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    No acumulado do ano até abril, foram concedidos 38,5 mil financiamentos via o programa de Financiamento Estudantil (Fies) a 730 mantenedoras, localizadas em todo o Brasil. Este número representa apenas 38,5% do total de bolsas oferecidas no primeiro semestre de 2019, representando a pior taxa de ocupação desde 2016, quando o programa passou a ter uma quantidade definida de vagas. Parte das vagas remanescentes foi ofertada no segundo semestre deste ano, totalizando 150 mil contratos, dos quais 50 mil são a juro zero.

    Tal resultado reflete os efeitos das mudanças pelas quais o programa passou nos últimos anos, com uma redução na oferta de bolsas e alterações nas regras de contratação, o que levou à perda de seu caráter social. Além disso, a melhora pouco significativa do nível de desemprego e os sinais de lenta recuperação da economia têm impactado negativamente o ingresso de novos alunos. Isto porque a maior parte deles está adiando o projeto de graduação diante do receio em assumir novas dívidas em um cenário de instabilidade relacionada ao mercado de trabalho e rendimento médio.

    Para contornar esta situação, as universidades privadas têm criado suas próprias linhas de financiamento, sem vínculo com o Governo. De acordo com o Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior), o número de ingressantes com financiamento oferecido pela própria instituição de ensino passou de 14,4% em 2014 para 28,3% em 2017. Ou seja, em três anos, este número praticamente dobrou, enquanto a adesão via Fies recuou de 21,3% para apenas 5,7% no mesmo período.

    Considerando o cenário descrito, as perspectivas de crescimento das instituições de ensino superior privadas continuam pouco otimistas e apontam a importância da implantação de novas estratégias para a reversão deste quadro a partir de 2019. Além disso, a demora na aprovação de importantes reformas, como a da Previdência, tem postergado novos investimentos e a geração de empregos, adiando seus possíveis efeitos positivos para o setor de ensino superior privado no país. Com isso, a Lafis espera um crescimento 1,3% no faturamento das IES privadas em 2019, alcançando R$ 58,9 bilhões, acompanhado de um avanço igual a 0,9% no número de matrículas do setor.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues.