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  • fundição, empresas do setor fundição, empresas do segmento fundição, setor fundição, segmento fundição, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    De janeiro a outubro de 2023, a produção total de fundidos no Brasil registrou uma queda de 9,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 2.119 mil toneladas, em contraste com as 2.349 mil toneladas alcançadas em 2022. O setor de fundidos de ferro, responsável pela maior fatia da produção, experimentou uma redução de 10,8%. Vale ressaltar que essa diminuição ocorreu em relação a uma base de comparação robusta, uma vez que 2022 representou o desempenho mais destacado na fabricação de produtos fundidos desde 2013.

    No que diz respeito às exportações de fundidos, estas permaneceram estáveis na comparação entre janeiro e outubro de 2023 e 2022, registrando uma variação de apenas 0,1%. O volume total de exportações de fundidos atingiu 295,4 mil toneladas, em comparação com as 295,0 mil toneladas do ano anterior, correspondendo a 13,9% da produção total de fundidos.

    Quanto ao valor, as exportações apresentaram um crescimento de 8,0% no período considerado, atingindo US$ 839,3 milhões entre janeiro e outubro de 2023, em comparação com os US$ 777,2 milhões do mesmo período de 2022. Esse aumento evidencia um incremento nos preços dos produtos exportados, uma vez que a evolução do valor exportado superou significativamente o aumento no volume exportado.

    A manutenção da taxa de câmbio depreciada beneficia a produção e exportação no setor, aumentando a competitividade da indústria nacional em relação aos produtos importados. Isso justifica a manutenção de níveis de produção superiores aos observados antes da pandemia, com as exportações em volume mantendo-se estáveis, indicando que o crescimento na produção pós-pandemia está predominantemente voltado para atender à demanda doméstica.

     

    Analista Responsável Marcel Tau


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A Lafis revisou para baixo a projeção para a produção de fundidos em 2023, incorporando a atualização dos últimos dados disponíveis. A retração esperada para a produção setorial ocorre sob uma forte base de comparação (2022 foi o ano de maior produção de fundidos desde 2013) e é justificada pela piora do desempenho dos setores demandantes, com destaque para a cadeia automotiva de maneira geral (carros, caminhões, ônibus e motos) e bens de capital.
    No entanto, a Lafis considera que a produção de fundidos deve reduzir as perdas observada até julho (último dado disponível), considerando uma recuperação marginal na produção de veículos leves até o final do ano (esse segmento específico da indústria automotiva, maior mercado do setor de fundição, apresentou expansão moderada até agosto). A redução da taxa de juros, o avanço do rendimento médio da população e a fraca base de comparação são fatores que podem contribuir para o segmento. 
    Além disso, ao olharmos em retrospectiva, mesmo com um avanço marginal da produção de veículos leves esperado para 2023, ainda assim, o nível de produção segue muito aquém do período de maior produção setorial (2012 e 2013) e abaixo do observado em 2019, sendo este o último ano anterior à pandemia. Enquanto em 2013 a produção de veículos leves foi próxima a 3,5 milhões de veículos, em 2019 ela somou 2,8 milhões e em 2022, 2,2 milhões, patamar mantido em 2023, ao anualizarmos os dados.
    Um dos segmentos responsáveis por manter o nível de produção do setor de fundição nos últimos anos e no cenário atual, superior ao período pré-pandemia, é o segmento de reposição de autopeças. Esse setor ganhou maior destaque devido ao aumento da idade média da frota automotiva, resultante das maiores dificuldades na aquisição de veículos novos e seminovos em meio a um cenário de acentuada aceleração nos preços dos carros nos últimos anos. Nesse contexto, a demanda por autopeças e, por conseguinte, por produtos fundidos, passou a operar em um novo patamar, no qual se prevê que perdurará nos próximos anos.
    No setor de autopeças, importante mercado de fundição, as elevadas importações, sobretudo da China, pelo Brasil têm restringido um maior nível de produção do setor de fundição nacional. A entrada massiva de autopeças importadas a preços competitivos tem afetado negativamente a competitividade dos fabricantes nacionais, levando a uma produção nacional de peças fundidas aquém do potencial. Essa situação cria um desafio para os fabricantes nacionais, que precisam buscar estratégias para aumentar sua competitividade e garantir um maior nível de produção.
    Diante desse cenário, a projeção da Lafis é de uma queda de 6,0% na produção e de 4,3% no faturamento do setor de fundição em 2023. Em relação às exportações, projetamos variação pouco significativa em 2023 (+0,4%). A taxa de câmbio em patamar relativamente alto pode contribuir positivamente para o volume exportado e as receitas em Reais oriundas das vendas para o mercado externo.

    Especialista do Setor Marcel Tau


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    A pandemia da COVID-19 causou uma reviravolta econômica sem precedentes em todo o mundo. Empresas de todos os setores enfrentaram desafios significativos, desde restrições de operação até mudanças nos hábitos de consumo dos clientes.

    Nesse cenário de recuperação, é crucial que as empresas estejam preparadas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgem. E uma ferramenta valiosa para essa preparação estratégica é a análise setorial.

    Compreender as tendências do mercado, as mudanças de comportamento do consumidor e as demandas emergentes torna-se essencial para se posicionar de forma inteligente e competitiva.

    Este texto explora a importância da análise setorial como uma poderosa aliada das empresas na retomada econômica, e como a análise setorial pode ajudar as organizações a identificar oportunidades, mitigar riscos e tomar decisões informadas que impulsionem seu crescimento.

    Prepare-se para desvendar os segredos por trás da análise setorial e descubra como essa ferramenta estratégica pode levar sua empresa a um novo patamar de sucesso.

     

    Entendendo a retomada da economia e o papel da Análise Setorial

     

    Após um período desafiador de incertezas e instabilidades, a retomada econômica pós-pandemia já se tornou uma realidade.

    No entanto, é importante compreender que o cenário econômico atual é marcado por mudanças significativas nos comportamentos de consumo, nas dinâmicas de mercado e nas demandas dos clientes.

    As empresas que desejam se destacar nesse novo contexto precisam adotar uma abordagem estratégica, antecipando-se às transformações do mercado e se adaptando rapidamente. É aqui que a análise setorial desempenha um papel fundamental.

    A análise setorial permite que as empresas compreendam em profundidade o panorama do seu setor de atuação. Ela vai além da análise macroeconômica geral e mergulha nas especificidades de cada segmento, identificando as principais tendências, desafios e oportunidades que surgem durante a retomada econômica.

    Ao entender os fatores-chave que impulsionam o crescimento do setor, as empresas podem ajustar suas estratégias, reposicionar seus produtos e serviços e se adaptar às novas demandas dos consumidores.

    Além disso, a análise setorial ajuda as empresas a avaliarem a competitividade do mercado, identificando os principais concorrentes e suas estratégias. Com base nessas informações, é possível desenvolver estratégias diferenciadas, encontrar nichos de mercado pouco explorados e conquistar uma vantagem competitiva.

    Em suma, a análise setorial permite que as empresas estejam à frente da curva, antecipando-se às mudanças do mercado e tomando decisões fundamentadas. Na próxima seção, exploraremos em detalhes como essa ferramenta valiosa pode ser aplicada de forma eficaz, fornecendo vantagens estratégicas e impulsionando o crescimento empresarial na retomada econômica pós-pandemia.

    A análise setorial desempenha um papel crucial na tomada de decisões estratégicas das empresas durante a retomada econômica pós-pandemia. Ela oferece uma visão aprofundada das tendências e mudanças que estão moldando o mercado, permitindo que as empresas compreendam o cenário em que estão inseridas e se posicionem de maneira estratégica.

     

    Benefícios da Análise Setorial para as empresas

     

    Ao adotar uma abordagem estratégica baseada na compreensão das tendências e mudanças do mercado, as empresas podem obter vantagens significativas. Vejamos alguns dos benefícios-chave da análise setorial:

     

    Identificação de oportunidades de crescimento: permite que as empresas identifiquem oportunidades emergentes e nichos de mercado pouco explorados – o que permite a possibilidade de direcionar seus recursos e esforços para o desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores, atendendo às necessidades específicas dos clientes.

     

    Tomada de decisões informadas: Com acesso a dados e informações precisas sobre o setor, as empresas podem tomar decisões estratégicas fundamentadas, permitindo que empresas se adaptem rapidamente às mudanças do mercado.

     

     

    Vantagem competitiva: A análise setorial ajuda a identificar os pontos fortes e fracos dos concorrentes, bem como as lacunas no mercado que podem ser aproveitadas. Isso permite que as empresas se posicionem de forma única, atendendo às necessidades dos clientes de maneira mais eficaz do que seus concorrentes.

     

    Mitigação de riscos: auxilia na identificação de riscos e ameaças que podem afetar o desempenho das empresas. Ao antecipar esses desafios, as empresas podem desenvolver estratégias de mitigação adequadas e estar preparadas para enfrentar obstáculos.

     

    Aproveitamento das tendências de mercado: as empresas podem se adaptar de maneira proativa e capitalizar as oportunidades que surgem, ajustando-se rapidamente às mudanças nos comportamentos do consumidor, nas demandas de mercado e nas inovações tecnológicas.

     

    A análise setorial é uma ferramenta poderosa para as empresas que deseja estar sempre prontas aos desafios do seu mercado.

    Ao identificar oportunidades de crescimento, mitigar riscos, adaptar a estratégia de negócios e conquistar uma vantagem competitiva, as empresas estarão bem posicionadas para se destacar no mercado e alcançar o sucesso.

    Lembre-se de que a implementação da análise setorial requer uma coleta cuidadosa de dados, análises aprofundadas e monitoramento contínuo. Além disso, contar com especialistas nessa área, como a LAFIS, pode fornecer um apoio valioso na interpretação dos dados e na orientação estratégica.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A produção de fundidos apresentou retração de 13,8% no primeiro trimestre de 2023 em relação ao mesmo período do ano anterior. É importante destacar que a base de comparação é elevada considerando que, imediatamente após os primeiros meses da pandemia de coronavírus em 2020, o setor apresentou forte crescimento da produção em relação ao período anterior, como resultado da desvalorização cambial e maior competitividade do produto fabricado nacionalmente.
    Além disso, mesmo com uma queda marginal das exportações em volume no primeiro trimestre de 2023 (-1,2%), em termos monetários houve um avanço de 40,8% das exportações do setor de fundição no período.
    Abaixo, a Lafis destaca o comportamento dos principais setores demandantes do setor de fundição  no início de 2023, sinalizando que a queda observada no setor de fundição pode ser minorada ao longo do ano, considerando que a produção e licenciamento de veículos apresentou crescimento no primeiro quadrimestre de 2023 mesmo com menos diais úteis em função dos feriados, sendo que a produção de fundidos apresentou tendência contrária no início do ano.
    No entanto, vale a pena destacar que o crescimento das vendas de veículos ocorre sob uma fraca base de comparação e puxado pela demanda de locadoras, especialmente no segmento de leves. Ademais, o elevado preço dos veículos em paralelo a uma taxa de juros em um alto patamar e baixo dinamismo da economia brasileira representam um risco para o desempenho do setor automotivo ao longo do ano, podendo frustrar a expectativa de queda menos acentuada da produção de fundidos.
    Embora com tendência de queda no início de 2023, a produção de máquinas e equipamentos ainda permanece em um patamar superior ao período pré-pandemia, o que corrobora, em paralelo aos fatores mencionados anteriormente, para a perspectiva de manutenção da produção de fundidos acima do período anterior à pandemia, ainda que, provavelmente, abaixo do observado em 2021 e 2022.
    Por fim, a Lafis considera que a manutenção da taxa de câmbio relativamente desvalorizada é um dos fatores cruciais para continuidade da produção de fundidos acima do observado no ano de 2019, considerando que resulta na maior competitividade da fabricação local em relação aos importados e traz um importante resultado para os exportadores que exportam direta ou indiretamente produtos fundidos (por meio de produtos que utilizam produtos fundidos em seu processo produtivo).

    Especialista do Setor Marcel Tau


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    Em termos gerais a Lafis destaca que a perspectiva de baixos preços da energia elétrica no mercado livre e câmbio desvalorizado pode contribuir para manutenção de um bom patamar de produção ao longo dos próximos anos, sobretudo considerando empresas de maior porte e que possuam balanços sólidos. 

    Ademais, a manutenção do câmbio desvalorizado por um tempo prolongado pode contribuir para tornar a indústria de fundição estruturalmente mais competitiva, desestimulando importações e possibilitando oportunidades de exportação.

    Cabe destacar que a demanda de alguns importantes demandantes de peças fundidas favoreceu o desempenho do setor nos últimos anos e pode impulsionar para os próximos. Nesse sentido, a Lafis destaca os segmentos de caminhões, ônibus e máquinas agrícolas no setor automotivo e o segmento de bens de capital de maneira geral. Por sua vez, o segmento de veículos leves apresentou um baixo patamar de produção nos últimos anos e sua possível recuperação em 2022, ainda que marginal, representa uma importante oportunidade para o setor de fundição.

    No entanto, apesar da existência de vetores favoráveis ao crescimento do setor no longo prazo, o custo Brasil, sobretudo no que diz respeito ao elevado custo e complexidade tributária, além de infraestrutura pouco desenvolvida em relação aos países ricos são questões que reduzem a competitividade da indústria de fundição, considerando que tornam o Brasil, de maneira geral, menos eficiente em relação a países que já superaram tais questões ou que caminham a passos largos para superá-las.

    Analista Responsável Marcel Tau


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2022
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    De acordo com dados da Associação Brasileira de Fundição (ABIFA), a produção de fundidos avançou 15,6% no primeiro bimestre de 2022 em relação ao mesmo período de 2021 (considerando somente os dias úteis, a produção avançou 10%). A produção de fundidos de ferro, que representou 82% da produção setorial no período avançou 18,7%. Já a produção a produção de fundidos a partir do aço apresentou crescimento de 9,8% no período, enquanto a produção a partir de não ferrosos (cobre, zinco, alumínio e magnésio) recuou 4,7%.

    Já o número de empregados pelo setor de fundição no Brasil atingiu em fevereiro de 2022, 61,7 mil, o que representou expansão de 7,3% em relação ao mesmo mês de 2021.

    Cabe pontuar que fevereiro de 2022 marcou o maior volume de produção e maior número de empregados dentro do setor de fundição quando observarmos os últimos anos, no entanto, considerando o desempenho de alguns importantes segmentos demandantes do setor, com destaque para o segmento automotivo e bens de capital, a Lafis considera que haverá uma desaceleração da produção setorial nos próximos meses, considerando ainda uma perspectiva de baixo crescimento da economia brasileira neste ano.

    Especialista do Setor Marcel Tau Carneiro


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    De janeiro a outubro de 2021, a produção de fundidos avançou 24,4% em relação ao ano anterior. Ao compararmos com o mesmo período de 2019, também observamos um crescimento da produção setorial, mostrando, portanto, um patamar de produção superior ao observado no ano que antecedeu a pandemia. Na mesma linha, o pessoal ocupado no setor também apresentou crescimento até outubro de 2021 (62.9 mil em outubro de 2021), apresentando o maior número de pessoas ocupadas no setor desde 2014.

    Por sua vez, as exportações do setor avançaram 42,9% entre janeiro e outubro de 2021 em relação ao ano anterior. As exportações do setor, se mantiveram em patamar similar ao observado em 2019, sinalizando que o excedente de produção entre os anos (2021 e 2019) provavelmente foi direcionado para atender a demanda interna, movimento que faz sentido, considerando o crescimento da atividade econômica e a necessidade de retomada dos estoques da indústria após a ruptura de cadeias produtivas observada durante a fase mais aguda da pandemia. 

    É importante destacar que a manutenção da taxa de câmbio em um patamar historicamente desvalorizado favorece a competitividade do setor, considerando que o produto importando tornou-se mais caro. Desta maneira, a Lafis considera que o setor conseguirá manter no curto e médio prazo um patamar de produção e emprego superior ao observado em 2019.

    No entanto, a perspectiva de crescimento módico da atividade econômica em 2022, juros e inflação nos maiores patamares dos últimos anos e um elevado número de desempregados são alguns dos fatores que impedem um crescimento mais acentuado da produção e dos empregos gerados dentro do setor, pois são fatores que afetam negativamente o mercado interno.

    Especialista do Setor Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A produção de fundidos apresentou expansão de 25,1% na comparação de janeiro a maio de 2021 em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação de maio deste ano com igual mês do ano passado a produção avançou 50,1%.

    Na comparação de janeiro a maio 2021 em relação ao mesmo período de 2019, período em que não houve efeitos negativos para a produção decorrentes da pandemia do coronavírus, a produção de fundidos apresentou crescimento de 5,4%, evidenciando a recuperação do setor.

    A recuperação do setor automotivo, em especial o segmento de caminhões, além da recomposição dos estoques ajudam a explicar o melhor desempenho do setor de fundição. Outro importante segmento demandante dos produtos fundidos que contribuiu para o resultado do setor foi o setor de máquinas e equipamentos.

    A Lafis destaca que o pessoal ocupado no setor ultrapassou a marca de 60 mil pessoas, maior patamar dos últimos anos, confirmando o bom momento do setor. 

    Para os próximos meses a Lafis projeta que o setor de fundição manterá o desempenho observado nos últimos meses, ainda que o elevado preço do minério de ferro e manutenção da taxa de câmbio acima de R$/US$ 5,00 tenha elevado significativamente os custos do setor. No entanto, a desvalorização da taxa de câmbio também contribuiu para elevar a competitividade do produto nacional, uma vez que os produtos importados se tornaram mais caros e as exportações do Brasil para o restante do mundo mais rentáveis, considerando que parte dos custos da fabricação de fundidos no país são cotados em reais.

    Especialista do Setor Marcel Tau Carneiro

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    Em 2020, a produção de fundidos apresentou retração de 9,4% em 2020 em relação ao ano anterior. As exportações apresentaram retração de 28,6% em volume e 25,7% em dólares no ano.

    O movimento descrito acima foi provocado pela crise do Covid-19, que levou a paralização de fábricas e um elevado grau de incertezas na economia. Importantes segmentos demandantes do setor de fundição apresentaram retração ao longo do ano, com destaque para o segmento automotivo, principal destino de peças fundidas e que apresentou forte retração das vendas ao longo de 2020. No ano, a produção de total de veículos, considerando veículos leves, caminhões e ônibus, apresentou retração de quase 1 milhão de unidades em relação ao ano de 2019.

    Por outro lado, é importante destacar que, de acordo com dados da ABIFA (Associação Brasileira de Fundição), houve ligeira melhora dos dados no final do ano, com o setor empregando mais em dezembro de 2020 em relação ao mesmo mês de 2019 (56.165 empregados) e com um maior nível de produção.

    Desta maneira, influenciado principalmente por uma fraca base de comparação, as perspectivas são positivas para o setor de fundição em 2021, ainda que existam incertezas no cenário econômico, com destaque para a delicada situação do mercado de trabalho, com um número elevado de desempregados em um cenário de manutenção de medidas de distanciamento social exigidas para o combate ao coronavírus.

    Especialista do Setor Marcel Tau Carneiro

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    De acordo com últimos dados divulgados pela ABIFA (Associação Brasileira de Fundição), entre janeiro e setembro de 2020 a produção de fundidos recuou 14,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, com retração em todos os tipos de metais. No período, foram produzidas 1,77 milhões de toneladas, contra 1,52 toneladas produzidas nos mesmos meses em 2019.

    Em linha com a queda da produção e também impactado pelos efeitos da crise do Covid-19, as exportações de fundidos recuaram 33,3% em volume e 25,2% em valor, pois com as medidas de distanciamento social e a paralisação de indústrias no mundo houve uma retração do comércio internacional de diversos produtos, inclusive de fundidos.

    A Lafis destaca que, diferente de outros setores da economia, o setor de fundição não apresentou forte crescimento da produção após o período mais crítico da crise provocada pelo vírus (segundo trimestre) e ainda apresenta retração dos valores de produção e exportação na comparação de setembro de 2020 em relação ao mesmo mês de 2019, embora com queda menos intensa que observado entre março e junho.

    Especialista do Setor Marcel Tau


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    Segundo dados da ABIFA (Associação Brasileira de Fundição), a produção de fundidos apresentou retração de 16,7% no primeiro semestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior. O segmento de ferro, que representa 80% da produção recuou 20,9%, e o segmento de não-ferrosos crescimento de 1,9%.

    Na comparação mensal, entre junho de 2020 e maio, houve crescimento de apenas 0,8% da produção de fundidos, enquanto na comparação de junho deste ano com o mesmo mês do ano anterior houve retração de 22,1% da produção.

    Tais dados demonstram que ainda não houve sinais de melhora na produção setorial apesar da flexibilização das medidas de distanciamento social observada, sobretudo no mês de junho, o que corrobora com uma perspectiva bastante negativa para o setor ao longo do ano de 2020.

    É importante observar que o setor automotivo, que representa a maior parcela do mercado consumidor de produtos de fundição, apresentou no primeiro semestre redução significativa da produção (-50,5%), quando considerados todos os veículos.

    Especialista do Setor Marcel Tau.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A crise do novo coronavírus impactou drasticamente as vendas de veículos novos e, de acordo com as perspectivas da Lafis, as perspectivas para as vendas no acumulado do ano devem apresentar desempenho consideravelmente inferior ao observado no ano anterior, considerando que os efeitos desta atual crise devem persistir por um tempo ainda indeterminado e algumas montadoras já sinalizaram que permanecerão fechadas até junho.

    Neste sentido, considerando que o setor de veículos é o principal demandante do setor de fundição, podemos considerar que o setor apresentará ao longo de 2020 um dos cenários mais desafiadores de sua história. 

    É importante destacar que o setor de fundição ainda conta com um agravante em relação a outros setores da economia, inclusive ao setor automotivo: trata-se de um setor com participação relevante de pequenas e microempresas, que geralmente são mais vulneráveis em períodos de crises agudas.

    É importante destacar que, o Governo, em conjunto com os bancos, vem adotando medidas com o objetivo de conceder crédito para as empresas de pequeno e médio porte para evitar falências, mas o prolongamento da crise pode impactar severamente o setor no Brasil, em especial estas empresas de menor porte.

    Por fim, vale lembrar que nos últimos anos a produção de fundidos no Brasil estava em uma trajetória de retomada lenta para padrões anteriores de produção, tentando se recuperar da recessão que foi instaurada no Brasil anos antes e que, a atual crise não só interrompeu tal movimento, como deve levar ao setor ao nível mais baixo de produção da última década.

    Especialista do Setor  Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2019
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    Restando apenas a divulgação dos números de dezembro, já é possível afirmar que a produção de fundidos avançou no ano, confirmando as perspectivas da Lafis. De janeiro a novembro de 2018, a produção setorial apresentou crescimento de 3,1% em relação a 2017.

    O principal fator que contribuiu para esse resultado foi o bom desempenho de setores demandantes, com maior destaque para a produção de veículos, que representa mais da metade do consumo total de fundidos. Outro setor que contribuiu para o resultado favorável para da fundição, considerando os dados de utilização de capacidade instalada, foi o de máquinas e equipamentos.

    Considerando o otimismo em torno do novo Governo e para a economia de maneira geral, observado por meio de indicadores de confiança, a Lafis considera que o setor de fundição tem plenas condições de continuar crescendo em 2019, embora ainda distante da produção pré-crise econômica. 

    No entanto, se por um lado as variáveis políticas podem contribuir para o ambiente de negócios e desempenho do setor, é importante considerar que também é um fator de risco no sentido de que alterações da condução da política econômica ou até mesmo na relação entre o executivo e o congresso (governabilidade), representando incerteza e podendo contribuir para o melhor ou pior desempenho da atividade econômica e setorial.

    Especialista do Setor Marcel Tau.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2015
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    Desde o final de 2013, a cadeia de siderurgia e fundição no Brasil vem sofrendo revezes nos resultados operacionais, impactando uma redução na produção, assim como nas vendas internas e externas, ocasionadas, nesses setores principalmente devido à forte expansão de capacidade planejada na China. O fato acarretou em queda dos preços de diferentes tipos de aços e ligas em todo o mundo. Além disso, muitos países, como o Brasil, perderam vendas a mercados externos, que a partir desse momento seriam supridos pela produção chinesa.

    Assim, se de um lado fatores externos imprimiram dificuldades aos setores de fundição e siderurgia no Brasil, no período mais recente, a partir de final de 2014, de outro, uma queda de dinamismo da economia brasileira com baixo crescimento e retração em diversos setores demandantes.Para se ter uma idéia, a produção de fundidos apresentou retração de 7,7% no primeiro semestre de 2015 ante o mesmo de 2014, enquanto as exportações em USS/FOB também recuaram, em 5,8% no mesmo período.

    Agora, recentemente, grandes empresas do setor siderúrgico também evidenciam retração e revisão de investimentos, como a Gerdau, que em agosto de 2015 anunciou diminuição do ritmo dos investimentos para os segundo semestre do ano, devido à retração dos lucros, fruto de menor resultado operacional e também devido a maiores despesas financeiras. Também, a CSN, em um contexto de deterioração de seu quadro financeiro, anunciou no último dia 14 de agosto que venderá ativos considerados não estratégicos para estancar dívidas. Algumas operações que estão disponíveis para alienação são o Tecon, terminal de contêineres da companhia em Sepetiba (RJ), e algumas unidades de energia. Em suma, as trajetórias recentes dos setores de fundição e siderurgia apontam, para um ano de 2015 com dificuldades operacionais e financeiras. Caso as vendas externas continuem em retração (principalmente do primeiro setor) e a economia brasileira não apresente melhores resultados, as trajetórias esperadas pela Lafis poderão ser revistas para baixo.

    Analista Responsável pelo Setor: Thaís Virga Passos


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2014
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A indústria brasileira de fundição vem sofrendo impactos negativos nos últimos anos e tem baixas perspectivas para o ano de 2014, tendo em vista um arrefecimento das atividades de diversos de seus demandantes. Algumas características  justificam as dificuldades de atuação do setor no país, principalmente no período recente.

    Um dos pontos que a Associação do setor destaca (a ABIFA) no tocante ao mercado interno, se refere à alta rigorosidade da Legislação Ambiental que atrapalha alguns negócios. Também, a Legislação Trabalhista imprime ameaças à competividade so setor no mercado global, segundo a direção dessa associação devido a um "protecionismo excessivo". Outro importante fator que  impacta os negócios do setor é relacionado aos altos custos da energia no país, que afeta a estrutura de custos do setor que é eletrointensivo.

    Em relação ao mercado externo, a situação cambial é a que mais afeta o setor fundiário no país, que possui qualidade produtiva reconhecida. Em segundo lugar, destaca-se a questão infraestrutural no país, o que acarreta em altos custos com fretes e tempo de fornecimento. Para se ter uma idéia, o setor já chegou a exportar cerca de 60% de sua produção, há duas décadas atrás, e hoje esse percentual não ultrapassa os 20%. Se por um lado, é importante notar o deslocamente da oferta de fundidos ao mercado interno no período recente, é importante lembrar que o setor passou a depender diretamente de um bom desempenho da economia brasileira.

    Analista do Setor: Thaís Virga


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A Tupy, localizada em Joinville (SC) adquiriu duas fundições mexicanas, a Cifunsa Diesel e Technocast, controladas pelo Grupo Industrial Saltillo. Simultaneamente a empresa inaugurará a ampliação da planta em Joinville, com investimentos em torno de R$ 140 milhões. 

    Com estas aquisições, a empresa dobrará a capacidade produtiva instalada no que se refere aos blocos e cabeçotes de ferro fundido (de 370 mil toneladas para 670 mil toneladas por ano), produtos estes demandados para a produção de motores da indústria automotiva. A capacidade total da empresa, contando com outros produtos, atingirá 852 mil toneladas anuais (atualmente são produzidas 540 mil toneladas/ano). 

    A compra das duas fundições representará a primeira produção de fundidos no exterior, pois até o momento a empresa possuía apenas escritórios de vendas e prestação de serviços. A internacionalização da produção ranqueia a empresa como a maior fabricante mundial de blocos e cabeçotes de ferro fundido. Além disso, as empresas compradas eram concorrentes da Tupy e permitirão o aumento de sua participação na América do Norte e possibilitarão a expansão no atendimento da demanda do segmento de veículos "off-road", máquinas para mineração, agrícolas e voltadas à construção civil.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A Tupy prevê investimento de R$ 264 milhões para o ano de 2011, dos quais R$ 104,9 milhões já foram dependidos. Atualmente a empresa está ampliando a capacidade de produção em Joinville (SC) (capacidade atual de 390 mil toneladas ao ano) e concluirá neste ano a reconstrução da unidade Fundição C, a ser destinada à fabricação de blocos e cabeçotes de motores. A Fundição B também entrou em operação com nova linha de moldagem para peças automotivas. Ademais a empresa está reformando o centro de treinamento e desenvolvimento; construindo um novo ambulatório e uma subestação de energia, realizando obras para melhorias ambientais. Estas ações permitirão melhor atender aos demandantes, à população local e redução de custos da empresa.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A Tupy prevê investimento de R$ 264 milhões para o ano de 2011, dos quais R$ 104,9 milhões já foram dependidos. Atualmente a empresa está ampliando a capacidade de produção em Joinville (SC) (capacidade atual de 390 mil toneladas ao ano) e concluirá neste ano a reconstrução da unidade Fundição C, a ser destinada à fabricação de blocos e cabeçotes de motores. A Fundição B também entrou em operação com nova linha de moldagem para peças automotivas. Ademais a empresa está reformando o centro de treinamento e desenvolvimento; construindo um novo ambulatório e uma subestação de energia, realizando obras para melhorias ambientais. Estas ações permitirão melhor atender aos demandantes, à população local e redução de custos da empresa.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    A Tupy prevê investimento de R$ 264 milhões para o ano de 2011, dos quais R$ 104,9 milhões já foram dependidos. Atualmente a empresa está ampliando a capacidade de produção em Joinville (SC) (capacidade atual de 390 mil toneladas ao ano) e concluirá neste ano a reconstrução da unidade Fundição C, a ser destinada à fabricação de blocos e cabeçotes de motores. A Fundição B também entrou em operação com nova linha de moldagem para peças automotivas. Ademais a empresa está reformando o centro de treinamento e desenvolvimento; construindo um novo ambulatório e uma subestação de energia, realizando obras para melhorias ambientais. Estas ações permitirão melhor atender aos demandantes, à população local e redução de custos da empresa.

     


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A  principal produtora de fundidos brasileira, a Tupy, anunciou um investimento para os próximos dois anos no montante de R$ 264 milhões objetivando a expansão da  capacidade produtiva da sede de Joinville (SC), que se encontra atualemente próxima ao seu limite de produção.

    Com os investimentos, a empresa ampliará a capacidade de produção em 28%, alcançando 640 mil toneladas até 2012. Serão colocados em funcionamento uma nova linha de cabeçotes e pequenos blocos de motores, pois com o aumento da demanda pelo setor de autopeças se torna necessário tal aplicações. Ademais, está previsto para 2011, uma nova linha  de fundição de blocos de motor em ferro vermicular, isto é, uma liga que garante maior leveza e resistência quando usada em automóveis. Já, para Mauá (SP),  onde se localiza a unidade de grandes blocos de motor para veículos pesados, será destinado um aporte em torno de R$ 25 milhões, objetivando a modernização do processo produtivo.

    O setor de fundição brasileiro é composto majoritariamente por pequenas e médias empresas (cerca de 95%), representando uma capacidade pequena de expansão de sua produção, o que revela uma dificuldade em suprir uma alta na demanda de fundidos, portanto, com a expansão da capacidade produtiva da Tupy, há índicios de crescimento nas vendas para o mercado externo.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    Durante a semana, a divulgação da Sondagem Industrial, da balança comercial do setor de máquinas e do pacote de desoneração fiscal para empresas de São Paulo serviram como base para ilustrar o cenário dos setores de Siderurgia, Fundição e Bens de Capital.

    A CNI, no último dia 25, divulgou a Sondagem Industrial referente ao mês de Setembro. O relatório destacou a estratégia do setor industrial em reduzir a produção para estabilizar os estoques. Outro ponto levantado foi a satisfação dos industriais perante a margem de lucro e a situação financeira dos negócios. Segundo a CNI, as perspectivas para os próximos meses seis meses são de aumento na contratação de mão de obra e de matérias primas. A valorização do Real, a ausência de mão de obra qualificada, a carga tributária e a competição acirrada foram os principais problemas citados pelos empresários do setor industrial.

    Em concordância com o cenário traçado pela CNI, o resultado da balança comercial do setor de máquinas e equipamentos - divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) - mostram no acumulado de jan-set/2010 um déficit comercial de US$ 11,72 bilhões, ou seja, acréscimo de 43,4% no saldo em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do setor apresentar alta nas exportações de 27,4% ao ano, as importações cresceram 64,2% ao ano.

    A última notícia relevante para os setores foi o anúncio do Governo de São Paulo de incentivos e desonerações para empresas do estado. As principais medidas referem se a desoneração do ICMS na aquisição de bens de capital para mais de 50 setores e a isenção no ICMS do transporte de mercadorias destinadas à exportação.

    A Lafis acredita que essas medidas poderão beneficiar as indústrias de siderurgia, de fundição e de bens de capital, pois a desoneração do ICMS reduzirá os custos dessas indústrias e pode impactar de maneira positiva na elevação do mark up (diferença entre o preço do produto e o custo dele), no aumento do nível de competitividade e na elevação da reserva de capital para novos aportes. A siderurgia do estado de São Paulo poderá oferecer preços melhores frente aos concorrentes e elevar a sua demanda. A Fundição poderá consumir o aço produzido em SP e oferecer peças mais baratas a indústria de bens de capital e, essa, por sua vez, pode elevar a sua produção perante o possível aumento da demanda ocasionada pela redução de preços das máquinas e equipamentos. Ou seja, os setores em questão poderão se beneficiar tanto da ponta de custos tributários como da ponta da matéria prima. O aumento das importações, da desvalorização do câmbio e a competição internacional são os fatores de risco que essas medidas anunciadas visam balizar frente às deficiências da indústria paulista ao mercado mundial. Visto a Sondagem industrial e a balança da Abimaq, a Lafis defende que os efeitos dessa medida sobre a economia podem se multiplicar e trazer benefícios aos setores, dadas perspectivas de crescimento do PIB, do poder de consumo e dos investimentos públicos e privados.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    A Tupy declarou um investimento de R$ 172 milhões para 2010, dos quais R$ 87 milhões serão voltado para a ampliação de serviços de usinagem que são essenciais para o acabamento dos fundidos e visando a expansão da capacidade produtiva. A empresa possui a maior fundição da América Latina e uma das cinco maiores do mundo que supre o mercado automotivo global. No Brasil, a Tupy produz em Joinville (SC) e Mauá (SP) destinando sua produção à indústria automobilística e construção civil (blocos e cabeçotes de motores, e conexões de ferro maleável).

    A empresa tem investido em um novo parque fabril localizado em Joinville que terá a função de fabricar peças de maior complexidade, utilizadas em veículos comerciais, máquinas agrícolas e de construção, isto é, setores que apresentam crescimento no mercado nacional e, que  conseqüentemente demandam mais deste segmento industrial.

    Além de ter sido fortemente abalada pela crise mundial no ano passado, dada a queda da demanda no setor automotivo norte americano, os resultados financeiros este ano também não são tão bons como poderiam ser. Isto devido à desvantagem cambial, que torna os produtos importados mais baratos do que os nacionais, comprometendo as vendas brasileiras. Dessa forma, a empresa busca investir em uma produção com maior valor agregado, tornando seus produtos mais atraentes e competitivos.