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    Assim como diversos setores, as instituições de ensino superior privadas estão sofrendo drasticamente com a crise econômica gerada pelas medidas de isolamento social no combate ao novo coronavírus. Dentre os principais efeitos da pandemia e com impactos negativos sobre o desempenho das IES privadas está o aumento da evasão e da inadimplência no pagamento de mensalidades.

    De acordo com pesquisa realizada pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), aproximadamente 265 mil alunos em todo o País interromperam a jornada acadêmica por meio do cancelamento ou trancamento das matrículas entre os meses de abril e maio deste ano. A expectativa é de que os números aumentem ainda mais no mês de julho, com a conclusão do primeiro semestre do calendário letivo, chegando a 40% até o final do ano, contra uma média de 30% em períodos anteriores.

    Além disso, em maio, a inadimplência no pagamento de mensalidades cresceu 51,7% em relação ao mesmo mês em 2019, alcançando 23,9%. A estimativa do Semesp é que a taxa anual de inadimplência chegará a 11,3% até o fim de 2020, representando o maior nível desde 2006, quando a série do indicador foi iniciada.

    Crescimento do desemprego, redução ou suspensão nos contratos de trabalho, queda nos lucros dos microempreendedores e dificuldade de adaptação ao ensino remoto são os principais fatores que explicam tais resultados, comprometendo de forma significativa o desempenho das universidades privadas neste ano. Diante desse cenário, as IES privadas já buscam alternativas e soluções financeiras para alunos que estão enfrentando dificuldades, como a suspensão do pagamento das mensalidades por um período ou a oferta de um número maior de parcelas com valores reduzidos. Além disso, a pandemia traz de volta o debate sobre a importância de uma revisão nos programas públicos de financiamento estudantil, já que 75% das matrículas no ensino superior no Brasil é proveniente do setor privado, e mais de 70% dos alunos são das classes C, D e E, com dificuldades financeiras causadas pela atual crise econômica (Semesp, 2020).

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues.