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  • hotéis, empresas do segmento hotéis, setor hotéis, segmento hotéis, economia, macroeconomia, viagem, turismo, setor turismo, segmento turismo
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    De todos os setores diretamente afetados pela pandemia, o segmento de hotéis e turismo certamente foi um dos que mais sofreram com a queda brusca na atividade econômica no País a partir de meados de março deste ano. Para conter o avanço do novo coronavírus pelo Brasil, Estados e autoridades sanitárias determinaram rigorosas restrições na circulação de pessoas, levando ao fechamento de estabelecimentos e serviços presenciais e não essenciais, o que inclui atividades ligadas ao lazer, turismo e hotelaria.

    Somado a isso, setores intimamente relacionados ao turismo também foram impactados pelas medidas de combate ao Covid-19, como os transportes aéreo e rodoviário coletivo de pessoas, que tiveram suas atividades prejudicadas pelas restrições ou fechamento no acesso às fronteiras interestaduais e internacionais, afetando diretamente o fluxo de turistas, tanto a lazer quanto a negócios.

    A magnitude deste impacto pôde ser observada pelo drástico recuo no volume de serviços relacionados às atividades turísticas no País. No período mais agudo da pandemia, entre março e abril deste ano, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), elaborada pelo IBGE, apontou queda histórica de 68,1% acumulada no período, atingindo o patamar mais baixo da série iniciada em janeiro de 2011. Apesar da retomada do volume de serviços turísticos nos últimos meses, com crescimento de 102,6% entre maio e outubro deste ano, o setor encontra-se ainda 35,4% abaixo no nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), acumulando um recuo de 38,2% este ano até o mês de outubro. As atividades que mais têm afetado o desempenho do setor são aquelas relacionadas às atividades presenciais e consumo das famílias, como bares e restaurantes, serviços de bufê, hotéis, transporte aéreo e rodoviário coletivos de passageiros e locação de automóveis.

    Enquanto isso, o comércio nacional¹ já apresenta um crescimento acumulado de 0,9% no mesmo período, superando as perdas observadas durante a pandemia. A recuperação deste setor é pautada na flexibilização do isolamento social, bem como na concessão do auxílio emergencial, que permitiu às famílias a manutenção do consumo de bens essenciais e até mesmo itens de maior valor agregado, como móveis e eletrodomésticos, em detrimento dos gastos com serviços não essenciais, onde se enquadram as atividades turísticas.

    Portanto, a expectativa é que este setor tenha uma retomada mais lenta que os demais segmentos da economia, a qual deverá ser impactada pela elevada insegurança sanitária e restrições na capacidade de funcionamento das atividades turísticas. É importante considerar também um contexto de alta instabilidade no mercado de trabalho esperada para os próximos meses como reflexo da crise econômica gerada pela atual crise sanitária, afetando negativamente a disposição das famílias em expandir seus gastos com lazer e viagens.

    ¹comércio varejista restrito: não contempla a venda de veículos, motos, peças e materiais para construção.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues