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  • hotéis, empresas do segmento hotéis, setor hotéis, segmento hotéis, economia, macroeconomia, viagem, turismo, setor turismo, segmento turismo
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    De acordo com a última Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE, o volume de atividades turísticas no Brasil recuou 54,5% em abril deste ano em relação ao mês anterior, sendo esta a maior queda da série histórica iniciada em janeiro de 2011. Este foi o quarto recuo consecutivo, acumulando uma queda de 20,9% neste primeiro quadrimestre de 2020. De forma semelhante, na comparação com abril de 2019, o volume de atividades relacionadas ao turismo no País sofreu uma queda de 67,3%, a mais intensa já observada desde o início da PMS, o que reverteu a trajetória de crescimento na variação acumulada em 12 meses para um recuo igual a 5,1% até o referido mês, interrompendo uma sequência de 18 taxas positivas e consecutivas nesta base de comparação.

    Assim como os resultados das demais atividades econômicas afetadas pela pandemia, o desempenho do turismo nacional no mês de abril mostra um impacto mais intenso do isolamento social, uma vez que neste período foram 30 dias completos de paralisação do setor em diversas regiões do País, enquanto que em março as medidas de combate ao Covid-19 foram implantadas apenas nos últimos 10 dias do mês, o que justifica um recuo menor.

    Dentre as principais atividades que levaram à queda expressiva do volume de serviços turísticos estão aquelas impactadas diretamente pelas restrições na circulação de pessoas, como transporte aéreo e rodoviário (ambos de passageiros), hotéis, restaurantes e outros serviços de comida preparada. Regionalmente falando, os estados mais atingidos pelo vírus possui importante peso para a atividade turística no Brasil, o que contribui ainda mais para uma queda sem precedentes na história do setor. Das 27 unidades federativas contempladas na pesquisa, 26 recuaram no mês de abril, com destaque para São Paulo (-52,0%) e Rio de Janeiro (52,7%).

    Diante deste cenário, a Lafis acredita não apenas em queda significativa no faturamento do setor de hotéis e turismo no Brasil em 2020, uma das maiores dentre os setores avaliados pela nossa consultoria, mas também em uma difícil recuperação mesmo após o fim do isolamento social. Isto porque, além da drástica queda na receita, o turismo nacional sofrerá com o receio dos indivíduos para voltar a viajar, seja a lazer ou a negócios, até o surgimento de uma vacina eficaz contra o Covid-19. Além disso, a lenta retomada do mercado de trabalho após a quarentena impedirá que as famílias destinem parte de sua renda, ainda fragilizada, para gastos com lazer e entretenimento, priorizando o consumo de itens essenciais até a retomada mais consistente da economia e, consequentemente, da confiança destes agentes. 

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues