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  • hotéis, empresas do segmento hotéis, setor hotéis, segmento hotéis, economia, macroeconomia, viagem, turismo, setor turismo, segmento turismo
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    De acordo com a última Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE, o índice de volume das atividades turísticas no Brasil cresceu 2,4% em fevereiro deste ano, em relação ao mês anterior, sendo esta a segunda alta consecutiva nesta base de comparação. Apesar disso, na comparação com fevereiro do ano passado, o volume de serviços relacionados ao turismo recuou 31,1%, acumulando uma queda de 30,1% neste primeiro bimestre do ano, em relação ao mesmo período de 2020.

    Desta forma, ainda que o conglomerado de atividades turísticas tenha acumulado um crescimento de 127,5% entre maio de 2020 e fevereiro deste ano, tal avanço não foi suficiente para que o setor recuperasse as perdas históricas observadas no período mais crítico da pandemia, quando recuou 68,4% entre março e abril de 2020. Com isso, tais atividades permanecem 39,2% abaixo do patamar pré-pandemia, tomando como referência o mês de fevereiro de 2020, período anterior à implementação das medidas de combate à Covid-19.

    Dentre estas medidas estão rigorosas restrições na circulação de pessoas, e o fechamento de estabelecimentos e serviços presenciais e não essenciais, o que inclui atividades ligadas ao lazer, turismo e hotelaria. As ações também afetaram o desempenho de setores relacionados à atividade turística no país, como os transportes aéreo e rodoviário coletivo de pessoas, que tiveram suas atividades restringidas ou fechamento no acesso às fronteiras interestaduais e internacionais, afetando diretamente o fluxo de turistas, tanto a lazer quanto a negócios.

    Mesmo após a flexibilização das medidas de isolamento social, que permitiram a retomada gradual das atividades turísticas, tendo como foco principal o turismo doméstico, a persistente insegurança sanitária tem impedido uma retomada consistente do setor, uma vez que limitações quanto aos horários e capacidade de atendimento e funcionamento de estabelecimentos ligados ao turismo seguem sendo adotadas em diversas regiões do país.

    Este cenário torna-se ainda mais desafiador neste início de 2021, quando se observa um recrudescimento da pandemia, implementação de novas restrições mais rígidas e lentidão no ritmo de vacinação. Somado à um mercado de trabalho altamente fragilizado e corte no valor do auxílio emergencial, este conjunto de fatores tende a afetar diretamente o desempenho das atividades turísticas no país, principalmente com o adiamento de viagens, seja pelo receio da população em relação ao contágio pela Covid-19 em um momento de colapso nos sistemas de saúde público e privado, seja pelo receio em expandir gastos não essenciais em um cenário de restrições no orçamento familiar.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues