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AutorLafis
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Ano2026
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Categoria
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Analista ResponsávelJaime William
No primeiro trimestre de 2026, o volume de
chegada de turistas estrangeiros que adentraram ao Brasil apresentou leve alta
de 0,1% quando comparado ao mesmo período de 2025. Ao total, foram
contabilizadas pouco mais de 3,74 milhões de entradas internacionais, conforme
dados divulgados pelo Ministério do Turismo e pela Embratur. Embora o ritmo de
crescimento tenha sido inferior ao observado nos primeiros meses de 2025, o
resultado indica resiliência da demanda turística internacional. E isso, mesmo
diante de conflito no Oriente Médio — o qual elevou os custos operacionais das
companhias aéreas e, consequentemente, pressionando os preços das passagens
internacionais — o interesse de turistas em visitar o Brasil permaneceu
praticamente estável.
No período, a Argentina enviou cerca de 1,65
milhões de turistas ao Brasil, mantendo-se como o principal mercado emissor de
visitantes. O volume de argentinos que entraram no País é equivalente a 44,0%
do total de estrangeiros que ingressaram no país. Na sequência, figuram o
Chile, com 324,2 mil turistas (8,7% do total), e os Estados Unidos, com 231,8
mil visitantes (6,2% do total).
Esse cenário reforça a atratividade do Brasil
como destino turístico, especialmente entre os países da América Latina,
inclusive aqueles que enfrentam desafios econômicos internos. O desempenho
também evidencia a importância de ações coordenadas do Ministério do Turismo,
em conjunto com embaixadas e órgãos de promoção internacional, para fortalecer
a imagem do País no exterior , visando ampliar o fluxo de visitantes.
Em relação às receitas provenientes do turismo
internacional, houve queda de 12,5% nos dois primeiros meses de 2026, na
comparação com igual período de 2025, totalizando cerca de US$ 1,43 bilhão. O recuo pode refletir
não apenas a estabilidade no número de chegadas, mas também mudanças no perfil
de consumo dos visitantes, no tempo médio de permanência e no câmbio. Desse
montante, em média, 15,31% foram destinados à aquisição de pacotes turísticos
contratados ainda no exterior. Os demais 84,69% decorreram de gastos realizados
diretamente no Brasil com serviços ligados à atividade turística, como:
hospedagem, alimentação, transporte e entretenimento.
Do ponto de vista econômico, a predominância
de despesas distribuídas entre diferentes segmentos evidencia o efeito
multiplicador do turismo sobre a economia nacional, beneficiando diversos
setores produtivos e contribuindo diretamente para a geração de renda, empregos
e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Analista Responsável Jaime William Charles
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