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  • indústria farmacêutica, empresas do setor indústria farmacêutica, empresas do segmento indústria farmacêutica, setor indústria farmacêutica, segmento indústria farmacêutica, economia, macroeconomia

    O aumento da alíquota de ICMS em mais ou menos 2% anunciada em praticamente todos os Estados impactará nos preços dos medicamentos a partir de janeiro do ano que vem.

    E provavelmente a história não será diferente: as farmacêuticas irão repassar esse aumento de custo tributário ao consumidor final, praticando um aumento dos preços dos medicamentos já mesmo no primeiro mês do ano.

    Com isso, espera-se que o ano de 2023 seja marcado por, no mínimo dois períodos de reajuste geral dos preços dos remédios: janeiro por conta desta reoneração tributária e abril, mês que tradicionalmente a ANS libera o teto de reajuste de recomposição inflacionária do período anterior.

    Analista Responsável Felipe Souza


    A pandemia da COVID-19 causou uma reviravolta econômica sem precedentes em todo o mundo. Empresas de todos os setores enfrentaram desafios significativos, desde restrições de operação até mudanças nos hábitos de consumo dos clientes.

    Nesse cenário de recuperação, é crucial que as empresas estejam preparadas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgem. E uma ferramenta valiosa para essa preparação estratégica é a análise setorial.

    Compreender as tendências do mercado, as mudanças de comportamento do consumidor e as demandas emergentes torna-se essencial para se posicionar de forma inteligente e competitiva.

    Este texto explora a importância da análise setorial como uma poderosa aliada das empresas na retomada econômica, e como a análise setorial pode ajudar as organizações a identificar oportunidades, mitigar riscos e tomar decisões informadas que impulsionem seu crescimento.

    Prepare-se para desvendar os segredos por trás da análise setorial e descubra como essa ferramenta estratégica pode levar sua empresa a um novo patamar de sucesso.

     

    Entendendo a retomada da economia e o papel da Análise Setorial

     

    Após um período desafiador de incertezas e instabilidades, a retomada econômica pós-pandemia já se tornou uma realidade.

    No entanto, é importante compreender que o cenário econômico atual é marcado por mudanças significativas nos comportamentos de consumo, nas dinâmicas de mercado e nas demandas dos clientes.

    As empresas que desejam se destacar nesse novo contexto precisam adotar uma abordagem estratégica, antecipando-se às transformações do mercado e se adaptando rapidamente. É aqui que a análise setorial desempenha um papel fundamental.

    A análise setorial permite que as empresas compreendam em profundidade o panorama do seu setor de atuação. Ela vai além da análise macroeconômica geral e mergulha nas especificidades de cada segmento, identificando as principais tendências, desafios e oportunidades que surgem durante a retomada econômica.

    Ao entender os fatores-chave que impulsionam o crescimento do setor, as empresas podem ajustar suas estratégias, reposicionar seus produtos e serviços e se adaptar às novas demandas dos consumidores.

    Além disso, a análise setorial ajuda as empresas a avaliarem a competitividade do mercado, identificando os principais concorrentes e suas estratégias. Com base nessas informações, é possível desenvolver estratégias diferenciadas, encontrar nichos de mercado pouco explorados e conquistar uma vantagem competitiva.

    Em suma, a análise setorial permite que as empresas estejam à frente da curva, antecipando-se às mudanças do mercado e tomando decisões fundamentadas. Na próxima seção, exploraremos em detalhes como essa ferramenta valiosa pode ser aplicada de forma eficaz, fornecendo vantagens estratégicas e impulsionando o crescimento empresarial na retomada econômica pós-pandemia.

    A análise setorial desempenha um papel crucial na tomada de decisões estratégicas das empresas durante a retomada econômica pós-pandemia. Ela oferece uma visão aprofundada das tendências e mudanças que estão moldando o mercado, permitindo que as empresas compreendam o cenário em que estão inseridas e se posicionem de maneira estratégica.

     

    Benefícios da Análise Setorial para as empresas

     

    Ao adotar uma abordagem estratégica baseada na compreensão das tendências e mudanças do mercado, as empresas podem obter vantagens significativas. Vejamos alguns dos benefícios-chave da análise setorial:

     

    Identificação de oportunidades de crescimento: permite que as empresas identifiquem oportunidades emergentes e nichos de mercado pouco explorados – o que permite a possibilidade de direcionar seus recursos e esforços para o desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores, atendendo às necessidades específicas dos clientes.

     

    Tomada de decisões informadas: Com acesso a dados e informações precisas sobre o setor, as empresas podem tomar decisões estratégicas fundamentadas, permitindo que empresas se adaptem rapidamente às mudanças do mercado.

     

     

    Vantagem competitiva: A análise setorial ajuda a identificar os pontos fortes e fracos dos concorrentes, bem como as lacunas no mercado que podem ser aproveitadas. Isso permite que as empresas se posicionem de forma única, atendendo às necessidades dos clientes de maneira mais eficaz do que seus concorrentes.

     

    Mitigação de riscos: auxilia na identificação de riscos e ameaças que podem afetar o desempenho das empresas. Ao antecipar esses desafios, as empresas podem desenvolver estratégias de mitigação adequadas e estar preparadas para enfrentar obstáculos.

     

    Aproveitamento das tendências de mercado: as empresas podem se adaptar de maneira proativa e capitalizar as oportunidades que surgem, ajustando-se rapidamente às mudanças nos comportamentos do consumidor, nas demandas de mercado e nas inovações tecnológicas.

     

    A análise setorial é uma ferramenta poderosa para as empresas que deseja estar sempre prontas aos desafios do seu mercado.

    Ao identificar oportunidades de crescimento, mitigar riscos, adaptar a estratégia de negócios e conquistar uma vantagem competitiva, as empresas estarão bem posicionadas para se destacar no mercado e alcançar o sucesso.

    Lembre-se de que a implementação da análise setorial requer uma coleta cuidadosa de dados, análises aprofundadas e monitoramento contínuo. Além disso, contar com especialistas nessa área, como a LAFIS, pode fornecer um apoio valioso na interpretação dos dados e na orientação estratégica.


    No acumulado do primeiro quadrimestre deste ano, a produção de medicamento apresentou satisfatória elevação de 14,4% quando comparada com o mesmo período do ano anterior.
    Já as vendas de medicamentos continuaram a traçar trajetória positiva, ao apresentarem um incremento de 11,4% quando comparadas as quantidades vendidas nos primeiros cinco meses de 2023 em relação à igual período do ano anterior.  
    Esses números expressivos são reflexo de um conjunto de fatores que têm impulsionado o crescimento contínuo do setor farmacêutico. 
    Para além da necessidade significativa que os medicamentos detêm para a população, dando um caráter de produto essencial e insubstituível, a expansão do programa Bolsa Família cria uma demanda importante para o setor, especialmente para os genéricos de menor valor agregado que são mais consumidos nessa parcela da população assistida pelo programa.
    Além do mais, as políticas públicas favoreceram, tanto a expansão das vendas, quanto da produção medicamentosa: o Governo Federal estabeleceu um valor máximo de reajuste dos medicamentos em 5,6% para 2023, um valor inferior ao previsto em 2022, o que proporciona mais previsibilidade para as empresas e consumidores. Além do mais, programas populares de distribuição de medicamentos deverão ser mais presentes na atuação pública, criando um impulso na demanda interna.

    Analista Responsável Felipe Souza


    O preço dos medicamentos deverá subir duas vezes em 2023, uma subida já tradicional relativa ao reajuste anual autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) a ser feita em abril e uma outra rodada mais difusa, mas que deverá atingir os medicamentos vendidos em quase todos os estados brasileiros.

    Se uma etapa do reajuste é benéfica às indústrias do setor (aumento anual autorizado pelo governo, a ser aplicado a partir de 1º de abril que permite repor as elevações de seus custos no ínterim entre esse e a última permissão de reajuste), a segunda onda se trata de um movimento menos benéfico.

    Isso acontecerá pois quase todos os Estados já anunciaram que irão elevar suas alíquotas de ICMS ou os preços de referência para aplicação deste imposto aos medicamentos em geral. Assim, ao passo que se elevam os impostos, isso é transmitido ao preço final dos medicamentos, que se encarecem sem qualquer aumento de receita ou margem das farmacêuticas.

    Analista Responsável Felipe Souza



    No acumulado do primeiro semestre deste ano, as vendas de medicamentos continuaram a traçar a trajetória positiva ao apresentarem um incremento de 18,8% quando comparadas às quantidades produzidas nos seis primeiros meses de 2021. A demanda segue crescente, sobretudo com o cenário marcado pela eclosão da 3ª onda de Covid-19 (variante Ômicron) e o aparecimento de outras doenças respiratórias que se tornaram um vetor positivo ao aumento do consumo e da procura por medicamentos.

    No entanto, cabe ressaltar um fator negativo que se materializa nos problemas de obtenção de insumos e matérias-primas devido às rupturas de fornecimento da cadeia produtiva, que limitam a produção, além de impactar inflacionariamente nos custos produtivos do setor. Não é por menos que a produção de medicamento apresentou queda de 9,1% quando comparada com o mesmo período do ano anterior. 

    Deste modo, os resultados das vendas de medicamentos mais positivos do que o previsto, em conjunto com a elevação dos custos destes que estão sendo repassados aos preços finais junto ao consumidor, fizeram com que a Lafis elevasse o faturamento projetado para 2022 que deverá crescer 19,0% ao auferir a cifra de R$ 171,9 bilhões ao final deste ano.

    Analista responsável Felipe Souza

    A partir do primeiro dia de abril, as farmacêuticas operantes em solo nacional poderão reajustar os preços de seus medicamentos em até 10,89% segundo anunciou a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), em publicação no Diário Oficial.
    A grande pergunta que paira é: o teto de reajuste máximo é suficiente para neutralizar os efeitos inflacionários observados que tanto depredaram os custos operacionais dos medicamentos?
    É evidente que esta questão não pode ser respondida num espectro geral que satisfaça acuradamente a realidade de todas e quaisquer farmacêuticas de forma homogênea (uma vez que cada unidade detém seus custos e produtividade dados de forma individual). No entanto algumas pistas podem ser trazidas à tona, na tentativa de se chegar a uma resposta minimamente condizente com a realidade média do setor.
    Sabe-se que o reajuste máximo autorizado de 10,89%, ficou acima da inflação do ano anterior: em 2021, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 10,54% - valor acumulado de marco de 2021 (mês anterior ao último reajuste) até fevereiro deste ano (último da disponível).
    Pode-se notar que os custos de produção dos produtos farmacêuticos, representados pelo “IPP - Fabricação de Produtos Farmacêuticos” percorreram uma trajetória inflacionária acima da inflação oficial de inflação até novembro de 2021, passando após tal mês a se situar em patamar inferior ao IPCA.
    Assim no geral, pode-se dizer que tal autorização está em linha com as necessidades de reposição das margens operacionais das farmacêuticas, uma vez que seus custos, na maioria dos meses anteriores à autorização do repasse, se mantiveram acima do IPCA. Além do mais, sabe-se que o setor sofreu deveras com a elevação dos custos de seus principais insumos devido à rápida e aguda desvalorização de real, bem como aumentos dos custos de matérias-primas, em virtude dos desarranjos logísticos e da oferta que a cadeia produtiva presenciou desde a deflagração do período pandêmico e suas rupturas econômicas advindas da necessidade das restrições sanitárias e queda da atividade econômica em quase todas as regiões do globo.
    Não por menos que, para determinação do reajuste ideal, a CMED, fixou adicionalmente um percentual superior à inflação para o fator Y  que calcula os custos de produção não captados pelo índice oficial de inflação, como variação cambial, tarifas de eletricidade e variação de preços de insumos.

    Analista Responsável Felipe Souza


    No acumulado de 2021, a produção de medicamento apresentou ligeira queda de 3,0% quando comparada com o mesmo período do ano anterior

    Já as vendas de medicamentos continuaram a traçar a trajetória positiva ao apresentarem um incremento de 15,0% quando comparadas as quantidades vendidas em 2021 ante 2020.

    Mesmo com um cenário mais positivo para a indústria farmacêutica, ainda se nota que o índice de crescimento das vendas foi superior em comparação à taxa de crescimento da produção. Este resultado pode ser entendido como um esforço dos laboratórios em continuar a reduzir os estoques acumulados, diante de um ambiente de negócios mais desaquecido.

    No entanto, vale dizer que este é um cenário bastante benigno para o setor dada a conjuntura de depressão econômica que atinge grande parte das atividades econômicas atualmente.

    Especialista do Setor Felipe Souza

    As vendas de medicamentos continuaram a traçar uma trajetória positiva ao apresentarem um incremento de 15,3% quando comparadas às quantidades vendidas nos primeiros nove meses de 2021 com as do mesmo período de 2020.  

    Com a população exposta constantemente ao conhecimento da situação sanitária e epidemiológica nacional e mundial, cresce a intenção para compra de medicamentos. Este é um cenário bastante benigno para o setor dada a conjuntura de depressão econômica que atinge grande parte das atividades econômicas atualmente.

    É sob tal cenário que a Lafis manteve suas projeções de faturamento do setor para o ano de 2021 e demais anos numa posição de satisfatória elevação - expansão de 15,0% em 2021, podendo arrecadar cerca de R$ 145,1 bilhões no referido ano.

    Analista Responsável Felipe Souza

    Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abifiqui), atualmente somente 5% dos insumos utilizados pela indústria farmacêutica para a produção de remédios prontos são produzidos no Brasil — o outros 95% são importados. 

    Tal fato acusa a forte influência que a taxa de câmbio detém no desempenho do setor, uma vez que a cotação do dólar (uma variável completamente exógena ao poder decisão das farmacêuticas) possui um papel estratégico dentro da fabricação de produtos farmacêuticos, e isso não é uma posição desejável a qualquer setor.

    Essa inevitável dependência externa por insumos é constatada pela baixa elasticidade que a cotação do dólar possui para as importações desses itens, ou seja, mesmo que o real se desvalorize em relação ao dólar, os fabricantes nacionais de medicamentos não têm como optar por um fornecedor nacional, elevando assim seus custos operacionais e reduzindo suas margens.

    Não que a indústria nacional deva começar a ser autossuficiente, mas sim ter flexibilidade em sua produção para suprir demandas específicas em caso de escassez ou súbita elevação de preços, o que atualmente não tem.

    Falta articulação entre governo, institutos de pesquisa, universidades e setores privado e público de saúde para fazer o país diminuir a dependência externa de insumos estratégicos, como os de remédios e vacinas.

    O Brasil possui certo expertise, corpo científico competente e, principalmente uma grande mercado interno que poderiam serem melhor coordenados por uma política industrial estruturante que incentivasse a produção local e fizesse o setor nacional entrar no mundo da pesquisa avançada e produção de ponta.

    Analista Responsável Felipe Souza

    Faz tempo que as farmacêuticas são o segmento mais detestado no Brasil e no Mundo. Essas empresas frequentemente são responsabilizadas por aumentar o preço de remédios que salvam vidas somente pensando no lado econômico e por terem enriquecido às custas da saúde da população. 

    Agora, com as empresas farmacêuticas correndo para encontrar vacinas e acabar com a pandemia do coronavírus, essa indústria espera se redimir aos olhos do público.

    É claro que o objetivo principal é controlar a epidemia, mas há um grande benefício paralelo em receber o crédito publicamente e usar uma imagem melhorada para rechaçar as tentativas do governo de regular mais ativamente a indústria.

    Especialista do Setor Felipe Souza

    Com a população exposta constantemente ao conhecimento da situação sanitária e epidemiológica nacional e mundial, cresce a intenção para compra de medicamentos antigripais, suplementos vitamínicos e outros medicamentos. No mesmo sentido, os institutos médicos públicos e privados e órgãos governamentais passaram a demandar mais medicamentos, insumos, aparatos, dentre outros, dado o crescente contingente de pacientes atendidos e internados ao longo do ano, sobretudo nos meses mais críticos da pandemia.

    Além do mais, com a necessidade urgente do lançamento da vacina contra a Covid-19 e produção de novos medicamentos, as empresas do setor vem lançando mão de mais investimentos, aquecendo o setor a curto prazo e elevando as possibilidades de ganhos nos próximos anos.

    É por tal razão que certamente um dos poucos setores cujos efeitos da pandemia do Covid-19 serão positivos é o setor farmacêutico, o qual a Lafis projeta uma taxa média de crescimento do faturamento bastante significativa (cerca de 11,3%) no período compreendido entre os anos de 2020-2024.

    Especialista do Setor Felipe Souza.

    Certamente um dos poucos setores os quais os efeitos da pandemia do Covid-19 sejam positivos será o setor farmacêutico.

    Com a população exposta constantemente ao conhecimento da situação sanitária e epidemiológica nacional e mundial, cresce a intenção para compra de medicamentos antigripais, suplementos vitamínicos e outros medicamentos de cuidados básicos que não necessitam de receita médica.

    No mesmo sentido, os institutos médicos público e privados e órgãos governamentais demandarão mais medicamentos, insumos, aparatos dentre outros dada o crescente contingente de pacientes atendidos e internados ao longo do ano, sobretudo nos meses mais críticos da pandemia. 

    Além disso, o setor deverá ser estimulado, seja por subsídios e investimentos, ou mesmo facilitação legal, à produzir mais, constituindo um bom ambiente para a elevação da produção de medicamentos em geral. 

    Com tudo isso, projeta-se que as vendas de produtos farmacêuticos (medidas em unidades de caixas) deverão apresentar crescimento de 12,8% quando comparadas aos resultados de vendas obtidos em 2019, sendo consumidas cerca de 4,92 bilhões de caixas em 2020. 

    Especialista do Setor Felipe Souza 

    A Anvisa aprovou o novo marco regulatório de boas práticas de fabricação de medicamentos no Brasil que será o principal padrão regulador para garantir a qualidade dos medicamentos do país.

    As novas regras possibilitam que o Brasil amplie as exportações de medicamentos para os maiores mercados farmacêuticos do mundo. Somente no quesito da eficiência processual, as novas regras englobam unificar os processos de produção dos insumos farmacêuticos ativos (IFA), bem como as questões burocráticas e documentais que as envolvem a fim de trazer ganhos administrativos e maior fluidez aos peticionamentos.

    Assim, o país torna-se mais competitivo nesse mercado farmacêutico de gigantes, possibilitando a sua filiação ao Esquema de Cooperação em Inspeção Farmacêutica (Pharmaceutical Inspection Co-operation Scheme – PIC/s).

    Especialista do Setor Felipe Souza

    O Governo, representado pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), autorizou que as indústrias farmacêuticas possam elevar o preço dos medicamentos em até 4,46% no exercício de 2019, acima, portanto, da inflação oficial de 2018, que fechou o ano em 3,75% conforme o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

    Pela lei, as farmacêuticas não podem elevar seus preços acima de um limite decido e legalizado pela Cmed. Assim, fixado este teto (no caso, 4,46% em 2019), isso significa que cada empresa do setor poderá traçar sua estratégia de precificação até este limite, podendo as farmacêuticas e farmácias praticarem aumentos diferentes para a mesma mercadoria ou até mesmo não fazer nenhuma alteração no valor. 

    Neste sentido, a autorização representa uma via de incremento de margem e receita para os players do setor, auxiliando positivamente na performance do setor como um todo. Cabe a cada empresa decidir elevar os preços finais dos medicamentos de forma a aumentar suas margens operacionais ou manter o preço na tentativa de estimular um maior consumo, vislumbrando um possível ganho de Market share.

    Especialista do Setor Felipe Souza.

    A farmacêutica Pfizer, fabricante do Viagra e do Lipitor, fechou acordo para comprar a fabricante do Botox, a Allergan, em transação avaliada em cerca de US$ 160 bilhões (quase R$ 600 bilhões – praticamente 6 vezes o rombo estimado no orçamento do Governo Federal desse ano) e orquestrada para reduzir os volumes de impostos pagos pela companhia norte-americana, que vai transferir sua sede para a Irlanda. A união das empresas, que vai criar a maior companhia farmacêutica do mundo, vai adiar para o final de 2018 a decisão da Pfizer de se dividir em duas, afirmou a empresa. Investidores vinham esperando que a Pfizer vendesse sua área de genéricos até 2017 para se focar em medicamentos de marca vendidos sob receita, uma decisão que vai ser adiada diante do tempo necessário para a integração da Allergan na empresa. 

    Caso seja aprovada a transação, já que as autoridades norte-americanas estão buscando bloquear o acordo, seja para evitar a evasão de futuras receitas fiscais ou combater a concentração de mercado, será criada uma farmacêutica com expressiva captação de receitas, e consequentemente, um orçamento mais robusto para outras despesas, como P&D. Porém, no tocante à inovação farmacêutica, é preciso considerar que uma maior concentração de mercado não significa necessariamente em maiores volumes de investimento para descobrir drogas inovadoras, como aquelas destinadas à cura de condições como câncer e Alzheimer. Uma economia que dispõe de um ecossistema de inovação muito bem articulado, isto é, os governos oferecem funding para prazos de longa maturação (mais de 5 anos), as universidades fornecem mão-de-obra especializada, e as firmas deparam-se com um ambiente de estabilidade econômica que facilita a tomada de decisões, a irrupção de invenções que podem mudar o paradigma tecnológico é facilitada; e a Irlanda, fora os incentivos fiscais, oferece tal ecossistema, o que provavelmente foi decisivo para os executivos da Pfizer mostrarem que querem se mudar para o país europeu. 

    Analista Responsável: Francisco Lira


    A multinacional de beleza Coty comprou a divisão de cosméticos da Hypermarcas por R$ 3,8 bilhões e é a nova dona de marcas como Risqué, Monange, Biocolor e Cenoura & Bronze no Brasil. A transação vai zerar a dívida líquida da brasileira e direcionar seu foco inteiramente ao setor farmacêutico. A aquisição ainda precisa passar por autoridades reguladoras da concorrência e deve ser fechada até o fim de março. 

    Desta notícia é extraída principalmente a dedução que muitos analistas econômicos-financeiros (e acionistas) tiveram dessa transação: a Hypermarcas seguirá as vantagens dela no setor farmacêutico, logo, a venda de certos negócios alheios a essa é estratégica.

    No entanto, é preciso ressaltar que a Hypermarcas, a única farmacêutica na Bovespa, ainda depende do mercado de medicamentos similares, o qual detém uma baixa margem de lucro devido à grande concorrência. 

    Atualmente, o laboratório não se empenha em investir em P&D, um passo necessário para criar medicamentos patenteados (e com maiores perpectivas de lucratividade), mas caso a direção da companhia perceba que não consiga expandir o market share do nicho em que está inserido, talvez seja empurrada nessa direção. Tal conjectura dependerá do desempenho futuro do mercado de medicamentos, junto com a articulação dos incentivos fornecidos pelo Governo Federal. 

    Analista Responsável pelo Setor: Francisco Lira


    O Official Journal of the European Union publicou o reconhecimento da equivalência do controle brasileiro ao padrão europeu aplicado a insumos farmacêuticos. Com isso, fica reconhecido que a regulação estabelecida pela Anvisa, os procedimentos empregados pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), bem como os controles e ações de verificação de cumprimento aplicáveis no Brasil atingem nível de proteção equivalente ao adotado pela União Europeia.  Assim, o Brasil foi oficialmente incluído na lista de países com equivalência nos controles de insumos farmacêuticos.

    Além disso, a Anvisa concedeu o registro para o medicamento Radioglic – Fludesoxiglicose (18F) – fabricado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear/CDTN, o qual é o primeiro medicamento da categoria de radiofármacos pronto para o uso registrado pela Anvisa desde a publicação em 2009 da norma que dispõe sobre o registro desses produtos.

    Essas duas notícias mostram que o processo de inserção tecnológica internacional da indústria farmacêutica brasileira está em andamento. O reconhecimento da União Europeia do processo de equivalência no Brasil cria a oportunidade dos laboratórios nacionais especializados em genéricos conquistarem clientes que exigem os mesmos parâmetros de qualidade que há no mercado interno. É muito provável que multinacionais (Pfizer, por exemplo) do setor que investiram em genéricos, cogitem a possibilidade de exportar medicamentos brasileiros para a Europa.

    Por fim, a criação de um radiofármaco nacional é o primeiro passo para o Brasil criar capacidades técnicas numa área que é permeada por importações, ou seja, é um traço de substituição de importações do setor, porém, tal medicamento conta por enquanto com a proteção do sistema público de saúde para ser vendido (as compras do SUS possuem preferências por mercadorias manufaturadas nacionalmente), algo que seria obstaculizado pelos medicamentos radioativos canadenses, os quais oferecem uma concorrência cerrada nesse nicho de mercado.

    Analista Responsável pelo Setor: Francisco Lira


    O reajuste anual médio dos medicamentos vendidos no país, ponderado pela participação de mercado, será de 6%, segundo cálculo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). A conta leva em consideração as três faixas de aumento autorizadas pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), de até 7,7%, 6,35% e 5% conforme a concentração de mercado. Os aumentos já podem ser aplicados em cerca de 19 mil apresentações disponíveis no mercado varejista, porém tradicionalmente há um período de ajuste, em geral relacionado ao ritmo de reposição de estoques. 

    Para compreender melhor esse reajuste proposto pelo CMED, é precisa ater-se ao fato de que o IPCA baliza o teto do reajuste de preços, e assim, ao considerar os custos, produtividade e concentração de mercado, são postas deduções ou adições sobre esse teto de reajuste de preços. O IPCA de 7,7% refere-se ao acumulado entre março 2014 e fevereiro de 2015, o fator X, que denota a produtividade do setor para os próximos meses (quanto mais produtivo - e lucrativo - o setor, mais baixo tem que ser o reajuste), enquanto o fator Z, que se refere à concentração de mercado, é segmentado em 3 categorias: I - baixa concentração (predominância de genéricos), 24,45%, II - média concentração, 25,37%, e III - alta concentração (categoria em que povoa medicamentos patenteados, 50,18%). Por fim, há o fator Y que releva o aumento de custos (decorrente da desvalorização cambial e do aumento de energia) da indústria farmacêutica em relação aos demais setores, e nesse caso, foi 0%, algo supreendente. Supõe-se que no próximo reajuste (em 2016), seja contemplado os impactos dos aumentos da cotação de dólar (que estão tão presentes nos últimos meses) sobre as importações de insumos farmacêuticos. 

    Reajuste dos medicamentos = IPCA - X + Y + Z

    I  - 7,7% - 2,70% + 0% + 2,70% = 7,7%

    II - 7,7% - 2,70% + 0% + 1,35% = 6,35%

    III - 7,7% - 2,70% + 0% + 0% = 5%

    Claramente, os remédios patenteados possuem menor liberdade de aumentar os preços, frente ao mercado de medicamentos onde há maior competição, como similares e genéricos. Cabe destacar que houve mudanças na metodologia do fator Z devido à implantação do Sistema de Acompanhamento do Mercado de Medicamentos (SAMMED), a qual traz maior regulação sobre o fornecimento de medicamentos no país. Antes, simplesmente era avaliado a penetração dos medicamentos genéricos em diversos mercados para definir o fator Z. 

    É interessante salientar que o fator X foi menor que em 2015, pois essa estimativa de produtividade foi de 4,6% no ano passado, um valor superior ao atual. As razões para o fator X ser menor em 2015 provavelmente é um reflexo da conjuntura mais comedida do setor diante de uma cenário macroeconômico conturbado, e isso rebaixa a previsão de produtividade para os próximos meses até o próximo reajuste (março de 2016).   

    Analista Responsável pelo Setor: Francisco Lira


    A Câmara dos Deputados aprovou o novo marco legal para o acesso ao patrimônio genético do país e mudanças na cobrança de royalties como compensação pelo uso da biodiversidade nacional em produtos dos setores farmacêutico, alimentício, agropecuário e cosmético. O texto vai ao Senado em regime de urgência. O projeto foi elaborado pelo governo após pressão das indústrias química, alimentícia e de cosméticos para facilitar a pesquisa da biodiversidade brasileira para desenvolvimento de produtos e renegociar multas a empresas e instituições que enviaram amostras para fora do país sem autorização ou fizeram pesquisa sem pagar os royalties.

    O projeto prevê que a cobrança só ocorrerá depois da comercialização do produto final. A té o momento, os royalties eram cobrados antes mesmo de saberem se o produto daria retorno financeiro e muitas empresas deixaram de pagar. O governo decidiu reduzir a alíquota para repartição de benefícios, de 1,1% sobre a receita líquida do produto para 1%, com a possibilidade de redução para até 0,1% para "não comprometer a competitividade de setores que operem com uma margem menor". O percentual menor visa principalmente os produtos farmacêuticos. 

    O projeto de lei 7.735/2014, o Marco da Biodiversidade, deve estabelecer maior segurança jurídica a setores econômicos, como o farmacêutico, que fazem uso intensivo de recursos naturais para investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento, sem contar que deve proporcionar maior racionalidade ao uso da biodiversidade pelas companhias: elas somente pagarão royalties quando a inovação mostrar frutos, um contra-incentivo à biopirataria que também auxilia na redução dos riscos do investimento em inovação. Espera-se que com a aprovação do Senado, o projeto de lei pode estimular que as pesquisas que envolva a fauna e flora nacional permaneça no Brasil. 

    Analista do Setor: Francisco Lira


    No 1º semestre, empresas locais faturaram, juntas, R$ 15,8 bi, 50,8% do total, e isso reflete crescimento da indústria nacional calcado na produção de genéricos e similares. Em um setor historicamente dominado por estrangeiras, as farmacêuticas brasileiras passaram a abocanhar a maior fatia do faturamento, pois no primeiro semestre deste ano, faturaram, juntas, R$ 15,8 bilhões, 50,8% do total, segundo análise da Alanac (associação dos laboratórios nacionais) com base em dados do IMS Health, instituto que audita o setor.

    A notícia é boa no sentido de mostrar a força dos laboratórios brasileiros, e isso pode reforçar a ideia do funcionamento dos incentivos oferecidos pelo Governo Federal ao setor, porém, é preciso alertar dois aspectos dessa maior presença brasileira no setor.

    Os genéricos representam aproximadamente 30% das vendas do setor, e são medicamentos que não exigem investimento em P&D, no entanto, possuem menores margens de lucro. Isso revela as vantagens das farmacêuticas estrangeiras, companhias dotadas de melhores e maiores processos de inovação, que dominam mercados de remédios mais recentes, complexos e protegidos pelas leis nacionais e internacionais de patentes. Naturalmente, um nicho mais lucrativo e menos concorrido do setor de medicamentos.

    Por fim, pontua-se que muitas desses laboratórios guardam uma forte dependência de insumos importados, já que ainda o Brasil não dispõe de um indústria  de farmacoquímicos capaz de  embasar um produção 100% nacional de remédios.

    Analista Setorial da Indústria Farmacêutica: Francisco Lira

    O Ministério da Saúde colocou em consulta pública o novo marco regulatório das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), formadas entre empresas e laboratórios para a transferência de tecnologia na produção de medicamentos e vacinas. Entre as novidades da portaria estão os prazos para a realização de concorrência entre os laboratórios e empresas e regras mais duras para a transferência de tecnologia.

    Nos últimos meses de cada ano, o governo publicará lista com insumos considerados estratégicos para a rede pública de saúde. As empresas terão até abril do ano seguinte para apresentar projetos de parceria com os laboratórios. Outra mudança que deverá constar da portaria prevê o início da compra dos medicamentos pelo Ministério, o que só se dará após comprovação do início do processo da transferência de tecnologia. Ou seja, as empresas só poderão vender o produto após comprovarem o início da produção nacional.

    Essas medidas recentes adotadas pelo Governo Federal colocam mais rigor na compra de medicamentos pelo SUS, os quais vão atentar-se mais para a produção nacional, que tem capacidade de transferir tecnologia para a economia brasileira no longo prazo. Porém, o aspecto mais importante dessa notícia é a lista de insumos estratégicos, os quais estão mirando possivelmente na repercussão do aumento drástico das importações de fármacos e adjuntos farmoquímicos (insumos farmacêuticos) nos últimos meses. Ao selecionar melhor os insumos para as compras governamentais e condicioná-los a parâmetros mais rigorosos de PDP's, acredita-se na possibilidade da medida amenizar o déficit nessa área no curto prazo.

    Analista Setorial da Indústria Farmacêutica: Francisco Lira

    A isenção do PIS/Cofins para uma lista de 174 substâncias usadas em medicamentos começou a impactar a redução do preço dos produtos nas farmácias. O benefício, anunciado no início do mês, deve provocar uma queda média de 12% nos preços dos remédios da lista, de acordo com cálculos feito pelo governo.Com a medida, 75,4% dos medicamentos comercializados no país são liberados do pagamento do PIS/Cofins. Quase todos os medicamentos tarja vermelha e preta já são beneficiados por essa política. Hoje, o impacto nos preços começou a ser sentido também em remédios usados para tratamento de artrite reumatóide, câncer de mama, leucemia, hepatite C, doença de Gaucher e HIV.

    Essa isenção é uma excelente notícia para a indústria farmacêutica que clama pela redução da carga tributária no setor. Entende-se que os insumos ao não terem essa cobrança de imposto, os fabricantes têm espaço para reduzir os preços, já que esse mercado possui uma nível significativo de concorrência, isto é, buscam sempre conquistar os varejistas (a Droga Raia busca sempre os melhores preços, por exemplo). 

    A medida não é provisória. No entanto, é preciso advertir que apesar do Governo Federal estar realizando importantes desonerações para o setor, um peso importante dos tributos sobre os medicamentos remanesce sobre as varejistas, como o ICMS (imposto estadual). 

    Analista Setorial da Indústria Farmacêutica: Francisco Lira


    A Anvisa está analisando a implementação de mecanismos legais que permitam que os medicamentos similares possam substitituir os de referência da mesma forma que ocorre com os genéricos. 

    Os medicamentos similares e genéricos são cópias do remédio de referência (o primeiro a surgir no mercado e que detém monopólio temporário de venda por meio de patentes) ao possuir as mesmas características deste, como concentração, posologia, indicação. A diferença entre eles, remanesce no fato do similar possuir um nome comercial (uma marca) e não ter a certificação do teste biométrico exigido para o genérico. Tal teste é feito para certicar se o remédio genérico possui a mesma efetividade do princípio ativo inerente à droga de referência. Em resumo, o similar não pode substituir a droga de referência por causa do teste biométrico, apesar de muitos similares terem qualidade e bons preços. 

    Em uma análise prematura, caso essa mudança seja empreendida, pode-se imaginar que os lucros das companhias que lidam com similares (como a Hypermarcas) sejam negativamente afetados, pois o governo exigirá que a possibilidade de substituição seja condicionada à oferta de similares com preços 35% menor do que o remédio de referência. No entanto, essa mudança burocática não altera muito o lucro dos laboratórios de similares, pois já oferecem produtos com expressivos descontos a fim de fazer concorrência com as demais drogas. 

    A Takeda, maior laboratório farmacêutico do Japão, concluiu a aquisição do labóratório brasileiro Multilab. O Valor da aquisição foi de R$ 540 milhões provindos de recursos próprios.  

    A multilab foi fundado em 1988 e se consolidou entre as 20 primeiras posições no ranking geral do mercado farmacêutico brasileiro em unidades vendidas e entre as 30 principais empresas em faturamento.

    Com esta aquisição, a empresa entrará para a lista das 10 maiores fabricantes de medicamentos do país além de ganhar mais espaço nos mercados emergentes (ela também adquiriu a suíça Nycomed que atua em mercados emergentes). O foco estará nas classes menos favorecidas, com perspectivas de crescimento na América Latina. 

    Com sede em Osaka, Japão, a Takeda Pharmaceutical Company Limited foi fundada há 227 anos e esta presente em vários países, incluindo Japão, Estados Unidos, China, Cingapura, Taiwan, Tailândia, Filipinas, Canadá, Áustria, França, Irlanda, Suíça, Alemanha, Inglaterra, Itália e México, e também tem filiais de pesquisa e desenvolvimento nos Estados Unidos. A empresa possui centros de pesquisa globais no Japão, no Reino Unido e em Cingapura. 

    A Takeda trabalha principalmente com a área terapêutica, incluindo diabetes, doenças cardiovasculares, reumatologia, oncologia e doenças urológicas, distúrbios do sistema nervoso central e doenças gastrointestinais. 


    Em meados da década passada, as indústrias farmacêuticas nacionais ganharam força no mercado local, principalmente com o desenvolvimento do mercado de genéricos (nos últimos 8 anos o segmento cresceu cerca de 937%). Porém, as multinacionais, percebendo o forte crescimento deste segmento de mercado, acabaram abocanhando grandes empresas e líderes de mercado nos últimos anos, como foram os casos da Medley, que foi comprada pela Sanofi-Aventis em 2009, e a Teuto, que foi comprada pela Pfizer em 2010. Ou seja, hoje no país não há como negar a forte concentração do setor em torno das grandes multinacionais, demonstrando a necessidade de fortalecer as empresas nacionais e suas posições em um mercado tão importante.

    Para tal, neste começo de ano, foi anunciado no País a criação da BioNovis, uma joint venture entre os laboratórios brasileiros Aché, EMS e União Química, além da Hypermarcas, que também atua no mercado farmacêutico. Com isto, o País passará a ter um representante no mercado global de biomedicamentos (remédios produzidos com base em células vivas), segmento que movimenta cerca de US$ 160 bilhões anuais e cresce em média 12% ao ano no mundo. E para evitar que esta nova empresa passe pelo mesmo processo de outras nacionais que foram adquiridas por gigantes internacionais, ficou decidido pelos parceiros do negócio que a nova empresa não poderá ser vendida futuramente a grupos estrangeiros. Além disto, a pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos deverão ser voltados para atender necessidades da população brasileira e de outros países considerados em desenvolvimento.

    A nova companhia surge com pretensões de se tornar a maior indústria farmacêutica do Brasil, aproveitando a lacuna no mercado nacional. Segundo o presidente da BioNovis, Odnir Finotti, o Brasil importa cerca de R$ 10 bilhões por ano em biomedicamentos, sendo que aproximadamente 60% desse montante é desembolsado diretamente pelo governo brasileiro. O início da produção de medicamentos pela nova empresa deve levar entre dois e três anos, após a aquisição de um pacote tecnológico, o qual representará a partida da etapa de pesquisa da nova empresa.


    A Brazil Pharma, holding das operações de varejo farmacêutico do Banco BTG Pactual continua o movimento de consolidação nas regiões Norte e Nordeste por meio de mais uma aquisição: A rede bahiana Estrela Galdino.

    A aquisição inclui dez drogarias e um centro de distribuição, pelo valor de R$ 18 milhões. A Brazil Pharma nasceu da compra da Farmais pelo BTG Pactual em dezembro de 2009; no mês passado ela comprou a rede de farmácias Big Bem, líder na Região Norte do país, por R$ 453,6 milhões.

    Esta compra, em termos de números de lojas e faturamento, não é tão relevante para o setor, pois a Brazil Pharma continua ocupando o terceiro lugar no segmento com 517 lojas. Em contrapartida, além de seguir a tendência de grandes fusões ou aquisições neste setor, a Brazil Pharma entra no mercado bahiano ampliando e consolidando sua participação na Região Nordeste. Com este movimento de consolidação do setor, aumenta a concorrência entre as grandes e dificulta a atuação das pequenas drogarias de bairro. Além disso, a rede poderá melhorar seu poder de barganha com fornecedores, o que abre espaço para a adoção de preços mais competitivos.


    A Hypermarcas, companhia dona de marcas conhecidas como Risqué (esmalte), Monange (hidratante), Estomazil (antiácido) e Bozzano (produtos masculinos), anunciou, no último dia 08/03, sua quarta aquisição em menos de uma semana.

    Depois de divulgar a compra da fabricante de fraldas Sapeka e das empresas de produtos de higiene pessoal York e Facilit, a companhia assinou memorando visando a compra da Luper Indústria Farmacêutica por R$ 52 milhões. Esses quatro negócios já somam cerca de R$ 600 milhões.

    A aquisição vem ao encontro da estratégia da companhia de aquisições de marcas e ativos no setor de medicamentos, complementando, assim, seu portfólio de produtos isentos de prescrição médica (OTC).

    A Luper, que encerrou 2009 com receita bruta de R$ 44,6 milhões, é responsável pela fabricação e distribuição de medicamentos comercializados sob as marcas Gastrol, Virilon, Dramavit, Blumel, Senareti, entre outros. Em 2009, a Hypermarcas teve receita bruta de R$ 2,6 bilhões. Juntas, as 4 empresas adquiridas deverão agregar um faturamento bruto da ordem de R$ 450 milhões à Hypermarcas.


    A Merck da Alemanha (que não tem mais nenhuma ligação com a Merck americana desde que os Estados Unidos confiscaram a companhia como parte das reparações pela Primeira Guerra Mundial) anunciou acordo para a compra da Millipore, empresa americana com sede no estado norte-americano do Massachusetts, que produz tecnologias, ferramentas e serviços para as áreas de pesquisas biocientíficas e produção biofarmacêutica, por cerca de US$ 7,2 bilhões.

    O negocio faz parte dos planos de aquisições da Merck, que estão se intensificando, e têm como objetivo fortalecer e diversificar seus negócios, ganhando, neste caso, uma posição mais forte nos EUA. Além disto, a empresa fortalece seu pilar de produtos químicos, ao mesmo tempo em que ganha eficiência em outro pilar, o de produtos farmacêuticos.

    A operação surge no momento em que a companhia, assim como muitas outras do setor, enfrenta pressões crescentes resultantes do vencimento de patentes existentes e das resistências aos aumentos de preços pelas companhias e sistemas de seguro-saúde, juntamente com as dificuldades de desenvolvimento de novos produtos, fatores que esta acelerando a consolidação no setor farmacêutico.    


    Cerca de 60 mil farmácias comerciais brasileiras estão amparadas por liminares que as isentam de cumprir as novas regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicadas em agosto do ano passado no "Diário Oficial da União", que entrou em vigor no último 18/02.

    As farmácias e drogarias em todo o país, amparadas pelas liminares, estão desobrigadas de cumprir aspectos polêmicos da medida como a proibição da venda de medicamentos sem prescrição fora do balcão, além da proibição da venda de produtos que não sejam diretamente relacionados à saúde, sob o risco de serem multadas em valores que variavam de R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão.

    As liminares foram obtidas por entidades como a Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), que reúne as 30 maiores redes do país, incluindo Drogasil, Droga Raia e Onofre, e a ABCfarma (Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico), que engloba os estabelecimentos independentes e os sindicatos.


    Depois de comprar, da Nestlé SA, 25% da Alcon em 2008, a Novartis AG anunciou que vai pagar à empresa US$ 28,1 bilhões como parte de sua prolongada tentativa de comprar a totalidade da firma americana de produtos oftálmicos, o que deverá levar a Novartis, grupo farmacêutico sediado na Basiléia, Suíça, a aumentar para 77% sua participação na Alcon.

    A compra será financiada através da emissão de até US$ 16 bilhões em títulos de dívida e com recursos próprios. Para elevar sua fatia na Alcon a 100%, a Novartis também ofereceu aos minoritários da empresa 2,8 ações próprias para cada uma da Alcon. 

    Esta compra faz parte da estratégia da Novartis de conquistar uma boa fatia do mercado de produtos oftálmicos, crucial para a estratégia da farmacêutica de se expandir para áreas da saúde com crescimento mais rápido, para compensar a desaceleração dos remédios de marca.

    O acordo ainda necessita da bênção dos conselhos das duas empresas, assim como da aprovação de dois terços dos acionistas. Num sinal de que a Novartis pode ser pressionada a aumentar sua oferta aos minoritários.


    O grupo farmacêutico francês Sanofi-Aventis anunciou a compra da Medley em um negócio, ainda a ser confirmado, de R$ 1,5 bilhão, movimento que deverá alçá-la a posição de número um no setor farmacêutico nacional. A transação deverá ser formalizada no segundo trimestre deste ano.
    Este negócio representa para a Sanofi-Aventis uma estratégia para ganhar terreno no mercado de genéricos, adquirindo uma empresa líder neste segmento e terceiro maior laboratório farmacêutico do país, com um faturamento de R$ 458 milhões em 2008.
    Com a aquisição, a Sanofi-Aventis deverá alcançar uma participação de 12% no mercado nacional tornando-se líder, além, ainda, de melhorar suas perspectivas de faturamento futuro apoiado nos produtos genéricos, mercado em franca expansão no país.
    Nos próximos anos vencerão patentes de vários remédios no país, dentre eles, sucessos de vendas como o Viagra e Liptor (remédio mais vendido do mundo que pertence a Pfizer). Em países desenvolvidos, como EUA e Reino Unido, a venda de genéricos representa 60% do total. Nos emergentes, esta participação ainda é baixa, sendo que no Brasil é de 16,6%, o que mostra um forte mercado potencial para as empresas explorarem.

    Foi anunciado no dia 31 de março pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), o teto de 5,9% para reajuste nos preços dos medicamentos. O critério utilizado para o aumento foi o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que sofreu uma variação de 5,9% de março de 2008 a fevereiro deste ano.
    Este percentual definido pelo governo é o limite máximo que pode ser aplicado pelos fabricantes, atacadistas e varejistas de cerca de 20 mil medicamentos com os preços controlados (exceção para os fitoterápicos, homeopáticos e remédios isentos de prescrição médica, como dipirona e paracetamol).
     O aumento vem sob protestos de consumidores, argumentando que este está acima do movimento salarial dos últimos 12 meses, e aplausos da Indústria Farmacêutica, já que o mesmo deve aliviar a pressão sobre as margens do setor, que viram seus custos de produção dispararem junto com a moeda americana e seu forte movimento de valorização dos últimos meses. Este é um setor que ainda sofre com a dependência de insumos importados (80% da matéria-prima utilizada), e que poderá sofrer ainda mais, caso o câmbio se estabilize nos atuais patamares.

    Pouco mais de um mês após o anúncio da aquisição, por US$ 68 bilhões, da Wyeth pela Pfizer, mais duas mega fusões movimentaram o setor farmacêutico em março, mostrando que este está em forte movimento de consolidação.
    Os conselhos de administração da Merck e Schering-Plough anunciaram no dia 09/03, um acordo de U$ 41,1 bilhões para a fusão de ambas. A nova empresa, que se chamará Merck, anunciou uma expectativa de receitas para 2009, em uma margem de US$ 23,7 bilhões a US$ 24,2 bilhões. Três dias depois, no dia 12/03, a Roche anunciou a compra da Genentech por US$ 46,8 bilhões, adquirindo os 44% do laboratório americano de biotecnologia que ainda não possuía, fusão que deve criar a sétima maior companhia farmacêutica dos EUA em termos de participação de mercado, com uma receita anual de cerca de US$ 17 bilhões.
    Este movimento de consolidação do setor farmacêutico está apoiado em 5 objetivos, por parte das empresas, que são o: (i) fortalecimento da presença em mercados de grande potencial, como os países emergentes, hoje, cruciais para o setor; (ii) fortalecer a área de Pesquisa e Desenvolvimento, em um momento em que os grandes conglomerados estão enfrentando grandes dificuldades quanto ao vencimento de patentes, e a necessidade de se encontrar substitutos com potencial de mercado; (iii) o cenário atual, criou um ambiente propício para as aquisições, já que as empresas atingiram um baixo valor de mercado, com suas ações em queda, porém, estas mesmas, estão com o caixa fortalecido pelo ótimo desempenho do setor nos últimos anos, podendo viabilizar estas compras; (iv) a necessidade de fortalecer ainda mais suas posições de longo prazo, para enfrentar este momento de incerteza; além da, (v) possibilidade de redução de custos, com os ganhos de escala.

    A companhia farmacêutica americana Pfizer anunciou a aquisição da concorrente Wyeth, também americana, em um negócio de US$ 68 bilhões, o maior no setor desde 2000, quando a Glaxo Wellcome comprou a Smithkline Beecham por U$ 76 bilhões. Os conselhos de administração das duas empresas aprovaram o acordo; faltam os acionistas da Wyeth se manifestarem além dos orgãos reguladores antitruste.
    A Pfizer, fabricante de campeões de venda como Viagra e Lipitor, vinha sendo pressionada por Wall Street para adotar medidas agressivas, já que a empresas sofrerá um rombo em suas receitas quando a proteção da patente do medicamento de combate a colesterol Lipitor – o remédio mais vendido do mundo – expirar, em novembro de 2011.
    Com a compra, a Pfizer pretende aumentar suas receitas em 50%, passando de uma empresa puramente farmacêutica numa gigante do setor de saúde, aumentando o portfólio de produtos, tornando-se menos dependente de drogas individuais. Além da compra, a companhia anunciou uma série de medidas para reduzir custos, incluindo o fechamento de cinco fábricas, que passarão de 46 para 41, e um corte de oito mil postos de trabalho – atualmente, a empresa tem 81,9 mil empregados.


    Na semana passada, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), através do Laboratório Farmaguinhos, conseguiu desenvolver o genérico anti-retroviral Efavirenz – o medicamento importado mais utilizado no programa brasileiro de Aids – cuja quebra de patente foi realizada em maio de 2007.
    O remédio é feito em conjunto com três laboratórios nacionais: Cristália, Nortec e Globequímica. Estas empresas ficaram encarregadas de produzir a matéria-prima e a Fiocruz, o produto final. O genérico do Efavirenz obedece aos princípios de bioequivalência e biodisponibilidade, ou seja, tem o mesmo efeito no organismo que remédio produzido pela marca original.
    Este medicamento faz parte dos 17 que compõem o coquetel – as drogas associadas inibem a reprodução do HIV no sangue. No Brasil, existem 200 mil portadores de HIV, sendo que 77 mil dependem do uso desse medicamente, cujos gastos foram de R$ 90 milhões, de acordo com o Ministério da Saúde em 2007. Contudo, este valor corresponde aos medicamentos adquiridos do Laboratório Merck ao custo de US$ 1,56 a unidade, antes da quebra de patente. A partir de então, o governo passou a comprar o medicamento da Índia, gerando uma economia de gastos da ordem de R$ 25 milhões anuais.
    O registro foi feito na Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), com prazo de 90 dias para sua análise e posterior aprovação para licença de produção. Como é de interesse público, o processo terá prioridade na avaliação. Mediante ao resultado da agência, espera-se que assim que terminarem os estoques do Efavirenz previstos para meados de 2009, a Fiocruz passará a atender a demanda nacional com produto fabricado no país. Sendo assim, dos 17 medicamentos que compõem o coquetel, o Brasil terá o controle sobre oito deles, e quanto aos demais, continuarão a serem importados.