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  • gás natural, empresas do setor gás natural, empresas do segmento gás natural, setor gás natural, segmento gás natural, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Em 2019, a produção de gás natural atingiu recorde de 44,7 bilhões de metros cúbicos, alta de 9,3% em comparação com o observado em 2018. De acordo com dados publicados pela ANP, cerca de 66,8% da produção nacional de petróleo e gás é oriunda dos campos do pré-sal, o que equivale a 85,4 milhões de metros cúbicos de gás por dia. No ano passado, a Petrobras deu início a suas operações em quatro plataformas, sendo que a última, a P-68, localizada nos campos de Sururue Berbigão, na Bacia de Santos, passou a funcionar em novembro. No que se refere à concentração da produção, a Petrobrás foi responsável por 74,9% da produção de petróleo e gás, enquanto a Shell, empresa anglo-holandesa, ficou com fatia de 12,2%.

    A participação do gás natural na matriz energética vem crescendo em outras regiões do Brasil como, por exemplo, na região Norte. O Gás Natural já abastece 43 empresas do Polo Industrial de Manaus, abrindo novas possibilidades de investimentos. Mais limpo do que outras fontes de energia, o gás reduz paradas para limpeza dos equipamentos, pois não emite partículas e alcança curvas de temperatura que garantem elevados padrões de qualidade. Além disso, o fornecimento canalizado descarta necessidade de estoque e abastecimento por caminhões.

    No entanto, em função dos efeitos produzidos pela pandemia global de Covid-19, a Petrobras, maior player do setor no Brasil, desativou ao menos 45 plataformas de petróleo e gás nos estados do Sudeste e Nordeste, com remanejamento de pessoal, inclusive demissões. Adicionalmente, a crise do petróleo desencadeada no plano internacional pelo conflito entre Rússia e Opep, aumentam as pressões sobre a empresa brasileira que, por sua vez, impôs um corte de 200 mil barris de petróleo (bpd) por dia, como forma de enfrentamento da crise.

    A perspectiva positiva observada até o final de 2019 manifestava-se não apenas pelos resultados obtidos no ano passado, mas também pela possibilidade de abertura do setor para maior concorrência, como manisfestada em nota de uma entidade representativa em fevereiro último, a IBP: “O realinhamento dos investimentos ora em curso insere-se neste contexto de abertura de mercado e deve ser estimulado como forma de gerar emprego, renda e desenvolvimento a partir da atuação de novas empresas nos diferentes setores da indústria de óleo e gás, um dos segmentos mais importantes para o crescimento do Brasil.” Neste sentido, pode-se dizer que os planos estão adiados, ao menos para 2021, por enquanto.

    Especialista do Setor Marcos Henrique