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    Nesta semana dois fatos impactaram de forma relevante o setor bancário. O primeiro, que trouxe surpresa para o mercado, foi a manifestação do interesse por parte do Banco do Brasil (BB) em adquirir a Nossa Caixa. As condições e o valor do negócio serão acordados apenas entre os dois bancos públicos, sem a realização de leilão. Em decorrência disso, alguns bancos privados contestaram a forma que será feita a transação, por faltar transparência e o preço ser subestimado, causando perdas para o Estado de São Paulo - que detém cerca de 71,25%, enquanto os acionistas minoritários, 28,75%. Porém a prerrogativa legal que impede a realização de um leilão, é a questão dos depósitos oficiais que só podem ser feitos por bancos públicos.
    O negócio será benéfico para ambas as partes, pois no caso do BB, a aquisição reforçará a presença do banco no Estado - não estará na liderança do mercado, porém entrará no bloco de liderança  em um empate técnico com os demais bancos que atuam em São Paulo -, além das sinergias que vão de encontro com as estratégias do banco, como a entrada no crédito imobiliário, as parcerias com redes varejistas para financiar bens de consumo e a prioridade ao financiamento de veículos. Do ponto de vista da Nossa Caixa, a notícia é boa, pois o banco vinha tentando recuperar o preço de suas ações além de melhorar sua eficiência, e com a entrada do BB, por ser mais competitivo, isso tende a acontecer. O valor do negócio será o dobro do patrimônio que está avaliado em R$ 3 bilhões e dependerá de um projeto de lei que será entregue a Assembléia Legislativa com previsão de 120 dias para se concretizar a venda.
    O outro fato relevante do setor foi o volume de crédito atingir R$ 1 trilhão com 36,1% do PIB, em abril de 2008, cifra recorde comemorada pelo governo. É importante que o crédito ganhe dimensões maiores pelos efeitos multiplicadores e dinâmicos sobre toda a economia. Entretanto, o preço do crédito no país ainda é proibitivo, mesmo com a queda da inadimplência e o arrefecimento das taxas de juros de empréstimos para pessoas físicas/jurídicas.
    O crescimento do emprego e da massa salarial são fundamentais para a tomada de empréstimos por parte dos trabalhadores. No entanto, é esperado para o segundo semestre uma desaceleração devido aos ajustes via taxa de juros básica (Selic) - com intuito de reduzir a demanda e controlar o crescimento da economia, reduzindo assim a procura por empréstimos -, além disso, várias medidas foram anunciadas pelo Banco Central neste sentido, como por exemplo, a regulamentação mais transparente das carteiras de crédito tipo leasing dos bancos.