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    No primeiro trimestre deste ano, o total de fertilizantes entregues ao mercado chegou a 7,5 milhões de toneladas, o que representa alta de 13,2% sobre igual período de 2019. Deste total, houve queda de 8,2% da produção nacional ao passo que as importações cresceram 10,8%, nesse caso já somadas até junho, período em que a fonte disponibiliza os dados. Diante da forte demanda no campo, reflexo de um ano com nova safra recorde, é possível concluir que os produtores estão enfrentando pressões adicionais de custos, tendo em vista a dependência produto importado. Do total disponibilizado até março, 74% foi importado.

    Além disso, a despeito da pandemia, o governo federal segue o processo de autorização de novos defensivos no mercado brasileiro. Desde o início da pandemia, no mês de março, foram publicados o registro de 118 novos produtos, sendo 84 destinados para agricultores e 34 para a indústria. Adicionalmente, as empresas produtoras de pesticidas solicitaram ao Ministério da Agricultura a liberação de mais 216 produtos, que estão sendo avaliados agora pelo governo. 

    De acordo com a Medida Provisória 926 e o Decreto 10.282, ambas de 20 de março, a prevenção, controle e erradicação de pragas e doenças, bem como as atividades de suporte e disponibilização dos insumos necessários à cadeia produtiva, que incluem os defensivos agrícolas, são consideradas atividades essenciais durante a pandemia e não devem ser interrompidas.

    Especialista do Setor Marcos Henrique.

    Os primeiros meses de 2020 estão sendo marcados pelos impactos negativos e de extensão ainda incertos quanto ao Coronavírus. No último relatório de projeções de safra (abril), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estimou uma safra total de grãos para 2019/20 em 251,8 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 4% em comparação à safra passada (2018/19) e um recorde em volume. A área plantada também deverá se expandir significativamente, cerca de 2,9%, um incremento de 1,85 milhão de hectares. 

    No que diz respeito à produção de fertilizantes, o setor vislumbra maiores preocupações em relação a contítua desvalorização do real frente o dólar, o que deverá encarecer os custos da agricultura, tendo em vista o fato de que 80% dos seus custos são cotados em dólar. De todo fertilizante entregue ao mercado entre janeiro e novembro de 2019 (último dado disponível), 88% é produto importanto, o que reforça a preocupação dos agricultores.

    Segundo levantamento da Scot Consultoria, especializada no setor, os preços dos fertilizantes nitrogenados subiram, em média, 3,2% em março, em relação a fevereiro. No entanto, desde o início deste ano, o preço da ureia agrícola, por exemplo, subiu 6,5%. Para os adubos fosfatados, o reajuste médio foi de 0,5% no mesmo período e o cloreto de potássio teve ligeiro aumento, de 0,1% na cotação em março. 

    De um lado, a rentabilidade do setor deverá apresentar resultados positivos, mas, por outro, o setor agrícola, demandante de fertilizantes, verá uma pressão de custos, que tende a ser mitigada a partir na “normalização” das condições macroeconômicas a partir de 2021. Por ora, esse custo deverá ser internalizado, dado que a expectativa é de safra recorde para o ano.

    Especialista do Setor Marcos Henrique 

    Em meio à ampliação do debate ambiental, que envolve inclusive a forma de produção dos alimentos, o Ministério da Agricultura autorizou registro de 6 novos agrotóxicos no último dia 3; desde o início de 2019, já são 382 registros concedidos. De acordo com o órgão do governo, mais da metade (56%) desses produtos são destinados a uso industrial, ou seja, são de uso restrito. Os demais, são produtos que, em sua maioria já estavam autorizados aguardando apenas regulamentação e boa parte é reconhecida como “produtos biológicos ou orgânicos”.

    Com tom liberalizante e como diz o próprio Ministério, “desburocratizante”, o objetivo é melhorar a qualidade dos produtos disponíveis no mercado, além de reduzir o grau de toxicidade dos atuais á disposição. De acordo com a legislação brasileira, nenhum novo produto pode ser liberado com registro de intensidade toxicológica acima dos que já estão disponíveis para consumo.

    A demanda mundial de alimentos é crescente, mas a produtividade é ainda maior e o grau de tecnologia também. Nesse sentido, embora não sejam esperadas taxas de crescimento como as observadas na primeira década do século XXI, sobretudo em função do modelo de crescimento chinês estar mais voltado para dentro, as commodities como um todo devem manter um nível relativamente estável. Nesse sentido, o Brasil ocupa espaço relevante no cenário internacional, tido como um dos principais players na oferta de bens agrícolas, necessitando, portanto, de estratégias sustentáveis para ganhos de produtividade. 

    Especialista do Setor Marcos Henrique

    A demanda mundial de alimentos é crescente, e a produtividade é ainda maior, assim como o grau de tecnologia também. Nesse sentido, embora não sejam esperadas taxas de crescimento como as observadas na primeira década do século XXI, sobretudo em função do modelo de crescimento chinês estar mais voltado para dentro, as commodities como um todo devem manter um nível relativamente estável.


    Nesse sentido, as importações de fertilizantes tiveram alta de 6,2% no primeiro semestre de 2019, em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com os últimos dados disponibilizados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A taxa de câmbio oscilante e que vem se desvalorizando diante do turbulento cenário global, é uma preocupação constante para os produtores agrícolas, dada a dependência de importados no setor. Em 2018, do total de fertilizantes entregues ao mercado (35,5 milhões de toneladas), 77,4% vieram de importações.


    Portanto, diante de um cenário internacional de competição cada vez mais arriscada, especialmente no que se refere ao conflito entre EUA e China, os efeitos deletérios sobre a taxa de câmbio trazem preocupação ao setor como um todo. A saída para o problema, todavia, depende de mudanças com impactos a médio e longo prazo; nesse caso, a expansão dos investimentos no setor é decisiva para promover mudanças estruturais.


    Especialista do Setor: Marcos Henrique


    Nesta semana surgiram notícias dando como certa as negociações da venda de ativos da Vale Fertilizantes para a empresa Mosaic, em uma transação que pode chegar a mais de R$ 3 bilhões. É especulada também a venda de mais ativos da Vale fertilizantes para a empresa norueguesa Yara. Isto  marca uma nova tendência do setor, a redução da participação direta/indireta do governo brasileiro na produção do setor de fertilizantes, ainda mais com a saída da Petrobras do setor de fertilizantes.
     
    A Vale vem tentando reduzir o seu endividamento em R$ 10 bilhões até o final de 2017, visando uma reestruturação na empresa devido à queda nos preços de commodities. A Petrobras busca algo semelhante, mas buscando voltar somente para a extração de Petroleo e Gás. 

    Os impactos destas ações podem ser mais interessantes do que  muitos players de mercado imaginam, já que o setor poderá crescer sem estar tão dependente das decisões do governo brasileiro, que não somente é o controlador majoritário da Petrobras, mas também por que conta com grande influência dentro da Vale, em um período de crise. O mercado de fertilizantes se tornará ainda mais atraente para o setor privado, tendo em vista o vácuo que poderá se formar com essas medidas e devido a expectativa de que a demanda por fertilizantes dobre nos próximos anos, não somente no Brasil, mas em toda a América do Sul. 

    Assim, apesar dos receios gerados com essas medidas o mercado de fertilizantes tende a ganhar em termos de eficiência e competitividade no médio prazo, o que deverá impulsionar ainda mais os ganhos de faturamento no setor.

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    No último dia 20 a Petrobras anunciou o seu plano de investimentos para o período de 2017-20, onde diversas medidas foram anunciadas, como a saída da empresa do mercado de fertilizantes. A saída deverá preocupar diversos players do setor de agropecuária, mas na verdade isso pode trazer uma nova perspectiva de melhora no médio/longo prazo.

    A Petrobras é a principal produtora de fertilizantes derivados de nitrogênio, que envolve a utilização de insumos como o petróleo na produção. Porém, desde o início da sua crise financeira, a empresa passou a ter dificuldades de manter o planejamento para a construção de novas fábricas, chegando a cancelar alguns projetos, o que dificulta ainda mais a situação do setor. Com a venda da participação é esperado que a iniciativa privada consiga retomar alguns investimentos e até mesmo aumentar a quantidade de projetos, tendo em vista o gigantesco potencial existente na área de fertilizantes. Essa saída pode incentivar até mesmo empresas de outros tipos de fertilizantes, como no caso de potássio e fósforo, a aumentar a produção interna.

    Assim, apesar do temor que é gerado com este anúncio de saída da Petrobras do mercado de fertilizantes, dado a grande participação da mesma na produção interna do setor, a mudança poderá trazer um novo fôlego para o setor privado, com inovações e ampliação da produção de fertilizantes no País.

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    Com a valorização recente das principais commidities negociadas no Brasil, a relação de troca entre  grãos e fertilizantes atingiu o melhor patamar da história, mesmo com o dólar acima de R$ 3,00 desde o ano de 2015.

    Os preços de commodites como a soja e, especialmente, o milho, subiram a níveis que não eram observados a mais de dois anos no mercado interno, tendo em vista os problemas climáticos enfrentados nas principais regiões produtoras no Brasil. Já os fertilizantes enfrentam uma onda de super produção no mundo e de preços mais estáveis do petróleo, o que barateou bastante os preços dos fertilizantes no mercado internacional, o que tornou a relação de troca extremamente vantajosa em 2016.

    Assim, com essa relação tão favorável ao longo de 2016, é esperado que o faturamento dos setores ligados à agricultura apresentem um resultado mais favorável, ainda mais com a queda considerável da produção devido ao clima.

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    A crise econômica não trouxe grandes consequências para o setor de fertilizantes, no ano passado. O mesmo, segundo dados da ANDA, até novembro, apresentou aumento na produção nacional, de 4%, com a perspectiva que a produção continue em alta até dezembro de 2015. Para 2016 é esperado que o setor continue crescendo.

    A razão da continuidade do crescimento, mesmo com a crise econômica enfrentada no mercado interno e a baixa cotação das commodities brasileiras, o dólar desvalorizado e a demanda externa por commodities aquecida deverão manter as compras de fertilizantes em alta. O dólar desvalorizado também reduziu a importação de fertilizantes, o que incentivou o aumento da produção interna.

    Assim, com estes fatores citados, é esperado que o faturamento do setor de fertilizantes se mantenha em crescimento, mesmo que inferior aos anos anteriores. No entanto, se caso o cenário macroeconômico se manter muito negativo é possível que o faturamento sofra maior desaceleração em 2017.

    Analista responsável: Ricardo Quirino


    Os nutrientes derivados do potássio, que compõem fertilizantes agrícolas, tendem a ficar mais caros no mercado internacional e também no Brasil, pois os grandes produtores já sinalizaram sua intenção de diminuir a produção e promover reajustes de preços.

    No ano passado, dado a queda na demanda de países como a Índia e sul da Ásia, com o aumento na produção, os preços dos fertilizantes em geral despencaram, atingindo valores próximos do período da crise de 2009 em alguns locais do mundo.

    Para o setor esse encarecimento do potássio deverá ser um grande problema, já que aproximadamente 90% da demanda por insumos para fabricação de fertilizantes potássicos é coberta por importações. Esse encarecimento deverá reduzir o faturamento do setor já em 2014 e deverá impactar 2015 também, já que nem todos os aumentos de custos deverão ser repassados integralmente ao consumidor no primeiro momento.

    Analista do Setor de Fertilizantes: Ricardo Quirino Theodoro

    A Agroplanta, empresa produtora de fertilizantes com sede em Batatais (SP) anunciou a continuação de um plano de investimentos, iniciado em 2009, com o objetivo de fortalecer suas pesquisas na busca de produtos diferenciados. A empresa possui três unidades de produção e nos últimos anos vem apostando no desenvolvimento de novos produtos adaptados às especificidades da  agricultura brasileira.

    De 2009 a 2013, a empresa anunciou investimentos superiores a R$ 25 milhões, via recursos próprios voltados às pesquisas. Dentre os projetos em desenvolvimento, em 2013 sete foram aprovados em uma fase preliminar do programa Inova Agro, do BNDES e da Finep. Segundo informações da direção da empresa, a Agroplanta espera investir entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões em 2014 para adequações e aquisição de novos equipamentos para a fabricação dos produtos. 

    Dos fertilizantes diferenciados envolvidos nesses projetos se destacam: fertilizantes revestidos com cálcio, enxofre e ácido húmico (que potencializa a "vida microbiológica" do solo), fertilizantes para aplicação via solo ou foliares (que permite uma concentração maior de nutrientes em um menor volume), defensivos agrícolas orgânicos produzidos a partir de biomassa vegetal e extrato de ervas, dentre outros projetos relacionados aos chamados "defensivos verdes". 

    A empresa, com faturamento anual de cerca de R$ 80 milhões, está no mercado há 36 anos, com foco na produção de micronutrientes em pó e granulados para indústrias e misturadoras de adubos, além de fertilizantes foliares e ingredientes para ração. Com capacidade para granular 250 mil toneladas de fertilizantes por ano, a Agroplanta que vem crescendo cerca de 10% ao ano, espera acelerar esse crescimento com os novos investimentos.


    A Los Grobo Ceagro do Brasil, joint venture da Los Grobo e Península Fertilizantes, continua acelerando seu ritmo de crescimento no país. Uma expressão deste movimento é a aquisição de uma empresa de insumos no oeste da Bahia, cujo investimento é de cerca de R$ 50 milhões nas áreas de armazenagem e logística. A planta foi erguida em 18 meses, absorveu aporte de R$ 17 milhões e tem capacidade de mistura de 260 mil toneladas de fertilizantes por ano. 

    A ampliação dos negócios na área de insumos já contará com o reforço da Synagro, sediada em Luís Eduardo Magalhães e uma das principais comercializadoras de sementes, fertilizantes e defensivos do oeste baiano, região de Cerrado - cujo potencial se dá em grãos e algodão. 

    Com o investimento anunciado, a empresa Los Grobo Ceagro do Brasil sinaliza a preocupação do setor de fertilizantes com a expansão territorial e com a promoção da independência brasileira destes insumos do mercado internacional. 


    A Vale usará uma nova técnica de mineração da carnalita que será realizada a partir da injeção de água quente em poços onde serão dissolvidos os sais. A salmoura (mistura da carnalita com outros sais) será retirada do subsolo e processada na superfície. Não somente inovação tecnológica, a Vale acordou com a Petrobras, a renovação do contrato para a exploração, em Sergipe, de jazidas de carnalita. As minas se localizam em Rosário do Catete (Sergipe) e o novo contrato dá o arrendamento dos direitos minerários à Vale por mais 30 anos.

    A Vale pretendia ampliar a exploração para uma área adjacente com o intuito de elevar a produtividade, por conta do previsto esgotamento das reservas da jazida em 2014. A proximidade das reservas de petróleo às de potássio era uma das razões que dificultavam as negociações e assim as empresas decidiram isolar esta área para viabilizar o negócio. A mineradora implantará na extensão da mina de Taquari-Vassouras o Projeto Carnalita, cujo investimento será em torno de US$ 4 bilhões e produzirá 1,2 milhão de toneladas/ano.

    O novo projeto vai gerar cerca de 4.000 empregos diretos na indústria e 700 na fase de operação. Em 2015, a unidade deve se tornar a maior em extração de potássio do Brasil. Apesar de o país ser o quarto maior consumidor de fertilizantes no mundo, é importador de 90% de potássio. Contudo, com a nova extensão das jazidas economizará cerca de US$ 17 bilhões nos próximos 29 anos e reduzirá o volume de potássio importado. 


    A Fertilizantes Heringer adquiriu a empresa Maxifértil sem informar o valor da negociação. Com a aquisição, a companhia finalizará as suas atividades na unidade fabril alugada localizada em Porto Alegre e a produção será transferida para o novo parque, que possui capacidade produtiva estimada em 30 mil toneladas por mês. O parque inclui laboratório, oficinas e dois depósitos, além de dois misturadores e sistema de ensaque que produzem 120 toneladas de fertilizantes por hora.

    A forte demanda por fertilizantes impulsionou o faturamento e os resultados operacionais da Heringer, permitindo a compra da Maxifértil que consequentemente, permitirá a redução de custos fixos da empresa e o atendimento do mercado sulista.


    A Unigel inaugurou dia 16 de outubro, a nova planta de fertilizantes localizada em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (Bahia). O investimento foi de R$ 45 milhões, gerando 50 empregos diretos e tem capacidade para compactação de 100 mil toneladas/ano de sulfato de amônio.

    A compactação do sulfato de amônio permite a utilização do produto com maior facilidade além de permitir a introdução de micronutrientes, que auxiliam a fertilização - o sulfato de amônio fixa o nitrogênio ao potássio e fósforo. A nova planta atenderá a demanda da agricultura local, principalmente do oeste baiano, que conta com uma alta produtividade de soja, milho e algodão no ranking mundial.


    A Louis Dreyfus Commodities (LD) anunciou a aquisição da Macrofértil  - produtora e distribuidora de fertilizantes (atualmente, com 65% do mercado brasileiro), sem revelar o montante investido. Com a compra se deu a entrada da LD no segmento de adubos no Brasil.

    O mercado de insumos é atrativo, pois possibilita alavancar o modelo de financiamento aos seus produtores/fornecedores denominado "barter". Este modelo se baseia no adiantamento de insumos em detrimento de uma produção agrícola futura - ferramenta de hedge para o produtor.

    O propósito da LD é ampliar a capacidade da Macrofértil (cuja marca será preservada) para 2,5 milhões de toneladas anuais e incorporar outros estados como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia.


    Com investimento de US$ 24 milhões, a Bunge Brasil inaugurou dia 13 de março sua nova fábrica de fertilizantes no Brasil localizada em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. A unidade conta com capacidade produtiva de cerca 300 mil toneladas por ano e serão produzidas misturas granuladas (NPK) das marcas Serrana, Manah e IAP além das diferenciadas: Turbo Serrana, Fertiap e Fosmag Manah.

    O investimento contribuirá com o aumento da arrecadação do município sulista e auxiliará no processo de distribuição (acesso aos modais de transporte rodoviário e ferroviário), tornando a produção de fertilizantes mais próximas das plantações nacionais, argentinas e uruguaias. Ademais, a instalação da nova unidade é estratégica por estar localizada em uma região de grande produção de soja, milho e trigo e de extrema relevância no que se refere ao consumo de fertilizantes.

    A Verde Fertilizantes, empresa de investidores com sede em Londres e controlada pelo grupo inglês Amazon Mining, decidiu investir R$ 280 milhões em um projeto de beneficiamento da glauconita (ou rocha verdete) que resultará como subproduto  o termopotássio cujo teor de potássio é de 8% bem abaixo do verificado no cloreto de potássio que possui 60%. A previsão é que se ofereça o produto no segundo semestre de 2013.

     A perspectiva da empresa é de produzir anualmente 1,1 milhão de toneladas do produto beneficiado o que deverá resultar em aproximadamente 90 mil toneladas de potássio. O potássio é um dos três insumos mais importantes para o setor de fertilizantes, contudo é o que o Brasil mais depende do exterior, produzindo apenas 8% da demanda doméstica.

     A extrema dependência da importação dos três insumos básicos e de produtos intermediários fazem do setor de fertilizantes extremamente vulnerável ao setor externo. O governo brasileiro está procurando estimular o aumento da produção interna destes produtos através da Vale e da Petrobrás que possuem projetos que devem entrar em funcionamento também em 2013 como vistas a diminuir esta dependência externa do país.

    Decidida a ingressar no mercado de fertilizantes, a Petrobrás fará investimento entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões em Três Lagoas (MS), localizada na divisa com o estado de São Paulo. O objetivo da nova planta é aproveitar o traçado do gasoduto Brasil - Bolívia para transformar o insumo, gás natural, em amônia e uréia. A perspectiva é de produção de 1,21 milhão de toneladas de uréia e de 81 mil toneladas de amônia.

    A estatal brasileira quer aproveitar as diversas vantagens que a região proporciona, como a proximidade da planta com o gasoduto (dois quilômetros) e a capacidade de absorção de novas indústrias, como as empresas de misturadores. Além disso, a Petrobrás vê possibilidades de utilizar a capacidade ociosa do gasoduto no período de chuvas, época na qual  o gás importado ou mesmo o produzido internamente é subutilizado. Ademais, essa solução poderia reduzir a grande dependência que o Brasil  possui  da importação de matéria prima para a fabricação de fertilizantes.

    O crescimento da agricultura brasileira tem melhorado a perspectiva do setor insumos agrícolas, como o de fertilizantes, o que, por sua vez, está atraindo a atenção de empresas nacionais e estrangeiras para a produção nacional. No entanto, algumas matérias primas, como o gás natural, apresentam preços elevados, o que suscita dúvidas em investidores externos. Como exemplo, tem-se o caso da empresa russa que pretende aportar R$ 1 bilhão no Mato Grosso do Sul, no entanto, o custo elevado com o gás natural importado pode dificultar a negociação. Neste sentido um entendimento quanto à garantia de um preço aceitável para o insumo seria uma medida para tentar diminuir a dependência externa nacional.


    A empresa brasileira Produquímica, fornecedora de matéria-prima para a fabricação de fertilizantes, pretende aportar R$ 120 milhões na construção, nos próximos três anos, de uma nova fábrica em Suzano (SP), na manutenção da estrutura de suas nove unidades, além de aumentar a capacidade de produção de enxofre solúvel. Essas inversões fazem parte do plano de expansão da empresa.

    A nova unidade, ao custo de R$ 25 milhões, deverá concentrar-se na produção de uréia diferenciada. O novo produto, que deverá chegar ao mercado no segundo semestre de 2011, é revestido com um polímero que prolonga a vida útil do fertilizante por um período de três a nove meses, de acordo com a cultura em que for aplicado. Com a produção interna, a expectativa é que o valor do produto diminua cerca de 33%, o que tornará o produto duas vezes superior ao convencional.

    A uréia simples, utilizada como fertilizante simples, é na sua maioria importada (cerca de 73% do total consumido) o que torna a iniciativa da Produquímica um alento para os agricultores brasileiros. Mesmo com a moeda nacional valorizada, o que permite importações mais baratas, isto ainda significa um grande custo para produtores de fertilizantes, encarecendo o produto e isto, necessariamente, deve ser repassado para os agricultores. A expectativa de produzir 50 mil toneladas de uréia diferenciada por ano para um mercado que consome 3 milhões de toneladas ao ano é relativamente baixa, mas é um vislumbre de uma possível queda nos preços dentro do setor.


    Não demorou para que as empresas participantes do setor de fertilizantes anunciassem suas estratégias em reação ao movimento da Vale frente a aquisição da participação da Bunge na Fosfértil. A Anglo American informou que irá reestruturar sua divisão de nutrientes utilizadas na fabricação de fertilizantes através da sua controlada Copebrás, segunda maior empresa do setor.

    Posta à venda desde outubro de 2009 pela sua controlada, a Copebrás é considerada uma empresa competitiva e muito bem administrada, cujo valor de mercado é avaliado em torno de US$1,5 bilhão. Curiosamente, as empresas que apresentaram interesse pela   Copebrás foram as Vale e a Bunge Fertilizantes. De acordo com a leitura do mercado a aquisição da Vale deverá enfraquecer a posição da Copebrás no setor, favorecendo para a desvalorização dos seus ativos.