínios, especialmente para carnes, que ampliarão o acesso a um dos maiores mercados consumidores de carnes do planeta, especialmente de carne suína e bovina. O impacto no faturamento de carnes será positivo para 2014, mas será ainda mais positivo em 2015. Para laticínios, inicialmente o impacto não será tão grande como em carnes, mas existe a possibilidade do governo russo liberar, ao longo de 2014 e 2015, mais empresas de laticínios brasileiras para exportarem para o país.  
     
    Analista do Setor de Carnes e Laticínios: Ricardo Quirino Theodoro

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2013
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A Vigor Alimentos, representante da gigante JBS no segmento de lácteos,  anunciou investimentos de R$ 180 milhões em um Centro de Distribuição e de fábrica de lácteos no Rio de Janeiro, visando ampliar a sua presença no estado. O Centro de Distribuição deverá ser inaugurado em até dois anos e as operações da fábrica deverão ser iniciadas em cinco anos. A iniciativa faz parte do plano estratégico da empresa para ampliar gradualmente sua atuação fora do mercado paulista, onde é líder em diversos segmentos.

    Em um primeiro momento, o plano de crescimento da empresa se dará organicamente em regiões vizinhas a São Paulo. O Rio de Janeiro foi escolhido devido ao bom momento econômico; além disso, é o segundo maior estado em termos de consumo per capita.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Após voltar a abrir seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo, a Vigor, empresa do Grupo JBS, anunciou que fará investimento de R$ 400 a R$ 500 milhões por ano, durante cinco anos, para a expansão de sua fábrica, localizada próxima a São Paulo, bem como de seus diversos centros de distribuição.

    O objetivo do investimento está ligado ao plano de expansão da companhia, que planeja crescer entre 20 e 25% ao ano. No últimos anos, a Vigor cresceu a uma taxa anual de 9 a 11%, quase o dobro do setor. O plano visa a consolidação e expansão de marcas já existentes, devendo levar o crescimento da empresa para âmbito nacional - hoje a empresa se caracteriza por consolidação regional.

    O setor de laticínios vem encontrando sustentação no aumento da renda do brasileiro para se expandir. No últimos anos, os produtos com maior valor agregado, principalmente iogurtes e sorvetes, tem encontrado demanda crescente. Ademais, a listagem na Bolsa da companhia, tende a dar maior visibilidade e interesse de investimentos no setor, impactando em melhores margens para toda a indústria láctea.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A Brasil Foods está investindo R$ 4 milhões para ampliar sua captação de leite no estado do Mato Grosso. O montante será alocado em um entreposto para coleta e resfriamento de leite na cidade de Glória de Dourados, que servirá de apoio para a produção de queijos na sua unidade fabril de Terenos, no mesmo estado.

    A escolha do local é estratégica, pois Glória de Dourados é a maior bacia leitera do estado, além de estar bem localizada logísticamente. Espera-se que sejam entregues 120 mil litros de leite por dia, que deverão resultar em incremento de 200 toneladas por mês de queijo, somando uma capacidade total de 600 toneladas por mês dos queijos das marcas Sadia e Santa Rosa/Elegê.

    O investimento vem em linha com o plano da empresa de ampliar sua participação no mercado de laticínios brasileiro, através da ampliação da produção e de lançamentos de novos produtos. O segmento de lácteos apresentou crescimento médio de 10% nos últimos 2 anos e tem fôlego para continuar a se expandir. A postura da empresa deixa claro seus planos de expansão no setor, podendo aquecer a concorrência e impulsionar novos investimentos.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A Batavo receberá R$ 40 milhões de sua controladora, a BRF Brasil Foods, para ampliação e modernização de sua instalação de lácteos localizada em Carambeí (PR). Este aporte visa reposicionar a marca através de novos produtos além da mudança na logomarca da empresa.

    A Batavo pretende lançar ainda em maio os primeiros itens que darão início a esta estratégia de recolocar a marca no mercado de lácteos do Brasil. A idéia é lançar três linhas de iogurtes adoçados com frutose e livres de corantes artificiais além de uma linha de leite com até 3% de gordura. A empresa ainda possui projetos para entrar no mercado de probióticos.

    A estabilidade econômica que o Brasil tem vivenciado, com maior distribuição de renda, elevando o padrão de consumo de classes, outrora menos favorecidas, tende a aumentar a demanda por bens de maior valor agregado, inclusive no setor de laticínios. Ademais as preocupações com a saúde vem modificando as preferências de consumo da população e aumentado as pesquisas em produtos benéficos à saúde. Esta tendência tende a permanecer no País o que tende a favorecer o setor como um todo.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A multinacional Nestlé está investindo R$ 60 milhões em novas linhas de produção em sua fábrica localizada em Carazinho (RS). O aporte terá o objetivo de modernizar as instalações da planta com a instalação de novas tecnologias, as quais irão permitir a produção de produtos com maior qualidade, focando em linha de alimentos para bebê. 

    Com o investimento, a empresa prevê elevar em até 10% a produção de lácteos, hoje em 70 mil toneladas, e a capitação de leite, hoje em 350 mil litros. Além disso, a empresa espera aumentar as exportações da fábrica de 9% para 20% da produção, atendendo principalmente aos mercados da América Latina e Europa. A companhia espera que a modernização da planta esteja pronta até o final de 2012. 

    O investimento da Nestlé em tecnologia, que permite a produção com maior qualidade agregando valor ao produto, pode ser uma saída para o problema que o setor de laticínios enfrenta: a balança comercial de laticínios há algum tempo encontra-se deficitária, e a diferença vem aumentando bastante nos últimos meses, o que pressiona o setor para encontrar meios para aumentar suas exportações. Ao agregar valor, a cadeia se torna mais competitiva e, dessa forma, poderia exportar mais.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A Frosty Produtos Alimentícios, empresa de sorvetes e picolés, anunciou a construção de sua nova fábrica em Maracanaú, no Ceará.  O investimento para a nova planta deverá ser de R$ 2 milhões. A empresa já assinou protocolo de intenções com a prefeitura do município para a construção do parque industrial e para a distribuição de produtos congelados na cidade.

    A fábrica deverá ter capacidade anual para a produção de 8,1 milhões de picolés e 180 mil litros de sorvete, alcançando faturamento de R$ 20,5 milhões. O projeto da Frosty deverá gerar pelo menos 200 empregos diretos, sendo 80% moradores da cidade de Maracanaú. A planta deverá começar a funcionar em dezembro de 2012.

    A expansão dos trabalhos da Frosty vem em linha com o crescente consumo de sorvetes no Brasil, impulsionado pelo aumento da renda da população.  Em 2011, o brasileiro alcançou o consumo per capita 6 litros por ano, acumulando desde 2003 um aumento de 58,9%. Entretanto, ainda demonstra o grande potencial de crescimento existente, visto que nos Estados Unidos e Nova Zelândia o consumo per capita ultrapassa 20 litros por ano.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A BRFoods informou a compra do laticínio Heloísa Indústria e Comércio de Produtos Lácteos, localizado em Terenos, no Mato Grosso do Sul. O negócio foi fechado pelo montante de R$ 122,5 milhões, que abrange a aquisição de 100% do controle e a dívida da companhia. O Laticínio é direcionado para a produção de queijos, e tem capacidade de produzir 600 mil litros de leite por dia. A companhia pertencia ao grupo Vencedor, fundado pelo empresário Rodolfo Nagai, que possui outros cinco laticínios.

    As outras linhas de produtos lácteos, além do queijo, que serão produzidos no local, ainda não estão funcionando. A unidade começou a ser construída em julho de 2010 e deverá ser inaugurada até o final deste ano.

    Desde a aprovação da fusão entre Sadia e Perdigão pelo Cade - que deu origem a Brasil Foods - que a companhia tem se mostrado interessada em crescer ainda mais, inclusive no setor de lácteos, onde a empresa pretende agregar valor, já que no setor de carnes a mesma já esta consolidada.

    O setor de laticínios vem enfrentando uma crise com importações demasiadas, o que desestimula a produção nacional. A demonstração de interesse por grandes companhias no setor impulsiona a tendência já existente da concentração em grandes grupos.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Na esteira de uma dinâmica favorável da demanda interna, a Nestlé aumentou sua intenção de investimentos no Brasil em 2011. Em 2010, os investimentos da corporação no país ficaram em torno de R$ 800 milhões; já para 2011 a empresa planeja investir R$ 1 bilhão no mercado nacional. E os projetos já começaram. A empresa anunciou a construção duas novas fábricas: uma na região serrana do Rio de Janeiro, para a qual serão destinados R$ 200 milhões e outra fábrica na região centro-sul do estado, que demandará cerca de R$ 100 milhões.

    O objetivo explícito da multinacional é crescer o dobro da expansão do PIB brasileiro no ano. Para cumprir esse objetivo, a empresa planeja investir no aumento da sua capacidade produtiva, aplicando recursos em ampliação e construção de novas fábricas, tecnologia, inovações, e, até mesmo, possíveis aquisições, a fim de atender ao crescente mercado interno. Além disso, os investimentos em diversificação de produtos e na sua divulgação poderão apresentar relevância crescente nos planos de investimentos da multinacional.

    O Brasil é o segundo maior mercado da Nestlé no mundo e atualmente onde a corporação mais cresce, segundo Ivan Zurita, presidente da empresa no país. Assim, a ampliação dos investimentos direcionados ao Brasil reflete a percepção otimista das grandes empresas acerca do mercado brasileiro para os próximos anos. De fato, a dinâmica do mercado de trabalho, com níveis de desemprego consideravelmente abaixo dos patamares históricos, a maior distribuição da renda, com o conseqüente crescimento da classe média e a relativa estabilidade inflacionária, tem indicado tendência favorável ao mercado de bens de consumo.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Foi anunciada em 22 de dezembro a fusão entre a empresa gaúcha Bom Gosto e a LeitBom, controlada pela Monticiano Participações que tem como acionistas a GP Investimentos e a Laep (controladora da Parmalat). A empresa criada chamará LBR - Lácteos Brasil e terá o controle acionário dividido em quatro fatias: Monticiano (40,55%), BNDESPar (30,28%), Bom Gosto (26,20%) e Fundo CRP, acionista da Bom Gosto (2,87%).

    A participação do BNDES no capital de empresas tem gerado críticas de setores da sociedade. No entanto, neste caso, a condição imposta é que sejam feitos investimentos na cadeia produtiva do leite e não somente no segmento industrial do setor. O aporte total do BNDESPar será de R$ 700 milhões nas quais R$ 450 milhões serão utilizados via aumento de capital e o restante na forma de subscrição de debêntures conversíveis que serão emitidas pela nova empresa.

    A LBR - Lácteos Brasil terá previsão de faturamento da ordem de R$ 3 bilhões além dos diversos ganhos de sinergia que englobam distribuição, otimização da capacidade produtiva e melhor qualidade nas matérias-primas que pode decorrer de um sistema integrado entre produtores e indústria. A nova empresa contará com 30 unidades de processamento com 6.400 funcionários além dos 56 mil fornecedores de leite atuando em todo território nacional. O portfólio da nova gigante pretende abarcar todas as classes sociais com produtos que vão desde o leite longa vida até iogurtes e queijos.

    A tendência de consolidação deve continuar no setor de laticínios uma vez que o setor é extremamente pulverizado e onde os principais atores do setor respondem por 6% do mercado nacional. Esta perspectiva poderá encontrar alguns entraves devido a grande dispersão das fazendas produtoras dentro do território nacional; em contrapartida seria benéfica pelos diversos ganhos de sinergia.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A Laticínios Bom Gosto, que no início do ano assumiu as operações da unidade da Parmalat em Guaranhuns (PE), investiu R$ 34 milhões na aquisição e modernização da unidade desativada da Nestlé localizada no município de Barra Mansa (RJ). A nova planta comporá a pauta de 22 unidades industriais da processadora, com capacidade de processamento de 300 mil litros/dia e deverá produzir leite longa vida, creme de leite, achocolatado e bebida láctea. Atualmente, a Laticínios Bom Gosto é a segunda maior empresa em volume de captação de leite no País e a primeira em processamento de leite longa vida.

    Tal decisão de investimento será importante no processo de ampliação da participação da empresa no mercado nacional e acontece em um bom momento da indústria de laticínios, pois se observa um crescimento do consumo interno de lácteos em virtude, fundamentalmente, do aumento da renda dos consumidores. Além disso, a alta dos preços do leite e de derivados tende a estimular a produção da matéria-prima do setor, aumentando a sua capacidade de expansão produtiva.  


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A GP Investimentos, detentora do Laticínio Leitbom, firmou uma associação operacional para a compra de matéria-prima, fabricação e distribuição de seus produtos com a Laep, controladora da Parmalat. Como o acordo não envolveu dinheiro e nenhuma troca de ações, não resolverá os problemas financeiros enfrentados pela Laep, mas aumentará a eficiência de suas plantas e melhorará sua estrutura de distribuição, dando uma base mais sólida para sua recuperação da divisão de laticínios. Por outro lado, a GP poderá explorar a marca Parmalat, amplamente reconhecida no mercado, e ganhará acesso aos estratégicos mercados consumidores de São Paulo e Minas Gerais, uma vez que sua estrutura era concentrada em Goiás e algumas regiões do Nordeste.

    Caso a operação seja proveitosa para as duas organizações, cogita-se a possibilidade de, em um futuro próximo, haver a concretização da união por meio de uma fusão, cuja participação acionária ficaria dividida em 60% para a GP e 40% para Laep. Neste caso, a nova empresa responderia por 5% do mercado de laticínios, tornando-se a quinta maior do setor.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Após adquirir três empresas gaúchas do setor alimentício, quais sejam, Mu-Mu, Wallerius e Neugebauer, a Vonpar, franqueada da Coca-Cola e distribuidora do portfólio Femsa no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, criou sua Divisão de Alimentos, marcando o início da diversificação dos segmentos de atuação da organização.

    O novo braço da organização já nasce internacionalizado, pois tanto a Wallerius e a Neugebauer têm presença em mais de 30 países. As três unidades produtivas empregarão mais de 1.000 funcionários e totalizarão um faturamento de aproximadamente R$ 300 milhões.

    Tal estratégia de diversificação mostrou-se bem sucedida no caso da PepsiCo., que ingressou no segmento de salgadinhos (Elma Chips e Lucky), achocolatados (Toddy e Toddynho), bebidas esportivas (Gatorade e Propel), pescados (Coqueiro) e água de coco (Trop Coco e Kero Coco). Por usufruírem redes de distribuição similares e por poderem compartilhar alguns insumos, é possível a ocorrência de ganhos de sinergia, com significativa redução de custos.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A Danone irá reabrir sua fábrica localizada em Maracanaú (CE) após onze anos de paralisação, visando ganhar espaço no mercado nordestino, único no qual a empresa não é líder. Para a produção de 50 mil toneladas de iogurte por ano, a empresa terá que investir R$ 60 milhões em ampliação e modernização da unidade produtiva.

    O grande potencial de crescimento dos mercados nortista e nordestino em conjunto com a estratégia de regionalização das operações da Danone, iniciada há três anos, foram as principais forças propulsoras da reativação da unidade.

    A escolha do Ceará se deu em função do alívio fiscal de 90% do ICMS concedido pelo Governo do Estado, pelo período de dez anos, em troca do comprometimento da organização em comprar leite dos pequenos fornecedores locais.

    Os produtos deverão ter suas embalagens em formato econômico, mais adequadas aos hábitos de consumo das classes C, D e E . Também haverá lançamentos de novos sabores, adaptados ao paladar regional, como os de frutas típicas.

     


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2009
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    No dia 27 de março, a Indústria de Alimentos Nilza entrou com o pedido de recuperação judicial na 4ª vara cível de Ribeirão Preto. A companhia alega estar sofrendo com a crise econômica mundial, e que após tentativas frustradas de renegociação de suas dívidas com instituições financeiras, a única solução encontrada foi o pedido. Três dias depois (30), a empresa anunciou a demissão de 550 funcionários, 330 da unidade de Ribeirão Preto (SP), 180 de Itamonte (MG) e 40 da unidade de captação de Campo Belo (MG). Esta última teve seu posto de captação fechado integralmente, passando essa atividade a ser realizada somente em Itamonte.
     A empresa afirmou que num prazo de 180 dias, 30% dos funcionários demitidos devem ser recontratados. Apesar de não declarar o montante atual da dívida, o dono da Nilza, Adhemar de Barros Neto, havia anunciado em dezembro do ano passado um débito de R$ 200 milhões, sendo R$ 115 milhões referentes à aquisição da Montelac um mês antes da eclosão da crise mundial.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2009
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A Perdigão anunciou dia 06/01 que estaria encerrando a produção industrial de duas das suas unidades de lácteos, com a finalidade de racionalizar as operações no segmento, segundo comunicado da empresa. A fábrica da Cotochés, localizada no município de Rio Casca (Minas Gerais), e a unidade da Elegê, em Ivoti (Rio Grande do Sul), terão a sua produção de leite e derivados realocada para outras fábricas da companhia.
    Segundo a empresa, não houve influência da crise financeira internacional na decisão. O comunicado afirma que 2008 foi "um ano atípico", já que ocorreu uma diminuição da rentabilidade do setor por causa de uma oferta excessiva de leite.
    No setor de produtos lácteos, a Perdigão possui outras nove fábricas em cinco Estados (RS, SC, PR, GO e MG).
    A fábrica de Ivoti, onde serão demitidas 70 pessoas, movimentava cerca de 30 mil litros de leite por dia. A produção será deslocada para o município de Teutônia. Em Minas, a unidade de Sabará (região metropolitana de BH) deve absorver parte do volume produzido em Rio Casca, onde 163 funcionários vão perder o emprego.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2008
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    No dia 17 de novembro, as empresas do setor de laticínios, Bom Gosto (RS) e Líder Alimentos (PR) anunciaram a fusão de suas operações, tornando-se a quarta maior produtora de lácteos do Brasil. O objetivo da join-venture foi aumentar a participação no mercado nacional e, principalmente, ampliar as vendas no mercado internacional, sendo que o faturamento previsto para o ano de 2009 deverá ser de R$ 1,5 bilhão. A Bom Gosto registrou, durante o primeiro semestre de 2008 um aumento de 32,8% de suas vendas no Rio Grande do Sul, realizando aquisições de empresas de pequeno e médio portes. A Líder Alimentos também ampliou seu portfólio de produtos por meio de aquisições de empresas regionais.
    De acordo com a estimativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Embrapa), em 2007, a produção nacional totalizou cerca de 26,4 bilhões de litros de leite, registrando expansão de 4,1% sobre o ano precedente. Do total produzido, praticamente 67,5% (17,8 bilhões litros) foi adquirido pela indústria de laticínios sob inspeção sanitária federal. Pela análise da demanda, os adultos, da faixa etária entre 20 a 69 anos, consumiram cerca de 59,8% do total demandado. Já os adolescentes, da faixa etária dos 10 a 19 anos, demandaram 23,7% do total.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2008
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, na primeira semana de outubro, proibir a importação de produtos alimentícios chineses que contenham leite e seus derivados. Apesar do Brasil não manter uma relação comercial com a China nesse segmento, foi encaminhado uma orientação para todo o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, da forma como proceder para identificar os alimentos provenientes ou fabricados na China. A medida de prevenção foi anunciada devido a contaminação com melamina no leite em pó chinês, usado na indústria de plástico e cola. A adição de melamina reduz a concentração de proteína no leite e mascara o teste que detecta os nutrientes do produto. Vários países proibiram a compra do leite vindo da China, após o governo chinês divulgar a morte de bebês e a contaminação de 53 mil crianças.
    A China foi o sexto maior produtor de leite, em 2005, produzindo um total de 24,5 milhões de toneladas. Já, em 2006, passou para o terceiro no ranking mundial, totalizando 32,2 milhões de toneladas, seguida da Índia (39,8 milhões de t) e dos Estados Unidos (82,5 milhões de t). A produção chinesa elevou-se devido à conscientização dos benefícios do leite e do aumento do poder aquisitivo da população. O Brasil é o maior produtor de leite da América Latina, não obstante, em 2007, importou leite e seus derivados da Argentina, representando 57,6% do total comprado no mercado externo.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2008
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    No quinto dia do mês de setembro, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou, sem restrições, a joint venture entre as indústrias de alimentos Sadia e Kraft. O objetivo desta parceria é a produção e distribuição de queijo no mercado nacional, incluindo a marca Philadelphia, componente do portfólio da Kraft, bem como diversos patês e queijos processados, produzidos e comercializados pela Sadia.
    A produção será sediada na planta localizada em Curitiba (PR), onde a participação nas instalações fabris e maquinário se dividirá em 49% para a Sadia e 51% para a Kraft. O investimento destinado para a consolidação da joint venture foi de R$ 30 milhões. O mercado de produtos premium movimenta R$ 1,5 bilhão por ano do total de R$ 8 bilhões registrados nas vendas de queijo, portanto, o foco da parceria será a exploração do nicho de demanda por itens voltados para o consumidor de alta renda, considerado um mercado promissor.


    No dia 1º de abril, a Perdigão comprou a Cotochés, indústria do segmento de lácteos localizada em Minas Gerais, por R$ 54 milhões. A empresa adquirente distribui seus produtos no Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, captando 400 mil litros de leite por dia e possui uma portfólio com 50 produtos, entre leite longa vida, leite em pó, queijos, manteiga, requeijão, iogurtes, creme de leite e bebidas lácteas.
    Com a incorporação da Cotochés, a Perdigão passará a ser uma das maiores empresas em captação de leite nacional. Sua produção permanecerá próxima da empresa DPA (join venture da Nestlé com a Fonterra), atual líder no mercado de captação de leite. O crescimento da empresa é conseqüência das incorporações feitas desde 2006. Em maio de 2006, a Perdigão comprou a Batávia e, em fevereiro de 2008, adquiriu a Eleva.
    De acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2007, a captação de leite foi de 17,9 bilhões de litros, expandindo-se 7% em relação a 2006. O Estado de Minas Gerais captou 4,9 bilhões de litros, representando 18% do total captado, crescimento de 6,6% ante 2006. A região Sudeste captou em torno de 7,4 bilhões de litros, registrando expansão de 4,8%; somente o Estado de Minas Gerais participou com 63,8% do total captado da região.