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  • indústria farmacêutica, empresas do setor indústria farmacêutica, empresas do segmento indústria farmacêutica, setor indústria farmacêutica, segmento indústria farmacêutica, economia, macroeconomia

    O reajuste médio autorizado para os medicamentos em 2026 ficou em até 3,81%, o que é inferior à inflação oficial acumulada de 2025, medida pelo IPCA (4,26%). Assim, desde 1º de abril deste ano, as empresas foram autorizadas a reajustarem o preço de seu medicamentos, os quais são enquadrados em três faixas de teto que obedecem  a características do mercado de cada medicamento, como concorrência e participação de genéricos.

    Nível 1: até 3,81% - medicamentos com alta concorrência, onde se inclui remédios amplamente disponíveis, com várias marcas e genéricos no mercado.

    Nível 2: até 2,47% - medicamentos que já têm alguma competição, mas não na mesma escala dos mais populares

    Nível 3: até 1,13% - medicamentos de baixa concorrência, com poucas opções disponíveis no mercado, geralmente mais novos ou com tecnologia mais complexa

    Deste cenário de teto de aumento abaixo do índice geral de inflação decorre um mecanismo que obriga a indústria farmacêutica a repassar para o consumidor os seus ganhos de produtividade e eficiência. Assim, como foi constatado que a indústria farmacêutica brasileira registrou um forte ganho de produtividade em 2025, tal trava funciona como um mecanismo de transmissão de ganhos de eficiência da indústria farmacêutica ao consumidor, impedindo que os laboratórios se apropriem sozinhos de lucros gerados por avanços tecnológicos ou operacionais.

    Analista Responsável Felipe Souza