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    Diante da atual crise sanitária e das recomendações de higienização por parte do Ministério da Saúde para o combate da Covid-19, a indústria de produtos de higiene pessoal viu produção crescer significativamente em março deste ano, sobretudo de itens como sabonetes e álcool em gel. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal, do IBGE, a “Fabricação de cosméticos, produtos de perfumaria, e de higiene pessoal” cresceu 14,2% em março deste ano na comparação com o mesmo período do anterior, taxa mais intensa desde abril de 2013 (15%) nesta análise.

    Ainda que beneficiada pela característica de essencialidade na cesta de consumo das famílias, bem como sua alta demanda neste período de pandemia, a produção de itens de higiene pessoal é altamente dependente de insumos importados, sofrendo com a forte desvalorização do Real observada nos últimos meses. Desta forma, os custos de produção da indústria de cosméticos e produtos para a higiene pessoal têm crescido em consonância com o aumento da demanda e da taxa de câmbio, pressionando as receitas do setor, que se vê diante de um dilema: repassar tal aumento de custo para o preço final ao consumidor, correndo o risco de reduzir o volume de vendas, ou manter os preços e comprimir as margens de ganho destas empresas.

    Pelo lado da demanda, mesmo que as medidas nesta quarentena mantenham abertos supermercados e farmácias, contribuindo para a manutenção do consumo de itens básicos de higiene, tais produtos poderão ser substituídos por outros mais baratos, em detrimento daqueles com maior valor agregado e que, consequentemente, incrementam de forma mais significativa as receitas do setor. Além disso, o fechamento do comércio físico afetará diretamente as vendas do setor, uma vez que este se utiliza de canais como franquias, lojas próprias e perfumarias para distribuir seus produtos.

    Este cenário afetará também diversos postos de trabalho, que deverão ser eliminados conforme lojas e empresas, não apenas do setor de cosméticos das também de outras importantes atividades econômicas, sejam afetados pela queda brusca nas vendas, levando à redução no quadro de funcionários ou até mesmo ao encerrando dos negócios. Assim, diante de uma forte instabilidade no mercado de trabalho, a propensão a gastar das famílias tenderá a se reduzir nos próximos meses, afetando o consumo de cosméticos e itens de beleza e perfumaria.

    Desta forma, as projeções da Lafis quanto ao desempenho do setor em 2020 foram revisadas significativamente para baixo, esperando-se um crescimento de 0,5% no faturamento nominal neste ano, menor taxa desde a crise de 2015.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues