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  • cosméticos, empresas do segmento cosméticos, setor cosméticos, segmento cosméticos, economia, macroeconomia, higiene pessoal, empresas do setor higiene pessoal, setor higiene pessoal

    Uma mudança no ambiente regulatório internacional acendeu alerta para o setor de cosméticos. Indústrias de produtos de beleza instaladas em países membros da União Europeia (UE) deverão pagar pela despoluição de microplásticos e outros elementos nocivos presentes nos esgotos, após o bloco aprovar o projeto de lei, sob o princípio do “poluidor-pagador”. A UE vai exigir que as empresas que vendem medicamentos e cosméticos deverão bancar 80% dos custos extras necessários para limpar microplásticos que estejam nos esgotos de países do bloco, com o governo bancando o restante dos custos. No Brasil, o princípio ambiental é o da proteção, expresso na Constituição Federal, que no seu art. 225, dispõe sobre o reconhecimento do direito a um meio ambiente sadio como uma extensão ao direito à vida, seja pelo aspecto da própria existência física e saúde dos seres humanos, seja quanto à dignidade desta existência, medida pela qualidade de vida. Este reconhecimento impõe ao Poder Público e à coletividade a responsabilidade pela proteção ambiental. Portanto, trata-se de outra perspectiva e também de consequências diversas.

    O Brasil tem se mostrado propenso a levar adiante propostas de converter o Estado em um ente “guardião” do meio ambiente, na perspectiva adotada pelo novo governo de Lula. Muito embora a adoção de leis e medidas mais duras com o setor de cosméticos dependa de um arranjo complexo, alguns sinais já têm sido emitidos, como a proibição, em 2023, do uso de animais nos testes. Se, por um lado, o precedente aberto na UE lança dúvidas sobre as políticas que serão adotadas por outros países, inclusive os próprios EUA, por outro a própria conscientização das empresas pode se traduzir na busca de oportunidades. Pascal Bruce, da agência Trend Sourcing, acredita que o aquecimento global terá uma série de efeitos sobre as pessoas, em que pesem aqueles no tecido cutâneo, dando origem a um novo conceito de dermatologia intimamente relacionado com o clima. “A humanidade será fortemente perturbada. A pele sofrerá com secas, inundações, ondas de calor (aumento da umidade) e principalmente poluição”. Para ela, o estresse climático afeta um número crescente de pessoas, gerando um interesse cada vez maior por rotinas de beleza holísticas que associam cuidados do corpo e da mente.

     Especialista do Setor Alexandre Favaro Lucchesi

     

     


    A indústria de cosméticos e beleza tem usado a inteligência artificial para aumentar o nível de segurança nestas situações, envolvendo a compra ou o lançamento de produtos. Empresas como as multinacionais L'Oréal, Natura & Co. e a brasileira Boticário vêm investindo cada vez mais em tecnologia a fim de garantir assertividade nas escolhas, seja por parte do consumidor ou das suas próprias apostas no mercado -que, por sinal, só cresce. O Brasil é o segundo maior mercado de perfumaria do mundo, só atrás dos Estados Unidos. As vendas em 2022 movimentaram US$ 6,8 bilhões (R$ 32,6 bilhões), segundo a consultoria Euromonitor. Em maquiagem, o país está entre os dez maiores consumidores globais, com faturamento de US$ 2 bilhões (R$ 9,5 bilhões) no ano passado.
    As inovações também são percebidas do ponto de vista ambiental. Marcas tem apostado em maquiagem sem embalagem, o que possibilitou a conquista de patente pela AmoKarité, por exemplo, que vende cosméticos veganos naturais, com o propósito de serem multifuncionais e sustentáveis. É a aposta em beleza sustentável e multifuncional, sendo que a empresa pretende utilizar o material até o fim sem produzir lixo, já que não há recipientes plásticos comumente descartados. Além disso, a marca propõe que o mesmo produto tenha utilidades diferentes, podendo ser utilizado como sombra, blush e batom. O valor dos produtos varia de R$ 39 a           R$ 99. Para armazenar os cosméticos sólidos da AmoKarité, as sócias Estephanie Gustavson e Clara Klabin recomendam que sejam reutilizadas embalagens que as pessoas já têm em casa e que seriam descartadas.

    Especialista do Setor Alexandre Favaro Lucchesi


    A pandemia da COVID-19 causou uma reviravolta econômica sem precedentes em todo o mundo. Empresas de todos os setores enfrentaram desafios significativos, desde restrições de operação até mudanças nos hábitos de consumo dos clientes.

    Nesse cenário de recuperação, é crucial que as empresas estejam preparadas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgem. E uma ferramenta valiosa para essa preparação estratégica é a análise setorial.

    Compreender as tendências do mercado, as mudanças de comportamento do consumidor e as demandas emergentes torna-se essencial para se posicionar de forma inteligente e competitiva.

    Este texto explora a importância da análise setorial como uma poderosa aliada das empresas na retomada econômica, e como a análise setorial pode ajudar as organizações a identificar oportunidades, mitigar riscos e tomar decisões informadas que impulsionem seu crescimento.

    Prepare-se para desvendar os segredos por trás da análise setorial e descubra como essa ferramenta estratégica pode levar sua empresa a um novo patamar de sucesso.

     

    Entendendo a retomada da economia e o papel da Análise Setorial

     

    Após um período desafiador de incertezas e instabilidades, a retomada econômica pós-pandemia já se tornou uma realidade.

    No entanto, é importante compreender que o cenário econômico atual é marcado por mudanças significativas nos comportamentos de consumo, nas dinâmicas de mercado e nas demandas dos clientes.

    As empresas que desejam se destacar nesse novo contexto precisam adotar uma abordagem estratégica, antecipando-se às transformações do mercado e se adaptando rapidamente. É aqui que a análise setorial desempenha um papel fundamental.

    A análise setorial permite que as empresas compreendam em profundidade o panorama do seu setor de atuação. Ela vai além da análise macroeconômica geral e mergulha nas especificidades de cada segmento, identificando as principais tendências, desafios e oportunidades que surgem durante a retomada econômica.

    Ao entender os fatores-chave que impulsionam o crescimento do setor, as empresas podem ajustar suas estratégias, reposicionar seus produtos e serviços e se adaptar às novas demandas dos consumidores.

    Além disso, a análise setorial ajuda as empresas a avaliarem a competitividade do mercado, identificando os principais concorrentes e suas estratégias. Com base nessas informações, é possível desenvolver estratégias diferenciadas, encontrar nichos de mercado pouco explorados e conquistar uma vantagem competitiva.

    Em suma, a análise setorial permite que as empresas estejam à frente da curva, antecipando-se às mudanças do mercado e tomando decisões fundamentadas. Na próxima seção, exploraremos em detalhes como essa ferramenta valiosa pode ser aplicada de forma eficaz, fornecendo vantagens estratégicas e impulsionando o crescimento empresarial na retomada econômica pós-pandemia.

    A análise setorial desempenha um papel crucial na tomada de decisões estratégicas das empresas durante a retomada econômica pós-pandemia. Ela oferece uma visão aprofundada das tendências e mudanças que estão moldando o mercado, permitindo que as empresas compreendam o cenário em que estão inseridas e se posicionem de maneira estratégica.

     

    Benefícios da Análise Setorial para as empresas

     

    Ao adotar uma abordagem estratégica baseada na compreensão das tendências e mudanças do mercado, as empresas podem obter vantagens significativas. Vejamos alguns dos benefícios-chave da análise setorial:

     

    Identificação de oportunidades de crescimento: permite que as empresas identifiquem oportunidades emergentes e nichos de mercado pouco explorados – o que permite a possibilidade de direcionar seus recursos e esforços para o desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores, atendendo às necessidades específicas dos clientes.

     

    Tomada de decisões informadas: Com acesso a dados e informações precisas sobre o setor, as empresas podem tomar decisões estratégicas fundamentadas, permitindo que empresas se adaptem rapidamente às mudanças do mercado.

     

     

    Vantagem competitiva: A análise setorial ajuda a identificar os pontos fortes e fracos dos concorrentes, bem como as lacunas no mercado que podem ser aproveitadas. Isso permite que as empresas se posicionem de forma única, atendendo às necessidades dos clientes de maneira mais eficaz do que seus concorrentes.

     

    Mitigação de riscos: auxilia na identificação de riscos e ameaças que podem afetar o desempenho das empresas. Ao antecipar esses desafios, as empresas podem desenvolver estratégias de mitigação adequadas e estar preparadas para enfrentar obstáculos.

     

    Aproveitamento das tendências de mercado: as empresas podem se adaptar de maneira proativa e capitalizar as oportunidades que surgem, ajustando-se rapidamente às mudanças nos comportamentos do consumidor, nas demandas de mercado e nas inovações tecnológicas.

     

    A análise setorial é uma ferramenta poderosa para as empresas que deseja estar sempre prontas aos desafios do seu mercado.

    Ao identificar oportunidades de crescimento, mitigar riscos, adaptar a estratégia de negócios e conquistar uma vantagem competitiva, as empresas estarão bem posicionadas para se destacar no mercado e alcançar o sucesso.

    Lembre-se de que a implementação da análise setorial requer uma coleta cuidadosa de dados, análises aprofundadas e monitoramento contínuo. Além disso, contar com especialistas nessa área, como a LAFIS, pode fornecer um apoio valioso na interpretação dos dados e na orientação estratégica.


    O Grupo Boticário está se posicionando para atender à demanda por personalização, mesmo diante de limitações regulatórias. No futuro, cuidados com a beleza serão altamente customizados, com produtos adaptados às necessidades e preferências individuais de cada consumidor. A produção de cosméticos sob medida é uma tendência que vem ganhando espaço em projeções globais de futuro. Em seu relatório Big Ideas, a empresa de estudos de tendências WGSN detalha áreas de atenção para o segmento de beleza até 2024. Consumidores vão querer o essencial ao invés da necessaire lotada, diz o relatório, e darão preferência a produtos multifuncionais que permitem a racionalização do consumo. 
    A chave para isso, segundo as previsões, é fazer com que a personalização seja acessível e democratizada. Em mercados internacionais, marcas como a Lancôme já estão redefinindo o mercado da beleza tendo a personalização como norteador. Através de um processo no qual a pele do consumidor é meticulosamente escaneada, produtos de maquiagem customizados, como bases, são formulados para atender as características individuais da pele. Em apenas 30minutos, clientes têm em mãos um produto cosmético totalmente personalizado, pronto para ser usado.
    Inovações continuam sendo uma tônica no setor quando o assunto é atravessar fronteiras. Empresas do setor veem potencial de uso comercial do cânhamo industrial em diversos segmentos. No entanto, quem conhece do negócio afirma que a exploração dessas possibilidades esbarra em alguns entraves no Brasil, país onde o cultivo é proibido. Empresária e advogada especializada em moda e negócios internacionais, Ana Fábia Ferraz Martins, de Curitiba (PR), arriscou-se em uma empreitada no mundo da moda à base de cannabis. Ela criou a Hemp Fashion, uma startup voltada à produção de roupas, cosméticos e acessórios com fibras de cânhamo, mas o negócio não avançou por falta de matéria-prima a preços competitivos. No Brasil, a atriz Marina Ruy Barbosa anunciou uma coleção com roupas produzidas com a planta da família da maconha, mas atualmente sua marca não tem nenhuma peça feita com cânhamo. Thiago Ermano, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis (Abicann), diz que o cânhamo pode se tornar uma commodity, como a soja e o milho. Ele estima que sua legalização beneficiaria pelo menos 21 setores econômicos no Brasil. Para ter escala, o cultivo tem que ser feito a céu aberto e a produção deve passar pelas agroindústrias. Mas, para que essa legalização aconteça, é preciso, nas palavras dele, “separar o joio do trigo” e desmistificar a temática da cannabis no país. “Um ultraconservador muda de opinião em 10 minutos depois que conhece a realidade e potencial da planta. É uma biotecnologia milenar que chega para gerar vida, economia e recuperação ambiental.”.

    Especialista do Setor Alexandre Favaro Lucchesi


    De acordo com dados da pesquisa NielsenIQ/Ebit obtidos pelo jornal Valor econômico, cosméticos e perfumaria ocupa o terceiro lugar em intenção de compra no comércio eletrônico no quarto trimestre. A resiliência da demanda pelo segmento de cosméticos, apesar do cenário macroeconômico, já vem sendo apontada nos últimos meses pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). As vendas no primeiro semestre cresceram 10%, impulsionadas pela categoria de maquiagem, com alta de 20%, e de perfumaria, com 16%. Inflação crescendo menos é um fator que corrobora para a citação de consumidores em suas na lista de desejos dos consumidores, somando 28,7% das respostas, enquanto o segmento de alimentos e bebidas foi o vice-campeão, apontado por 26,8% dos entrevistados. Já os cosméticos e perfumaria, terceira resposta mais frequente, foram citados por 25,7%.

    Mas a intenção de compra caiu quando comparada ao quarto trimestre de 2021.O segmento da moda, que também foi campeão de respostas no ano passado, contava com participação de 35%, cerca de seis pontos percentuais acima do registrado atualmente. Já o segmento de beleza e cosméticos recuou de 31% para os 25,7%, abaixo de alimentos, por exemplo. O desempenho mais fraco no comparativo anual não deve ser exceção. Dos 21setores pesquisados pela Nielsen, apenas saúde e turismo conquistaram maior intenção de compra ante o quarto trimestre de 2021.

    Ainda em novembro, a Comissão De Assuntos Econômicos do Senado Federal (CAE) aprovou a proibição do uso de animais no desenvolvimento de cosméticos. A proposta, que segue para a análise da comissão de meio ambiente, admite uma autorização extraordinária de testes quando surgirem graves preocupações no que diz respeito à segurança de um ingrediente cosmético. O Fórum de Proteção e Defesa Animal chegou a indicar, em audiência pública, que apenas 0,1% dos cosméticos aprovados são testados em animais atualmente. A própria indústria já vem desenvolvendo métodos alternativos para garantir a segurança dos produtos, em que se destacam os veganos.

    Especialista do Setor Alexandre Favaro Lucchesi


    De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), as vendas do setor alcançaram R$ 52,1 bilhões em 2021, o que representa um recuo de 2,8% em relação ao ano anterior, primeiro resultado nominal negativo desde 2015 (-1,4%). Ainda que o Brasil permaneça na 4ª posição dentre os maiores consumidores do mercado de beleza no mundo, bem como o 2º país no ranking global dentre os países que mais lançam produtos anualmente, atrás apenas dos Estados Unidos, tal desempenho negativo reflete os desafios enfrentados pelo setor ao longo do último ano.

    Além da elevada base de comparação, uma vez que o contexto de crise sanitária elevou a demanda por itens de higiene pessoal como forma de prevenção ao Covid-19, é importante destacar também a elevada taxa de câmbio e a elevada dependência da indústria de cuidados pessoal em relação aos insumos importados, bem como a retomada de importantes atividades econômicas, não só no Brasil mas no mundo, em meio ao avanço da vacinação. Este cenário levou a uma escassez de matéria-prima e outros insumos, como embalagens, na indústria nacional, e também elevou os custos de produção. Somado a isso, a elevada carga tributária sobre o setor, a terceira maior do país segundo a Abihpec, pressiona os custos da indústria nacional de HPPC, forçando as empresas do setor a absorver parte destes custos para evitar uma retração ainda maior da demanda de seus produtos.

    Por fim, dentre as categorias, o crescimento de 4,7% nas vendas do segmento de Higiene Pessoal impediu uma queda mais acentuada do setor como um todo, justificado por uma intensificação dos hábitos de cuidados pessoais provenientes do contexto de pandemia. Por outro lado, os segmentos de Cosméticos (-15,4%), Perfumaria (-2%) e Tissue (-9,4%) registraram quedas expressivas de janeiro a dezembro de 2021 em relação ao mesmo período de 2020. 

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues


    De acordo com o IBGE, o IPCA – Cuidados Pessoais cresceu 2,32% em dezembro de 2021, em relação ao mês anterior, devolvendo quase que integralmente a queda no preço do setor observada em novembro (-3,0%). Com isso, os preços do setor de cosméticos e higiene pessoal acumularam uma alta de 3,1% em 2021, enquanto a inflação geral avançou 10,1% no mesmo período. Por fim, a taxa média de câmbio em dezembro de 2021 foi de R$/US$ 5,65, permanecendo em um patamar elevado quando comparado à série histórica.

    Desta forma, a alta de preços no setor pode ser justificada pela elevada dependência da cadeia produtiva ao mercado internacional, de modo que o preço dos insumos cotados em dólar acaba encarecendo a produção dos itens de cuidado pessoal que, consequentemente, é repassado ao preço final dos produtos.

    Apesar da resiliência da indústria a este cenário, amparada na essencialidade dos itens produzidos e comercializados, os preços do setor vêm sentindo também os impactos de um ajuste fiscal, somado a uma elevada concorrência no setor, o que comprime as margens desta indústria, obrigando as empresas do mercado nacional de cosméticos e higiene pessoal a repassar este aumento nos custos de produção ao preço final dos produtos.

    Portanto, o principal desafio da indústria de cosméticos e higiene pessoal se concentra na atual deterioração da conjuntura macroeconômica diante desta elevada inflação e taxa de câmbio, bem como persistente fragilidade no mercado de trabalho, que têm reduzido o poder de compra das famílias, impedindo-as de expandir seus gastos e substituir produtos de beleza de maior valor agregado por itens e marcas mais baratas.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

    De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), as exportações do setor de cosméticos e itens de higiene pessoal cresceram 22% em setembro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando US$ 65,3 milhões. Tal resultado levou a uma balança comercial superavitária no período, igual a US$ 8 milhões, superando o déficit verificado em setembro do ano passado (US$ 1,7 milhão). Destaque para a exportação dos produtos de higiene oral, que cresceu 73,2% nesta mesma base de comparação, alcançando US$ 7,7 milhões, bem como produtos para cabelos (US$ 17 milhões; +41,2%) e sabonetes (US$ 12,3 milhões; +10,8%).

    No acumulado do ano, as exportações relacionadas ao segmento de beleza e cuidados pessoais avançaram 16,4%, registrando US$ 517,2 milhões em valor no período. Porém, com um aumento de 20,3% das importações acumuladas entre janeiro e setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2020 e somando US$ 531,6 milhões, a balança comercial do setor segue deficitária em US$ 14,4 milhões.

    Esta dinâmica do mercado internacional de cosméticos e higiene pessoal vem sendo diretamente influenciada pela forte desvalorização do Real frente ao Dólar, favorecendo as exportações dos produtos brasileiros e gerando expectativas positivas para a atuação de empresas nacionais no exterior. Isto foi o que mostrou a Beautyworld Middle East, uma importante feira de produtos de beleza do Oriente Médio.

    A edição deste ano, realizada no início de outubro em Dubai, gerou US$ 2,34 milhões em contratos para cerca de 30 empresas brasileiras ao longo dos 3 dias de evento. De acordo com a Abihpec e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), há ainda a expectativa de que, nos próximos 12 meses, novos contratos para venda de produtos, tanto em Dubai quanto no mercado árabe em geral, gerem receitas de até US$ 34,6 milhões.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

    O setor de cosméticos e higiene pessoal cresceu 5,7% em vendas ex-factory no acumulado de 2021 até o mês de abril, em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo divulgação realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Este desempenho foi favorecido pela reabertura gradual do comércio presencial e flexibilização das medidas de isolamento social após um recrudescimento da pandemia em meados do mês de março deste ano que impôs a retomada de rigorosas restrições relacionadas à circulação de pessoas.

    No que diz respeito às categorias, os produtos relacionados à perfumaria foram a principal influência deste resultado positivo, com crescimento de 22% nas vendas do período e destaque para perfumaria feminina (26%) e masculina (15%), favorecidos pela alta procura durante o Dia das Mães.

    Em termos de higiene pessoal, a alta insegurança sanitária segue beneficiando o consumo desta categoria, que atingiu um avanço de 11,4% nos primeiros quatro meses de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado. Dentre eles, tem-se os itens de banho, como sabonetes (23%), shampoos (2%) e condicionadores (1%). Outros destaques podem ser citados, como produtos para tratamento capilar (18%), “maquiagem para as unhas” (8,7%), hidratantes corporais (40%), tônicos faciais (23%) e produtos anti-acne (28%), todos com crescimento nas vendas ex-factory no primeiro quadrimestre deste ano, em comparação com as vendas de janeiro a abril de 2020.

    Mesmo diante deste resultado positivo, a associação do setor segue cautelosa quanto ao desempenho a indústria de cosméticos e higiene pessoal em 2021. Isto porque a inflação destes produtos segue elevada – o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) relacionado aos itens de cuidados pessoais acumula alta de 2,2% nos cinco primeiros meses de 2021, e de 5,1% nos últimos 12 meses até maio deste ano – em conjunto com um mercado de trabalho altamente fragilizado. Ao se deparar com preços mais elevados e taxa de desemprego em patamar recorde (14,7% no trimestre encerrado em abril de 2021, segundo o IBGE), o consumidor assume uma postura mais racional quanto à expansão dos gastos, podendo impactar negativamente as vendas do setor com decisões como a substituições por marcas mais baratas e o adiamento na aquisição de produtos de beleza de maior valor agregado.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

    O setor de cosméticos e higiene pessoal cresceu 5,8% em vendas ex-factory no acumulado de 2020, em relação ao ano anterior, segundo divulgação realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). O resultado ficou pouco acima das estimativas e é reflexo da intensificação dos hábitos de limpeza e higiene pessoal adotados desde o início da pandemia, em março do ano passado.

    Os dados da associação apontam um crescimento expressivo em itens como álcool em gel (808%), sabonete líquido (22,3%), sabonete em barra (9,5%) e papel higiênico (12,7%), formando assim o que foi denominada a “Cesta Covid-19 de Consumo”. Segundo orientações das autoridades sanitárias, estes produtos são eficazes no combate ao novo coronavírus ao reduzir o risco de contágio, o que promoveu um aumento significativo da demanda durante este período.

    Este contexto levou também à restrição na circulação de pessoas, fazendo com que as famílias passassem mais tempo em casa e, consequentemente, transferissem os cuidados pessoais e de beleza para dentro do lar. Com isso, a categoria de produtos para a pele apresentou uma alta de 21,9% nas vendas entre janeiro e dezembro de 2020, em comparação com o ano anterior, com crescimento de dois dígitos em todos os itens que compõem este segmento, como máscaras de tratamento faciais (91%) e esfoliantes corporais (153,2%).

    Diante de uma persistente insegurança sanitária, com elevação no número de casos e lento ritmo de vacinação, a expectativa do setor de cosméticos e higiene pessoal é que esta demanda continue elevada também em 2021, somado ao fato da incorporação destes novos hábitos de limpeza à rotina dos brasileiros. O ponto de atenção para este cenário consiste na manutenção de uma elevada taxa de câmbio, encarecendo os custos de produção do setor, uma vez que a indústria de cuidados pessoais é altamente dependente de insumos importados.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

    A produção industrial de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos e perfumaria, medida pelo IBGE, apresentou um recuo de 11,4% em agosto de 2020 na comparação com o mês anterior, sendo esta a queda mais intensa desde abril de 2018 (-11,4%), eliminando boa parte dos ganhos observados nos dois meses anteriores (12,6%). Na comparação com o mesmo período do ano passado, a produção do setor recuou 1,4%, resultado que interrompe seis meses de altas consecutivas nesta base de comparação. Assim, o ritmo de crescimento da produção acumulada no ano de 2020 sofreu uma leve desaceleração até o mês de agosto, avançando 3,2% no período.

    Após meses de crescimentos expressivos e normalização da produção diante da flexibilização das medidas de isolamento social, este desempenho de queda pode ser explicado pela escassez de insumos que a indústria de cosméticos e itens de cuidado pessoal vem passando desde o início deste segundo semestre. De acordo com um levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em setembro deste ano, 63% das companhias entrevistadas afirmaram que estão com estoques abaixo do nível normal, justificados por uma redução inicial da demanda interna, a desvalorização cambial, a forte recuperação da economia chinesa e a retomada mais robusta e acelerada da atividade doméstica.

    Diante deste cenário, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) estima um aumento dos preços dos insumos do setor entre 25% e 30% até o final deste ano, o que deverá ser repassado ao preço final dos produtos de higiene e beleza. Com isso, o bom desempenho nas vendas do setor observadas até então, com crescimento expressivo na venda de álcool em gel e sabonetes em meio às medidas de combate ao Covid-19, será limitado diante deste aumento dos custos de produção, principalmente em um cenário de renda familiar menor, com desemprego crescente e valor do auxílio emergencial pela metade neste segundo semestre de 2020.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues.

    No início deste segundo semestre, a Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) divulgou informações preliminares sobre o desempenho da indústria de cosméticos e higiene pessoal no Brasil referentes ao ano de 2019. Neste sentido, observou-se um crescimento nominal de 4,5% no faturamento do setor em 2019, alcançando R$ 50,6 bilhões no período.

    Com isso, o Brasil manteve a quarta posição no ranking mundial, detendo 6,1% da parcela de mercado, 0,1 p.p. a menos que o ano anterior, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (19,2%), China (14,3%) e Japão (8,0%). Além disso, o país ocupa ainda a 2ª posição mundial nas categorias de fragrâncias e produtos masculinos; 3ª posição em produtos de beleza e cuidados pessoais de massa; e 4ª posição em produtos para o cabelo.

    Para 2020, porém, a expectativa é que tal trajetória de crescimento e expansão do setor seja interrompida por um período de praticamente estabilidade, impactado pela pandemia do novo coronavírus. Conforme vem sendo salientado pela Lafis em seu estudo setorial e comentários, o setor será fortemente impactado pela significativa desvalorização do câmbio, que tenderá a aumentar os custos da indústria de higiene pessoal e cosméticos tendo em vista sua alta dependência por insumos importados.

    Além disso, considera-se uma percepção mais pessimista quanto ao crescimento econômico, diante da atual crise sanitária, que já dura por um período mais longo do que o esperado inicialmente. Assim, a tendência é de crescimento na taxa de desocupação e, consequentemente, queda na renda das famílias que, apesar de manter o consumo de itens de higiene devido à sua essencialidade, poderão substituir estes produtos por marcas mais baratas, além de adiar a compra de itens de perfumaria e de maior valor agregado. 

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues.

    Diante da atual crise sanitária e das recomendações de higienização por parte do Ministério da Saúde para o combate da Covid-19, a indústria de produtos de higiene pessoal viu produção crescer significativamente em março deste ano, sobretudo de itens como sabonetes e álcool em gel. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal, do IBGE, a “Fabricação de cosméticos, produtos de perfumaria, e de higiene pessoal” cresceu 14,2% em março deste ano na comparação com o mesmo período do anterior, taxa mais intensa desde abril de 2013 (15%) nesta análise.

    Ainda que beneficiada pela característica de essencialidade na cesta de consumo das famílias, bem como sua alta demanda neste período de pandemia, a produção de itens de higiene pessoal é altamente dependente de insumos importados, sofrendo com a forte desvalorização do Real observada nos últimos meses. Desta forma, os custos de produção da indústria de cosméticos e produtos para a higiene pessoal têm crescido em consonância com o aumento da demanda e da taxa de câmbio, pressionando as receitas do setor, que se vê diante de um dilema: repassar tal aumento de custo para o preço final ao consumidor, correndo o risco de reduzir o volume de vendas, ou manter os preços e comprimir as margens de ganho destas empresas.

    Pelo lado da demanda, mesmo que as medidas nesta quarentena mantenham abertos supermercados e farmácias, contribuindo para a manutenção do consumo de itens básicos de higiene, tais produtos poderão ser substituídos por outros mais baratos, em detrimento daqueles com maior valor agregado e que, consequentemente, incrementam de forma mais significativa as receitas do setor. Além disso, o fechamento do comércio físico afetará diretamente as vendas do setor, uma vez que este se utiliza de canais como franquias, lojas próprias e perfumarias para distribuir seus produtos.

    Este cenário afetará também diversos postos de trabalho, que deverão ser eliminados conforme lojas e empresas, não apenas do setor de cosméticos das também de outras importantes atividades econômicas, sejam afetados pela queda brusca nas vendas, levando à redução no quadro de funcionários ou até mesmo ao encerrando dos negócios. Assim, diante de uma forte instabilidade no mercado de trabalho, a propensão a gastar das famílias tenderá a se reduzir nos próximos meses, afetando o consumo de cosméticos e itens de beleza e perfumaria.

    Desta forma, as projeções da Lafis quanto ao desempenho do setor em 2020 foram revisadas significativamente para baixo, esperando-se um crescimento de 0,5% no faturamento nominal neste ano, menor taxa desde a crise de 2015.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

    Dados divulgados pela Pesquisa de Orçamento Familiares (POF), do IBGE, mostram que a participação dos gastos dos brasileiros com produtos de higiene e cuidados pessoais passou de 1,8% em 2003 para 1,9%, em 2009, atingindo 2,9% do orçamento em 2018. Atualmente, os brasileiros gastam R$ 136,82, em média, com produtos para cabelo, sabonete, perfume e instrumentos de uso pessoal. Nos dois primeiros casos, os gastos dobraram nos últimos anos, mostrando que o brasileiro está cada vez mais vaidoso e preocupado com sua aparência, mesmo em um momento de restrição orçamentária, tendo em vista um crescimento pouco significativo do rendimento médio das famílias.

    Outra pesquisa, realizada pela consultoria Kantar e divulgada no segundo semestre de 2019, mostra o perfil de consumo da categoria de cosméticos e produtos de higiene e beleza no Brasil. De acordo com a pesquisa, os lares brasileiros com filhos adultos são os que mais gastam, com tíquete médio de R$ 30,64. Em seguida, as mulheres que trabalham formalmente dentro ou fora de casa costumam gastar até R$ 29,57. As famílias monoparentais possuem um tíquete médio de R$ 28,53, enquanto as donas de casa com mais de 50 anos desembolsam R$ 27,86 por cada compra. As donas de casa de até 29 anos, com menor poder aquisitivo mas forte influência nas escolhas, gastam, em média, R$ 25,82.

    De olho neste potencial consumidor, grandes redes varejistas anunciaram parcerias com as principais marcas de beleza do país para comercializar cosméticos e itens para cuidado pessoal em suas lojas. No final do ano passado, o Carrefour instalou um quiosque da marca Vult, do Grupo Boticário, para vender a linha completa de maquiagem, esmaltes e acessórios em sua loja no bairro Pinheiros, em São Paulo (SP). De forma semelhante, três lojas da varejista de moda Besni já comercializam produtos da Água de Cheiro, marca nacional de beleza e perfumaria. Por fim, a Marisa estuda uma parceria para a venda de cosméticos em suas lojas, assim como suas concorrentes Renner e Riachuelo, por exemplo, já fazem atualmente.

    Desta forma, tais empresas parceiras enxergam uma importante sinergia entre os públicos de cada marca, o que permitirá não apenas diversificar o portfólio das varejistas, mas também os canais de vendas das marcas de produtos de beleza, contribuindo para o desempenho de ambos os setores.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

    No último dia 14 de outubro, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, assinou a portaria que altera o limite de compras em free shops para brasileiros, passando dos atuais US$ 500 para US$ 1.000 a partir de janeiro de 2020. A medida ainda precisa se adequar ao orçamento do Governo, uma vez que representa uma renúncia de receita, e deverá ser aceita pelos demais países do Mercosul, já que o limite de vendas permanece em US$ 500 no restante do bloco.

    Os free shops são lojas localizadas nas salas de embarque e desembarque dos aeroportos e são autorizadas a comercializar produtos isentos de tributação a viajantes internacionais, ou seja, que levarão as compras para fora do país. Dentre os produtos comercializados estão bebidas, eletrônicos, e cosméticos e artigos de perfumaria importados. Neste último caso, a medida despertou preocupação por parte da indústria nacional de cosméticos e itens para cuidado pessoal, que já se manifestou sobre o caso.

    A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) afirmou que entrará na Justiça para suspender a medida, alegando reflexos negativos sobre a indústria nacional, uma vez que a tributação é atualmente um de seus maiores desafios. Apesar das elevadas produtividade e competitividade, a indústria de cosméticos e HPPC nacional apresenta alguns desafios como a necessidade de revisão da carga tributária. Em 2018, segundo levantamento da Abihpec, o setor foi penalizado com aumento de ICMS em 23 Estados e o Distrito Federal, com destaque para o Amapá, que passou de uma alíquota de 12% para 29%.

    Desta forma, a competição da indústria nacional de beleza e cuidado pessoal com produtos isentos de impostos comercializados nos free shops será um desafio a mais para o setor, que já vem sendo pressionado pela alta carga tributária e pela estratégia de redução de preços para a manutenção do nível de consumo em uma conjuntura econômica pouco favorável à expansão dos gastos das famílias.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

    De acordo com a consultoria Ebit/Nielsen, o comércio eletrônico nacional faturou R$ 53,2 bilhões em 2018, representando um crescimento de 12% em relação ano anterior, e um avanço de 11% no número de pedidos. O tíquete médio cresceu 1% no período, alcançando o maior nível já registrado no e-commerce nacional (R$ 434,00).

    Porém, é importante destacar o desempenho da categoria “Perfumaria e Cosméticos / Saúde”, que liderou o ranking de maior número de pedidos, com 16,4% de participação, 4,4 p.p. acima do que foi observado em 2017. Em termos de faturamento, esta categoria ficou em 6º lugar, passando de um share igual a 4,8% em 2017 para 6,8% em 2018. De forma ainda mais significativa, o volume de pedidos relacionados aos itens de “Perfumaria e Cosméticos / Saúde” cresceu 112% no m-commerce¹, o maior avanço dentre as categorias avaliadas, representando 17,8% do total de pedidos nesta plataforma.

    Diante destes resultados, observa-se que “Perfumaria e Cosméticos / Saúde” foi a categoria impulsionadora do crescimento tanto do e-commerce no geral quanto do m-commerce. Isto porque, segundo pesquisa da Connected Life, 59% dos brasileiros buscam produtos desse segmento na internet mais de uma vez por semana e, destes, 28% efetivam a compra online. Além disso, sabe-se que os brasileiros usam mais a internet do que a média mundial, de modo que a penetração nas redes é de 71% no Brasil, enquanto no mundo esse percentual é igual a 55%.

    ¹ compras realizadas via dispositivos móveis, como celulares, tablets, aplicativos.

    Especialista do Setor  Fernanda Rodrigues.

    Em 2017, o setor de Cosméticos e Higiene Pessoal nacional faturou R$ 47,5 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Além disso, o Brasil manteve-se como quarto maior mercado consumidor destes produtos no mundo, com uma participação igual a 6,9% do consumo global, atrás apenas dos Estados Unidos (18,5%), China (11,5%) e Japão (7,8%).

    Este potencial de consumo tem chamado a atenção das empresas do setor. Na área de cosméticos, por exemplo, além da diversificação de portfólio, os clientes buscam também um maior custo-benefício, principalmente após a chegada dos chamados “produtos baratinhos” no mercado nacional.

    Hoje estes produtos são representados, principalmente, por marcas como Ruby Rose, Luisance, Belle Angel, Playboy, Fenzza e Jasmine, todas vindas da China e que competem diretamente com as nacionais MaxLove, Dailus e Vult. O objetivo é oferecer uma maior variedade de cosméticos a preços mais baixos dos que os praticados no mercado tradicional: um lápis de olho da marca Belle Angel, por exemplo, chega a custar R$ 1,70 no comércio popular da Rua 25 de Março, em São Paulo (SP). As lojas da região foram invadidas por estes produtos após sua divulgação em plataformas digitais como Instagram e Youtube a partir de resenhas e tutoriais de maquiagem. De acordo com a Univinco (União dos Lojistas da Rua 25 de Março e Adjacências), 40% das vendas da região estão relacionadas a produtos de maquiagem. 

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues.

    Em pesquisa recente do SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas em todo o Brasil, foi observado que o brasileiro valoriza bastante os cuidados com a beleza e higiene pessoal. De acordo com os resultados, 7 em cada 10 pessoas acreditam que as despesas com artigos de beleza são essenciais e não luxo.

    Os dados mostram que, independente do poder aquisitivo, o brasileiro valoriza muito a questão da “beleza” e os impactos que ela pode ter na vida. Para se ter ideia, em média 53% concordam que pessoas bonitas tem maiores chances de obter boas oportunidades na vida. Além disso, 75% acreditam que pessoas bem cuidadas aparentam ser profissionais melhores. De modo geral, os resultados apontaram que boa aparência tem maior impacto no sucesso profissional de uma pessoa (32,1% da população concordam com isso) do que a própria inteligência (28,9%) ou disciplina (23,4%).

    Diante desses resultados, a perspectiva para o setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC) são promissoras, uma vez que mais da metade da população brasileira (57,4%) diz acreditar no poder dos produtos do setor para modificar ou melhorar a aparência das pessoas. Cabe as empresas do segmento alinharem-se com tais expectativas e reavaliar seus modelos de negócios, visando redução de custos – para acompanhar as modificações no perfil de compra causadas pela crise econômica em que o país se encontra – e buscar uma nova dinâmica de mercado focada nas necessidades do consumidor no curto e longo prazo.

    Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto


    De acordo com uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mais de 65% da população brasileira considera que cuidar da aparência é uma questão de necessidade e não só de luxo. Isso aponta a tendência do mercado brasileiro de produtos higiene pessoal, cosméticos e perfumaria, que tem apresentado taxas médias de crescimento de dois dígitos nos últimos anos. 

    Entretanto, alguns setores vêm se destacando mais que outros. É o caso dos produtos naturais, que tem o apelo da sustentabilidade – cerca de 89% dos brasileiros se preocupam com a adoção pelas empresas de materiais primas menos agressivas ao meio ambiente – do melhor desempenho de materiais orgânicos e também da capacidade que os mesmos tem em estimular o pequeno produtor que fornece a matéria-prima para as grandes indústrias. 

    Outra tendência – não muito boa para a indústria do setor – a produção artesanal de produtos cosméticos e perfumaria. Consumidores atentos aos costumes locais e ao conhecimento de ervas e essências passado pelas gerações entre os familiares estão elaborando suas próprias receitas, aproveitando a grande biodiversidade existente no Brasil. É claro que tal hábito/produção é feita em níveis caseiros, não influenciando sobremaneira a demanda de mercado. Contudo, tal prática, se ganhar espaço entre os consumidores, pode ser perigo para as empresas do setor, que terão que inovar para justificar sua posição perante as produções artesanais.

    Analista Responsável: Robson Poleto


    O mercado de produtos de beleza tem se apresentado como um dos mais promissores na economia brasileira desde o início dos anos 2000. Isso se comprova pelo crescimento anual médio do faturamento do setor, que desde 2001 se mantém próximo 10%. O número de Microempreendedores Individuais (MEI’s) formalizados nos mais diversos segmentos (clínicas de estética, salões de beleza, etc.) é um exemplo desse crescimento, somando 482 mil empreendedores no setor em 2015 – mais de 6 vezes a quantidade registrada em 2010.

    Em comparação ao mercado mundial o Brasil também se destaca, com crescimento médio de 12,4% ao ano no PIB setorial entre 2008 e 2012 (contra 4,1% no resto do mundo). Entre os segmentos que despontam esta o mercado de esmaltes, onde o país é o segundo maior no ranking mundial para unhas decoradas ou prontas,atrás apenas dos Estados Unidos. Com isso, grandes marcas mundiais estão se instalando no Brasil para aproveitar esse nicho de mercado em franca expansão – atualmente são mais de 50 marcas de esmalte atuando no País.

    Além desses números, o mercado de perfumaria e cosméticos para homens também é outro grande atrativo. Diante do avanço contínuo das vendas de produtos dedicados ao público masculino, as grandes fabricantes do setor estão investindo alto em P&D, buscando se diferenciar no mercado e atender as diferentes demandas – produtos para cabelo, barba, hidratantes, entre outros. Estas são algumas tendências que devem permanecer no curto e médio prazo, colaborando para que o segmento de perfumaria e cosméticos mantenha seu nível de crescimento na casa dos dois dígitos.

    Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto


    De acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest, encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o segmento de produtos masculinos esta amadurecendo rapidamente no Brasil – o país já é o segundo no ranking mundial de consumo neste segmento, atrás apenas dos Estados Unidos.

    Cerca de 54% dos homens entrevistados na pesquisa afirmam frequentar regularmente barbearias e salões de beleza, sendo que 43% da amostra se autodenomina “supervaidoso”. Isso se reflete na taxa de crescimento do segmento: 16% na média dos últimos cinco anos. Em 2015 cresceu 2,4%, faturando mais de R$ 21 milhões em um ano em que o setor como um todo apresentou dificuldades com a retração do consumo familiar brasileiro.

    E não para por aí. As perspectivas para o mercado masculino são boas, principalmente pela cobrança cada vez maior dos consumidores em termos de maior variedade e qualidade dos produtos ofertados. De acordo com João Carlos Basilio, presidente da ABIHPEC, isso incentiva as empresas do setor a investir no desenvolvimento e expansão do portfólio, visando atender um nicho de mercado exigente e com potencial de consumo tão bom quanto o feminino.

    Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto


    A indústria nacional de produtos de beleza, cosméticos e de higiene pessoal continua a expandir sua presença na vida dos brasileiros – lembrando que já somos o segundo maior mercado consumidor mundial em termos de volume de consumo. O público infantil é o novo alvo a ser conquistado, apostando em produtos fabricados com insumos específicos para atender os cuidados distintos exigidos pelos pais. Isso vai de encontro à importância que o brasileiro dá aos cuidados com a beleza, mostrando que não se trata de luxo.

    De acordo com um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mais de 65% das pessoas consideram que cuidar da imagem não é supérfluo, mas uma necessidade. Entre os fatores decisivos na hora da compra, 58% indicam o preço como o mais importante, sendo que características como cheiro exercem um grande apelo à qualidade atribuída aos produtos.

    Para o mercado infantil, a proposta é substituir matérias primas agressivas à saúde dos pequenos, como derivados de petróleo e sintéticos, altamente alergênicos. Isso abre o campo para as vendas de cosméticos orgânicos e naturais, baseados na variedade de insumos que a fauna brasileira oferece. Além disso, o investimento em embalagem também é essencial, não só para atrair a atenção do público infanto-juvenil, como também para fornecer informações importantes para os pais, como composição e possíveis advertências.

    Esse esforço do setor de cosméticos, perfumaria e higiene pessoal é um sinal do promissor potencial que reside no mercado brasileiro. Isso porque o público, tanto feminino quanto masculino, está cada vez mais preocupado com a imagem, e a tendência é de investir ainda mais conforme houver melhora na renda. E é claro que esta preocupação é passada de pai para filho, o que garante uma perspectiva positiva para o futuro da indústria da beleza no Brasil.

    Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto 


    As vendas de produtos de beleza e higiene pessoal para o público feminino continuam em alta mesmo com a crise econômica. Dados da pesquisa Beauty Plan 2016, elaborada pela Glambox, mostram que mais de 60% das mulheres gastaram entre R$50 e R$200 em produtos do setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC) em 2015, e cerca de 50% afirmam que pretendem manter esse nível de gasto em 2016.

    A pesquisa revelou que mesmo com a queda na renda, agravamento do desemprego e perspectivas não tão boas para o curto prazo, mais de 83% das mulheres não pretendem reduzir gastos com produtos de higiene básica, como shampoo, condicionadores. Até mesmo produtos de beleza, como antirrugas e vitamínicos, foram apontados por 58% delas como essenciais e fora da lista de cortes.

    Esses dados são um indicativo importante para a indústria de HPPC, pois ajudam a direcionar o esforço de vendas para segmentos específicos e com melhor perspectiva de saída. Em paralelo, pesquisas realizadas nos Estados Unidos mostram a importância dos supermercados como canal de vendas, devido a grande movimentação de pessoas e, em períodos de crise, se destacar como o principal ponto de venda para as famílias.

    Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto


    A queda na renda das famílias, somada às perspectivas negativas para a economia brasileira no curto prazo, foi capaz de sobrepor até mesmo o famoso efeito batom do setor de cosméticos, perfumaria e higiene pessoal em 2015.

    Pela primeira vez em mais de duas décadas, o setor fechou 2015 com retração de 6% nas vendas em relação a 2014. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmético (Abihpec), as vendas de produtos do setor somaram R$ 42,7 bilhões no ano passado. Para 2016 é esperada nova retração, estimulada pelo aumento da alíquota de ICMS em 17 estados e também pela manutenção da conjuntura econômica deprimida. A expectativa é que haja aumento de preços na ordem de 5% a 16% devido à nova tributação.

    Em períodos de crise, especialistas dizem que os consumidores encontram nos produtos de beleza e cosméticos em geral uma maneira de levantar a autoestima, combatendo o sentimento depressivo que assola os consumidores em anos de recessão econômica. A isso, dá-se o nome de “efeito batom”, que possibilitou que o setor de cosméticos e higiene pessoal não apresentasse crescimento negativo nos últimos 23 anos. 

    Analista Responsável: Robson Poleto


    Agora é oficial, os homens estão tomando seu espaço no mundo dos cosméticos e perfumaria. Os tradicionais desodorantes e perfumes, agora tem companhia de cremes hidratantes, sabonetes especiais, loções pós-barba e até mesmo maquiagens e corretivos na cesta de consumo do público masculino. 

    No século XXI, o que antes era tido como tabu, hoje é visto com bons olhos pelo homem moderno. A demanda de produtos especializados de higiene e beleza para os homens tem apresentado um forte crescimento no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o mercado de produtos masculinos já representa cerca de 37% do setor, com crescimento anual médio de 10% nos últimos anos. 

    Cuidar da pele e da beleza não é só questão de estética, mas também de saúde. Os homens em geral estão mais sensíveis a questões como excesso de oleosidade, proteção contra raios UV, bem como correção de manchas e sinais na pele. Diante disto, as empresas do segmento estão apostando em linhas específicas, adaptadas às exigências do público masculino, não só em termos de produto, mas também em outros aspectos como embalagem e marketing. 

    Tudo leva a crer que o público masculino entrou de vez na mira da indústria de cosméticos - e chegou para ficar! Aos adeptos do velho jargão popular de que “cosmético é coisa de mulher”, fica a dica: é melhor rever seus conceitos.

    Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto


    Quando se pensa em crise econômica, logo vem à cabeça termos como queda nas vendas, redução na margem de lucro, demissões e assim por diante. Entretanto, alguns setores se mostram indiferentes ao meio e demonstram que é possível aproveitar o melhor de qualquer situação. É o caso do setor de cosméticos e higiene pessoal, que em plena turbulência econômica apresenta crescimento acima da média de mercado.

    Segundo dados da pesquisa Beauty Fair, realizada pela Nielsen, os produtos de higiene e beleza apresentaram um crescimento acumulado 7,5% no primeiro semestre de 2015, ante a média de 6,5% das demais cestas de produtos no período.  A pesquisa justifica que esse impulso é gerado justamente pelo efeito psicológico que as crises têm sobre as pessoas. Os produtos do setor tem um apelo emocional que ajuda a preservar a autoestima dos brasileiros em cenários de crise, comenta Cesar Tsukuda, superintendente da Beauty Fair.

    Este movimento é chamado de efeito batom, no qual em momentos de crise as pessoas tendem a manter ou aumentar seus gastos com produtos relacionados à beleza e higiene pessoal. Há décadas a indústria da beleza se beneficia deste comportamento e resiste às quedas na economia. Em 2015, apesar do recuo de 2,5% de janeiro a abril – o primeiro em 23 anos – o setor mostrou novamente sua resiliência e fechou o semestre com o quarto melhor desempenho, atrás apenas dos setores de limpeza, perecíveis e bebidas alcoólicas. Os hiper e supermercados foram os principais canais de comercialização dos produtos de beleza, responsáveis por 8,9% das vendas.

    Este desempenho acima da média no setor de higiene e cosméticos mostra que nem sempre as crises veem para derrubar os resultados. De acordo com o foco do empresariado e o perfil da demanda, existem maneiras de transformar a maré de azar em bons ventos.

    Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto


    A fabricante de cosméticos, Natura, inaugura um novo centro de armazenamento na cidade de Itupeva, em São Paulo, com objetivo de melhorar a eficiência da distribuição de seus produtos. O hub, como é chamada a estrutura que tem como finalidade a estocagem de produtos oriundos da indústria, e que serão posteriormente enviados aos centros de distribuição, é considerado o maior em capacidade de armazenagem e distribuição de cosméticos da América Latina. Isso porque, nos seus 35 mil m² de área construída, o espaço tem capacidade para 90 mil pallets e 3,6 milhões de caixas, e atenderá os oito centros de distribuição no País, além de abastecer as operações internacionais (localizados no Peru, Argentina, Colômbia, México, Chile e França). 

    O empreendimento faz parte de um plano de investimento da empresa, o qual soma o valor total de R$ 2 bilhões gastos desde 2010, com o objetivo de estruturar um novo modelo de produção e logística focado na expansão das operações da fabricante. Para o novo centro, os aportes foram de R$ 73 milhões, porém valor considera apenas os equipamentos e não toda a infraestrutura do local. O novo hub permitirá a Natura aumentar a eficiência logística, dando suporte para aumentar a velocidade de resposta ao aumento da concorrência. Ademais, torna-se possível à empresa organizar cargas customizadas e fracionadas de variados produtos, facilitando as operações com as distribuidoras.

    Em adicional, apesar de ser um projeto que vêm sendo implantado desde 2010, o investimento torna-se estratégico, dada a conjuntura econômica de desaceleração da atividade, combinada com o aumento da concorrência. A Natura vem perdendo participação de mercado para outras empresas que se beneficiam da distribuição por meio de drogarias e canais do varejo que apresentam maior crescimento. Assim, o projeto traz um maior nível tecnológico e automatização das operações, possibilitando que a empresa torne-se mais competitiva e reforce a sua atuação no mercado. 
     
    Analista do Setor de Cosméticos - Amanda de Brito Andriotta


    O ranking Brand Finance Cosmetics 50 divulgou as marcas mais valiosas de cosméticos de 2014. A Natura, multinacional brasileira de produtos de higiene pessoal e beleza, figura-se como a marca de cosméticos mais valiosa da América Latina. No ranking geral, a empresa ficou na 14ª posição, subindo três posições em relação ao ano anterior, quando ocupava o 17ª lugar. A Natura é a única empresa latino-americana a estar na lista composta por 50 marcas. Em 2014, a valorização da marca foi da ordem de 31% em relação ao ano anterior, passando a ser avaliada no valor de US$ 3,2 bilhões. Por sua vez, o ranking geral (considerando todas as cinquenta empresas) valorizou-se 13% em 2014 em relação ao ano anterior, o que demonstra uma valorização bem acima da média no caso da empresa brasileira. Nas primeiras posições encontram-se, em ordem decrescente, as empresas L'oréal, Gillette, Dove, Pantene e Nivea. 

    A Natura faz parte do segmento de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, que vem se destacando nos últimos anos em termos de desempenho no mercado brasileiro e internacional. O setor ganha cada vez mais importância e, mesmo apresentando dificuldades para o ano de 2015, ainda possui boas perspectivas de crescimento para esse ano e os próximos.           
     
    Analista do Setor de Cosméticos - Amanda de Brito Andriotta


    Foi divulgado o resultado do setor de HPPC do ano de 2014. Os fabricantes de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos ampliaram o faturamento no ano passado em 11%, chegando a R$ 101,7 bilhões. O dado revela um forte crescimento da categoria, dada a conjuntura adversa da economia brasileira. Entretanto, já há sinais de leve desaceleração, uma vez que o crescimento dos dois anos anteriores foi na ordem de 15,6% e 11,8% em 2012 e 2013, respectivamente. 

     A associação do setor, Abihpec, revela ainda que não há uma perspectiva de vendas definida para 2015, uma vez que o momento na economia é de grande volatilidade. Dada a conjuntura de maior pressão inflacionária, deterioração do mercado de trabalho e uma menor disponibilidade da renda para o consumo, o setor investe na estratégia de promover embalagens menores, para estampar um preço mais apetecível aos olhos do consumidor. Em adicional, não há expectativas definidas de investimento para ampliar a capacidade produtiva nesse ano. A Abihpec lembra que, em 2014, foram inauguradas quatro fábricas de grande porte ­ da Boticário, na Bahia, da Natura, no Pará, da Unilever, em São Paulo, e da Procter & Gamble, no Rio de Janeiro. Os investimentos anuais do setor têm ficado entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,9 bilhão.

    Apesar das dificuldades, entre elas a equiparação da tributação da indústria com os agentes distribuidores, medida adotada pelo governo Federal que ocasionará no aumento de preço de alguns itens do setor, e já a alta tributação de alguns produtos, ainda existem boas perspectivas de crescimento, com base, principalmente, pelo fato dos produtos do setor de cosméticos possuírem um apelo emocional, os quais auxiliam a preservar a auto-estima de seus consumidores, fazendo com que seu consumo acabe por ser preservado, mesmo em cenários de piora da economia. Além disso, produtos de higiene pessoal tendem a apresentar em menor grau de queda nas vendas, dado o seu caráter essencial. Ademais, o mix de produtos oferecido, com grande variedade de produtos e nichos de mercado, favorece o setor a ser menos afetado pela conjuntura econômica, apesar dela já ter demonstrado impacto no segmento.      
     
    Analista Responsável pelo Setor: Amanda de Brito Andriotta


    A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) afirmou que não há qualquer estudo no governo para aumentar a arrecadação de impostos do setor em 2014. A proposta, criada anteriormente, foi suspensa pelo governo em março, porém, na primeira semana de dezembro vinculou-se na mídia que o governo retomaria a proposta e estenderia às distribuidoras de cosméticos a cobrança do PIS/Cofins, a qual, no momento, é restrita apenas às fabricantes. Apesar do aumento do tributo não ocorrer em 2014, não há garantias que o assunto não seja retomado no próximo ano, mas, segundo o governo, o setor será consultado antes da decisão.
     
    Caso ocorra aumento da tributação sobre os cosméticos, o imposto será cobrado não apenas dos fabricantes, mas também das distribuidoras de produtos cosméticos. Um aumento na tributação poderá provocar um movimento de alta nos preços destes produtos, já que afetará dois elos da cadeia, ou seja, a produtiva e a distributiva. Tal movimento poderá ocasionar uma alta nos preços dos produtos do segmento, o que por consequência, poderá afetar a demanda de mercado de cosméticos.

    Entretanto, é importante destacar que os produtos do setor de cosméticos possuem um apelo emocional, os quais auxiliam a preservar a auto-estima de seus consumidores, fazendo com que seu consumo tende a ser preservado mesmo em cenários de piora da economia, o que não afetará drasticamente o consumo por esses produtos. Porém, destaca-se que há uma variedade de produtos do setor, principalmente os de maior valor agregado, que são importados. Uma vez que empresas de cosméticos nacionais tenham que aumentar o preço de seus produtos, dado o aumento da tributação, os bens importados tenderão a ficar relativamente mais baratos, quando comparados com os fabricados internamente, e poderá haver uma substituição de produtos nacionais por importados, afetando desse modo as empresas brasileiras do setor.   

    Analista do Setor de Cosméticos: Amanda de Brito Andriotta

    Com investimento de R$ 380 milhões, o Grupo Boticário inaugura sua primeira fábrica no Nordeste, localizada em Camaçari. A expansão tem como objetivo gerar ganhos logísticos e reduzir o tempo de distribuição de produtos para os estados localizados nas regiões Nordeste e Norte do País. Segundo o presidente do grupo, até o final deste ano, a nova unidade produzirá 50% de sua capacidade, que é de 150 milhões de itens por ano. Além disso, a marca pretende aumentar em 50% a sua capacidade total produtiva até novembro de 2015, passando de 315 milhões para 465 milhões de itens por ano. A escolha da Bahia para o investimento é estratégica, tendo em vista o potencial de crescimento do Estado. Entre as 3,6 mil lojas da rede (contando apenas a bandeira O Boticário), 930 estão no Nordeste, e mais especificamente, 246 na Bahia.

    Entretanto, o Nordeste não é uma oportunidade somente para o Grupo Boticário, mas também possui grande potencial de expansão para o setor de cosméticos como um todo. Isso porque, a região representa 56% do consumo de itens de beleza produzidos no Brasil, e, segundo a pesquisa Pyxis Consumo/Ibope, em 2013 o segmento movimentou cerca de R$ 7,55 bilhões no mercado regional. Dessa forma, buscando atender esse mercado, as empresas do ramo passaram a se instalar cada vez mais na região.

    Apesar da perda de dinamismo da economia brasileira, o setor de cosméticos não foi afetado, apresentando boas perspectivas em relação às vendas e ao faturamento futuros. Os produtos de beleza e de higiene de uso pessoal foram os que tiveram um maior número de lançamentos no período de um ano. Enquanto os demais produtos tiveram 960 lançamentos, o do setor em questão apresentou 2.102 lançamentos, segundo pesquisa da Nielsen para a Beauty Fair.

    A Unilever anunciou que vai ampliar os investimentos que faz anualmente no Brasil e vai alocar cerca de € 500 milhões (o equivalente a R$ 1,65 bilhão) nos próximos três anos. O investimento será aplicado em uma nova fábrica no estado de Minas Gerais e na expansão da capacidade produtiva da empresa no país, em especial, de desodorantes, detergentes líquidos e sorvetes.

    A empresa tem como meta expandir suas vendas para o consumidor brasileiro, apostando justamente na ampliação da classe média. A primeira fábrica nesse projeto de expansão já começou a ser erguida, em Aguaí (SP), com previsão para ser concluída em 2015. Atualmente, a Unilever conta com nove fábricas no país.

    Os investimentos vêm em linha com os bons resultados observados no setor de consumo brasileiro, em especial no segmento de higiene pessoal e limpeza, tendo como principais fatores o maior acesso das classes C, D e E aos produtos do setor e a participação crescente da mulher no mercado de trabalho. Outro ponto favorável diz respeito à inserção de novos consumidores nesse mercado, como o público masculino, que vem aprimorando seu consumo .

    A marca de cosméticos de venda direta, Mary Kay, planeja investir até R$ 118 milhões nos próximos cinco anos. Os investimentos serão direcionados para a abertura de cinco centros de distribuição em diferentes Estados do Brasil.

    Atualmente, a Mary Kay concentra três unidades em um armazém logístico em São Paulo, mas devido à distância e às diferenças nas condições climáticas entre os Estados, a empresa pretende se descentralizar. A marca americana está presente em todo o território nacional, com forte participação em cidades do interior das regiões Sudeste, Nordeste e Sul.

    O Brasil se constitui como o terceiro maior mercado de cosméticos do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos e Japão. A venda direta é o principal canal de comercialização desse setor e atrai cada vez mais revendedores, que ingressam nesse mercado principalmente pela necessidade de complementar o orçamento familiar.

    O grupo Boticário anunciou a construção de sua segunda fábrica no Brasil, no município de Camaçari, na Bahia. Além da inauguração da fábrica em 2014, o grupo também vai abrir um centro de distribuição (CD) em São Gonçalo dos Campos, na região de Feira de Santana (BA). Os aportes investidos nesses dois empreendimentos somam R$ 535 milhões, sendo que destes, R$ 380 milhões serão investidos no polo industrial de Camaçari e R$ 155 milhões no CD.

    A Bahia foi escolhida para receber os investimentos pelo fato de ser um estado estratégico para o escoamento dos produtos das marcas O Boticário e Eudora para os estados das regiões Norte e Nordeste, que ainda possuem grande potencial de crescimento do consumo de cosméticos e higiene pessoal. O Boticário espera que sejam gerados cerca de 700 empregos diretos e 100 indiretos na região, empregando principalmente mão de obra local. 

    Os investimentos vêm em linha com os bons resultados observados no setor, que segundo a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) registrou crescimento relevante de 15,6% em 2012 frente a 2011. Esses resultados positivos têm como principais fatores o aumento da demanda interna proporcionada pela melhoria do poder aquisitivo da população, além da inserção de novos consumidores neste mercado, com destaque para o público masculino. 

    A Unilever anunciou a construção de sua 10ª fábrica no Brasil, na cidade de Aguaí, no interior de São Paulo. A previsão inicial é de que a fábrica comece suas operações em 2015. No entanto, a companhia não informou quais serão os itens produzidos no local, nem os detalhes acerca do valor investido nesta fábrica em específico.

    A companhia, que já tem alguns investimentos em andamento, pretende continuar investindo por ano cerca de R$ 2 milhões em suas marcas; R$ 500 milhões em produção e distribuição; e mais do que o investido nas operações anteriores, em novas fábricas e outros itens. Os investimentos vêm em linha com os bons resultados observados no setor de consumo brasileiro, em especial no segmento de higiene pessoal e limpeza.

    Segundo a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), o setor de cosméticos e higiene pessoal obteve crescimento relevante de 15,6% em 2012 frente a 2011. Já o setor de produtos de limpeza doméstica cresceu 3,5% na mesma base de comparação, segundo a Abipla, entidade setorial responsável. Esses resultados positivos têm como principais fatores o maior acesso das classes C, D e E aos produtos do setor e a participação crescente da mulher no mercado de trabalho.


    O BNDES aprovou o financiamento de R$ 306 milhões para o Grupo Boticário. Junto com os R$ 256 milhões que já havia sido aprovado em dezembro do ano passado. Assim, o montante geral a ser emprestado será de R$ 562 milhões. 

    Do total do financiamento, a maior parte do dinheiro será destinada à implantação de uma unidade industrial no município de Camaçari e na montagem de um centro de distribuição no município de São Gonçalo dos Campos, ambos na Bahia. Parte do recurso também será destinada para a expansão da rede de lojas do grupo, com expectativa de que sejam abertas cerca de 60 unidades próprias ainda este ano.

    Estima-se que os empreendimentos do grupo Boticário devem gerar cerca de 900 novos empregos diretos, além de 1,1 mil postos de trabalho indiretos criados com a expansão da rede de franquias. A expansão do grupo no varejo visa a atender à crescente demanda do mercado brasileiro nos setores de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. De acordo com os dados divulgados de 2012 pela Abihpec, a expansão desse mercado no Brasil foi de 10,52%.


    O Grupo Boticário (Boticário, Eudora e Quem disse, Berenice?) anunciou investimento de R$ 115 milhões para atender a demanda da nova linha "Quem disse, Berenice?".

    Com estas ações a empresa poderá aumentar a produção e desenvolver novos produtos. Dos R$ 115 milhões, R$ 85 milhões serão para ampliação industrial (ampliação de fábrica, depósito e equipamentos logísticos), além de R$ 30 milhões aplicados na construção de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em São José dos Pinhais (PR). Além disto, haverá desenvolvimento de novos produtos e duplicação da linha de maquiagem.

    O mercado de cosméticos nacional é o terceiro no mundo, porém o que apresenta o maior crescimento. Diversas empresas multinacionais ainda não entraram neste mercado, com isso as empresas que atuam no mercado buscam maior participação e posicionamento das marcas.


    As empresas Kimberly-Clark e Procter & Gamble de higiene e beleza investirão, em 2012, R$ 20 milhões na reformulação dos absorventes higiênicos. 

    Com o investimentos as empresas esperam recuperar parte das vendas de absorventes, que apresentou redução em 2011, devido à guerra de preços, com promoções  do tipo  "pague 8 e leve 10". Os R$ 20 milhões serão utilizados para a produção de produtos com maior valor agregado via de mudanças na embalagens e relançamento de marcas (no caso da P&G relançará a marca Always).

    Como absorvente higiênico, é um produto com alta penetração nos lares e pouca variação nas vendas, devido ele ser um produto necessário a população feminina, além de buscar recuperar as vendas da categoria, as empresas realizam estas reformulações com o objetivo de aumentar participação no mercado e vender produtos com maior valor agregado, para assim aumentar suas receitas de vendas.


    A empresa peruana de venda direta de cosméticos Belcorp irá investir até 2015 US$ 200 milhões na operação brasileira para a construção de um centro de distribuição e uma fábrica, com o objetivo de alcançar um faturamento de R$ 400 milhões e ter 200 mil consultores.

    A empresa é a terceira maior da América Latina em seu segmento, sendo líder na Colômbia e no Peru, com faturamento de US$ 1,6 bilhões no ano de 2011, o que representa um crescimento de 24% no ano. No Brasil, ela  iniciou as operações em outubro de 2011 e já está presente em todas as capitais brasileiras e com 50 mil consultores.

    O setor de cosméticos no interno frequentemente vem recebendo investimentos, pois é o País onde o segmento mais cresce, além de ser o terceiro mercado mundial. O forte crescimento do setor é impactado  pelo aumento do número de mulheres no mercado de trabalho, pelo aumento da renda da população que passam a consumir novos ou maiores quantidades de bens considerados supérfluos.


    A Natura, única empresa de capital aberto de cosméticos, por meio de um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), investirá R$ 35 milhões em dois projetos.

    Parte deste investimento (R$ 17,5 milhões) é para a construção de um novo centro de distribuição em São Paulo, no Parque Anhanguera e R$ 17,45 milhões para a pesquisa e desenvolvimento de novas linhas de produtos. O pedido do financiamento foi feito no final de 2010 e apenas agora ocorreu a aprovação. Devido a data do pedido ter sido feito em 2010, estes projetos não serão beneficiados com a redução dos juros e a ampliação dos prazos divulgadas na semana passada.

    Com este novo centro de distribuição  que deverá entrar em operação até o final do ano, espera-se diminuir os custos logísticos e o tempo de entrega. A Natura tem cerca de 1 milhão de consultores em todo o país, um crescimento de 15,6% se comparado ao ano de 2010. Com os investimentos previstos, a empresa continuará inovando e conquistando novos consumidores em um dos mercados que mais crescem no país, estimulado pelo aumento do rendimento médio da população, maior participação das mulheres no mercado de trabalho e pelo aumento das vendas de produtos direcionados aos homens.


    O Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe) aprovou incentivos para 23 projetos dentre eles a instalação de uma fábrica da goiana Flora e outra da paranaense Chlorophylla. A empresa Flora de produtos de limpeza domésticas e cosméticos, do grupo J&F, anunciou investimento de R$ 150 milhões para construção de uma fábrica em Jaboatão dos Guararapes. Já a Chlorophylla, empresa de produtos de higiene e cosméticos irá investir R$ 12,2 milhões na construção de uma fábrica em Gravatá.

    O investimento ocorrerá  no estado de Pernambuco devido ao  incentivo fiscal de dedução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para as empresas. Além disso, as empresas terão uma redução com o custo de logística para atender o mercado nas regiões norte e nordeste. A Chlorophylla possui 178 franquias nas duas regiões e espera começar a produzir em janeiro de 2013.

    Este é o segundo investimento da Flora este ano, totalizando investimentos de R$ 362 milhões. A empresa é dona das marcas Albany, Minuano, Assim, Ox, Neutrox, Hydrata, Kolene, Francis entre outras. Tanto o setor de cosméticos como o de produtos de limpeza vem apresentando um crescimento de 30% a.a., puxado principalmente pelo aumento do rendimento médio da população e pelas vendas no norte e nordeste.


    A empresa Flora de produtos de limpeza domésticas e cosméticos, do grupo J&F, anunciou investimento de R$ 200 milhões para ampliar sua fabrica em Santa Catarina. A Flora é dona das marcas Albany, Minuano, Assim, Ox, Neutrox, Hydrata, Kolene, Francis entre outras.

    O investimento ocorrerá no sul devido ao crescimento das vendas nesta região, que tem a perspectiva de dobrar em cinco anos, segundo o presidente da Flora, Eduardo Luz. Outro fator que influenciou a decisão foi o aporte da logística portuária a disposição da empresa, uma vez que esta utiliza o Porto de Itajaí para receber suas importações de insumos de produção além de distribuir neste, seus produtos para o Nordeste. O incentivo do Prodec, programa que posterga o recolhimento de Imposto sobre Circulação de Serviços (ICMS) também foi um fator que contribui para tal ação de investimento.

    Desde o último ano a Flora vem investindo pesado para aumentar sua participação no mercado de cosméticos e produtos de limpeza doméstica. Em maio de 2011, a empresa comprou a divisão de cosméticos e produtos de higiene do Grupo Bertin por R$ 350 milhões. Em novembro, a compra foi desta fabrica em Itajaí (SC) do grupo Hypermarcas. Com o investimento a fabrica de Itajaí que produz apenas sabão em pó passará a produzir inseticidas, amaciantes de roupa, detergentes e cosméticos. Além da construção de um centro de distribuição. Assim, sua produção de cosmésticos irá aumentar 30% neste setor que vem crescendo a taxas de 30% a.a. no Brasil.


    A americana Kimberly-Clark anunciou investimento de R$ 100 milhões para a construção de uma fabrica e um centro de distribuição em Camaçari (BA), com previsão de inauguração em dezembro de 2012.

    A nova fabrica irá produzir fraldas infantis  (Turma da Mônica), papel higiênico (Neve) e  absorventes (Intimus). Junto com o centro de distribuição empregará 430 pessoas. A escolha destes produtos é estratégica, pois em setembro a sueca SCA comprou a Pro Descart, líder de mercado no Brasil nas fraldas infantis, outro motivo é consolidar a marca de absorventes Intimus que é líder de mercado e ganhar mais espaço com a marca Neve, papel higiênico considerado premiun.

    Entre os motivos para este investimento estão: a necessidade de fazer frente à construção de uma fabrica da americana Basf, fabricante da matéria prima SAP (superabsorvente) no Estado; o incentivo fiscal concedido pelo Governo da Bahia; bem como a taxa de crescimento econômico e das vendas da Kimberly-Clark na região Nordeste. Nos últimos três anos as vendas da empresa cresceram 60% no Nordeste, sendo que esta região atualmente corresponde a 18% da receita da filial brasileira. Com o investimento a empresa espera aumentar para 30%. Outro ponto é que os produtos da empresa comercializados no nordeste são fabricados na região sul do país, assim a empresa irá reduzir seu custo com logística.

    Montadoras de Veículos Leves: Ford Faz Novo Investimento na Bahia
    Após ter anunciado o seu plano de investimento na região do ABC em São Paulo, a Ford planeja mais um aporte de R$ 400 milhões, desta vez para ser alocado em uma nova fábrica de motores na região de Camaçari (BA). Este montante faz parte do plano de R$ 4,5 bilhões que foi programado pelo grupo para ser realizado até 2015 no Brasil.

    A Ford ainda não divulgou que tipo de motor será produzido na região, porém, de acordo com o anúncio de ampliação da Fábrica no ABC, há indícios que os motores fabricados serão para o novo modelo compacto da Ford que será lançado em 2012.

    A fabricante continua com a intenção de deixar cada vez mais o seu carro global, construindo plantas capazes de produzir e montar veículos com partes de diversas outras plantas da Ford no mundo. Além disso, a construção da fábrica da Ford também mira atender as novas exigências do governo brasileiro em relação ao índice de nacionalização do carro em no mínimo 60%.


    Unilever, líder mundial em produtos para os cabelos anuncia investimento de R$ 500 milhões. O objetivo da empresa é lançar produtos no mercado varejista, porém que prometem resultados iguais aos obtidos em salões de beleza, o segmento chamado de "salonização".  

    No Brasil, a empresa tem a liderança em xampu e condicionador com a marca Seda.  Para manter a liderança, a empresa investirá em inovações nas marcas Seda, Dove e Clear lançando 86 novos produtos no mercado. Além disso, trará para o Brasil duas novas marcas de produtos para os cabelos: a Keratinology e a TRESemmé. A TRESemmé é  uma das maiores marcas de produtos para cabelo do mundo. Já a Keratinology by Seda será uma linha super premiun, porém, terá o nome da marca mais popular da Unilever no segmento hair. Com o lançamento destes produtos, a concorrência será mais acirrada, principalmente com a P&G.

    Este investimento ocorre devido ao maior gasto dos brasileiros com cosméticos e produtos de higiene e à diversificação dos produtos consumidos, pois se observa que há um aumento na demanda de outros produtos para cabelos, além dos tradicionais xampu e condicionador. Além de evidenciar a atratividade do mercado brasileiro de cosméticos e higiene pessoal, que é o terceiro maior do mundo, com faturamento em torno US$ 37,4 bilhões (2010) e crescimento em torno de 30%a.a.


    A Sueca SCA, dona da marca Tena, produz desde produtos de higiene até biocombutíveis e anunciou a compra, por valor não divulgado, da fabricante paulista Pro Descart. A fabricante paulista é avaliada em mais de R$ 114 milhões, excluída a dívida, possuindo em torno de 400 funcionários e faturamento anual de R$ 90 milhões.

    A empresa já atuava no Brasil, com venda em lojas especializadas e farmácias. A aquisição    evidencia a atratividade do mercado brasileiro de bens de consumo, em nível global. A robustez do setor nacional pode ser evidenciado pelos números apresentados pelo mercado: o segmento de cosméticos e higiene pessoal é o terceiro maior do mundo, com faturamento em torno US$ 37,4 bilhões (2010), atrás apenas dos EUA e do Japão. No ano de 2010, o crescimento do setor foi de expressivos 30%. Com relação ao subsetor de produtos higiênicos, as perspectivas de alta das vendas são bastante favoráveis, como a categoria de fraldas infantis, que poderá apresentar crescimento entre 10% e 12% no ano, onde a Pro Descart é líder de mercado, segundo a Hypermarcas.


    A Sueca SCA, dona da marca Tena, produz desde produtos de higiene até biocombutíveis e anunciou a compra, por valor não divulgado, da fabricante paulista Pro Descart. A fabricante paulista é avaliada em mais de R$ 114 milhões, excluída a dívida, possuindo em torno de 400 funcionários e faturamento anual de R$ 90 milhões.

    A empresa já atuava no Brasil, com venda em lojas especializadas e farmácias. A aquisição    evidencia a atratividade do mercado brasileiro de bens de consumo, em nível global. A robustez do setor nacional pode ser evidenciado pelos números apresentados pelo mercado: o segmento de cosméticos e higiene pessoal é o terceiro maior do mundo, com faturamento em torno US$ 37,4 bilhões (2010), atrás apenas dos EUA e do Japão. No ano de 2010, o crescimento do setor foi de expressivos 30%. Com relação ao subsetor de produtos higiênicos, as perspectivas de alta das vendas são bastante favoráveis, como a categoria de fraldas infantis, que poderá apresentar crescimento entre 10% e 12% no ano, onde a Pro Descart é líder de mercado, segundo a Hypermarcas.

     


    A Cremer fabricante de produtos médico hospitalares e de higiene pessoal, comprou a Topz cosméticos por R$ 73 milhões. Além de fabricante, a Cremer possui uma loja virtual, onde realiza venda direta ao consumidor final. A empresa conta com onze centros de distribuição espalhados em todas as regiões do Brasil, o que facilita sua logística. Com a transação, a Cremer irá distribuir em todas as regiões do país os produtos da Topz.  
     
    O objetivo da aquisição é de ampliar a participação no segmento de higiene pessoal, principalmente de algodão, onde a Cremer faturou em 2010, R$ 177,2 milhões.   Com a aquisição, a Cremer terá 27% do mercado de algodão para higiene pessoal e entrará no mercado de higiene pessoal para bebês.

    O setor de cosméticos e higiene pessoal vem apresentando alto crescimento, devido principalmente ao aumento da renda da população.


    A Companhia Providência, especializada na produção e comercialização de produtos não-tecidos, que abrange produtos descartáveis (fraldas, roupas médicas descartáveis, absorventes femininos, lenços umedecidos, entre outros), anunciou um investimento de US$ 60 milhões na construção da sua segunda planta em Pouso Alegre (MG). Com este montante somado à instalação da unidade e os custos dispendidos na sua manutenção, os investimentos da companhia no Brasil totalizarão US$ 70 milhões. O início das operações está previsto para abril de 2012 e a escolha de Minas se deu, principalmente, por facilidades associadas à proximidade com os mercados consumidores e fornecedores, uma vez que o governo do estado igualou as condições de incentivo às concedidas pelo Rio de Janeiro - estado preterido na negociação.

    Atualmente, a empresa produz cerca de 10 mil
    toneladas por ano em instalações alugadas na cidade de Pouso Alegre. Com a expansão, a capacidade de produção do complexo passará a 30 mil toneladas de produtos não-tecidos por ano. Além das instalações mineiras, a companhia produz em São José dos Pinhais (PR), onde a sua capacidade produtiva atinge 70 mil toneladas por ano.

    A preocupação da empresa quanto à necessidade de aumento da sua capacidade de produção advém das perspectivas de crescimento dos seus segmentos demandantes e da evolução dos mercados dos produtos finais presentes em seu portfólio - cerca de 75% das vendas de não-tecidos vão para a fabricação própria de produtos higiênicos (perspectiva de crescimento das vendas der fraldas infantis entre 10 % e 12% ao ano) enquanto o restante é fornecido ao setor industrial.

    O Grupo Boticário aumentará a sua capacidade produtiva no Nordeste, o que lhe proporcionará maior aproximação desse mercado onde o comércio tem apresentado taxas de crescimento superiores à média nacional. As perspectivas quanto a esse mercado são, certamente, bastante otimistas, impulsionadas por um gigantesco potencial de consumo, em virtude de uma ainda forte demanda reprimida, que estimula o aumento do consumo diante de ganhos do poder de compra da população e melhoria das condições de distribuição de emprego e renda, como a condição que tem sido observada ao longo dos últimos anos.

    O projeto de expansão compreende a construção de uma fábrica e de um centro de distribuição no Nordeste, muito possivelmente em Camaçari (BA) influenciado tanto pela aproximação desse mercado consumidor, o que deverá reduzir os custos alocados à distribuição dos produtos na região (especialmente de considerado o sistema de venda direta), aumentando a sua eficiência na distribuição e no atendimento a este mercado. Além disso, a proximidade com fornecedores de insumos petroquímicos localizados no Pólo Petroquímico de Camaçari também deverá contribuir para reduzir a estrutura de custos de transporte dessa categoria de insumos, além da economia de tempo que poderá advir dessa distribuição territorial.

    O montante a ser investido poderá atingir R$ 350 milhões dos quais R$ 250 milhões serão alocados na construção do complexo industrial e os R$ 100 milhões restantes, destinados ao centro de distribuição. Além deste investimento, o grupo anunciou que pretende expandir as fábricas localizadas em São José dos Pinhais (PR) e em Registro (SP); isso após um aporte de R$ 51 milhões destinados à ampliação da sua capacidade de produção no Paraná.

    A empresa solicitou ao governo do Estado uma isonomia de benefícios, igualando as condições fiscais da empresa junto às suas concorrentes que possuem fábricas na região, a saber, a Avon e a Natura. Essas empresas são liberadas, por exemplo, da substituição tributária, que exige o pagamento antecipado do imposto (ICMS). A aceitação dessa solicitação será considerada decisiva para a deliberação do grupo quanto à localização da nova planta produtiva, que deverá gerar cerca de 700 empregos diretos.


    A Bombril escolheu a APAS 2011(Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados - SP) para anunciar o seu ingresso no segmento de cosméticos e higiene pessoal por meio da aquisição de 75% da Harty Cosméticos, dona da marca Ecologie, em uma transação avaliada em R$ 15 milhões. Com a aquisição, a Bombril passa a contar com as marcas Ecologie, Aquatress, Natural Pro e Raízes, entre outras, abrangendo mais de 120 produtos para cuidados dos cabelos, corpo e face em seu portfólio. A Bombril pretende, ainda, adquirir outras empresas do setor, com o intuito de ampliar a sua participação nesse mercado. Atualmente, conforme a imprensa, a Bombril mantém negociações com outras seis empresas do setor de cosméticos no intuito de firmar aquisições ou parcerias. A empresa deverá constituir uma holding com duas companhias: uma dedicada a produtos para limpeza e outra aos cosméticos.

    O mercado brasileiro de cosméticos e higiene pessoal é o terceiro maior do mundo, com faturamento em torno US$ 37,4 bilhões (2010), atrás apenas dos EUA e do Japão; no ano passado, o crescimento do setor foi de expressivos 20%. Apesar de já ser gigantesco, o potencial de crescimento desse mercado ainda é forte, absorvendo as perspectivas favoráveis quanto aos indicadores provenientes do mercado de trabalho. A Bombril espera que o faturamento da empresa de cosméticos passe dos atuais R$ 20 milhões para R$ 50 milhões, já em 2012.

    Até 2012, a empresa pretende lançar linhas de cuidados com animais de estimação e de limpeza de veículos, expandindo a sua estratégia de diversificação de portfólio, com possíveis ganhos de sinergia no processo produtivo e na comercialização/distribuição. Atualmente, 64% das vendas dos produtos da Ecologie se restringem a perfumarias e apenas 2% ao varejo. A Bombril, entretanto, pretende expandir a comercialização desses produtos no grande varejo, especialmente, supermercados. A linha de produtos da Ecologie vai se situar na faixa premium dos cosméticos vendidos em supermercados, com preços em torno de R$ 8,00.

    A empresa americana Kimberly-Clark, detentora das marcas Kleenex, Intimus, Neve e Scott, investirá o montante de US$ 250 milhões na construção de nova unidade fabril do grupo, que se localizará estrategicamente na região Nordeste do país (o estado a receber a fábrica ainda não foi definido e depende dos melhores incentivos fiscais oferecidos para o grupo), e na inauguração de dois novos centros de distribuição, que ainda não possuem um local para instalação. O plano de investimento do grupo no país estará concluído até o final de 2014.

    A produção da nova fábrica deverá atender somente a demanda do Nordeste. O foco do investimento nessa região é explicado pelo fato daquele mercado crescer acima da média nacional, além da diminuição de custos com distribuição e logística nos próximos anos. Estima-se que a obra irá gerar cerca de 300 empregos diretos e 100 indiretos. Os dois centros de distribuição também possuem foco estratégico, pois cerca de 80% dos produtos da empresa são distribuídos a partir de seu CD localizado em Mogi das Cruzes.

    O setor de cosméticos e higiene pessoal apresenta crescimento acima da média nacional nos últimos 10 anos. Por responder positivamente aos indicadores do mercado de trabalho, os quais apresentaram ótimo desempenho ao longo do ano de 2010 e com boas perspectivas para os próximos dois anos, espera-se que o faturamento do setor apresente bons resultados no período em questão. Com a crescente demanda na região Nordeste e o fato dos produtos possuírem baixo valor agregado (tornando-os menos suscetíveis a reveses econômicos), o foco para essa região é alto,  o que é corroborado pelo investimento anunciado pelo grupo americano na semana.


    Foi anunciado na manhã da quinta-feira, dia 11 de outubro de 2010, a aquisição das marcas Pom Pom, de sabonetes infantis (antes pertencente à Colgate-Palmolive), três marcas da farmacêutica Medley e, também, a aquisição do capital das distribuidoras da marca Bitufo (do segmento de higiene bucal). Essas aquisições totalizaram o montante de R$ 251,5 milhões e reforçam a participação da empresa nos setores de cosméticos & higiene pessoal e indústria farmacêutica.

    Através dessas aquisições, a empresa reforça o seu valor de mercado, aumentando o seus ativos reais, e, em consequência, sua captação de recursos na bolsa de valores, dada a maior lucratividade esperada pela empresa nos próximos anos, que tende a atrair aplicações nas ações da Hypermarcas, elevando o valor de seus papéis.

    Os setores nos quais o grupo adquiriu as marcas (Cosméticos & Higiene Pessoal e Indústria Farmacêutica), são setores que possuem boas perspectivas de crescimento, tanto no curto, quanto no médio e longo prazos. O setor de cosméticos & higiene pessoal mantém um grande ritmo de crescimento nos últimos anos, registrando crescimento acima dos 10%. Esse setor responde positivamente ao rendimento da população brasileira, que vem se elevando. A indústria farmacêutica é um setor que sofre poucos impactos advindos da conjuntura econômica, ou seja, é um setor que sofre pouco com possíveis crises. A empresa, ao aumentar sua participação nesses dois setores, que são considerados seguros do ponto de vista econômico, visa uma maior lucratividade e, indiretamente, através da bolsa de valores, aumentar sua captação de recursos no mercado financeiro.


    A Hypermarcas - dona de marcas como Assolan, Doril e Pom Pom - fechou nesta última semana (10/08) sua quinta aquisição no ano. A companhia, que já desembolsou ao todo R$ 787,6 milhões até agosto de 2010, adquiriu por R$ 350 milhões a fabricante de fraldas Mabesa do Brasil, empresa responsável pela produção de marcas como Cremer-Disney, Plim Plim, Puppet e Affective.

    Com o negócio a empresa fortalece seu portfólio no setor de beleza e higiene pessoal e se torna a maior do país no segmento de fraldas descartáveis. A companhia passou a deter cerca de 26% do mercado de fraldas infantis no país, segmento que cresce a taxa de 2 dígitos e com excelentes perspectivas em função do aumento do rendimento médio da população. Com a Mabesa, que apresentou receita líquida de R$ 267 milhões e lucro bruto de R$ 102 milhões em 2009, a Hypermarcas adiciona ainda um centro industrial, em Mogi das Cruzes (SP).

    O grupo iniciou suas atividades no setor de Produtos de Limpeza Doméstica e ampliou, com diversas aquisições, sua atuação em diversos setores da economia brasileira. Essa aquisição reforça a atuação da empresa no setor de Cosméticos & Higiene Pessoal, que apresenta crescimento acima de 10% nos últimos 10 anos. O crescimento do rendimento médio da população corrobora com a ampliação do portfólio de marcas do grupo, que acompanha as boas perspectivas desse setor para os próximos anos.


    A fabricante de produtos alimentícios, Yakult, fechou sua divisão brasileira de cosméticos, após diversas tentativas de inserção no mercado nacional ao longo dos últimos dez anos.
     A retirada da empresa japonesa do setor vai na contramão do ostensivo crescimento que a indústria cosmética vem demonstrando na última década e as boas perspectivas apresentadas pela mesma no tocante à resistência dos négocios em um ambiente repleto de expectativas desfavoráveis. Existem indicativos de que a pouca adequação ao mercado brasileiro, dos produtos vendidos e originalmente fabricados para o mercado japonês, tenha sido um dos motivos que levaram a Yakult Cosméticos a apresentar resultados aquém das metas propostas.
     A falta de um nicho específico, realidade que a Natura também vem enfrentando, pode ser considerada como outra razão para tal. Isso se comprova ao considerar o número de vezes que a divisão de cósmeticos mudou de estratégia de vendas: em um primeiro momento utilizava de revendedores que ampliavam sua base de atuação, através da indicação de possíveis novos funcionários, o chamado marketing de rede; logo após passou a praticar um modelo semelhante ao da Avon, onde uma consultora se encarrega do fornecimento e supervisão de uma série de representantes de venda que atuam no comércio de porta-em-porta; por fim adotou o sistema da Natura, onde as consultoras fazem reuniões domiciliares.
     O fechamento da empresa demostra a avidez por inovações e construção de novos nichos de mercado que o setor de cosméticos vem exigindo. Um exemplo disso seria a carioca Beleza Natural, que faz uso de sinergias entre salões de beleza e desenvolvimento de produto, porém trata-se de um player de menor escala. Por isso, acredita-se que a divisão de cosméticos da Yakult poderia ter sobrevivido caso fosse aproveitada a sinergia entre a venda de alimentos e a venda de cosméticos.

    A Avon iniciará em 2009 a construção de seu maior centro de distribuição. O investimento será de US$ 150 milhões no prédio que se localizará na cidade de Cabreúva, 80 km de São Paulo, capital. A perspectiva é de que o centro de distribuição comece a operar no final de 2010. O novo investimento vem na esteira do aumento da participação do Brasil no mercado mundial de cosméticos. O país conta com a maior frota de revendedoras da Avon, 1,2 milhão, número superior até ao dos Estados Unidos, o maior mercado consumidor dos produtos da empresa. O centro de distribuição atenderá 70% da demanda das consultoras e sua localização será propícia para o atendimento dos mercados mais significativos para a empresa, Campinas, Jundiaí, São Paulo e Sorocaba, substituindo a unidade localizada em Osasco que deverá ser desativada em meados em 2011.
    O significativo crescimento do setor de cosméticos e higiene pessoal vem incentivando os investimentos por parte dos grandes agentes do mercado. A Avon tem levado a melhor nessa disputa, sobretudo pelo apelo popular de seus produtos e robustez de sua estrutura logística; entretanto, apesar dos resultados inferiores aos da rival, a Natura também traça seus planos de expansão, aumentando a proximidade entre as consultoras e revendedoras, e descentralizando a produção, como indica o anúncio feito pela mesma, da construção de mais 2 centros de distribuição como parte de seu plano de investimentos de R$ 400 milhões até o ano de 2010.


    A Hypermarcas anunciou no dia 28 de julho, segunda-feira, a compra das marcas locais da multinacional americana Revlon. Acquamarine, Campos do Jordão, Juvena e Bozzano, líder no mercado de preparação para barbear, são os nomes comprados pelo grupo varejista no valor de US$ 104 milhões.
    Os recursos necessários para aquisição foram oriundos da abertura de capital que se deu em abril de 2008, na qual foram captados R$ 600 milhões, sendo que 60% desse montante será destinado à compra de ativos. Ainda no mesmo dia, a Hypermarcas também anunciou a compra da NY Looks e NY Radical, no valor de R$ 60 milhões o que totalizou em 85 o número de marcas detidas pela companhia, 25 destas no setor de higiene e beleza.
    Os planos mais ousados ficam à cargo da Bozzano, pela qual a Hypermarcas pretende lançar, entre outros produtos, laminas de barbear visando a entrada no segmento que fatura R$ 1,5 bilhão por ano, cuja marca líder é a Gillete, da Procter e Gamble. A aquisição foi responsável pela alta nos papéis da empresa, ampliando seu valor em 3,45% na data em questão comparada ao preço de venda na abertura de capital (R$ 17 por ação).
     


    A Lei nº 12.785, de 20/12/2007, foi publicada, alterando as normas do pagamento do ICMS de São Paulo, que, entre outras modificações, estabeleceu a antecipação do pagamento, antes feito em diversos pontos da cadeia produtiva. A elaboração do cálculo de ser feita a partir da contagem dos produtos em estoque, sendo que o imposto deverá ser pago no período de apuração da entrada da mercadoria no estabelecimento em questão.
      A substituição tributária, de acordo com o decreto 52.364, de 13/11/2007, irá incidir sobre a os seguintes produtos:
                i) medicamentos;
                ii) bebidas alcoólicas, exceto cerveja e chope;
               iii) produtos de perfumaria;
               iv) produtos de higiene pessoa.
      Essa substituição da carga tributária resultou em alta de 15% nos preços dos produtos de higiene e limpeza. Segundo o vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS), "As empresas, especialmente pequenas e médias, adotaram o que estamos chamando de índice de segurança".
      Como o pagamento do imposto deve ser feito no momento de entrada do produto, seu preço deve ser presumido, portanto, as empresas encontram nessa aparente incerteza (não houve mudança da base de cálculo do ICMS, de acordo com a Fazenda Paulista) um elemento que pode justificar o aumento dos preços como forma de proteger a margem de lucros. Como o valor do imposto é determinado ex ante, existe a possibilidade de distorções quanto ao valor de sua venda efetiva, podendo abrir precedentes para a prática de irregularidades.